Leia as antigas edições de Espaço Geográfico

espacogeografico

Desde os primeiros meses após sua fundação, em 1989, até o início de 2002, a diretoria da AGB-Campinas editou o boletim informativo Espaço Geográfico, que era enviado por correio para os sócios da entidade. São cerca de 30 edições que circularam sem periodicidade, ao sabor das idas e vindas dos geógrafos e geógrafas que construíam a AGB de Campinas.

O Espaço Geográfico existiu por 13 anos e há 13 anos deixou de existir. Entre diversos materiais, reencontramos os antigos boletins arquivados em nossa sede. Após sua organização, realizamos a digitalização destes documentos que ajudam a contar um pouco da história da Geografia campineira e da Associação dos Geógrafos Brasileiros. A iniciativa é apenas a primeira ação do projeto Memória da AGB-Campinas.

As edições estão disponíveis aqui.

Esperamos que aproveitem!

Campinas, março de 2015.

Diretoria Executiva Local

Boletim Campineiro de Geografia, v. 4, n. 1

Companheiras e companheiros da AGB,

Temos a satisfação de anunciar o lançamento de uma nova edição do Boletim Campineiro de Geografia, da AGB-Campinas.

Esta edição apresenta, além de um importante conjunto de artigos, uma resenha, uma tradução inédita e uma valiosa entrevista com a geógrafa cubana Luisa Iñiguez Rojas.

O sumário da edição segue abaixo:

ARTIGOS

Uma Geografia da pobreza urbana: informalidade e precarização do trabalho
– Tatiana Tramontani Ramos

Elementos da formação territorial brasileira: a federação nacional como evento geográfico
– Fabricio Gallo

Compartimentos quilombolas e a luta por direitos no estado do Paraná (Brasil)
– Clayton Luiz da Silva

Formação e atualidade da questão regional no processo de modernização do Vale do Jequitinhonha mineiro
– Ana Carolina Gonçalves Leite

O hip-hop como manifestação territorial: aspectos regionais do rap no Brasil
– Renan Lélis Gomes

A implantação do novo espaço de CT&I da Região Metropolitana de Campinas (SP): Parque Científico e Tecnológico da Unicamp
– Lucas Baldoni

RESENHA
Resenha: Terras de uso comum no Brasil, de Nazareno José de Campos
– Vicente Eudes Lemos Alves

ENTREVISTA
Entrevista: Luisa Iñiguez Rojas
– André Pasti, Melissa Steda, Wagner Nabarro

TRADUÇÃO
Como descrever os objetos técnicos?
– Madeleine Akrich (tradução: Carlos Eduardo Nobre)

A edição completa pode ser acessada aqui.

Boa leitura!

Debate: Regionalização e planejamento

A AGB-Campinas realizará na próxima terça-feira, dia 24 de março, no Plenário da Câmara Municipal de Campinas, um debate sobre Regionalização e Planejamento. A atividade faz parte da agenda de atividades do Coletivo pela Reforma Urbana de Campinas sobre a Revisão do Plano Diretor de Campinas 2016.

Divulgue e compareça!

Esta atividade conta com a participação do mandato do vereador Pedro Tourinho, e apoio do Fórum Cidadão pelo Plano Diretor Participativo e Campinas Que Queremos.

Edital AGB-Campinas 02/2015

EDITAL AGB CAMPINAS 02/2015
REABERTURA DE INSCRIÇÕES DE CHAPAS PARA A GESTÃO 2015-2017

A Diretoria Executiva da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas, considerando que não houve inscrições para o processo eleitoral da entidade até o término do período previsto no Edital 01/2015 encerrado em 27/02/2015, define por meio do presente Edital novo período de inscrições de chapas, permanecendo inalterados os demais prazos do processo eleitoral conforme instruções e prazos especificados nos itens 1.1 a 1.3:

1) Do Calendário do Processo Eleitoral:
1.1) Inscrições das chapas: de 09/03/2015 a 13/03/2015.
1.2) Eleições: 25/03/2015, com urnas localizadas nos municípios de Campinas/SP e Rio Claro/SP.
1.3) Assembleia Extraordinária: 26/03/2015, às 18h, na sede social.

2) Do Processo Eleitoral:
2.1) As inscrições para chapas estarão abertas no período de 10/03/2015 a 16/03/2015.
2.2) A inscrição das chapas deve ser requerida em formulário próprio obtido na sede da AGB Campinas e vir acompanhada do respectivo plano de trabalho para a gestão 2015-2017, nos termos do Art. 33 do Estatuto Social da AGB Campinas.
2.3) A Comissão Eleitoral será responsável pelo recebimento dos requerimentos, orientações, esclarecimentos e avaliação da documentação entregue pelos candidatos das chapas.
2.4) Compete à Comissão Eleitoral promover e fiscalizar o processo de votação fazendo cumprir as disposições estatutárias e regimentais. Deverá ainda proceder a apuração dos votos, fazendo lavrar a ata de eleição e dar posse à nova Diretoria Executiva Local.
2.5) A votação ocorrerá simultaneamente em urnas localizadas na sede da Seção Local da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas, situada na Cidade Universitária “Zeferino Vaz”, Rua Pandiá Calógeras, s/n, Prédio da Engenharia Básica da Universidade Estadual de Campinas; e na Universidade Estadual Paulista (UNESP); e campus de Rio Claro, Bloco Didático GII, situado na Av. 24-A, número 1515, ambas as localidades com período de votação no período de 17h30min às 19h do dia 25/03/2015.

3) Dos documentos necessários para a inscrição:
Devem ser apresentados os seguintes documentos para a inscrição das chapas:
● Requerimento de inscrição da chapa, obtido na Sede da Seção Local, discriminados e preenchidos todos os cargos da Estrutura Administrativa pelos integrantes da chapa.
● Comprovante de inscrição de pagamento da anuidade da AGB, para cada integrante da chapa, cujo prazo para a regularização será encerrado em 10/03/2015.
● Cópias dos documentos de identidade (RG) e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de todos os integrantes da chapa.

4) Da Posse:
4.1) A posse da nova Diretoria Executiva Local terá início ao final do processo eleitoral, pelo período de 2 (dois) anos e seu término se dará em 26 de março de 2017.
4.2) Não havendo chapas inscritas ou chapa eleita, a atual gestão terá seu mandato prorrogado por mais 30 dias e convocará nesse mesmo prazo a Assembleia Geral Extraordinária para a realização de novas eleições.

5) Das Disposições Gerais:
5.1) Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria Executiva da AGB Campinas.
5.2) Outras informações e dúvidas podem ser encaminhadas à Comissão Eleitoral, para Mariana da Silva Lima (marianalima1207@gmail.com), Stéphanie Rodrigues Panutto (stephanie.panutto@gmail.com) ou Wagner Wendt Nabarro (e-mail: wagner.wn@gmail.com).

Campinas, 09 de março de 2015.

Documento

Edital 02/2015

Nova edição do AGB em Debate

A Diretoria Executiva Nacional da AGB preparou uma nova edição do AGB em Debate, publicação que já foi muito importante para a comunicação da entidade quando o acesso à internet era reduzido, nas décadas de 1980 e 1990. A edição mais recente é de 2011. A nova diretoria da AGB pretende retomar sua periodicidade de agora em diante e assim melhor divulgar as ações da AGB. Faça o download aqui.

Geógrafos comentam a morte de Oswaldo Sevá

Durante a semana, na lista Interseções da AGB, geógrafos comentaram a morte de Oswaldo Sevá, ocorrida no início do mês.

Arlete Moysés Rodrigues:
Caríssimos companheiros, compartilhei com muitas jornadas com o Sevá, grande amigo e bem vocês disseram tudo. Estou muito triste. Um abraço para todos. Foi uma dificil semana – a morte do Zezeu Ribeiro – amigo, companheiro de luta da reforma urbana e agora do Sevá.

Arthur Breno Sturmer, AGB-João Pessoa:
Colegas, é com grande pesar que recebemos a triste notícia sobre o professor Sevá!

Dirce Suertegaray:
É com surpresa e grande pesar que recebo essa notícia. Sevá desde os anos 80 dialogou com a AGB. Tendo proferido palestras sobre o tema que o movia em mais de uma ocasião junto a AGB- PA. Mais uma das grandes perda com seu precoce falecimento. Um abraço a todos.

Carlos Augusto de Amorim Cardoso:
Olá colegas agebeanos. Não sei se cabe nesta agbinterseções. Mas vá lá! Gostaria de expressar meu pesar pela morte do Prof. Sevá. Gostaria ainda de lembrar que, quando de sua passagem na Paraíba, foi interlocutor de geógrafos na UFPB e na AGB: Ana Madruga, Eduardo Pazera (diretor e membro ativo da AGB – SLJP), Moacyr Madruga (representante da AGB junto ao Confea/Crea, recentemente falecido) para citar os mais engajados na AGB.

Tem início o projeto ‘Memória da AGB-Campinas’

Em outubro de 2014 começaram as primeiras discussões sobre a necessidade de organizar o acervo da seção local de Campinas da AGB. Vinte cinco anos de história, registrados em documentos originais, boletins, periódicos, livros e itens audiovisuais, estão guardados em uma pequena sala no Instituto de Geociências da Unicamp. Este material, contudo, carece ser organizado e catalogado. E, mais importante, vir a público.

O professor Vicente Eudes Lemos Alves, diretor da AGB-Campinas e docente da Unicamp, solicitou uma bolsa na modalidade auxílio social ao Serviço de Apoio ao Estudante, órgão da Pró-Reitoria de Graduação da Unicamp, com apoio do secretário Gustavo Teramatsu e do tesoureiro Luciano Duarte. O pedido foi aceito e a bolsista Mariana da Silva Lima, estudante do terceiro ano de graduação em Geografia da Unicamp, trabalhará no projeto entre março de 2015 e fevereiro de 2016.

Ao longo do ano, Mariana será responsável por redescobrir a história da AGB-Campinas, que confunde-se no último quartil de século com boa parte da própria história da Geografia campineira, que será, aos poucos, divulgada nesta página.

Abaixo está o projeto enviado ao SAE-Unicamp:

PROJETO MEMÓRIA DA SEÇÃO LOCAL DE CAMPINAS DA ASSOCIAÇÃO DOS GEÓGRAFOS BRASILEIROS

A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), seção Campinas, foi fundada em 1989 e desde 1998 funciona em instalações cedidas pela Unicamp, inicialmente pelo IFCH, depois pela PREAC, na rua Doutor Quirino, 1856, e posteriormente pelo IG. Entre as prerrogativas da associação está a difusão da ciência geográfica na Região Metropolitana de Campinas e respondendo esta demanda também esta demanda na região do Rio Claro e outros municípios do interior paulista. O movimento dos geógrafos na AGB-Campinas, entre diversas conquistas, impulsionou a criação do próprio curso de graduação em Geografia da Unicamp, realizando debates para isto desde a primeira metade dos anos 1990. Ao longo de toda a existência do curso na Unicamp, a entidade este muito próxima da graduação, já que é composta majoritariamente por estudantes e docentes da Unicamp e trabalha para a promoção de eventos e debates que contribuem para a formação acadêmica deste corpo discente. Por isso, atualmente, seu acervo permanente — reunido a partir de aquisições e doações feitas ao longo destes 25 anos — está sob a guarda do IG-Unicamp. É composto por documentos históricos, mapas, livros, periódicos e material didático e iconográfico, como fotografias e vídeos, que ainda não estão catalogados nem disponíveis para consulta. Este projeto tem como objetivo organizar este importante acervo e colocá-lo à disposição da comunidade da Unicamp e de geógrafos e professores de Geografia de Campinas e região.

Uma vez concluído o projeto, uma importante fonte para pesquisas bibliográficas estará organizada e disponível à consulta. O acervo beneficiará o conjunto de estudantes dos cursos de graduação em Geografia, bem como geógrafos formados, pós-graduandos e professores da Região Metropolitana de Campinas, que poderão consultar presencialmente o acervo. A divulgação online da catálogo, além da digitalização de parte do material, tem a intenção de potencializar o número de geógrafos atingidos.

O trabalho da bolsista consistirá em 1) realizar a triagem, organização, higienização e catalogação do material do acervo (mar.-jun./2015); 2) digitalizar do acervo (jul.-out./2015); 3) auxiliar a criação e divulgação de uma base de dados online para consulta ao acervo (nov./2015-fev./2016).

Para a consecução do projeto, a AGB-Campinas já adquiriu com recursos próprios uma impressora multifuncional e ainda no mês de março adquirirá um notebook.

Nota de pesar | Professor Oswaldo Sevá

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Foto: Movimento Xingu Vivo para Sempre

A AGB-Campinas lamenta o passamento de Oswaldo Sevá, ocorrido à meia-noite do último sábado, aos 66 anos. O professor Sevá, livre-docente aposentado da Unicamp, embora fosse engenheiro formado pela Escola Politécnica, aproximou-se ao longo de sua carreira da Geografia e dos geógrafos. Entre 1979 e 1982, interrompendo suas atividades de docência em João Pessoa, na UFPB, ele realizou o doutorado em Paris orientado pelo geógrafo Michel Rochefort (falecido em janeiro último), que lhe acolheu junto com Yves Lacoste. Em sua tese, escreveu sobre aspectos políticos e geográficos dos investimentos internacionais em eletricidade, mineração e metalurgia. Nos anos 80, dialogou com Manuel Correia de Andrade, Aziz Ab’Sáber, Milton Santos, Carlos Minc, Carlos Walter Porto Gonçalves. Em 1988, ele se tornou o primeiro livre-docente do Instituto de Geociências da Unicamp, no Departamento de Política Científica e Tecnológica, com a tese “No limite dos riscos e da dominação: a politização dos investimentos industriais de grande porte”. No início dos anos 90, Sevá foi para o Departamento de Energia da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp. Nos últimos anos, como professor do doutorado em Antropologia Social e Ciências Sociais, Sevá se dedicava a pesquisas sobre a energia hidrelétrica e se opunha à construção da Usina de Belo Monte, que tem afetado a população local na região de Altamira, às margens do Rio Xingu, no Pará. Recentemente Sevá, que foi convidado para os ENGs de 1990 e 2006, mantinha ainda o diálogo constante com geógrafos de Campinas, sua terra natal, e em várias oportunidades aceitou convites para falar aos estudantes de Geografia. Infelizmente, foi interrompido pela doença e pelo precoce falecimento.

Campinas, 2 de março de 2015.

Diretoria Executiva Local
Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas

Boa parte da obra recente de Sevá está disponível na internet. A seguir, um pouco de sua produção intelectual nos últimos dez anos:

[link] SEVÁ FILHO, A. O.; KALINOWSKI, L.M. Transposição e hidrelétricas: o desconhecido Vale do Ribeira (PR-SP). Estudos Avançados (USP), v. 26, p. 269-286, 2012.
[link] SEVÁ FILHO, A. O. ; GARZON, L.F.N. ; NOBREGA, R. da S. . Rios de Rondônia: jazidas de megawatts e passivo social e ambiental. In: Antonio Manuel Valdez Borrero; Vinicius Valentim Raduan Miguel. (Org.). Horizontes amazonicos: Economia e Desenvolvimento. 1a.ed.Rio de Janeiro: Letra Capital, 2011, v. , p. 51-65.
[link] SEVÁ FILHO, A. O. . Problemas intrínsecos e graves da expansão mineral, metalúrgica e hidrelétrica nas Amazônias. In: ZHOURI,A.; LASCHEFSKI,K.. (Org.). Desenvolvimento e Conflitos Ambientais. 1.ed.Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010, v. , p. 114-147.
[link] SEVÁ FILHO, A. O. “Estranhas catedrais. Notas sobre o capital hidrelétrico, a natureza e a sociedade”. Ciência e Cultura, v. 60, p. 44-50, 2008.
[link] SEVÁ FILHO, A. O. . Refinando a perícia: o trabalho, o saber, a condição humana. In: Marcelo Firpo Porto; Roberto Bartholo. (Org.). “Sentidos do Trabalho Humano. Miguel de Simoni, presença inspiração”. 1ed.Rio de Janeiro: E-papers serviços Editoriais, 2006, v. , p. 235-254.
[link] SEVÁ FILHO, A. O. (org.) . “TENOTÃ-MÕ. Alertas sobre as conseqüências dos projetos hidrelétricos no rio Xingu”. 01. ed. São Paulo: International rivers Network, 2005. v. 01. 344p.
[link] SEVÁ FILHO, A. O. Problemas ambientais e de vizinhança relacionados à energia, águas e indústria: regiões atingidas e focos relevantes de riscos no Estado do Rio de Janeiro . Revista Rio de Janeiro, v. 16-17, p. 143-166, 2005.

Edital AGB-Campinas 01/2015

EDITAL AGB-CAMPINAS 01/2015
ABERTURA DE INSCRIÇÕES DE CHAPAS PARA A GESTÃO 2015-2017

A Diretoria Executiva da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas convoca por meio do presente instrumento as eleições para a Diretoria Executiva Local para a Gestão 2015-2017, conforme instruções e prazos especificados nos itens a seguir.

1) Do Calendário do Processo Eleitoral:

1.1) Inscrições das chapas: de 23/02/2015 a 27/02/2015.
2.1) Eleições: 25/03/2015, com urnas localizadas nos municípios de Campinas/SP e Rio Claro/SP.
2.3) Assembleia Extraordinária: 26/03/2015, às 18h, na sede social.

2) Do Processo Eleitoral:

2.1) As inscrições para chapas estarão abertas no período de 23/02/2015 a 27/02/2015.
2.2) A inscrição das chapas deve ser requerida em formulário próprio obtido na sede da AGB Campinas e vir acompanhada do respectivo plano de trabalho para a gestão 2015-2017, nos termos do Art. 33 do Estatuto Social da AGB Campinas.
2.3) A Comissão Eleitoral será responsável pelo recebimento dos requerimentos, orientações, esclarecimentos e avaliação da documentação entregue pelos candidatos das chapas.
2.4) Compete à Comissão Eleitoral promover e fiscalizar o processo de votação fazendo cumprir as disposições estatutárias e regimentais. Deverá ainda proceder a apuração dos votos, fazendo lavrar a ata de eleição e dar posse à nova Diretoria Executiva Local.
2.5) A votação ocorrerá em urnas localizadas na sede da Seção Local da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas, situada na Cidade Universitária “Zeferino Vaz”, Rua João Pandiá Calógeras, 148, Prédio da Engenharia Básica da Universidade Estadual de Campinas; e na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP); e campus de Rio Claro, Bloco Didático GII, situado na Av. 24-A, número 1515, ambas as localidades em votação simultânea compreendida no período de 17h30 às 19h do dia 25/03/2015.

3) Dos documentos necessários para a inscrição:
Devem ser apresentados os seguintes documentos para a inscrição das chapas:
● Requerimento de inscrição da chapa, obtido na Sede da Seção Local, discriminados e preenchidos todos os cargos da Estrutura Administrativa pelos integrantes da chapa.
● Comprovante de inscrição de pagamento da anuidade da AGB, para cada integrante da chapa, cujo prazo para a regularização será encerrado em 23/02/2015.
● Cópias dos documentos de identidade (RG) e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de todos os integrantes da chapa.

4) Da Posse:
4.1) A posse da nova Diretoria Executiva Local terá início ao final do processo eleitoral, pelo período de 2 (dois) anos e seu término se dará em 26 de março de 2017.
4.2) Não havendo chapas inscritas ou chapa eleita, a atual gestão terá seu mandato prorrogado por mais 30 dias e convocará nesse mesmo prazo a Assembleia Geral Extraordinária para a realização de novas eleições.

5) Das Disposições Gerais:
5.1) Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria Executiva da AGB Campinas.
5.2) Outras informações e dúvidas podem ser encaminhadas à Comissão Eleitoral, para Mariana da Silva Lima (marianalima1207@gmail.com), Stéphanie Rodrigues Panutto (stephanie.panutto@gmail.com) ou Wagner Wendt Nabarro (e-mail: wagner.wn@gmail.com).

Campinas, 20 de fevereiro de 2015.

Documentos 

Edital AGB-Campinas 01/2015
Requerimento de inscrição de chapa para a gestão 2015-2017 da AGB-Campinas + Anexo (Integrantes da chapa)
Estatuto da Associação dos Geógrafos Brasileiros
Estatuto da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas

Convocatória| Assembleia geral ordinária, 12 de fevereiro, às 15 horas

Prezados(as) associados(as)

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral ordinária a ser realizada no dia 12 de fevereiro de 2015 (quinta-feira), às 15 horas em primeira chamada e às 15 horas e 30 minutos em segunda chamada, na sala EB-04, no prédio da Engenharia Básica (prédio de salas de aula do IG-Unicamp, na Rua João Pandiá Calógeras, n. 148, Cidade Universitária), para discussão da seguinte pauta:

1) Informes

ORDEM DO DIA
2) Prestação de contas (tesouraria) e relatório de atividades (secretaria) referente ao ano de 2014
3) Balanço financeiro e avaliação política da gestão 2013-2015
4) Aprovação das contas da gestão 2013-2015
6) Relato da 120ª Reunião da Gestão Coletiva e discussão dos encaminhamentos
7) Eleição de delegados para a 121ª RGC em Niterói (RJ)
8) Revisão dos valores das anuidades a partir de 2015
9) Outros assuntos

A inclusão de novos itens na pauta pode ser solicitada à secretaria da AGB-Campinas por meio do e-mail campinas@agb.org.br até a manhã do dia 12 de fevereiro.

Diretoria Executiva Local

Campinas, 5 de fevereiro de 2015.

Anexos para discussão
Ata da assembleia extraordinária da AGB (18/10/2014, São Paulo, SP)
Ata da assembleia geral ordinária da AGB-Campinas de 4 de dezembro de 2014
Sumário Executivo das Deliberações da 120ª RGC + Ata da 120ª Reunião da Gestão Coletiva (12-14/12/2014, Viçosa, MG)
1ª Circular do VIII Fala Professor (9-12/10/2015, Catalão, GO)
Convocatória da 121ª Reunião da Gestão Coletiva (6-8/3/2015, Niterói, RJ)

 

Anais do 4º Encontro de Ensino de Geografia

Em setembro, mais de cem pessoas participaram do 4º Encontro Regional de Ensino de Geografia de Campinas, que teve como tema a “Formação de professores de Geografia: políticas e práticas curriculares”. Os Anais estão disponíveis para download (basta clicar na imagem). Em 724 páginas, estão os 58 trabalhos publicados na íntegra, além de demais informações sobre este evento.

Boa leitura!

Anais

Convocatória | Assembleia geral ordinária, 4 de dezembro, às 17h30

Prezados(as) associados(as)

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral ordinária a ser realizada no dia 4 de dezembro de 2014 (quinta-feira), às 17h30 em primeira chamada e às 18h em segunda chamada, na sala EB-04, no prédio da Engenharia Básica (prédio de salas de aula do IG-Unicamp, na Rua João Pandiá Calógeras, n. 148, Cidade Universitária), para discussão da seguinte pauta:

1) Informes

ORDEM DO DIA
2) Prestação de contas (tesouraria) e relatório de atividades (secretaria)
3) Eleição de delegados para a 120ª RGC em Viçosa (MG)
4) Eleição da diretoria biênio 2015-2016
5) Outros assuntos

A inclusão de novos itens na pauta pode ser solicitada à secretaria da AGB-Campinas por meio do e-mail campinas@agb.org.br até a manhã do dia 4 de dezembro.

Diretoria Executiva Local

Anexos

Convocatória da 120ª Reunião da Gestão Coletiva

Jornal da Unicamp destaca pesquisas de jovens geógrafos

Logo_UnicampHá quatro semanas consecutivas, o Jornal da Unicamp vem publicando uma série de reportagens sobre pesquisas de jovens geógrafos realizadas no programa de pós-graduação em Geografia da Universidade. No último semestre, as reportagens do JU divulgaram ao todo dez dissertações de mestrado e teses de doutorado defendidas recentemente e que estão disponíveis para download gratuito na Biblioteca Digital da Unicamp.

A vida em uma ‘máquina de morar’, JU #602, 11 de agosto

Os moradores dos conjuntos habitacionais e dos bairros localizados na região do Distrito Industrial de Campinas (DIC) não têm “direito à cidade”, pois não contam com equipamentos e serviços urbanos em número suficiente para assegurar o seu bem-estar e qualidade de vida, como transporte, escolas, postos de saúde e áreas de lazer. A conclusão é da dissertação de mestrado do geógrafo Ivan Oliveira Lima, defendida no Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, sob a orientação da professora Regina Célia Bega dos Santos. “A população desses bairros vive numa máquina de morar. Ou seja, as pessoas moram ali, mas não mantêm relações efetivas com o local”, afirma o autor do trabalho. Leia mais.

Circuitos turísticos ajudam a preservar heranças culturais italianas, conclui tese, JU #603, 25 de agosto

Envolvido na questão da cultura ítalo-descendente desde a graduação, Marcelo Panis, no projeto de doutorado, decidiu abordar o uso desta cultura pela prática turística. “Circuitos turísticos ítalo-descendentes: o uso contemporâneo das heranças culturais no Sul e Sudeste do Brasil” é o título da tese orientada pela professora Maria Tereza Duarte Paes e defendida no Instituto de Geociências (IG). “Quis investigar como se dá o processo de conversão dos elementos do patrimônio material e imaterial em produtos turísticos, e se este processo ocorre de forma a artificializar a cultura ítalo-descendente, ou se realmente contribui para mantê-la”, explica o autor da pesquisa. Leia mais.

Aos pés da cordilheira, JU #607, 22 de setembro

A literatura científica traz um dado ideal para que a pessoa viva com um mínimo de qualidade ambiental: residir no raio máximo de 500 metros de uma área de vegetação (o índice de área verde por habitante). O dado foi lapidado pela geógrafa Mariana Ferreira Cisotto para sua tese de doutorado em análise ambiental e dinâmica territorial, “Cidade e natureza: o papel das áreas verdes na urbanização recente da província de Santiago do Chile”, orientada pelo professor Antonio Carlos Vitte e apresentada no Instituto de Geociências (IG) da Unicamp. Antes, no mestrado, a autora já havia dirigido o mesmo foco para Campinas, relacionando a distribuição das áreas verdes e o processo de urbanização do município paulista. Leia mais.

Zoneamento ecológico-econômico faz cair taxa de desmatamento no AC, JU #608, 26 de setembro

Estado do Acre possui praticamente a metade de seu território (45,66% da superfície de 164.000 km²) destinada a unidades de conservação de proteção integral (9,52%), unidades de uso sustentável (21,58%) e terras indígenas (14,55%) – isso equivale a quatro vezes mais do que a média nacional de áreas protegidas e ao dobro da média da região Norte. Tese de doutorado apresentada no Instituto de Geociências (IG) atribui esta configuração peculiar do Estado acriano à aplicação de um conjunto de instrumentos de ordenamento territorial organizado segundo regras de conservação e uso sustentável; e que tem permitido a expansão de atividades econômicas e de infraestrutura, mantendo a cobertura florestal. Leia mais.

Soja degrada meio ambiente e alimenta especulação no TO, JU #609, 3 de outubro

Em dissertação de mestrado apresentada ao Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, orientada pelo professor Vicente Eudes Lemos Alves, a geógrafa Debora Assumpção e Lima busca compreender as transformações do espaço agrário do Tocantins a partir da expansão do plantio de soja, que lidera a exportação agropecuária deste Estado, criado e desmembrado de Goiás em 1988 e com governo instalado em Palmas desde 1990. Esta mais nova unidade da Federação, situada na região Norte do Brasil, na chamada Amazônia Legal, tem sua geografia dominada por dois rios, que a percorrem de sul a norte: o Tocantins e o Araguaia, este na divisa com Mato Grosso e Pará. A partir de sua criação, o Estado tem atraído agricultores modernos e empresas hegemônicas em vista da grande oferta de terras do Cerrado e do desenvolvimento logístico. Leia mais.

Crescimento faz Paulínia ter valorização desigual de terra,  JU #611, 17 de outubro

No contexto da Região Metropolitana de Campinas (RMC), o município de Paulínia ocupa um papel de grande destaque e revela características peculiares. Ele se mostra como fruto do processo de desconcentração da metrópole campineira tanto no que diz respeito aos aspectos populacionais como as atividades produtivas. Por ocasião da sua criação, com a desvinculação de Campinas em 1964, o uso urbano efetivo do seu território não chegava a 1%. Entretanto, a partir de 1970, esse cenário começa a se alterar em razão da ocorrência de um intenso processo de diversificação da economia marcado pela chegada de grandes empresas, particularmente da Refinaria de Paulínia (Replan), instalada em 1972, por iniciativa dos governos municipal e federal. Em decorrência do significativo aumento da arrecadação do ICMS, o município ampliou e qualificou os serviços de infraestrutura, de saúde e educação, atraindo um contingente significativo de migrantes, o que levou a uma grande expansão da mancha urbana efetivamente ocupada, que hoje corresponde a aproximadamente 27% da área municipal. Leia mais.

Ciência na paisagem, JU #612, 31 de outubro

No início do século 19, a arte da pintura de paisagem ajudou a geografia a nascer como ciência e o Brasil a se enxergar como país, diz a dissertação de mestrado “A Geografia e a Paisagem Tropical nas Pinturas de Johann Rugendas”, defendida por Vonei Ricardo Cene do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp. “A premissa desta pesquisa é que a pintura de paisagem é concomitante ao próprio processo de desenrolar do conceito de paisagem na geografia, havendo assim, uma profunda interconexão entre estes dois atos, o acadêmico, sobre a construção do conceito de paisagem e o prático, sobre a pintura e toda a técnica envolvida”, afirma o trabalho. Leia mais.

Entre secas e cheias, irrompe a nova geografia pantaneira, JU #613, 10 de novembro

As novas relações de trabalho advindas do turismo e da modernização da pecuária ocorridas na região do Pantanal, a partir da década de 1970, modificaram profundamente o modo de vida da população local. Estudo conduzido pela geógrafa Mara Aline Ribeiro, pesquisadora do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, revela que as transformações social, econômica e cultural da “gente pantaneira” promoveram um novo significado para a geografia da região. No estudo, a geógrafa afirma que a economia global imprimiu novos caminhos para a produção espacial, introduziu novos sujeitos, reorganizou o modo de vida dos habitantes e modificou suas relações com a natureza. Não restou, de acordo com ela, alternativas à comunidade pantaneira, a não ser se adaptar a este novo cenário, “ditado pela economia mundial a partir do processo de globalização.” Leia mais.

Segregação socioespacial atinge Santos, JU #613, 10 de novembro

Pesquisa de mestrado conduzida pela geógrafa Maria Isabel Figueiredo Pereira de Oliveira Martins identificou em Santos, cidade do litoral sul do Estado de São Paulo (SP), forte segregação socioespacial advinda do processo de urbanização do município. Conforme o estudo, esta divisão está atrelada à ação de agentes produtores do espaço que operam sob a chancela dos órgãos públicos, por meio da constante implementação de empreendimentos imobiliários verticais em áreas específicas. “O espaço urbano em Santos é produzido para atender uma classe social abastada. Os altos preços dos terrenos fazem com que algumas áreas da cidade sejam valorizadas. A população de baixa renda e a classe média, por sua vez, não têm acesso a esses espaços. Elas são obrigadas, por conta desta valorização diferencial, a fixar suas moradias em áreas que não têm tanta infraestrutura urbana”, expõe a pesquisadora. Leia mais.

A cidade invisível, JU #614, 17 de novembro

Campinas rica, Campinas pobre. Duas populações distintas numa cidade de 1,2 milhão de habitantes, vivendo progressos e retrocessos. Trata-se de uma cidade corporativa, voltada principalmente a grandes empresas, e não à própria população. É um município que esconde a sua periferia, a terceira maior do Estado de São Paulo, com quase 15% de sua população morando em área de ocupação urbana, de loteamento irregular ou de favelas. “Cerca de 150 mil pessoas não são devidamente ouvidas e não têm acesso à infraestrutura e serviços urbanos. Por isso, se não lhes dermos voz no Plano Diretor de Campinas, elas não vão conseguir nada no futuro”. Esta é uma das conclusões da geógrafa Helena Rizzatti Fonseca em estudo de mestrado apresentado ao Instituto de Geociências (IG), ao estudar as duas maiores ocupações urbanas da cidade: o Jardim Campo Belo e o Parque Oziel. Leia mais.

 

 

Vaga de professor de Geografia no IFSP em Bragança Paulista

Entre 24 e 26 de novembro de 2014 estarão abertas as inscrições do processo seletivo 993/2014 do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), voltado ao provimento de uma vaga de Professor Substituto ou Temporário no campus de Bragança Paulista.
O docente de Geografia, com a titulação mínima em Licenciatura, trabalhará em jornada semanal de 40 horas. A remuneração varia de R$ 2.764,65 a R$ 4.719,27, conforme a titulação apresentada.

As inscrições são na sede do campus (avenida Francisco Samuel Lucchesi Filho, nº. 770, Penha), mediante entrega de documentos listados e pagamento da taxa, de R$ 15,00. O processo seletivo vale até 31/12/2015, podendo se prorrogado por um ano.

Leia o edital.

Fórum Nacional de Reforma Urbana demanda Ministro das Cidades comprometido com direito à cidade, em carta à Presidenta

O Fórum Nacional de Reforma Urbana (do qual a AGB participa) enviou, ontem, uma Carta à Presidenta da República, Dilma Rousseff, sobre os rumos do Ministério das Cidades. Na carta, o Fórum afirma que “nas últimas gestões do Ministério, sua atuação foi insuficiente na implementação das bandeiras da reforma urbana e do direito à cidade”. Também crítica os nomes especulados na mídia para assumirem o Ministério, dentre os quais há “adversários da agenda da reforma urbana, representantes de interesses exclusivos do mercado sobre as cidades”.

O FNRU defende que “a escolha do próximo Ministro seja motivada pelo compromisso com a plataforma da reforma urbana e pelo histórico de ação firme e permanente na busca por cidades mais justas, democráticas e equilibradas”. O Fórum cita, ainda, nomes alinhados com essa plataforma, como Inácio Arruda, Nabil Bonduki, Olívio Dutra, Raquel Rolnik e Zezéu Ribeiro.

ACESSE A CARTA NA ÍNTEGRA.

O Fórum Nacional de Reforma Urbana é um grupo de organizações brasileiras que lutam por cidades melhores para todos nós. São movimentos populares, associações de classe, ONGs e instituições de pesquisa que querem promover a reforma urbana e efetivar o direito à cidade.

Novo número do Boletim Campineiro de Geografia

O último número do Boletim Campineiro de Geografia traz seis artigos inéditos e uma homenagem à geógrafa Bertha Becker, com uma resenha de seu livro mais recente — A urbe amazônica — e um depoimento de Fany Davidovich, sua irmã mais velha. Acesse aqui.

* * *

ARTIGOS

Lisandra Pereira Lamoso
Indústria, desindustrialização e território

Marina Castro
Redes corporativas e incentivos territoriais: a dispersão dos Contact Centers para as cidades médias brasileiras

Mirlei Fachini Vicente Pereira, Lais Ribeiro Silva
Os nexos urbanos do agronegócio: uma avaliação a partir da genética bovina em Uberaba-MG

Eliza Pinto de Almeida
As complexas relações público e privado na saúde: o uso do território em Santana do Ipanema, Alagoas

Villy Creuz
Renovadas articulações entre os circuitos da economia urbana através das finanças: especificidades de Buenos Aires e São Paulo

Carlos Henrique Costa da Silva
Entendendo Buenos Aires a partir de seus hotéis e do comércio de luxo

RESENHA

Gustavo Teramatsu
A urbe amazônida, de Bertha Becker

DEPOIMENTO

Fany Davidovich
Em memória de Bertha Becker

Texto da AGB-Campinas é destaque no Correio Popular

A edição deste sábado (01/11) do jornal Correio Popular trouxe o texto “Crise hídrica, uma crise política”, de autoria dos geógrafos André Pasti, Fábio Tozi, Fabricio Gallo, Gustavo Teramatsu, Luciano Duarte, Márcio Cataia e Vicente Eudes, da AGB-Campinas. A edição completa está disponível para download aqui.

ATUALIZADO: no domingo (02/11), o artigo também foi publicado com destaque pela Carta Campinas. Confira.

ATUALIZADO (2): o artigo também está no site da AGB, onde foi publicado em 09/11.

Os mapas e a (des)construção dos dois Brasis

thomas_conti

Em texto motivado pelos acontecimentos políticos recentes, os geógrafos Gustavo Teramatsu, Luciano Duarte e Wagner Nabarro, da AGB-Campinas, comentam o uso de mapas e infográficos na divulgação dos resultados eleitorais, tendência que se amplia no Brasil a partir da segunda metade dos anos 2000. A representação do território enviesada pelos meios de comunicação, como jornais e revistas de grande circulação e os portais de notícias, contribuiu para a legitimação da ideia de que existem dois Brasis — um, rico e próspero, de oposição, a sudeste, e outro, pobre e atrasado, a nordeste, que vota na continuidade do governo. Com a ampliação do uso das redes sociais, contudo, este discurso vem perdendo força. Novas formas de representação comprovam que a realidade é outra.

Leia o documento (caso tenha problemas em visualizar o arquivo, acesse com o navegador Google Chrome)

Crise hídrica, uma crise política

Em meio ao alastramento da crise hídrica no estado de São Paulo — cujos impactos vão sendo sentidos cada vez mais em nossa cidade e anunciam uma calamidade pública — cabe analisar suas razões e combater o entendimento, aparentemente dominante, de que a falta d’água na casa das pessoas tem origem natural. A crise hídrica é uma questão política, e não climática.

Há tempos, a organização do espaço em que vivemos não é mais “refém” das dinâmicas da natureza. Nosso território é organizado e usado pela sociedade, segundo suas intenções e seus projetos, superando percalços e dificuldades colocadas pela base natural originária. A vida de dezenas de milhões de pessoas na macrometrópole paulista (da qual fazem parte as regiões metropolitanas de Campinas e de São Paulo) somente é possível graças aos grandes sistemas técnicos e obras de engenharia, que, por sua vez, exigem manutenção constante para que não entrem em colapso. Como já dizia o geógrafo francês Hilderbert Isnard, na década de 1970, não há mais espaços naturais — todo o espaço terrestre é organizado pelo homem. Em grande medida, as pessoas moram, trabalham, alimentam-se e possuem (ou não) água devido ao planejamento e à política que certos grupos e agentes aplicam e impõem.

No caso da atual crise hídrica, esse entendimento é essencial: o que está em crise é o abastecimento de água “planejado” (de forma desastrosa) pelos governantes dos estados. A crise hídrica se deve às falhas na organização desse sistema de abastecimento, que sabíamos — nós e os governantes — estar em colapso há mais de dez anos. Culpar a falta de chuvas é uma fuga típica (já utilizada em 2001 para justificar o racionamento de energia elétrica, que só é possível graças ao imenso silêncio midiático em torno das responsabilidades do governador reeleito de nosso estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e da empresa responsável pelo abastecimento de água do estado, a Companhia de Saneamento Básico (Sabesp).

A crise havia sido anunciada em diversas ocasiões, sem que as medidas necessárias tenham sido tomadas. Há dez anos, quando da renovação da outorga (Portaria DAEE 1213/2004) para a Sabesp continuar retirando água do Cantareira, foram exigidos alguns compromissos — como metas de tratamento de esgotos, redução da dependência do abastecimento em relação ao Sistema Cantareira e maior controle de perdas — que não foram priorizados, o que comprometeu ainda mais o sistema.

O Cantareira, que engloba um conjunto de reservatórios, estava sobrecarregado com o crescimento da demanda de água na macrometrópole paulista. A crise de abastecimento já era prevista. O conhecimento técnico reunido sobre os fenômenos naturais já é extenso o suficiente para a previsão de períodos de estiagem e de chuvas. Além disso, as perdas entre a captação e a chegada às caixas d’água são estimadas em até 50% para muitas cidades (nos dados autodeclarados pelas empresas são cerca de 32% para a Sabesp e 19% para a Sanasa). Sabe-se dessas perdas há tempos. Por que não houve investimentos e prioridade política?

Cabe ressaltar que a Sabesp, criada em 1973 para unir as empresas de água e esgoto do estado de São Paulo, é uma empresa de capital aberto desde 1994 e atualmente está listada na BM&FBovespa e na bolsa de Nova Iorque. Em 2012, a Sabesp alertou seus investidores, por meio de um relatório anual, dos riscos de falta d’água e comprometimento do abastecimento à população. Isso não se desdobrou, no entanto, em informação do Estado à população ou em ações de precaução, trazendo à tona o fato de a empresa estar mais direcionada aos resultados financeiros auferidos aos seus acionistas do que à sua atuação junto à população. Lembramos que o abastecimento de água não é um mero produto, da forma como a Sabesp o trata, mas sim um direito fundamental da população — dada a sua importância vital e social — e um fator produtivo imprescindível.

A procrastinação dos riscos de crise hídrica fez com que poucas ações fossem efetivadas. A Sabesp não investiu 37% do que era previsto em obras contra a crise entre 2008 e 2013. O problema se agravou pelo fato de o ápice da crise hídrica ter se dado em ano de eleições para o governo do estado. O negacionismo da questão pode ser observado na fala do governador e então candidato à reeleição, em meio a diversas interrupções no fornecimento de água: “Não falta água em São Paulo, não vai faltar água em São Paulo”. Todavia, o nível do sistema Cantareira chegou, na quarta-feira (22 de outubro) a apenas 3,2% de sua capacidade, incluindo o volume morto — reserva que, por questões de segurança hídrica, não deveria ser utilizada, uma vez que coloca em risco a recuperação do próprio sistema.

A contínua falta de investimentos em contenção de riscos e a progressiva expansão urbana sem planejamento adequado de infraestruturas de suporte, somadas à demora em informar a população e assumir o ônus da questão por razões eleitorais foram a receita da falta de água no estado de São Paulo e do comprometimento do abastecimento de qualidade para os próximos anos. É preciso compreender, desse modo, a crise hídrica como uma crise política, ou seja, o distanciamento dos governos, sobretudo o governo do estado de São Paulo, das necessidades reais, cotidianas e vitais da população. Ao que tudo indica, infelizmente caberá, mais uma vez, à própria população criar maneiras para sobreviver e contornar esta crise. Entretanto, a responsabilidade sobre suas origens é clara e o governo do estado de São Paulo deve ser cobrado por ela.

André Pasti, Prof. Dr. Fabio Tozi, Prof. Dr. Fabricio Gallo, Gustavo Teramatsu, Luciano Duarte, Prof. Dr. Márcio Cataia, Prof. Dr. Vicente Eudes Lemos Alves e Wagner Nabarro são geógrafos da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) – Seção Campinas

Acompanhe a AGB no Facebook!

A AGB-Campinas preparou uma maneira fácil de acompanhar todas as seções locais da AGB no Facebook.

1) Acesse a lista.

2) Clique em “Seguir”.

3) Ao atualizar a página, a lista deve aparecer na coluna “Interesses”.

4) Clique na engrenagem e depois em “Adicionar aos Favoritos”.

5) A lista aparecerá em destaque na sua linha do tempo. Basta um clique para acessar as últimas postagens das seções da AGB!

 

Convocatória | Assembleia geral ordinária, 1º de outubro, às 17 horas

Prezados(as) associados(as)

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral ordinária a ser realizada no dia 1º de outubro de 2014 (quarta-feira), às 17h em primeira chamada e às 17h30 em segunda chamada, na sala EB-04, no prédio da Engenharia Básica (prédio de salas de aula do IG-Unicamp, na Rua João Pandiá Calógeras, n. 148, Cidade Universitária), para discussão da seguinte pauta:

1) Informes

ORDEM DO DIA
2) Prestação de contas (tesouraria) e relatório de atividades (secretaria)
3) Avaliação do IV Encontro Regional de Ensino de Geografia – Campinas
4) Criação de novos grupos de trabalho
5) Outros assuntos.

A inclusão de novos itens na pauta pode ser solicitada à secretaria por meio do e-mail campinas@agb.org.br até a manhã do dia 1º de outubro.

Diretoria Executiva Local

Rio Claro se reúne para discutir a AGB

Contribuíram Luciano Duarte (fotos), Gustavo Teramatsu, Marcela Barone e Natália Goldschmidt Guidetti (texto)

Foi na noite de 18 de setembro, ao ar livre, no gramado do prédio da Geografia, no campus de Rio Claro da Unesp, que mais de quarenta pessoas, entre professores e estudantes de pós-graduação e de graduação de Geografia, reuniram-se para discutir a Associação dos Geógrafos Brasileiros. A roda de conversa, que se estendeu por mais de duas horas, contou com a participação de não-sócios e de sócios das seções de Campinas e de São Paulo, entre eles os representantes da AGB — o professor Vicente Eudes Lemos Alves, diretor; o professor Fabricio Gallo; vice-diretor; Gustavo Teramatsu, secretário; e Luciano Duarte, tesoureiro (AGB-Campinas), Natália Bellentani (AGB-São Paulo) e os professores do curso de Geografia da Unesp, José Gilberto de Souza e Paulo Teixeira de Godoy. O professor Douglas Santos (AGB-São Paulo), convidado para a atividade, não pôde comparecer e justificou a ausência.

A reunião foi fruto de contatos iniciados nas assembleias das seções locais durante o VII Congresso Brasileiro de Geógrafos realizado em Vitória, há um mês. Entre os assuntos discutidos, foi destacado o papel da militância na construção horizontal da AGB — o professor Vicente lembrou de sua atuação da seção São Paulo como coordenador de intercâmbio de publicações, em meados da década de 1990, quando o diretor era o professor Armando Corrêa da Silva. Os estudantes presentes se interessaram em saber como se dá o funcionamento da Diretoria Executiva Nacional, a DEN, e das Reuniões da Gestão Coletiva, as RGCs. Para abordar o tema, os representantes da AGB-Campinas e AGB-São Paulo compartilharam suas experiências. Além disso, foi destacada a importância dos espaços de debates para a construção política da AGB a partir da diversidade de formas de atuação de cada seção local, tais como os grupos de trabalho (GTs), os encontros e as publicações científicas. Atualmente, mais de trinta seções locais em todas as regiões do Brasil vêm construindo a entidade.

Por fim, foram colocadas questões relacionadas ao papel dos estudantes de graduação na história da AGB, a importância institucional da associação no diálogo entre a universidade e a sociedade, desde o CONFEA/CREA até os centros acadêmicos, além de sua influência para a organização da luta e da atuação crítica dos geógrafos comprometidos com a transformação social. Os estudantes da Unesp apontaram a necessidade de buscar a história da antiga seção Rio Claro da AGB. Um grupo se disponibilizou a retratar esse histórico, a partir de relatos contados pelos antigos participantes e do resgate de documentos.

Sem dúvida, desde já o diálogo do dia 18 de setembro marca o início de um novo capítulo na história da AGB com a Geografia de Rio Claro, união que em muito contribuirá para a geografia brasileira.

Assembleia geral extraordinária da AGB | 18 de outubro, às 14 horas

Diante da inexistência de Chapa para a eleição da Diretoria Executiva Nacional da AGB para o biênio 2014-2016, a Assembleia Geral Ordinária realizada em Vitória no dia 16 de agosto de 2014, com fundamento no artigo 65 combinado com o artigo 16 e seguintes do Estatuto da AGB, deliberou pela convocação de Assembleia Geral Extraordinária para o dia 18 de outubro de 2014 às 14h na Sede da AGB, na Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo-SP, na (Av. Lineu Prestes, 338 – Geografia/História – Cidade Universitária).

Os associados presentes à Assembleia do dia 16 de Agosto de 2014 deliberaram que a Assembleia Geral Extraordinária do dia 18 de outubro de 2014 terá três pontos de pauta:
1. Eleição da Diretoria Executiva Nacional da AGB para o biênio 2014-2016;
2. Eleição do Representante da AGB no Sistema Confea-Creas;
3. Sede do 18º Encontro Nacional de Geógrafos.
Por fim, os associados presentes indicaram os associados Eduardo Carlini (AGB-São Paulo), Lara Caccia (AGB-Porto Alegre) e Paulo Alentejano (AGB-Rio) para compor a Comissão que organizará a Assembleia Geral Extraordinária do dia 18 de outubro próximo.

São Paulo, 18 de Agosto de 2014

Documentos

1. Convocatória da Assembleia Extraordinária da AGB
2. Convocatória para eleição da Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros – AGB, biênio 2014-2016
3. Estatuto da AGB

Convocatória | Assembleia extraordinária, 4 de agosto, às 17 horas

Prezados(as) associados(as)

a Diretoria da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral em caráter extraordinário a ser realizada no dia 4 de agosto de 2014 (segunda-feira), às 17h em primeira chamada e às 17h30 em segunda chamada, na sala EB-04, no prédio da Engenharia Básica (prédio de salas de aula do IG-Unicamp, na Rua João Pandiá Calógeras, n. 148, Cidade Universitária), para discussão da seguinte pauta:

1) Informes
2) Prestação de contas (tesouraria) e relatório de atividades (secretaria)
3) Participação da AGB-Campinas no VII Congresso Brasileiro de Geógrafos
4) Organização do IV Encontro Regional de Ensino de Geografia – Campinas
5) Participação da AGB-Campinas na X Semana de Geografia da Unicamp
6) Eleição de delegados para a 119ª Reunião da Gestão Coletiva em Vitória (ES)
7) Outros assuntos.

Solicitamos que, havendo a necessidade de inclusão de novos itens na pauta, a secretaria seja alertada até a manhã de segunda-feira (4/8) pelo e-mail campinas@agb.org.br.

Documentos para a reunião

a. Convocatória da 119ª RGC
b. Ata da 118ª RGC (para aprovação)

Sobre o preço da inscrição dos Encontros da AGB

As inscrições estão caras?

Alguns sócios consultaram a Diretoria da AGB-Campinas sobre os preços das inscrições do VII Congresso Brasileiro de Geógrafos. Esclarecemos que os preços das inscrições foram decididos na 117ª Reunião da Gestão Coletiva que aconteceu em Campinas entre 31 de janeiro e 2 de fevereiro de 2014. Para esta decisão, os delegados das seções locais e o representantes da Diretoria Executiva Nacional levaram em conta a previsão de inscrições (3 mil participantes) e os tetos orçamentários para cada um dos itens — alojamento, material para os congressistas, alimentação, taxas para a universidade, trabalhos de campo, material permanente, passagens e diárias para os convidados de mesas-redondas, além de outros gastos.

Houve uma preocupação em relação ao número de inscritos, pois excepcionalmente o CBG será realizado durante o mês de agosto, fora do período de férias das universidades, o que poderia comprometer a participação dos professores da educação básica. Isso contribuiu para um pequeno aumento no preço das inscrições.

O teto orçamentário do VII CBG é de 370 mil reais. Também na 117ª RGC foi prevista uma arrecadação de 312 mil reais com as inscrições. Para diminuir esta diferença nada desprezível, foram aprovadas as receitas provenientes de alojamento (que é em boa parte subvenciado pela AGB), taxas para livreiros, vendas de camisetas e inscrições de trabalhos de campo. Além disso, foram enviadas solicitações de auxílio para a Fapes, Capes e CNPq. O balanço financeiro do VII CBG será apresentado pela tesouraria da DEN oportunamente.

Assim, percebe-se que os valores da inscrição do VII CBG revelam a preocupação em, ao mesmo tempo, permitir a participação do maior número possível de geógrafos e estudantes de Geografia nos encontros da AGB sem comprometer as finanças da entidade.

Será que as inscrições estão mesmo caras?

Pensando nisso, a AGB-Campinas elaborou os gráficos abaixo, que traçam a evolução dos preços das inscrições entre 1992 e 2014 e o comparam ao salário mínimo. Os gráficos revelam que as inscrições estão muito mais baratas do que já foram, o que é compatível com o movimento atual de democratização à educação superior no Brasil, bem como com o compromisso da AGB aos seus princípios e finalidades dispostos no artigo 2º de seu estatuto.

Há algumas observações pontuais a serem feitas. Neste período de 22 anos, ocorreram mudanças nas categorias de inscrição, como será exposto no parágrafo seguinte. Também a maneira como as inscrições são feitas se transformou. Se em 1998 as fichas de inscrição eram enviadas por correio junto com um cheque nominal à AGB — na ficha, havia a mensagem para não ser enviado dinheiro ou vale postal –, em 2014 as inscrições são feitas online e o pagamento é feito com PagSeguro UOL, que dá opção de depósito bancário, boleto, débito online e parcelamento em até doze vezes no cartão de crédito. Facilidades do capital…

Em 1992 e 1994, com a instabilidade da moeda, o preço da inscrição era fixado em uma certa porcentagem do salário mínimo.

Em 1998, havia distinção para estudantes de graduação não-sócios e os demais não-sócios, o que não se repetiu nos anos seguintes. Já entre os sócios, os estudantes de graduação, os graduados e os professores de educação básica, e os professores universitários e demais profissionais deveriam pagar taxas diferenciadas. Em 2002, as categorias de inscrição foram apenas para 1) estudantes de graduação sócios da AGB,  2) demais sócios da AGB e 3) não sócios (sem distinção). Em 2004, foi concedido também desconto aos professores da educação básica sócios da entidade. Em 2008, foi concedido desconto aos sócios estudantes de graduação que participariam como ouvintes. Além disso, para aqueles que apresentaram trabalho, o preço da inscrição foi congelado até a data do evento. Contudo, não houve desconto para professores da educação básica. Em 2010, houve desconto para todos os sócios (inclusive profissionais e pós-graduandos), exceto os professores universitários. Em 2012 e 2014, os descontos para estudantes de graduação e de professores de educação básica se mantiveram equivalentes, o que revela a vontade política de ampliar o acesso destas duas categorias aos eventos e às discussões da AGB. Cabe ressaltar em que em todas as edições dos encontros e dos congressos os graduandos tinham a menor taxa de inscrição. E, curiosamente, o VII CBG cobra as menores taxas de inscrição máximas, em todas as categorias, em relação ao salário mínimo, entre todos os encontros da AGB desde 1998.

1996-2014

Se o valor bruto das inscrições aumentou, quando comparamos com os valores dos salários mínimos, temos o seguinte gráfico:

1992-2014

* * *

P.S. 1: Agradecemos qualquer auxílio no sentido de completar a série histórica, com as taxas dos encontros de 1990 e além.

P.S. 2: A página Geografia Depressão publicou a reposta da AGB-Vitória dias depois:

Ata da 118ª RGC + relato dos delegados

Os delegados Gustavo Teramatsu e Luciano Duarte estiveram em Vitória (ES) para representar a AGB-Campinas na 118ª Reunião da Gestão Coletiva, realizada em 16 e 17 de maio de 2014 na UFES, campus de Goiabeiras. A AGB-Campinas vem enviando delegados às RGCs, tendo inclusive sediado a 117ª RGC, no começo de 2014. Com a intenção de compartilhar as discussões e reflexões empreendidas, foi produzido um relato com alguns comentários pertinentes à seção local que complementa a ata elaborada pela Diretoria Executiva Nacional. Ambos os documentos estão disponíveis para download abaixo.

Solicitamos que os(as) associados(as) da AGB-Campinas leiam cuidadosamente os documentos para discussão em assembleia a ser convocada oportunamente, em que serão debatidas as dúvidas relacionadas aos documentos, além dos encaminhamentos necessários.

  1. Ata da 118ª RGC
  2. Relato da 118ª Reunião da Gestão Coletiva da Associação dos Geógrafos Brasileiros, realizada em Vitória (ES) em 16 e 17 de maio de 2014

A Diretoria

Certificados disponíveis

Estão disponíveis os certificados de presença na aula magna do curso de Geografia da Unicamp e no minicurso “Cartografia e lutas sociais”, realizados respectivamente em 12 e 13 de março de 2014, ambos proferidos pelo professor Renato Emerson dos Santos, presidente da AGB.

Caso tenha algum problema, envie e-mail para campinas@agb.org.br com o assunto “Certificados”. Agradecemos a presença de tod@s!

Aula magna

Aline Jane Oliveira Campos
Amanda Martinez Gomes
Anderson Cordeiro Sabino
Anderson Sirini dos Santos
Anniele Sarah Ferreira de Freitas
Antonio Carlos Vitte
Arthur César Viana Branco
Beatriz de Aragão Sadalla
Bianca Stella Squaris de Carvalho
Bruno Fernandes Souza
Bruno Mercante Lourenço
Bryan Marques Moraes
Caio Gusmão Ferrer de Almeida
Carolina Leardine Zechinatto
Cassiano Henrique Santana
Cauã Guilherme Miranda
Cesar Henrique Farias
Charles Serra Tabarin
Cintia Dias Coelho
Cintia dos Santos Pereira da Silva
Ciro Ruiz Vicente da Silva
Clayton Henrique Alves da Silva
Cristina Batista de Castro Ribeiro
Damião Silva Santos
Danilo dos Santos Depieri da Rocha
Diego Luciano do Nascimento
Douglas Henrique da Silva
Eduardo Bernardo dos Santos
Elaine dos Santos Soares
Fabio Henrique Nunes Mota
Fatima Juliana Calegari Marsula
Fernanda Cristina Carvalho Milani
Fernando Martins Parré
Frederico Zilioti Amorim
Gabriel Corrêa Lima
Gabriel Francisco da Silva Todaka
Gabriel Luis de Oliveira
Gabriela Fernandes Jordão
Gabriela Marques Boragina Denadai
Gabriela Pires Cury
Giovanna Ermani
Giovanna Naves Beraldo
Gisele Cristina Cavalcante
Guilherme Barroso Crispim
Guilherme Leite Sousa
Guilherme Rodrigues Ramos
Guilherme Victor Montenegro
Gustavo Henrique Beraldino Teramatsu
Henrique Botin Moraes
Iago Vernek Fernandes
Ingrid Tayne Silva Gomes dos Santos
Isabela Corrêa Fajardo
Ismane Desrosiers
João Marcos Reis dos Santos
João Vitor Leme
Jonathas José Paghi Magalhães
July Ane Vilella
Kaique das Chagas Silva
Kátia Amorim Capuchinho
Laura Butti do Valle
Laura De Bona
Lindomar de Oliveira Duarte
Lisie Tatiane de Lima Wenceslau
Lucas de Moraes Guide
Lucas de Toledo Amici
Lucas Magdalena Uliana
Lucas Maia de Oliveira
Lucas Peters Cremasco Gonçalves
Luciano Pereira Duarte Silva
Lucinei da Silva Cordeiro
Luis Felipe Catusso Valle
Maico Diego Machado
Marcel Petrocino Esteves
Marcela Barone
Márcio Antonio Cataia
Marcos Henrique dos Reys Lourenço
Mariana Arruda Leite
Mariana Lima Loterio
Mateus Luis Pezote Padovani
Maurício Compiani
Nádia Malena Moda
Natália Goldschmidt Guidetti
Paulo Eduardo Schink Gonçalves
Rafael Cesar Rigamonte
Rafael de Sá
Rafael Lima Grigoleto
Rafael Straforini
Raphael Curioso Lima Silva
Regina Célia de Oliveira
Renato Pattaro Pereira
Roberto Greco
Ronaldo da Silva Monteiro
Simone Bandeira de Souza
Stéphanie Rodrigues Panutto
Talita Rodrigues Stefanelli
Thiago Corrêa Zanini
Valderson Salomão da Silva
Vicente Eudes Lemos Alves
Victor Ravaglioli Santana
Victor Ribeiro Lopes
Victor Vinicius Lorin
Vitor Amaral Ebert

Minicurso

Alexandre Lippaus Rocha
Aline Jane Oliveira Campos
Anderson Cordeiro Sabino
Caroline Cardoso
César Henrique Farias
Clayton Henrique Alves da Silva
Danilo dos Santos Depieri da Rocha
Eduardo Bernardo dos Santos
Fernanda Cristina Carvalho Milani
Gabrel Luis de Oliveira
Gabriel Francisco da Silva Todaka
Gabriela Fernandes Jordão
Giovanna Ermani
Guerby Sainte
Gustavo Henrique Beraldino Teramatsu
Hugo Guilherme Cantanhede de Abreu
Iago Vernek Fernandes
Isabela Corrêa Fajardo
July Ane Vilella
Kaique das Chagas Silva
Laura Butti do Valle
Lucas de Moraes Guide
Lucas Milano Godoy
Lucas Peters Cremasco Gonçalves
Lucinei da Silva Cordeiro
Maico Diego Machado
Marcos Henrique dos Reys Lourenço
Maria Neide Rodriguez
Mariana da Silva Lima
Mariana Lima Loterio
Paloma Cristina Costa Guitarrara Furtado
Rafael de Sá
Taciana Arroio Alvarenga
Thiago Corrêa Zanini

VII Congresso Brasileiro de Geógrafos: garanta sua participação!

Estão abertas inscrições para o VII Congresso Brasileiro de Geógrafos, que ocorrerá entre 10 e 16 de agosto de 2014 em Vitória (ES). Os  preços para as inscrições são R$ 80 para associados estudantes de graduação e professores da educação básica e R$ 160 para demais associados. Os valores são válidos até o dia 20 de abril.

Lembramos que o prazo para envio de resumos para os Espaços de Diálogos e Práticas se encerra no dia 7 de abril. Solicitamos que todos os interessados realizem suas inscrições e submetam suas contribuições até esta data.

Importante! Para realizar a inscrição no site, é necessário ter um número de talonário válido para o ano de 2014. As associações na Seção Local de Campinas podem ser feitas a qualquer momento com o tesoureiro Luciano Duarte e com o segundo secretário Gustavo Teramatsu (R$30 para estudantes de graduação e pós e professores da rede básica e R$60 para demais associados). Maiores informações podem ser obtidas por e-mail (campinas@agb.org.br) ou pela nossa página do Facebook.

Renato Emerson fará a aula magna da Geografia da Unicamp

O Prof. Dr. Renato Emerson dos Santos (FFP-UERJ), presidente da AGB-Nacional, fará a aula magna do curso de Geografia da Unicamp, com o tema “Relações raciais e Geografia: uma leitura contemporânea”. O encontro acontecerá na noite do dia 12 de março, quarta, a partir das 19h30, na sala MD-02 (prédio da Engenharia Básica, Rua João Pandiá Calógeras, 148, na Unicamp). A AGB-Campinas, junto com o Instituto de Geociências da Unicamp e os estudantes de Geografia, apoia a realização do evento e convida todos a participar.

No dia 13, quinta, às 14h, no mesmo local, Renato Emerson ministrará o minicurso “Cartografias e lutas sociais”. A atividade é gratuita.

Nas duas ocasiões, os interessados podem fazer o pagamento da anuidade de 2014 (R$ 30 – estudantes de graduação e pós e professores da rede básica e R$ 60 – profissionais e docentes de IES).

GT-Urbana da AGB-Campinas

Todos os associados da AGB-Campinas podem participar do Grupo de Trabalho de Geografia Urbana (GT-URBANA).

 

O que são os Grupos de Trabalho?

Os Grupos de Trabalho são importantes espaços da produção coletiva de posicionamentos da entidade e de suas intervenções na sociedade. Como consta no portal da Articulação Nacional dos GTs de Urbana,

Os GTs, antes de mais nada, constituem-se em espaços de mobilização dos agebeanos e da própria AGB. Os GTs realizam reflexões, formações, intervenções e se organizam em torno de recortes temáticos atuando sobre certos problemas concretos. Atuam a partir de determinada demanda social ou proposição interna de ação do próprio GT.

Diferentemente dos grupos de discussão e de estudo, os GTs têm como propósito central privilegiar as ações concretas junto à realidade social, não deixando de incorporar o caráter investigativo e reflexivo. Os GTs, portanto, mostram-se como possibilidade de aproximação da AGB com as organizações e movimentos populares, em que o saber geográfico pode se articular e fortalecer as lutas sociais”.

Nesse espírito, a AGB-Campinas já vem organizando localmente as articulações para os GTs. O primeiro, que vem organizando suas primeiras atividades, é o GT-Urbana. Para movimentar o GT, as primeiras articulações tiveram início em 2012, viabilizando a construção da Agenda Política da AGB-Campinas para a cidade: “Campinas, 2013-2016: uma agenda para a cidadania territorial e usos mais solidários do território campineiro”. Desde então, defendendo essa agenda, seguiram-se diálogos com outros movimentos sociais da cidade, a organização de um núcleo em defesa da Reforma Urbana no município, além de uma ativa participação nas etapas Municipal, Estadual e Nacional da 5ª Conferência das Cidades.

 

Participe!

Com vistas a uma práxis geográfica comprometida com a transformação social e com a defesa do direito à cidade, venha construir nossa atuação, enquanto geógrafos, no debate da questão urbana em Campinas, no estado de São Paulo e no Brasil!

Grupo de e-mails: https://groups.google.com/forum/#!forum/agb-cps-urbana

O que é necessário? Ser associado da AGB-Campinas.

Manifesto contra os despejos forçados, em defesa da Ocupação Joana D’Arc e por uma política de habitação popular em Campinas

Na manhã do dia 22 de outubro de 2013, moradores da ocupação Joana D’Arc, no bairro Cidade Jardim, em Campinas, foram surpreendidos por uma notificação de determinação judicial de “saída voluntária” em um prazo de 30 dias. Essa é mais uma tentativa da Prefeitura de Campinas de despejar os moradores do local. A ocupação começou em novembro de 2012 e fica nos trilhos do extinto VLT, uma área federal há anos abandonada e inutilizada.

A situação das famílias da Ocupação Joana D’Arc não é isolada e integra uma série de ameaças de despejos forçados que estão ocorrendo em várias regiões da cidade. Em Campinas, as respostas às demandas da população de baixa renda que necessita de habitação têm se constituído, ao longo dos anos, em uma política sistemática de remoções forçadas e violação de direitos.

Cabe lembrar que a fila de espera por moradia em Campinas possui mais de 50 mil famílias cadastradas. Em pesquisas realizadas, identificam-se pessoas que estão há 18 anos na fila da COHAB. O direito à moradia fica condicionado a um sorteio, a uma loteria. Nesse contexto de ausência de uma efetiva política habitacional na Cidade, ocupar é um direito. Criminoso é o Estado que não cumpre a lei e que deveria garantir, nos termos da Constituição, o direito à moradia digna e fazer cumprir a função social da propriedade.

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 6º, reconhece o direito de moradia como direito humano e em seu capítulo sobre a Política Urbana (Arts. 182 e 183), assim como no Estatuto da Cidade (Lei Federal n. 10.257/2001), afirma que o direito de propriedade só tem validade jurídica quando esta cumpre com sua função social. Dizer que uma propriedade tem que cumprir com sua função social significa dizer que ela tem que ser útil de alguma forma para a sociedade.

Na contramão, a posição da Prefeitura e, especialmente da COHAB, foi a criação de uma “equipe anti-invasões” (Correio Popular, 19 de janeiro de 2013), cuja função é monitorar as ocupações de áreas da cidade, criminalizando famílias pobres e impedindo que as comunidades se estabeleçam no local. No entanto, a mesma Prefeitura não dispõe de uma equipe que atue com a mesma presteza para inserir famílias de baixa renda em programas habitacionais e assegurar seu direito à moradia e à vida.

A Prefeitura de Campinas tem a obrigação de oferecer às famílias da Ocupação Joana D’Arc uma alternativa que não seja o descaso, a violência e a remoção. Temos que ter, efetivamente, em Campinas, um plano de habitação para população de baixa renda que não seja calcado na violência e em remoções forçadas. Não queremos um novo Pinheirinho! Contra os despejos em Campinas e em defesa das famílias da Ocupação Joana D’Arc.

                                                                                       Campinas, 23 de Outubro de 2013

Confira aqui a íntegra e as assinaturas

Manifesto contra a “política habitacional” adotada no Município de Campinas-SP

O Plano Diretor de Campinas, elaborado em 2006, colocou a questão da redução das desigualdades territoriais como objetivo para garantir o Direito à Cidade. É um avanço institucional que merece ser aperfeiçoado e efetivamente aplicado.

Todavia, nos últimos anos, a “política habitacional” de Campinas vem privilegiando o capital imobiliário, permitindo que prevaleça a especulação e a exclusão socioespacial no Município.

Desde a posse do Prefeito Jonas Donizette, ocorrida em janeiro de 2013, remoções forçadas têm sido realizadas pela Prefeitura. O Prefeito vem se omitindo de sua responsabilidade pública de aplicar as leis que garantam aos cidadãos, principalmente aos socialmente mais vulneráveis, os Direitos Humanos, o Direito à Cidade e à Habitação.

Entre as remoções já realizadas em Campinas em 2013, estão as 100 famílias que habitavam uma área particular no Jardim do Lago 2. Para impedir a reintegração de posse, ocorrida na manhã de 25 de julho, os moradores da área fizeram uma barreira para bloquear a entrada de um trator da Prefeitura. Antes disso, os moradores cobraram a apresentação de liminar concedida pela Justiça para a remoção das famílias.

A área particular havia sido ocupada pela primeira vez no dia 14 de junho do mesmo ano, quando as famílias chegaram ao local e ergueram 59 moradias improvisadas.

No dia 16 de junho, foram removidas essas moradias e as demarcações dos lotes feitas pelas famílias. No dia 18, foram distribuídas senhas às famílias para efetuar o cadastro junto à Companhia de Habitação de Campinas (COHAB), procedimento que esgota a aplicação da “política” habitacional de interesse social local. No dia 20 de julho, as mesmas famílias voltaram a ocupar a área no Jardim do Lago 2. Mas, no dia 25 de julho foram novamente removidas do local. Neste dia, os moradores não puderam nem mesmo desmontar os barracos, os quais foram destruídos pelas máquinas.

Além disso, a Prefeitura de Campinas começou a utilizar os reeducandos do sistema prisional nas remoções forçadas, expondo-os a conflitos e a constrangimentos, violando, dessa forma, os Direitos Humanos.

Há 20 anos a área do Jardim do Lago 2 está desocupada e, sobre ela, poderiam ser aplicados os instrumentos previstos no Estatuto das Cidades para destiná-la à habitação de interesse social. Prática perpetrada pela Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos S/A, Polícia Federal, Polícia Militar (47ª Cia.), Construtora Constran, Embrase, Infraero, levada a efeito no dia 25 de fevereiro, esteve em total desacordo com os princípios constitucionais, do Código Civil, Código Penal, do Estatuto da Criança e do Adolescente, do Estatuto do Idoso e também dos tratados internacionais dos quais o Estado Democrático de Direito do Brasil é signatário.

Por volta de 6h30 do dia 25 as forças repressivas do aparelho de estado começaram a se postar nos acessos ao conjunto de residências no Bairro Jardim Cidade Singer, região do Campo Belo.

Cerca de 150 famílias, moradoras há mais de 6 anos nesse loteamento, foram surpreendidos por uma “operação” truculenta e ilegal comandada pela Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos S/A.

Os atos praticados não foram sequer precedidos do acompanhamento do Conselho de Direitos Humanos, representantes da Prefeitura, Câmara Municipal, Ordem dos Advogados do Brasil, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e entre tantos outros.
Iniciaram, sem aviso prévio e sem mandato judicial, um cerco às moradias e às pessoas residentes no bairro e, com quatro tratores de grande porte da Construtora Constran, a destruição das casas. Não houve, até o momento, nenhum tipo de respaldo, auxílio, ajuda ou indenização às pessoas afetadas.

Entre as remoções previstas, estão cerca de 300 famílias que vivem em terreno no bairro Cidade Jardim em Campinas. A ocupação vem sendo organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) desde 2012 em área que pertence ao Governo Federal (à Rede Ferroviária Federal S.A.). No local, funcionava o antigo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que, depois de desativado, passou a ser usado como uma “cracolândia”.

Mesmo a área sendo de propriedade e domínio da Federal, a Prefeitura conseguiu uma liminar da Justiça Estadual e está preparando, junto à Polícia Militar, a remoção das famílias.

A reivindicação dos moradores é que sejam atendidos pelos programas de moradia, como o “Minha Casa, Minha Vida” do Governo Federal. Eles se dispõem a dialogar sobre a possibilidade de ir para outra área. Mas, a Prefeitura vem alegando que não há áreas disponíveis na cidade para a construção de moradias populares.

No entanto, terrenos da COHAB têm sido colocados à venda sem atender ao déficit habitacional de interesse social da cidade, conforme prevê o Plano Municipal de Habitação de Interesse Social.

Outras remoções previstas são as dos moradores do Recanto dos Pássaros e do Novo Real Parque (Quadras F e G). O argumento para a remoção é o de preservação da Mata Santa Genebra. Todavia, este é questionável devido à presença de condomínios próximos à Mata. Os condomínios, em nenhum momento, foram notificados sobre suas ilegalidades.

Os moradores do Recanto dos Pássaros e do Novo Real Parque não querem ser removidos de forma abrupta, pois há 18 anos vivem no local. É sabido que a especulação imobiliária em Barão Geraldo cresce ferozmente e que toda a região próxima à Mata Santa Genebra vem sendo cobiçada. Retirar os mais “pobres” dali, certamente, vai valorizar ainda mais toda a região.

Há também uma remoção do Governo do Estado prevista para Campinas: uma área localizada nas cercanias da Vila Brandina e que integra o corredor socioambiental Mato Dentro. O Governo do Estado de São Paulo aprovou a alienação da área pública, a qual possui quatro nascentes que abastecem Campinas (Projeto de Lei 650/2012).

Há 12 anos a área verde, com extensão de 74 mil metros quadrados, onde se situam nascentes da microbacia do Anhumas, está sendo preservada por meio de projetos socioambientais com a comunidade da Vila Brandina.

Outro foco de remoções é a região do Aeroporto Internacional de Viracopos, em que existem 19 ocupações desde a década de 1980. Mesmo existindo diversas áreas desocupadas em volta do Aeroporto, em seu projeto de ampliação está prevista a remoção dessas ocupações.

A resistência popular às remoções prevista foi forte em 2007, o que levou o Presidente Lula a alterar o projeto de ampliação original e buscar evitar o conflito com os moradores. Agora, com a privatização do Aeroporto, está sendo proposta pela Prefeitura a criação de uma Macrozona Comercial e Industrial na região, o que levará à “higienização socioespacial”.

Além das remoções forçadas, há que se destacar as deficiências na implantação dos projetos habitacionais financiados pelo Programa “Minha Casa, Minha Vida” em Campinas. Palco de sorteios, inaugurações e entregas solenes, sempre com muitos discursos e promessas das autoridades presentes, o Residencial Jardim Bassoli, um conjunto com 19 torres de 5 pavimentos e 2.380 apartamentos na região do Campo Grande, está abandonado à própria sorte. Destinado a famílias com renda de até três salários mínimos, foi o primeiro construído na cidade pelo Programa. Entre investimentos federais e contrapartidas municipais, o conjunto custou mais de R$ 120 milhões. Cada família desembolsa, mensalmente, parcelas que variam de R$ 50 a R$ 160, com contratos de duração de 10 anos.

Com obras iniciadas em janeiro de 2010, a entrega dos apartamentos foi iniciada em abril de 2011, pelo então Prefeito Dr. Hélio, e teve suas últimas unidades entregues pelo Prefeito Jonas Donizete em maio deste ano.

No local onde vivem mais de 10.000 pessoas, em sua imensa maiorias crianças, não há escolas, creches ou posto de saúde.

Outra reclamação dos moradores é a falta de segurança. O local também não tem áreas públicas de lazer, como praças ou parques, contando apenas com pequenos parquinhos instalados na área interna dos conjuntos, visivelmente subdimensionados para a quantidade de moradores.
A única exceção da presença do Poder Público no local é a fiscalização que, de forma ostensiva, tem atuado na região. Os fiscais da Serviços Técnicos Gerais de Campinas (a SETEC, uma autarquia municipal) já autuaram e deram prazo para retirada do comércio informal instalado no entorno do empreendimento. Isso ocorre porque o Residencial foi projetado sem área para comércio.

Por isso, nós signatários reivindicamos:

1. A regularização fundiária no Município: É preciso utilizar em larga escala instrumentos de regularização fundiária de interesse social, conforme prevê a Lei 11.977/09, que dispõe sobre o Programa “Minha Casa, Minha Vida” e sobre a regularização fundiária de assentamentos localizados em áreas urbanas, com especial destaque para a legitimação de posse e para a demarcação urbanística, revogando as leis municipais de regularização (que estabelecem prazos de corte para o atendimento das famílias, em desacordo com o que prevê a legislação federal).

2. A aplicação do IPTU Progressivo no Tempo: É necessário que se aplique o IPTU Progressivo no Tempo em todas as regiões da cidade de Campinas, nas áreas com uso urbano que ainda estão desabitadas e que possam ser identificadas como vazios urbanos. Além de agravá-las como ZEIS, também deve incidir sobre essas áreas o direito de preempção.

3. A aprovação de novos projetos imobiliários vinculados à habitação de interesse social (HIS): Para cada novo empreendimento imobiliário ou comercial, o empreendedor deverá, além de cumprir as obrigações próprias do zoneamento a que estão sujeitos, prover a construção do equivalente a 20% da área para projetos de habitação de interesse social (renda de zero a três salários) no próprio empreendimento, em outra área no mesmo distrito ou, ainda, com destinação de recursos ao fundo a partir critérios definidos no Conselho Municipal de Habitação, no caso das duas hipóteses anteriores não serem possíveis.
As habitações de interesse social devem estar vinculadas à estratégia de redução do déficit conforme a composição de renda dos beneficiários. Sabe-se que 90% do déficit por novas moradias está concentrado na faixa de renda que vai de zero a três salários mínimos.

4. A revisão dos conceitos de HIS e de mercado popular: O conceito de HIS deve estar vinculado à estratégia de redução do déficit conforme sua composição de renda. Hoje, 90% do déficit por novas moradias está concentrado na faixa de renda que vai de zero a três salários mínimos. Portanto, HIS deve ser entendida como aquela destinada às famílias nesta faixa de renda.
Para além de vincular o Programa “Minha Casa, Minha Vida” à faixa de renda de zero a três salários mínimos, é necessário também criar um modo de fiscalização da forma de comercialização das futuras unidades, que incorpore a obrigatoriedade de definir a demanda antes da expedição do alvará de ocupação (“habite-se”) e conte, inclusive, com parecer do agente financiador, quando for o caso.

5. A destinação das terras públicas a programas habitacionais: Deve-se revogar os editais em andamento acerca da alienação de terras públicas, pertencentes à COHAB principalmente, a fim de que elas sejam destinadas a projetos habitacionais como loteamentos urbanizados ou projetos cooperativos.

6. A priorização dos recursos do FUNDAP para habitação e regularização fundiária: Os recursos do FUNDAP devem ser utilizados prioritariamente para produção habitacional e regularização fundiária de interesse social, estimulando a consolidação da Política Fundiária, inclusive pela criação de um Banco de Terras Públicas para mitigação de eventuais remoções e para manutenção da população de menor renda na mesma região dos grandes empreendimentos.

Fontes documentais:
Jardim do Lago II:
Fonte: http://noticias.band.uol.com.br/cidades/campinas/noticia/?id=100000617452
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=lCAmuNQAO6w
Cidade Singer (Campo Belo):
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=MsztzrjUfA8
Cidade Jardim (Ocupação Joana d’Arc):
Fonte: http://www.radioagencianp.com.br/11617
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=fzKCSq4BGjo
Recanto dos Pássaros e Novo Real Parque:
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=qBoEnNe_eH8
Jardim Bassoli:
Vídeo: http://globotv.globo.com/eptv-sp/jornal-da-eptv-1a-edicaocampinaspiracicaba/v/moradores-do-jardim-bassoli-reclamam-de-apartamentosentregues-em-campinas/2332726/

Campinas, 26 de setembro de 2013.

Signatários:

PROESP (ASSOCIAÇÃO PROTETORA DA DIVERSIDADE DAS ESPÉCIES)
ASSOCIAÇÃO DO JARDIM DOM GILBERTO E JARDIM PUCCAMP
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO JARDIM CAMPITUBA I
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO BAIRRO JARDIM COLÚMBIA
ACIAV (ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DO ENTORNO DO AEROPORTO DE VIRACOPOS)
ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DOS BAIRROS CIDADE SINGER I E SÃOJOÃO
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO NÚCLEO RESIDENCIAL CIDADE SINGER
MOVIMENTO DOS TRABALHADORES DESEMPREGADOS (MTD)
ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO CAMPO BELO II E VILA DIVA
ASSOCIAÇÃO DA COMUNA URBANA JOANA D’ARC
ASSOCIAÇÃO DOS GEÓGRAFOS DE CAMPINAS (AGB – SEÇÃO CAMPINAS)
SOCIEDADE AMIGOS DO BAIRRO SATÉLITE IRIS IV (SAB IRIS IV)

(Aprovado, como moção, na Conferência Estadual da Cidade de São Paulo)

Nota de pesar

 A AGB – Seção Campinas lamenta o falecimento da geógrafa Bertha Koiffmann Becker, ocorrido na tarde do último sábado (13 de julho), aos 82 anos, estendendo suas condolências aos familiares e amigos.

A professora Bertha se dedicou por mais de quatro décadas à docência e à pesquisa na Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde se formou em 1952, ainda na Universidade do Brasil. Ali, começou a “pensar e partilhar da grafia do Brasil”, como afirma no memorial preparado para a livre-docência, em 1993.

No Instituto Rio Branco surgiu o interesse pela Geografia Política. Sua carreira científica, aliada à atuação em órgãos do governo e em diversas associações, contribuiu deveras para a consolidação da Geografia no país e colocou definitivamente a Amazônia na agenda de pesquisas dos geógrafos brasileiros.

Pesquisadora incansável, lançou seu último livro no mês passado — “A Urbe Amazônida” (Ed. Garamond). Aclamada pela Academia Brasileira de Ciências, que passou a integrar em 2006, Bertha recebeu o reconhecimento de suas obras por meio de prêmios e honrarias. Contribuiu imensamente para a elaboração de estratégias de Estado para a Amazônia brasileira, colocando em pauta a dimensão da geopolítica e do uso do território.

Dada a atualidade das reflexões da professora — que podem nos levar, inclusive, a pautar agendas políticas para o país — reiteramos a necessidade de se continuar, a partir do trabalho de Bertha, pensando e propondo alternativas para os problemas brasileiros.

* * *

A escolha da Geografia se fundamenta numa paixão, verdadeira identificação existencial com essa disciplina. Pois que, no sentido etimológico, entendo a grafia da Terra não como descrição, mas como design, desenho e projeto; não em uma condição estática, mas sim em contínua remodelação; não apenas a ser descoberto mas sim, também, a ser socialmente construído.

E paixão e identificação com a Geografia do Brasil que, por sua vez, me conduziu a conceber a disciplina como ciência política. Descobrir e participar da construção do projeto do Brasil como parte do projeto da Terra, eis o sentido de minha atuação acadêmico-profissional, profundamente imbricada à minha própria grafia.

 Bertha Becker, em memorial preparado para a livre-docência na UFRJ – dezembro de 1993