Nota sobre a Reforma do Ensino Médio (DEN/AGB)

NOTA SOBRE A REFORMA DO ENSINO MÉDIO

No último dia 8 a Medida Provisória (MP 746/2016) que trata da reforma do ensino médio foi aprovada pelo Senado e, no dia 16, sancionada por Michel Temer. Apesar das fortes críticas, por parte da sociedade brasileira, à referida MP, com destaque para as ocupações das escolas e universidades, o Congresso Nacional promoveu apenas alterações pontuais no texto original. A implementação dessa reforma representará retrocessos históricos para a educação pública do Brasil.

A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), em consonância com seu histórico de compromisso com as lutas sociais e em defesa do direito à educação pública de qualidade, tem se posicionado nos últimos anos frente às políticas educacionais direcionadas para as mudanças na Educação Básica, por exemplo, em relação a proposta do MEC de construção da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), resultando, inclusive, no tema do XVIII Fala Professor ” (Qual) é o fim do ensino de Geografia?” , ocorrido em Catalão (GO), em 2015. Desde o ano passado a AGB passou a somar forças com movimentos sociais e entidades na denúncia da famigerada MP 746/2016 (reforma do ensino médio), dentre outras medidas postas em prática pelo atual Governo Federal.

A reforma do ensino médio foi pautada de forma acelerada e com ausência de diálogo com as entidades acadêmicas e representantes dos trabalhadores em educação, por parte do Governo Federal e do Congresso Nacional. Além de críticas ao processo, AGB também tem se colocado contrária à concepção de educação (reducionista, tecnicista e hierárquica) carregada por esta MP, aos seus significados políticos (os interesses de grupos privados sobre a educação pública) e buscando denunciar as consequências e os riscos dessa iniciativa para a escola pública e o ensino de geografia e das ciências humanas em geral.

A MP do ensino médio compõe um conjunto de medidas do atual Governo que a médio e a longo prazo provocarão sérios prejuízos à formação de estudantes e consolidando barreiras ao acesso à Educação Superior Pública. Nesse sentido, é fundamental, que a sociedade fique atenta ao processo de implantação da MP do ensino médio nos municípios e estados, buscando intervir na restruturação curricular e denunciando as consequências nefastas dessas mudanças para educação pública, para os trabalhadores em educação e para a sociedade brasileira. A AGB conclama suas Seções Locais e Grupos de Trabalho de Ensino para intervirem e construírem espaços coletivos de reflexão, como forma de resistência às contínuas perdas de direitos que este Governo tem produzido.

Associação dos Geógrafos Brasileiros
Diretoria Executiva Nacional – DEN 2016-2018
Brasil, 17 de fevereiro de 2017.

Carta Aberta: A imprescindível crítica à reforma do Ensino Médio e o papel da Geografia (ANPEGE)

CARTA ABERTA: A IMPRESCINDÍVEL CRÍTICA À REFORMA DO ENSINO MÉDIO E O PAPEL DA GEOGRAFIA

A comunidade acadêmica, professores e pesquisadores da área de Geografia, através de sua Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Geografia (ANPEGE), vem externar a defesa de uma análise crítica séria e democrática sobre a Reforma do Ensino Médio, ora em tramitação, e o papel secundário dado à Geografia como campo de conhecimento, imprescindível na abordagem dos principais problemas contemporâneos, especialmente aqueles que envolvem a leitura integrada dos processos de globalização e fragmentação, a dinâmica geopolítica e as relações sociedade-natureza.

Neste sentido, questionamos:

  1. A forma apressada com que foi promovida a Reforma do Ensino Médio que, ao contrário de outros países, onde envolveu vários anos de amplo debate, desconsiderou muitos dos agentes e/ou áreas envolvidos.
  2. O caráter prioritariamente técnico-profissionalizante da Reforma, restringindo a formação humanista, em especial, para aqueles que optarem por formações mais tecnológicas, já que as disciplinas estão contempladas em itinerários formativos: Linguagens e suas Tecnologias; Matemáticas e suas tecnologias; Ciência da Natureza e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e Formação Técnica Profissional, podendo ser oferecido, a critério das escolas, apenas um desses itinerários.
  3. A ausência da Geografia como disciplina obrigatória: apesar da permanência da Geografia no que tange ao Ensino Fundamental, no que se refere à Reforma do Ensino Médio a temática é nebulosa, tornando incerta a presença da disciplina na formação dos estudantes. Tal disciplina poderá ser contemplada no eixo de Ciências Humanas, entretanto, essa possibilidade dependerá do que for construído na BNCC relativa ao nível médio, ainda, amplamente desconhecida.
  4. A viabilidade da louvável extensão da carga horária e a educação em tempo integral, diante das condições de precariedade e a contenção de verbas vividas em nível nacional.
  5. A contratação de profissionais com “notório saber”, que abre margem para profundas discrepâncias na qualidade do ensino e a desvalorização de profissionais com formação específica em suas áreas.

Em síntese, uma reforma nessas bases peca pela ausência do debate crítico no diálogo com aqueles que efetivamente deveriam ser seus protagonistas, os professores e alunos e, ao não reconhecer a obrigatoriedade de uma disciplina como a Geografia, cada vez mais valorizada diante das problemáticas contemporâneas, vai contra o propósito básico da educação, a construção e o fortalecimento de uma cidadania plena.

Diretoria da ANPEGE
Porto Alegre, 17 de fevereiro de 2017.

II Colóquio de Estudos em Geografia da UNESP-RC: Democracia, Direitos Humanos e Movimentos sociais

É com grande satisfação que o Laboratório de Desenvolvimento Territorial – LADETER, Laboratório Interdisciplinar de Pesquisas em Patrimônio – LAPAT, e Grupo de Estudos em História do Pensamento Geográfico – GEHPG, vem convidá-los para prestigiar o II CEGeo – Colóquio de Estudos em Geografia, com a temática “Democracia, Direitos Humanos e Movimentos Sociais no Brasil”, a ser realizado nos dias 29 e 30 de Novembro e 01 de Dezembro do corrente ano, no Salão Nobre “Prof. Dr. Adistão Marcon” do Departamento de Geografia – IGCE / UNESP – Avenida 24A, nº1515, Rio
Claro-SP.

O evento em sua segunda edição pretende realizar um debate tendo em vista a atual conjuntura nacional, seja no âmbito polí­tico, cultural, social e econômico, sobretudo no que concerne aos retrocessos do regime democrático brasileiro. Nesse sentido, fazemos alguns destaques: a luta polí­tica pela democracia, as dificuldades na garantia dos direitos humanos, o fortalecimento pela legitimidade dos movimentos sociais do campo, da cidade e da educação. Esses pilares fazem parte tanto de um debate contemporâneo, como carregam em sua historicidade momentos de avanços e retrocessos,
sobretudo, no que tange a luta pelas liberdades democráticas, especialmente numa democracia jovem como a nossa.

Demais Informações:
As inscrições são gratuitas, podem ser realizadas no link: https://goo.gl/forms/GBtsWRmgddIT50lw1, ou no dia do evento. A certificação será concedida aos participantes que frequentarem até 50% do evento.

Dúvidas: cegeo.evento@gmail.com
Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1602445503388905/

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Lançamento de nova edição do Boletim Campineiro de Geografia (v. 6, n. 1)

Boletim Campineiro de Geografia: novo número em http://agbcampinas.com.br/bcg

O conteúdo desta edição traz aportes a uma leitura rigorosa e atual das dinâmicas do espaço geográfico, trabalhando com facetas do capital, da urbanização e da política. Há diversos artigos de grande importância, uma tradução inédita de Alejandro Rofman, uma entrevista com a geógrafa chilena Sandra Fernández Castillo e uma resenha da recente obra de José de Souza Martins.


Capa: “Detroit Industry” (1932), de Diego Rivera.

Carta Aberta ao Conselho Nacional de Justiça

Os coletivos, associações científicas e profissionais sem fins corporativos e movimentos sociais nacionais abaixo assinados, vêm a público manifestar repúdio às ilegalidades cometidas em nome do combate à corrupção por instituições e agentes estatais que afrontam ao Estado Democrático de Direito e aos Direitos Fundamentais conquistados na Constituição da República de 1988. As ações de combate à corrupção, em especial àquelas no âmbito da operação “Lava Jato”, vêm sendo difundidas seletivamente pelos grandes grupos de imprensa e se realizam em detrimento de direitos e garantias fundamentais presentes na Constituição brasileira. O que vem se observando nos últimos meses é uma enorme parcialidade do processo investigativo atingindo seletivamente apenas uma parcela das pessoas investigadas. Esse fato demonstra o uso político da operação que é constatado nos diversos episódios midiáticos de execuções de mandados, ordens de prisão e condução coercitiva, como ficou evidenciado na condução do ex-presidente Lula, ainda que inexistentes as situações previstas no Artigo 206 do Código Processual Penal. Além disso, o vazamento seletivo e antecipado de informações a determinados grupos de imprensa fere o direito de defesa dos envolvidos e retira a possibilidade da sociedade brasileira em saber a verdade dos fatos.

Ressalta-se ainda a urgência de se iniciar um amplo debate na sociedade brasileira sobre a necessidade de controle social do Poder Judiciário, da mesma forma e alcance que se espera dos Poderes Executivo e Legislativo em relação à transparência e responsabilização por seus atos. Nesse sentido, repudiamos também as manifestações de cunho corporativista e patrimonialista de apoio ao juiz Sergio Moro promovidas pela Associação de Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e pela Associação de Magistrados Brasileiros (AMB) que ignoram seletivamente as ilegalidades cometidas no âmbito da “Lava Jato”. Também denunciamos as chamadas “10 Medidas Contra a Corrupção” promovidas em parceria com o Ministério Público Federal do Paraná parcialmente inadequadas aos direitos assegurados pela Constituição, tais como restrição do habeas corpus, criação de tipos penais que causam inversão do ônus da prova que caberia à acusação e inobservância do direito ao contraditório.

As interceptações telefônicas divulgadas em 16 de março de 2016, no momento em que manifestações já ocorriam nas ruas de diferentes cidades brasileiras e obtidas de forma ilegal deflagram a atuação do magistrado e de instituições do Judiciário que não coadunam com suas respectivas funções e que culminaram em convulsão social. Ressalta-se que a divulgação de interceptação telefônica obtida ilegalmente e depoimentos posteriores também se configuram em crimes previstos na Lei 9.296/1996, Art. 9º (“a gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial”) e na Lei 7.170/1983, em seus artigos 21 a 23 (revelação de segredo obtido em razão de cargo relativa a ações policiais, caluniar ou difamar Presidente da República imputando fato como crime ou ostensivo à reputação ou ainda dar publicidade a processos ilegais para alteração da ordem política ou social).

Requeremos, nesse sentido, que o Conselho Nacional de Justiça não se furte de suas atribuições institucionais (previstas no §5º do Art.103-B da Constituição Federal e Artigo 31 do Regimento Interno do CNJ) para o acompanhamento e fiscalização das ações ilegais cometidas e amplamente divulgadas pelo Juiz Sergio Moro, Ministério Público Federal do Paraná e a Polícia Federal. Solicitamos veementemente, do mesmo modo, que se manifeste de forma célere e tempestiva seu posicionamento frente ao golpe de Estado engendrado com o amplo uso de instituições estatais.

As entidades aqui relacionadas assumem seu papel protagonista na conquista de diferentes direitos sociais e defendem toda e qualquer investigação sem restrições ideológicas ou partidárias, porém reafirmam não compactuar com o uso político de instituições estatais na conformação do golpe de estado em curso.

Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas
Associação dos Geógrafos Brasileiros – Diretoria Executiva Nacional
Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Porto Alegre
Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção São Paulo
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (Anpege)
Associação de Docentes da Unicamp (Adunicamp)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística  (ANPOLL)
Fóruns e Redes de Defesa dos Direitos da Cidadania do Maranhão
Relatoria Estadual de Direitos Humanos dos Fóruns e Redes de Cidadania (MA)
Centro de Desenvolvimento Comunitário de Maravilha (CDECMA)

Para assinar, entre em contato: campinas@agb.org.br

Ainda sobre Francky Altineus

Muitos amigos entraram em contato para perguntar o que aconteceu a Francky. Alguns textos do jornal Le Nouvelliste dão conta do ocorrido.

Tradução gentilmente feita por Isabela Fajardo e Gustavo Teramatsu.

Barbarie entre ciel et bananeraies… Barbárie entre o céu e as plantações de banana…
Roberson Alphonse, em 12/02/2016, para o Le Nouvelliste

Deux passagers d’un autobus ont été tués par balle par des hommes armés à Bercy, non loin de St-Médard où ils ont aussi incendié un sous-commissariat et attaqué une maison de transfert et une caisse populaire. Dois passageiros de um ônibus foram mortos a tiros por dois homens armados em Bercy, próximo de Saint Médard, onde eles também incendiaram uma delegacia e atacaram uma casa de câmbio e uma cooperativa de crédito.

Samedi 6 février 2016. La fin de mandat du président Michel Martelly dans les prochaines 24 heures alimente les discussions dans cet autobus « pappadap » assurant le trajet Port-au-Prince-Gonaïves. Comme dans les véhicules de transports en commun, aussi bruyant que le café du commerce, les opinions sont exprimées avec liberté, dans un parfait mélange de sarcasme et de gravité par rapport à l’avenir du pays. D’autant que la veille, dans la capitale et ses environs, des hommes en treillis, armés de fusils M1, de fusil à pompe calibre 12 et de pistolets, défilaient à la barbe de policiers sages comme des images. Sábado, dia 6 de fevereiro. O fim do mandato do presidente Michel Martelly nas próximas 24 horas alimenta as discussões neste ônibus “pappadap” [tipo de van utilizada como transporte público no Haiti] no trajeto Porto Príncipe-Gonaïves. Como nos outros veículos de transporte públicos, tão barulhentos como o café do comércio, as opiniões são expressas com liberdade, numa perfeita mistura de sarcasmo e seriedade em relação ao futuro do país. Especialmente desde o dia anterior, na capital e seus entornos, homens fardados, armados de fusil M1,  de espingarda calibre 12 e de pistolas, desfilavam bem embaixo do nariz de policiais bem comportados.

Dans le bus qui, après Cabaret, sur la nationale # 1, traversait les bananeraies, personne ne soupçonnait l’innommable. Mais à Bercy, des hommes armés, sortis de nulle part, ouvrent le feu sur le bus. Il était autour de 11 heures 30, raconte un stagiaire de la rédaction du Nouvelliste, qui se rendait aux Gonaïves. Le chauffeur accélérait et les passagers hurlaient pour qu’il s’arrête alors que les bandits armés, certains encagoulés, vidaient leurs chargeurs. « Je suis touché à la jambe, je suis touché à la jambe », hurlait le conducteur. Une fois le véhicule immobilisé, les bandits ont braqué et pillé les survivants. « Ils ont pris mes deux téléphones », souligne notre collaborateur, sonné, à la merci de ces bandits. No ônibus que, depois de Cabaret, na estrada Nationale #1, atravessava as plantações de banana, ninguém suspeitava o inominável. Mas em Bercy, homens armados, saídos do nada, subitamente abrem fogo ao ônibus. Era aproximadamente 11:30, conta um estagiário da redação do Nouveliste que se encontrava em Gonaïves. O motorista acelerou e os passageiros gritaram para que ele parasse enquanto os bandidos armados, alguns encapuzados, esvaziavam seus pentes. “Eu fui atingido na perna, eu fui atingido na perna”, gritava o motorista. Uma vez que o veículo foi parado, os bandidos assaltaram os sobreviventes. “Eles pegaram meus dois celulares”, destaca nosso colaborador, atordoado, graças a esses bandidos.

L’odeur de poudre, de sang frais montait. Deux personnes sont mortes. Deux autres étaient grièvement blessées. Il y avait plusieurs blessés, explique le jeune journaliste. La peur au ventre, livré à ces assassins sous un ciel bleu clair, les bandits ont mis le feu au véhicule. Le cadavre de l’une des victimes, à côté de la portière, a été carbonisé. O cheiro de pólvora e de sangue fresco subia. Duas pessoas morreram. Duas outras estavam gravemente feridas. Havia mais feridos, explica o jovem jornalista. Com medo, entregues a estes assassinos sob um céu azul claro, os bandidos atearam fogo ao veículo. O cadáver de uma das vítimas, ao lado da porta, foi carbonizado.

« J’étais avec deux autres passagers quand les bandits nous ont intimé l’ordre de courir et de ne pas regarder derrière au risque de recevoir une rafale », raconte l’étudiant finissant en communication sociale à la Faculté des sciences humaines. Il a marché dans les bananeraies avant d’arriver à St-Médard, non loin du centre-ville de l’Arcahaie. Là aussi, les bandits armés avaient laissé désolation mais n’ont pas fait de victimes au sein de la population. Le sous-commissariat, à la lisière de la route nationale numéro 1, a été incendié. Une maison de transfert d’argent et une caisse populaire ont été attaquées. La police est aux abonnés absents. Les bandits, libres comme le vent, ont érigé des barricades en pierre sur la route. Des casques bleus, des agents de la BOID sont intervenus par la suite. “Eu estava com dois outros passageiros quando os bandidos nos ordenaram que corrêssemos e não olhássemos para trás, com o risco de receber uma rajada de tiros”, conta um estudante de último ano em comunicação social na Faculté de Science Humaines. Ele caminhou pelas plantações de banana antes de chegar à Saint Médard, próximo ao centro da cidade de l’Arcahaie. Ali também os bandidos armados causaram estragos, mas não tiraram vidas. A delegacia, nas margens da estrada Nationale #1, foi incendiada. Uma casa de câmbio e uma cooperativa de crédito foram atacados. A polícia tem se omitido. Os bandidos, livres como o vento, levantaram barricadas de pedra na estrada. Os capacetes-azuis da ONU, os agentes da Brigada de Operação e Intervenção Departamental (Brigade d’Opération d’Intervention Départementale, BOID, em francês) intervieram em seguida. 

Samedi, au niveau de Cabaret, des policiers apeurés, informés de ce qui s’est passé, se sont contentés de déconseiller l’usage de ce tronçon à des automobilistes qui se rendaient sur la Côte-des-Arcadins, une zone à forte concentration d’hôtels. No sábado, na região do Cabaret, policiais aterrorizados, informados do que aconteceu, se contentaram em desaconselhar o uso daquele trecho aos motoristas que se encontravam em Côte-des-Arcadins, uma região com forte concentração de hotéis.

Dans une note de presse rendue publique le 10 février 2016, l’association nationale des caisses populaires haïtiennes (ANACOPH) a fait part de sa consternation après l’attaque de la « Kes Popilè Kabare » PPK. « Cet acte odieux et malsain met en péril les efforts consentis par les masses de se mettre ensemble en vie de trouver un mieux-être dans le pays où le crédit au plus démunis est un luxe », a indiqué la note qui presse les autorités policières et judiciaires à faire tout ce qu’il pour que les auteurs ces actes soient punis conformément à la loi. L’ANACOPH, dans cette note signée par le président du conseil d’administration, invite également les autorités à garantir la sécurité pour que la population puisse vaquer à ses activités tranquillement. Em uma nota de imprensa tornada pública em 10 de fevereiro de 2016, a Associação Nacional de Cooperativas de Crédito Haitianas (Assocaition Nationale des Caisses Populaires Haïtiennes, ANACOPH, em francês) demonstraram sua consternação após o ataques do banco “Kes Popilè Kabare” (caisse populaire Kabare, em crioulo). “Este ato odioso e doentio põe em perigo os esforços da população de juntos encontrar um bem-estar maior no país onde o crédito aos mais carentes é um luxo”, indicou a nota que pressiona as autoridades policiais e judiciárias a fazerem de tudo para que os autores destes atos sejam punidos conforme a lei. A ANACOPH, nesta nota assinada pelo presidente do conselho de administração, convida igualmente as autoridades a garantir a segurança para que a população possa dar continuidade a suas atividades tranquilamente.

Cruauté à Arcahaie : un professeur d’université assassiné… Crueldade em Arcahaie: um professor universitário assassinado…

Juno Jean Baptiste, em 18/02/2016, para o Le Nouvelliste

Franky Altinéus, 30 ans, géographe, professeur d’université, détenteur d’une maîtrise en géographie de l’environnement et fraîchement habilité à entreprendre des études de doctorat au Brésil, fut des passagers qui ont été assassinés le samedi 6 février à bord du minibus assurant le trajet Port-au-Prince/Gonaïves. La nouvelle n’a pas fait grand bruit jusqu’à ce que le père ait découvert le corps de son fils geler à la concave d’une morgue à Arcahaie lundi dernier. Franky Altinéus, 30 anos, géografo, professor universitário, detentor de um mestrado em Geografia e recentemente habilitado a empreender seus estudos de doutorado no Brasil, foi um dos passageiros que foram assassinados no sábado, 6 de fevereiro, dentro de um micro-ônibus que trafegava pelo trajeto de Porto Príncipe à Gonaïves. A notícia não repercutiu até que seu pai descobrisse o corpo de seu filho refrigerava em uma gaveta de um necrotério em Arcahaie na última segunda-feira.

Jeudi matin. À Delmas 69 prolongé, au fin fond d’un dédale de bâtisses, des badauds devisent dans un coin. « Un type de bien », « Il était très réservé », « Il avait toujours un livre entre ses mains »… Chacun d’eux fouille sa mémoire en quête d’un souvenir de Francky Altinéus assassiné, comme d’autres, il y a bientôt quinze jours, à Bercy, non loin de Saint-Médard (Arcahaie), par des criminels lourdement armés. En contrebas, un lourd silence enveloppe la cour de la maison familiale. Son père, François Altinéus, mécanicien depuis plus de trente ans, larmes aux yeux par moment, est comme dans un rêve. « Li mouri konsa vre, li mouri kansa vre, li mouri konsa vre », ressasse-t-il, la voix blanche, comme un refus d’avaler la pilule. Quinta-feira de manhã. Em Delmas 69, seguindo até seu fim, no fundo de um labirinto de prédios, os espectadores conversam num canto. “Uma pessoa de bem”, “Ele era muito reservado”, “Ele sempre tinha um livro nas mãos”… Cada um deles folheia sua memória em busca de uma lembrança de Francky Altinéus, assassinado com outros há 15 dias, em Bercy, próximo a Saint Médard (Arcahaie), por criminosos fortemente armados. Mais abaixo, um silêncio pesado envolve o pátio da casa da família. Seu pai, François Altinéus, mecânico há 30 anos, com lágimas aos olhos, está como num pesadelo “Ele morreu, ele morreu, ele morreu”, remoi ele numa voz inexpressiva, como uma recusa de aceitar a verdade.

Entre des appels de réconfort et les hèles de sa femme, Francois Altinéus, père d’une fratrie de cinq enfants dont Francky est l’aîné, est sans voix. « C’est la boussole de la famille. Le guide », bredouille-t-il, entre deux soupirs, sous les regards sensibles d’un homme qui remet de nouvelles couches de peinture aux murs de la petite maison familiale, là où Francky Altinéus a grandi. Diplômé en histoire et géographie à l’École normale supérieure (ENS), Francky, boursier de l’État haïtien, avait poursuivi ses études au Brésil où il a obtenu une maîtrise en géographie de l’environnement à l’université d’État de Campinas. En avril 2015, il a regagné son patelin pour servir son pays. Et puis après, sans coup férir, la mort vient l’arracher brutalement aux siens parce qu’il devait se rendre justement aux Gonaïves ce jour-là aux fins de dispenser un cours à l’université publique de l’Artibonite. Ce, pas n’importe quelle mort. Cette mort-là fut violente, voire inommable au moment où les politiques de Port-au-Prince se chamaillaient encore sur un consensus autour de l’après 7 février. Em meio às ligações de consolo e choros de sua esposa, François Altinéus, pai de 5 filhos dos quais Francky era o mais velho, está sem palavras. “É a bússola da família. O guia”, murmura ele, entre dois suspiros, sob os olhares sensíveis de um homem que retoca a pintura dos muros da pequena casa da família, onde Francky Altinéus cresceu. Graduado em história e geografia na École Normale Supérieure (ENS, em francês), Francky, bolsista do governo haitiano, prosseguiu seus estudos no Brasil, onde obteve um mestrado em Geografia na Universidade Estadual de Campinas. Em abril de 2015 ele retornou à cidade natal para ajudar seu país. E então, sem que ele revidasse, a morte veio brutalmente a seu encontro, porque ele se encontrava em Gondaïves justamente naquele dia com o objetivo de ministrar um curso na Universidade Pública de l’Artibonite. E não foi qualquer morte. Esta morte foi violenta, mesmo que inominável num momento em que os políticos de Porto Príncipe ainda brigam entre si por um consenso em torno do pós-7 de fevereiro.

François voit le monde s’écrouler sur son dos; lui qui ne peut plus exercer son métier de mécanicien, parce que paralysé de la main gauche depuis quelque temps. « J’ai dépensé tous mes maigres avoirs pour élever Francky. Il incarnait tout mon espoir », dit-il, revenant aux faits. Francky devait rentrer après le carnaval. Chez lui, à Port-au-Prince, on lui a laissé à manger. On l’appelait sur son téléphone mercredi soir, ça n’a pas sonné. On le rappelait le lendemain. Silence persistant. « C’était écrit qu’on ne se reverrait plus », lâche François, fataliste. Malgré tout, malgré les douleurs, il essaie de tenir le coup, très acrimonieux au passage envers « les autorités de Port-au-Prince qui ne font rien pour protéger les Haïtiens ». François viu o mundo sucumbir sobre ele; ele que não pode mais exercer sua profissão de mecânico, porque teve a mão esquerda paralisada depois de um tempo. “Eu gastei todos meus escassos ganhos para criar Francky. Ele encarnava todo meu esforço”, diz ele, relembrando dos fatos. Francky deveria retornar depois do carnaval. Em sua casa, em Porto Príncipe, nós o deixamos em seu quarto. Nós o telefonamos na quarta-feira à noite, mas o telefone não tocou. Nós ligamos de novo no dia seguinte. O silêncio continuou. “Nós não nos veríamos mais”, exala François, fatalista. Apesar de tudo, apesar de suas dores, ele tenta resistir, muito rancoroso com “as autoridades de Porto Príncipe que não fazem nada para proteger os haitianos”.

En découvrant le corps de son fils lundi dernier dans une morgue privée à Arcahaie et en voulant le rapatrier à Port-au-Prince, François voit ses peines s’alourdir. Les responsables lui réclament 5 000 gourdes par jour, arguant que c’est la justice, après le constat légal, qui les a autorisés à lever le cadavre. Autant dire que la famille devrait sortir la bagatelle somme de 65 000 gourdes, équivalant à 13 jours, pour le récupérer. « l’argent que nous n’avons pas », souffle François, rappelant que les enseignants de l’ENS sont en consultation pour lui venir en aide. Frantz Joseph, ancien de l’ENS, ami de longue date de Francky, est accablé. « C’était un frère. Une longue histoire entre lui et moi », confie-t-il. Ao descobrir o corpo de seu filho na última segunda-feira em um necrotério particular em Arcahaie e ao querer repatriá-lo à Porto Príncipe, François vê seus problemas aumentarem. Os responsáveis lhe exigem 5000 gourdes (moeda haitiana) por dia, justificando que é a justiça, após a conclusão jurídica, que as autorizam a levar o cadáver. Também dizem que a família deverá desembolsar uma soma de 65000 gourdes, equivalentes a 13 dias, para recuperar o corpo de Francky. “Dinheiro este que não temos”, expira François, relembrando que os professores da ENS estão se reunindo e conversando para lhe ajudar. Frantz Joseph, ex-professor da ENS, amigo de longa data de Francky, está aflito. “Ele era um irmão. Existe uma longa história entre ele e eu”, conta.

Né le 28 septembre 1985 à Port-au-Prince, Francky Altinéus a fait ses études classiques au lycée Anténor Firmin. Devant sous peu repartir pour le Brésil en vue d’entreprendre des études de doctorat toujours en géographie, il était également professeur dans différentes écoles de la place, dont le collège Canado-Haïtien. « C’était quelqu’un qui aimait son pays. C’est pourquoi il y est retourné l’année dernière pour y mettre à profit ses compétences », enchaîne Frantz Joseph, admettant que son collègue aurait pu, comme d’autres, fuir cette île mangeuse d’hommes, là où la vie ne tient qu’à un fil. Francky n’est plus, alors que les assassins qui se sont aventurés dans cette barbarie sont encore éparpillés dans la nature. Il laisse sa famille en lambeaux. La date de ses funérailles n’est pas encore connue. Nascido em 28 de setembro de 1985 em Porto Príncipe, Francky Altinéus concluiu seus estudos no liceu Anténor Firmin. Pouco antes de partir ao Brasil a fim de prosseguir seus estudos de doutorado ainda na Geografia, ele foi também professor em diferentes faculdades, entre as quais a Canado-Haïtien. “Ele era alguém que amava seu país. Era este o motivo pelo qual ele havia retornado no ano anterior para aqui aproveitar suas competências”, prossegue Frantz Joseph, afirmando que seu colega poderia ter, como muitos outros o fizeram, fugir dessa ilha comedora de gente, onde a vida está por um fio. Francky não existe mais, enquanto seus assassinos que empreenderam esta barbárie estão ainda foragidos. Ele deixa sua família despedaçada. A data de seu funeral ainda é desconhecida.

Justice pour Francky ALTINEUS!!  Justiça para Franck ALTINEUS

Note de presse, 18/02/2016

Nous, étudiant(e)s haïtien(ne)s et ami(e)s brésilien(ne)s, à l’Université d’État de Campinas (UNICAMP)-Brésil, signataires de cette note de presse, sommes révolté(e)s, frustré(e)s, indigné(e)s, face à l’assassinat tragico-arbitraire de notre collègue-ami, Francky ALTINEUS (licencié en Histoire et Géographie à l’Université d’État d’Haiti (UEH), maître en Géographie à l’Université d’État de Campinas (UNICAMP) -Brésil). Nós estudantes haitianos(as) e amigos(as) brasileiros(as) da Universidade Estadual de Campinas, signatários dessa nota oficial, estamos revoltados(as), frustrados(as), indignados(as), face ao assassinato trágico e arbitrário de nosso colega e amigo Francky Altinéus, graduado em História e Geografia na Universidade do Estado do Haiti, mestre e Geografia na Universidade Estadual de Campinas. 

Après avoir décroché son diplôme de maîtrise et pendant que le processus de son doctorat est en cours à la même université, il a choisi d’apporter son appui au système éducatif de son pays. Comme récompense, à cause de l’instabilité politique en Haïti et l’absence totale du respect des droits humains et des principes démocratiques tout au long de l’administration Martelly, Francky ALTINEUS a été lâchement assassiné par des malfrats en treillis au cours des évènements du 6 février 2016 à l’Arcahaie. Depois de obter seu diploma de mestrado e enquanto o processo de seu doutorado estava em curso na mesma universidade, ele escolheu prestar apoio ao sistema educativo de seu país. Como recompensa, devido à instabilidade política no Haiti e ausência total de respeito aos direitos humanos e princípios democráticos ao longo de todo o governo Martelly, Fracky Altineus foi covardemente assassinado por bandidos durante os acontecimentos de 6 de fevereiro de 2016 em Arcahaie.

Ce jour -là, Francky se rendait dans le département de l’Artibonite pour dispenser des cours à l’Université publique des Gonaïves quand ces malfrats en treillis ont tiré dans les toutes directions, pillé une caisse populaire et mis le feu au sous-commisariat de la zone. Avant cet acte barbare, des hommes lourdement armés en habits militaires – qui se réclamaient des anciennes Forces Armées d’Haïti (FADH) – défilaient dans plusieurs villes du pays, jouissant de la passivité totale des autorités haïtiennes, selon des informations diffusées par des médias en Haïti. Ce cas, parmi tant d’autres, explique pourquoi beaucoup d’Haïtien(ne)s formé(e)s ne veulent pas se risquer en Haïti, alors que le pays a tant besoin d’eux. Naquele dia, Francky estava no departamento de l’Artibonite para ministrar um curso na Universidade Pública de Gonaïves, quando esses bandidos atiraram em todas as direções, saquearam uma cooperativa de crédito e incendiaram a delegacia da região. Antes desse ato de barbárie, os homens fortemente armados em trajes militares – que se assumiam como as antigas Forças Armadas do Haiti (FADH, em francês) – desfilavam em muitas cidades do país, aproveitando a passividade total das autoridades haitianas, segundo as informações divulgadas pelas mídias do país. Este caso, dentre tantos outros, explica porque muitos haitianos(as) graduados(as) não querem se arriscar no Haiti, enquanto o país tanto precisa deles.

D’abord, nous présentons nos sincères condoléances à la famille du très regrétté Francky ALTINEUS, à ses proches, ses collaborateur (trice)s et ses ami(e)s. Nos sympathies s’adressent aussi aux familles des autres personnes frappées par cet acte de barbarie. De prontidão, nós apresentamos nossas sinceras condolências à família do muito sentido Francky Altinéus, a seus parentes próximos, seus colaboradores(as) e seus amigos(as). Nossas simpatias se dirigem também às famílias de outras pessoas atingidos por este ato de barbárie. 

Ainsi, nous ne pouvons ne pas exiger que la lumière soit faite sur cet énième cas qui continue à endeuiller notre société quand nous savons pertinemment que celui-ci n’entre pas dans le cadre de l’insécurité généralisée, mais celui d’un désordre gouvernemental. En ce sens, nous exigeons justice et réparation pour la famille de Francky et celle des autres victimes du même acte inhumain, et que les auteurs et coauteurs soient poursuivis et condanmés selon la loi. Assim, nós não podemos exigir que transparência seja alcançada neste enésimo caso que continua a enlutar nossa sociedade quando nós sabemos pertinentemente que este caso não pertence a um quadro de insegurança generalizada, mas a um quadro de desordem governamental. Neste sentido, nós exigimos justiça e reparação para a família de Francky e àquelas das outras vítimas do mesmo ato desumano, e que os autores e coautores sejam processados e condenados segundo a lei. 

Enfin, nous, étudiant(e)s haïtien(ne)s et ami(e)s brésilien(ne)s à l’Université d’État de Campinas (UNICAMP)-Brésil, ce cas regrettable et révoltant ne va pas nous faire reculer dans la lutte pour une Haïti meilleure, voilà pourquoi nous exigeons aux autorités judiciaires d’ouvrir une enquête en urgence sur ce cas et de prendre toutes les mesures nécessaires et adéquates pour punir les coupables. Nous exhortons également les autorités concernées du pays de prendre toutes les mesures pour garantir les droits et la sécurité de tous les citoyens. Enfim, a nós estudantes haitianos(as) e amigos(as) brasileiros(as) da Universidade Estadual de Campinas, este caso lastimável e revoltante não vai nos fazer recuar na luta por um Haiti melhor, e este é o motivo pelo qual nos exigimos às autoridades necessárias e adequadas que punam os culpados. Nos exortamos igualmente às autoridades responsáveis no país a tomarem todas as medidas para garantirem os direitos e à segurança de todos os cidadãos.

Signataires: 1. Dieumettre JEAN, Liencencié en Lettres-Portuguais et Étudiant en Études Littéraires. 2. Jonhy HILAIRE, Liencencié en Philosophie, Diplomé en Anglais et Maîtrise en Administration Publique. 3. Berno LOGIS, Licencié en Histoire. 4. Frantz Rousseau DEUS, Licencié en Sciences Sociales, Licencié en Sciences Politiques et Étudiant en Sociologie. 5. André PELIZARIO, Étudiant en Sciences Sociales. 6. Fernando Antonio DA SILVA, Doctorant en Géographie. 7. Fernanda LEMOS, Doctorante en Sciences de l’Éducation. 8. Ismane DESROSIERS, Étudiant en Géographie. 9. Wesner SAINT-JUSTE, Étudiant en Linguistique. 10. Tomy FÉLIXON, Étudiant en Mathématiques. 11. Aristide STÉNIO, Étudiant en Physique. 12. Miseline CAZENEUVE, Licenciée en Sciences de l’Éducation. 13. Genevieve CHERY, Licenciée en Sciences de l’Éducation. 14. Velna BOUZI, Licenciée en Sciences de l’Éducation. 15. Oreste ST. BRICE, Licencié en Sciences de l’Éducation. 16. Jn Renel FRANÇOIS, Maîtrise en Mathématiques 17. Josaphat DESBAT, Étudiant en Génie Électrique. 18. Joël VILTUS, Étudiant en Géologie. 19. Sudly Amonsen Raphael SAINTIL, Étudiant en Linguistique 20. Jean Erzind BRISSON, Étudiant en Physique. 21. Joseph Enock PLACIDE, Maîtrise en Sociologie. 22. Kelan JEAN LOUIS, Étudiant en Pédagogie. 23. Philemon DELVA, Étudiant en Génie Informatique. 24. Guerby SAINTE, Étudiant en Géographie. 25. Berhman GARÇON, Maîtrise en Anthropologie. 26. Marie Claire GARRAUD, Maîtrise en Sciences Infirmières. 27. Johnny ALOUIZOR, Étudiant en Statistiques. 30. Nouze VOLCIMUS, Étudiante en Sciences Infirmières. 31. Vagner CHARLES, Maître en Sciences de l’Éducation. 32. Ana Elisa BERSANI, Doctorante em Antropologie Sociale. 33. Ricardo CASTILLO, Docteur en Géographie, Prof à l’Université de Campinas, (Orienteur de Francky ALTINEUS en Maîtrise). Fait à Campinas/São Paulo/ Brésil, le 18 fév. 2016 Contacts: lesaged18@yahoo.fr Tél:+(55)19993659143 Assinam, 1. Dieumettre JEAN, graduado (porque license em francês não tem nada a ver com licenciatura. coloquei graduado pra todos) em Letras-Português e estudante de Estudos Literários. 2. Jonhy HILAIRE, graduado em Filosofia, graduado em Inglês e mestre em Administração Pública. 3. Berno LOGIS, graduado em História. 4. Frantz Rousseau DEUS, graduado em Ciências Sociais, graduado em Ciências Políticas e estudante de Sociologia. 5. André PELIZARIO, estudante de Ciências Sociais. 6. Fernando Antonio DA SILVA, doutorando em Geografia. 7. Fernanda LEMOS, doutoranda em Ciências da Educação. 8. Ismane DESROSIERS, estudante de Geografia. 9. Wesner SAINT-JUSTE, estudante de Linguística, 10. Tomy FÉLIXON, estudante de Matemática. 11. Aristide STÉNIO, estudante de Física. 12. Miseline CAZENEUVE, graduada em Ciências da Educação. 15. Oreste ST. BRICE, graduado em Ciências da Educação. 16. Jn Renel FRANÇOIS, mestre em Matemática. 17. Josaphat DESBAT, estudante de Engenharia Elétrica.18. Joël VILTUS, estudante de Geologia. 19. Sudly Amonsen Raphael SAINTIL, estudante de Linguística. 20. Jean Erzind BRISSON, estudante de Física. 21. Joseph Enock PLACIDE, mestre em Sociologia. 22. Kelan JEAN LOUIS, estudante de Pedagogia. 23. Philemon DELVA, estudante de Egenharia da Computação. 24. Guerby SAINTE, estudante de Geografia. 25. Berhman GARÇON, mestre em Antropologia. 26. Marie Claire GARRAUD, mestre em Ciências da Enfermagem. 27. Johnny ALOUIZOR, estudante de Estatística. 30. Nouze VOLCIMUS, estudante de Ciências da Enfermagem. 31. Vagner CHARLES, mestre de Ciências da Educação. 32. Ana Elisa BERSANI, doutoranda em Antropologia Social. 33. Ricardo CASTILLO, doutor em Geografia, professor da Universidade Estadual de Campinas (orientador de Francky Altinéus no mestrado). Campinas, SP – Brasil, 18 de fevereiro de 2016. Contatos: lesaged18@yahoo.fr Tel:+(55)19993659143

Francky ALTINEUS (1985-2016)

Recebemos com muito pesar a notícia de que o companheiro Francky Altineus faleceu em Porto Príncipe, em circunstâncias ainda não esclarecidas. Francky foi um dos diversos estudantes haitianos que vieram viver e estudar no Brasil após o terremoto de 12 de janeiro de 2010, e também nos ensinar mais sobre a realidade de seu país.

Formado em Geografia pela Université d’État d’Haïti, ele veio inicialmente cursar Ciências Sociais, pelo programa Pró-Haiti da CAPES, mas logo iniciou o mestrado no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Unicamp. Foi quando ele se aproximou da AGB-Campinas, tendo participado do Congresso Brasileiro de Geógrafos em Vitória, como muitos se recordam.

Em fevereiro de 2015, ele defendeu a dissertação de mestrado intitulada Espaços agrários no Haiti: estrutura fundiária e produção de arroz no departamento de Artibonite, orientado pelo Prof. Ricardo Castillo, e em seguida, retornou ao Haiti.

Ele deixou muitos amigos em Campinas.

A AGB-Campinas lamenta profundamente sua perda, estendendo seus sentimentos aos demais amigos e à família.

Diretoria Executiva Local

A foto, feita pela jornalista Lana Torres, ilustra também uma reportagem de que Francky participou em 2014.