Comunicado sobre a mudança da sede da AGB-Campinas

Comunicamos que, infelizmente, não poderemos mais continuar a ocupar a nossa atual sede, na sala 26-B no Instituto de Geociências, na Rua João Pandiá Calógeras, 51 — que é compartilhada com a Terrae Jr., empresa júnior do IG. Estamos neste pequeno espaço há quase dez anos, desde 2008, quando deixamos uma sala na Engenharia Básica, no outro lado da rua.

Após entendimento com a diretoria do Instituto de Geociências, já estamos organizando nossa mudança, que está sendo providenciada pelo bolsista Paulo Rufino e será feita pela empresa Iugas nos próximos dias. A partir de dezembro de 2017, estaremos no novo edifício do Instituto de Geociências, na sala 301. O acesso é feito pela Rua Cora Coralina. Não há previsão de restabelecer o acesso ao acervo de periódicos e documentos da seção local, que permanecerá encaixotado por tempo indeterminado, mas o atendimento por e-mail e pelas redes sociais não será interrompido. As demais atividades — reuniões, organização de oficinas, minicursos, palestras e publicação do Boletim Campineiro de Geografia — também permanecem e os sócios serão comunicados sobre os próximos passos da mudança.

As mudanças de sede sempre foram constantes na AGB-Campinas. Esperamos que mais essa mudança inaugure um novo capítulo desses 28 anos de história.

Diretoria Executiva Local

Campinas, 27 de novembro de 2017

Oficina da AGB abordou a experiência de elaboração de atlas bilíngue de uma Terra Indígena no litoral paulista

Da esquerda para a direita: professor Vicente Eudes, Rodolfo Finatti, Mariana Freitas, Lincoln Medeiros, Eduardo Bernardo e Cintia Silva, participantes do projeto de extensão e apresentadores da oficina

Texto e fotos: Gustavo Teramatsu (AGB-Campinas)

“Extensão é troca de saberes”

— foi com essa ideia que o professor Vicente Eudes Lemos Alves, do Departamento de Geografia da Universidade Estadual de Campinas e atual diretor da seção de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros iniciou a oficina Uma experiência com projeto de extensão comunitária: a construção do Atlas Social Bilíngue (Guarani-Português) da Comunidade e Terra Indígena Rio Silveira (Bertioga e São Sebastião, SP), na noite do último dia 31 de outubro, no Instituto de Geociências da Unicamp.

Segundo o professor Vicente, o projeto de extensão, apoiado pela Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PREAC) da Unicamp, teve início em 2013 na Terra Indígena Rio Silveira, também chamada de Rio Silveiras ou Ribeirão Silveira, localizada na divisa dos municípios de Bertioga e São Sebastião, no litoral de São Paulo, em área adjacente ao Parque Estadual da Serra do Mar. Apesar de viverem a um pouco mais de um quilômetro da Praia da Boraceia, cortada pela Estrada Rio-Santos, onde vendem artesanato em madeira ou de fibras trançadas, palmito jussara e plantas ornamentais, as famílias que ali em vivem sentem os efeitos da crescente especulação imobiliária criada a partir dos loteamentos para construção de residências de veraneio. O processo de homologação da demarcação da terra indígena ainda está em andamento.

Segundo o professor Vicente, a influência dos juruá (não-indígenas) e da língua portuguesa é muito forte e se dá principalmente pelos meios de comunicação, mas também pelos materiais didáticos, uma vez que não havia livros na língua guarani à disposição dos alunos das escolas de Rio Silveira. Assim surgiu a ideia de produzir um Atlas Escolar bilíngue (Tekoha Morutï), acompanhado de um cartilha de apoio didático à alfabetização em guarani (Mbyá Ayvu), comentado pela graduanda do curso de Linguística Mariana Gonzaga Marques de Freitas, bem como um encarte sobre a fauna e a flora (Ka’aguy Regua Kuaxia).

O direito à educação

— os graduandos em Geografia Eduardo Bernardo dos Santos e Lincoln John Leite Medeiros apresentaram o contexto do reconhecimento dos indígenas no Brasil em uma perspectiva histórica, desde o estabelecimento do Serviço de Proteção ao Índio à atualidade, passando pela criação da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e pela Constituição Federal de 1988, cuja dimensão passa também pelo direito à educação. Sobre isso, mencionaram o Referencial curricular nacional para as escolas indígenas, as alterações na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, bem como discutiram a representação dos indígenas no currículo escolar do estado de São Paulo, tema da pesquisa de iniciação científica de Eduardo.

Um ‘revoal’ sobre cartografia social participativa

— os estudantes da Escola Estadual Indígena Txeru Bá é Kua-i e da Escola Municipal Indígena Nhembo `E ́ Á Porã participaram ativamente do processo de mapeamento de Rio Silveira. Rodolfo Finatti, doutor em Geografia pela USP, apresentou o que ele mesmo chamou de um “revoal” — isto é, sua revisão pessoal — sobre a cartografia social, fazendo comentários sobre como novos significados foram adquiridos à medida em que avançava o projeto de extensão, alterando as intenções iniciais relacionadas ao mapeamento e passando a buscar como representar o tekoa (território) e o teko (modos de ser), que são indissociáveis na cosmovisão guarani.

“Sem tekoa não há teko”

— a doutoranda em Geografia Cintia dos Santos Pereira Silva, que é antropóloga e autora de uma dissertação de mestrado sobre os Yawaripë Yanomami, é uma das pesquisadoras que participa desde o início do projeto de extensão, pelo qual já passaram diversos estudantes de graduação, ao longo de quatro anos. Nesse período, ela conta, o grupo de extensionistas foi conquistando a confiança dos moradores, sempre com a chancela do cacique. Cintia deu mais detalhes sobre a organização da população indígena e sobre o processo de demarcação de terras indígenas e fez severas críticas à PEC 215, que inclui entre as competências exclusivas do Congresso Nacional a aprovação de demarcação das terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e a ratificação das demarcações já homologadas.

Vestibular indígena na Unicamp, inclusive para o curso de Geografia

— devemos, por fim, destacar a importância da realização da oficina com esse tema em um momento em que a Unicamp tem se preparado para o vestibular indígena, com criação de duas vagas em alguns cursos de graduação para alunos indígenas, incluindo o curso de Geografia, a partir de 2019.

Continuaremos a programação de oficinas: a próxima, que encerrará o ano de 2017, acontece no dia 25 de novembro e terá como tema o Mapeamento Ambiental Participativo.

Oficina “Mapeamento Ambiental Participativo: aplicações na pesquisa e no ensino de Geografia”

Encerrando a programação de oficinas e minicursos de 2017, convidamos todos para participar da oficina Mapeamento Ambiental Participativo: aplicações na pesquisa e ensino de Geografia, que acontecerá no dia 25 de novembro, sábado, na Escola Estadual Professora Eunice Virgínia Ramos Navero.

A oficina será ministrada em dois turnos pelos professores Salvador Carpi Junior (DGEO/IG/Unicamp) e Ricardo de Sampaio Dagnino (pós-doutorando no CHS/FCA – Limeira) e pela mestranda Viviane Gomes de Araújo (PPG-Geografia/Unicamp).

No período da manhã, serão abordados aspectos teórico-metodológicos que envolvem o Mapeamento Ambiental Participativo e suas aplicações na pesquisa e ensino de Geografia, a partir do relato de diversas experiências realizadas no Estado de São Paulo desde os anos 1990, com ênfase nos trabalhos realizados no município de Campinas e nas experiências atuais em Ilha Comprida, no Litoral Sul Paulista, e em escolas de Campinas.

No período da tarde, será realizada uma atividade prática de mapeamento do entorno da escola com alunos, professores e moradores do Parque Imperador.

A oficina é gratuita e serão emitidos certificados de participação, mas solicitaremos a confirmação do interesse de todos para facilitar o trabalho de organização.

O almoço será por conta dos participantes e está previsto para acontecer no Carrefour Dom Pedro, onde há várias opções na praça de alimentação.

Como chegar à escola

A Escola Estadual Professora Eunice Virgínia Ramos Navero está localizada no Parque Imperador, à Rua Alceu Amoroso Lima, 188.

De ônibus, o acesso é feito pela linha 375 – Alphaville Dom Pedro e 375.1 — clique para ver os horários e itinerário.

Também é possível usar Uber, Cabify e 99POP — clique para utilizar códigos de desconto em cada aplicativo, válidos para novos usuários.

Estamos organizando caronas solidárias saindo do Terminal Barão Geraldo, pela manhã. Os detalhes serão passados por e-mail aos interessados inscritos no formulário a seguir:

INSCREVA-SE AQUI

Minicurso “O espaço costeiro brasileiro: dinâmicas e conflitos”

A AGB-Campinas promove o minicurso O espaço costeiro brasileiro: dinâmicas e conflitos, que será ministrado pela professora Regina Célia de Oliveira, do Departamento de Geografia da Universidade Estadual de Campinas e do Núcleo de Estudos de Ambientes Litorâneos (NEAL).

O curso apresentará uma breve revisão dos principais processos e dinâmicas da paisagem costeira e dos conflitos de uso e gestão do território, e será realizado no dia 18 de outubro, entre 19 e 22 horas, na Engenharia Básica (Rua João Pandiá Calógeras, 148 – Cidade Universitária “Zeferino Vaz”).

Inscreva-se clicando na imagem:

Correspondência: moção de protesto contra a exclusão da obrigatoriedade da disciplina de Geografia no Ensino Médio

Fomos notificados pelo assessor Denis César Teruya, que é formado em Geografia, sobre a moção de protesto protocolada pelo vereador de Campinas Carmo Luiz (PSC) contra a exclusão da obrigatoriedade da disciplina de Geografia no Ensino Médio. A mensagem foi encaminhada à Diretoria da AGB-Campinas com cópia para os vereadores Thiago Mascarenhas (PRB), de Hortolândia, e Henrique Conti (PV), de Valinhos.

Diz o texto da moção:

“As alterações recentes feitas pelo governo federal em relação ao Ensino Médio, na Lei nº 9.394 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, não esclarece [sic] quanto à obrigatoriedade do ensino de Geografia neste nível de ensino. A ausência da Geografia prejudicará a formação dos estudantes não só no que se refere à leitura de mundo em articulação com o seu contexto, mas também, principalmente, à sua cidadania. Vivemos num mundo cada vez mais degradado ambientalmente, a cidadania necessita ser construída a partir do entendimento do lugar de pertencimento em relação aos fenômenos globais. Assim, a disciplina de Geografia proporciona a compreensão da relação entre sociedade e natureza no mundo que construímos, que não consegue ser abordada em outras áreas. Podemos relembrar da antiga disciplina de Estudos Sociais que surgiu durante o período de ditadura em nosso país, que prejudicou tanto a formação dos docentes daquela época, quanto toda uma geração de estudantes que foi privada do direito ao conhecimento geográfico da sociedade com a qual convivia. Considerando o regime democrático do nosso país atualmente, é inaceitável a retirada da disciplina de Geografia do nível de ensino médio porque caracteriza um retrocesso na oferta de conhecimentos necessários aos estudantes na atualidade, como nos tempos da ditadura militar”.

Acompanhe a tramitação da Moção 210/2017.

 

Edital 01/2017 – Eleição da AGB-Campinas 2017-2019

EDITAL AGB-CAMPINAS 01/2017
ABERTURA DE INSCRIÇÕES DE CHAPAS PARA A GESTÃO 2017-2019

A Diretoria Executiva da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas convoca por meio do presente instrumento as eleições para a Diretoria Executiva Local para a Gestão 2017-2019, conforme instruções e prazos especificados nos itens a seguir.

1) Do Calendário do Processo Eleitoral:

1.1) Inscrições das chapas: de 03/07/2017 a 07/07/2017.
2.1) Eleições: 10 e 11/07/2017.
2.3) Assembleia Extraordinária: 11/07/2017, às 18h, na sede social.

2) Do Processo Eleitoral:

2.1) As inscrições para chapas estarão abertas no período de 03/07/2017 a 07/07/2017.
2.2) A inscrição das chapas deve ser requerida em formulário próprio obtido na sede da AGB Campinas e vir acompanhada do respectivo plano de trabalho para a gestão 2017-2019, nos termos do Art. 33 do Estatuto da AGB Campinas.
2.3) A Comissão Eleitoral será responsável pelo recebimento dos requerimentos, orientações, esclarecimentos e avaliação da documentação entregue pelos candidatos das chapas.
2.4) Compete à Comissão Eleitoral promover e fiscalizar o processo de votação fazendo cumprir as disposições estatutárias e regimentais. Deverá ainda proceder a apuração dos votos, fazendo lavrar a ata de eleição e dar posse à nova Diretoria Executiva Local.
2.5) A votação ocorrerá por meio da plataforma LimeSurvey.

3) Dos documentos necessários para a inscrição:
Devem ser apresentados os seguintes documentos para a inscrição das chapas:
● Requerimento de inscrição da chapa, obtido na Sede da Seção Local, discriminados e preenchidos todos os cargos da Estrutura Administrativa pelos integrantes da chapa.
● Comprovante de inscrição de pagamento da anuidade da AGB, para cada integrante da chapa.
● Cópias dos documentos de identidade (RG) e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de todos os integrantes da chapa.

4) Da Posse:
4.1) A posse da nova Diretoria Executiva Local terá início ao final do processo eleitoral, pelo período de 2 (dois) anos e seu término se dará em 10 de julho de 2019.
4.2) Não havendo chapas inscritas ou chapa eleita, a atual gestão terá seu mandato prorrogado por mais 30 dias e convocará nesse mesmo prazo a Assembleia Geral Extraordinária para a realização de novas eleições.

5) Das Disposições Gerais:
5.1) Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria Executiva da AGB Campinas.
5.2) Outras informações e dúvidas podem ser encaminhadas à Comissão Eleitoral — Éverton Vinícius Valezio, Paulo Roberto da Silva Rufino e Stéphanie Rodrigues Panutto — pelo e-mail: secretaria@agbcampinas.com.br

Campinas, 28 de junho de 2017.

Inscrições abertas para a oficina “Como mentir com mapas: desvendando o caráter ideológico dos mapas”

Na manhã do dia 7 de junho, quarta-feira, a AGB-Campinas receberá o Prof. Dr. Lindon Fonseca Matias (DGEO/IG/Unicamp) na oficina Como mentir com mapas: desvendando o caráter ideológico dos mapas. A atividade acontecerá na sala EB11, na Engenharia Básica (Rua João Pandiá Calógeras, Cidade Universitária “Zeferino Vaz”, em frente ao Instituto de Geociências). As inscrições são gratuitas e serão emitidos certificados para os participantes. Inscreva-se abaixo:

Curso “Introdução ao Geoprocessamento como Análise Espacial”

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INSCRITOS

Ana Júlia Silva Ribeiro
Camila Mariana de Godoi
Cláudia Fonseca Baldini
Daiane Hernandes Gonçalves
Daniele Cristina Aguiar Lopes
Deyse Cristina Brito Fabrício
Fernanda Peixoto Silva
Flávia Batista Tognolo
Henrique da Silva Zorzetti
Isabelle Salazar Vieira Alves
José Augusto Faria de Araújo
José Camilo Carlos Júnior
Júlia Marina Teixeira da Silva
July Ane Vilella
Larissa Calvo Abilio
Larissa Escandoleiro de Oliveira
Laura Butti do Valle
Lucas da Silva Stahl
Luiz Eduardo Gonçalves
Marco Aurélio de Arruda Barros
Mayara Taisa Ceconi dos Santos
Mayra Abboudi Brasco
Priscila Oliveira de Carvalho
Rayssa Nitali Souza Rosário
Rodrigo de Azevedo
Sara Pacheco Giesbrecht
Stefanie Aparecida Rubia Santos
Thiago de Paula Nardelli
Victor Hugo Costa
Viviane Gomes de Araújo

ESPERA

Luiz Fernando Vieira dos Santos
Allan Eduardo Cano
Ronaldo da Silva Monteiro
Fernanda Cristina Carvalho Milani
Fabio Henrique Nunes Mota
Beatriz de Aragão Sadalla
Marina Betetto Drezza
Diego Sullivan de Jesus Alves
Marcela Cardoso Machado de Campos
Clayton Henrique Alves da Silva
Izabella de Oliveira Rodrigues
Maristella Cruz de Moraes
Danilo Carneiro Valente
Jaqueline de Fátima Domingos
Sarah de Sousa Oliveira
Isabela Soares Reis
Thiago Chiquetto Rubem
Isabella Gualtieri Elias
Carlos Espindola Ramos Junior
Tabita Barbosa Pereira
Hugo Guilherme Cantanhede de Abreu
Veronica Gauri de Oliveira e Souza
João Henrique dos Santos
Mariana Bastos Mariano
Bruna Tacidelli Freitas
Bruna Ribeiro Machado Tonso
Maria do Carmo Maia da Silva
Abrão Pereira de Araújo
Henrique dos Santos Curi
João Gilberto Rodrigues Almeida
Carolina Dantas de Lima
João Felipe Marras Malveiro
Luana Funchal Couto
Fernanda Kristen da Silva Pedro
Felipe Marques
Cristina Batista de Castro Ribeiro
Paulo Domingos da Conceição
Gustavo Casteletti de Alcântara
Breno Pires Pilot
Rodrigo de Almeida
Patricia Gonçalves Cardosoo
Isabela Nonato Criado
Otávio Zilioli Catelano
Rafael Barbosa de Lima
Beatriz Paula Odorcik
Renato Saturnino dos Santos
Júlia Ramos Varela Carvalhaes
Pedro Rafael Candiani Dias
Vanessa Cristina Barbosa
Maurício Corégio da Silva
Andressa Jociane Franzotti Menos
Elza Pereira da Silva
Daniella Theodoro de Souza e Souza
Isabella Freitas Silva
Joel Viltus
Paulina Hossri Fernandez
Luciano Pinto da Silva
Kátia Amorim Capuchinho

Nota sobre a Reforma do Ensino Médio (DEN/AGB)

NOTA SOBRE A REFORMA DO ENSINO MÉDIO

No último dia 8 a Medida Provisória (MP 746/2016) que trata da reforma do ensino médio foi aprovada pelo Senado e, no dia 16, sancionada por Michel Temer. Apesar das fortes críticas, por parte da sociedade brasileira, à referida MP, com destaque para as ocupações das escolas e universidades, o Congresso Nacional promoveu apenas alterações pontuais no texto original. A implementação dessa reforma representará retrocessos históricos para a educação pública do Brasil.

A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), em consonância com seu histórico de compromisso com as lutas sociais e em defesa do direito à educação pública de qualidade, tem se posicionado nos últimos anos frente às políticas educacionais direcionadas para as mudanças na Educação Básica, por exemplo, em relação a proposta do MEC de construção da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), resultando, inclusive, no tema do XVIII Fala Professor ” (Qual) é o fim do ensino de Geografia?” , ocorrido em Catalão (GO), em 2015. Desde o ano passado a AGB passou a somar forças com movimentos sociais e entidades na denúncia da famigerada MP 746/2016 (reforma do ensino médio), dentre outras medidas postas em prática pelo atual Governo Federal.

A reforma do ensino médio foi pautada de forma acelerada e com ausência de diálogo com as entidades acadêmicas e representantes dos trabalhadores em educação, por parte do Governo Federal e do Congresso Nacional. Além de críticas ao processo, AGB também tem se colocado contrária à concepção de educação (reducionista, tecnicista e hierárquica) carregada por esta MP, aos seus significados políticos (os interesses de grupos privados sobre a educação pública) e buscando denunciar as consequências e os riscos dessa iniciativa para a escola pública e o ensino de geografia e das ciências humanas em geral.

A MP do ensino médio compõe um conjunto de medidas do atual Governo que a médio e a longo prazo provocarão sérios prejuízos à formação de estudantes e consolidando barreiras ao acesso à Educação Superior Pública. Nesse sentido, é fundamental, que a sociedade fique atenta ao processo de implantação da MP do ensino médio nos municípios e estados, buscando intervir na restruturação curricular e denunciando as consequências nefastas dessas mudanças para educação pública, para os trabalhadores em educação e para a sociedade brasileira. A AGB conclama suas Seções Locais e Grupos de Trabalho de Ensino para intervirem e construírem espaços coletivos de reflexão, como forma de resistência às contínuas perdas de direitos que este Governo tem produzido.

Associação dos Geógrafos Brasileiros
Diretoria Executiva Nacional – DEN 2016-2018
Brasil, 17 de fevereiro de 2017.

Carta Aberta: A imprescindível crítica à reforma do Ensino Médio e o papel da Geografia (ANPEGE)

CARTA ABERTA: A IMPRESCINDÍVEL CRÍTICA À REFORMA DO ENSINO MÉDIO E O PAPEL DA GEOGRAFIA

A comunidade acadêmica, professores e pesquisadores da área de Geografia, através de sua Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Geografia (ANPEGE), vem externar a defesa de uma análise crítica séria e democrática sobre a Reforma do Ensino Médio, ora em tramitação, e o papel secundário dado à Geografia como campo de conhecimento, imprescindível na abordagem dos principais problemas contemporâneos, especialmente aqueles que envolvem a leitura integrada dos processos de globalização e fragmentação, a dinâmica geopolítica e as relações sociedade-natureza.

Neste sentido, questionamos:

  1. A forma apressada com que foi promovida a Reforma do Ensino Médio que, ao contrário de outros países, onde envolveu vários anos de amplo debate, desconsiderou muitos dos agentes e/ou áreas envolvidos.
  2. O caráter prioritariamente técnico-profissionalizante da Reforma, restringindo a formação humanista, em especial, para aqueles que optarem por formações mais tecnológicas, já que as disciplinas estão contempladas em itinerários formativos: Linguagens e suas Tecnologias; Matemáticas e suas tecnologias; Ciência da Natureza e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e Formação Técnica Profissional, podendo ser oferecido, a critério das escolas, apenas um desses itinerários.
  3. A ausência da Geografia como disciplina obrigatória: apesar da permanência da Geografia no que tange ao Ensino Fundamental, no que se refere à Reforma do Ensino Médio a temática é nebulosa, tornando incerta a presença da disciplina na formação dos estudantes. Tal disciplina poderá ser contemplada no eixo de Ciências Humanas, entretanto, essa possibilidade dependerá do que for construído na BNCC relativa ao nível médio, ainda, amplamente desconhecida.
  4. A viabilidade da louvável extensão da carga horária e a educação em tempo integral, diante das condições de precariedade e a contenção de verbas vividas em nível nacional.
  5. A contratação de profissionais com “notório saber”, que abre margem para profundas discrepâncias na qualidade do ensino e a desvalorização de profissionais com formação específica em suas áreas.

Em síntese, uma reforma nessas bases peca pela ausência do debate crítico no diálogo com aqueles que efetivamente deveriam ser seus protagonistas, os professores e alunos e, ao não reconhecer a obrigatoriedade de uma disciplina como a Geografia, cada vez mais valorizada diante das problemáticas contemporâneas, vai contra o propósito básico da educação, a construção e o fortalecimento de uma cidadania plena.

Diretoria da ANPEGE
Porto Alegre, 17 de fevereiro de 2017.

Lançamento de nova edição do Boletim Campineiro de Geografia (v. 6, n. 1)

Boletim Campineiro de Geografia: novo número em http://agbcampinas.com.br/bcg

O conteúdo desta edição traz aportes a uma leitura rigorosa e atual das dinâmicas do espaço geográfico, trabalhando com facetas do capital, da urbanização e da política. Há diversos artigos de grande importância, uma tradução inédita de Alejandro Rofman, uma entrevista com a geógrafa chilena Sandra Fernández Castillo e uma resenha da recente obra de José de Souza Martins.


Capa: “Detroit Industry” (1932), de Diego Rivera.

Carta Aberta ao Conselho Nacional de Justiça

Os coletivos, associações científicas e profissionais sem fins corporativos e movimentos sociais nacionais abaixo assinados, vêm a público manifestar repúdio às ilegalidades cometidas em nome do combate à corrupção por instituições e agentes estatais que afrontam ao Estado Democrático de Direito e aos Direitos Fundamentais conquistados na Constituição da República de 1988. As ações de combate à corrupção, em especial àquelas no âmbito da operação “Lava Jato”, vêm sendo difundidas seletivamente pelos grandes grupos de imprensa e se realizam em detrimento de direitos e garantias fundamentais presentes na Constituição brasileira. O que vem se observando nos últimos meses é uma enorme parcialidade do processo investigativo atingindo seletivamente apenas uma parcela das pessoas investigadas. Esse fato demonstra o uso político da operação que é constatado nos diversos episódios midiáticos de execuções de mandados, ordens de prisão e condução coercitiva, como ficou evidenciado na condução do ex-presidente Lula, ainda que inexistentes as situações previstas no Artigo 206 do Código Processual Penal. Além disso, o vazamento seletivo e antecipado de informações a determinados grupos de imprensa fere o direito de defesa dos envolvidos e retira a possibilidade da sociedade brasileira em saber a verdade dos fatos.

Ressalta-se ainda a urgência de se iniciar um amplo debate na sociedade brasileira sobre a necessidade de controle social do Poder Judiciário, da mesma forma e alcance que se espera dos Poderes Executivo e Legislativo em relação à transparência e responsabilização por seus atos. Nesse sentido, repudiamos também as manifestações de cunho corporativista e patrimonialista de apoio ao juiz Sergio Moro promovidas pela Associação de Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e pela Associação de Magistrados Brasileiros (AMB) que ignoram seletivamente as ilegalidades cometidas no âmbito da “Lava Jato”. Também denunciamos as chamadas “10 Medidas Contra a Corrupção” promovidas em parceria com o Ministério Público Federal do Paraná parcialmente inadequadas aos direitos assegurados pela Constituição, tais como restrição do habeas corpus, criação de tipos penais que causam inversão do ônus da prova que caberia à acusação e inobservância do direito ao contraditório.

As interceptações telefônicas divulgadas em 16 de março de 2016, no momento em que manifestações já ocorriam nas ruas de diferentes cidades brasileiras e obtidas de forma ilegal deflagram a atuação do magistrado e de instituições do Judiciário que não coadunam com suas respectivas funções e que culminaram em convulsão social. Ressalta-se que a divulgação de interceptação telefônica obtida ilegalmente e depoimentos posteriores também se configuram em crimes previstos na Lei 9.296/1996, Art. 9º (“a gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial”) e na Lei 7.170/1983, em seus artigos 21 a 23 (revelação de segredo obtido em razão de cargo relativa a ações policiais, caluniar ou difamar Presidente da República imputando fato como crime ou ostensivo à reputação ou ainda dar publicidade a processos ilegais para alteração da ordem política ou social).

Requeremos, nesse sentido, que o Conselho Nacional de Justiça não se furte de suas atribuições institucionais (previstas no §5º do Art.103-B da Constituição Federal e Artigo 31 do Regimento Interno do CNJ) para o acompanhamento e fiscalização das ações ilegais cometidas e amplamente divulgadas pelo Juiz Sergio Moro, Ministério Público Federal do Paraná e a Polícia Federal. Solicitamos veementemente, do mesmo modo, que se manifeste de forma célere e tempestiva seu posicionamento frente ao golpe de Estado engendrado com o amplo uso de instituições estatais.

As entidades aqui relacionadas assumem seu papel protagonista na conquista de diferentes direitos sociais e defendem toda e qualquer investigação sem restrições ideológicas ou partidárias, porém reafirmam não compactuar com o uso político de instituições estatais na conformação do golpe de estado em curso.

Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas
Associação dos Geógrafos Brasileiros – Diretoria Executiva Nacional
Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Porto Alegre
Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção São Paulo
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (Anpege)
Associação de Docentes da Unicamp (Adunicamp)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística  (ANPOLL)
Fóruns e Redes de Defesa dos Direitos da Cidadania do Maranhão
Relatoria Estadual de Direitos Humanos dos Fóruns e Redes de Cidadania (MA)
Centro de Desenvolvimento Comunitário de Maravilha (CDECMA)

Para assinar, entre em contato: campinas@agb.org.br

Ainda sobre Francky Altineus

Muitos amigos entraram em contato para perguntar o que aconteceu a Francky. Alguns textos do jornal Le Nouvelliste dão conta do ocorrido.

Tradução gentilmente feita por Isabela Fajardo e Gustavo Teramatsu.

Barbarie entre ciel et bananeraies… Barbárie entre o céu e as plantações de banana…
Roberson Alphonse, em 12/02/2016, para o Le Nouvelliste

Deux passagers d’un autobus ont été tués par balle par des hommes armés à Bercy, non loin de St-Médard où ils ont aussi incendié un sous-commissariat et attaqué une maison de transfert et une caisse populaire. Dois passageiros de um ônibus foram mortos a tiros por dois homens armados em Bercy, próximo de Saint Médard, onde eles também incendiaram uma delegacia e atacaram uma casa de câmbio e uma cooperativa de crédito.

Samedi 6 février 2016. La fin de mandat du président Michel Martelly dans les prochaines 24 heures alimente les discussions dans cet autobus « pappadap » assurant le trajet Port-au-Prince-Gonaïves. Comme dans les véhicules de transports en commun, aussi bruyant que le café du commerce, les opinions sont exprimées avec liberté, dans un parfait mélange de sarcasme et de gravité par rapport à l’avenir du pays. D’autant que la veille, dans la capitale et ses environs, des hommes en treillis, armés de fusils M1, de fusil à pompe calibre 12 et de pistolets, défilaient à la barbe de policiers sages comme des images. Sábado, dia 6 de fevereiro. O fim do mandato do presidente Michel Martelly nas próximas 24 horas alimenta as discussões neste ônibus “pappadap” [tipo de van utilizada como transporte público no Haiti] no trajeto Porto Príncipe-Gonaïves. Como nos outros veículos de transporte públicos, tão barulhentos como o café do comércio, as opiniões são expressas com liberdade, numa perfeita mistura de sarcasmo e seriedade em relação ao futuro do país. Especialmente desde o dia anterior, na capital e seus entornos, homens fardados, armados de fusil M1,  de espingarda calibre 12 e de pistolas, desfilavam bem embaixo do nariz de policiais bem comportados.

Dans le bus qui, après Cabaret, sur la nationale # 1, traversait les bananeraies, personne ne soupçonnait l’innommable. Mais à Bercy, des hommes armés, sortis de nulle part, ouvrent le feu sur le bus. Il était autour de 11 heures 30, raconte un stagiaire de la rédaction du Nouvelliste, qui se rendait aux Gonaïves. Le chauffeur accélérait et les passagers hurlaient pour qu’il s’arrête alors que les bandits armés, certains encagoulés, vidaient leurs chargeurs. « Je suis touché à la jambe, je suis touché à la jambe », hurlait le conducteur. Une fois le véhicule immobilisé, les bandits ont braqué et pillé les survivants. « Ils ont pris mes deux téléphones », souligne notre collaborateur, sonné, à la merci de ces bandits. No ônibus que, depois de Cabaret, na estrada Nationale #1, atravessava as plantações de banana, ninguém suspeitava o inominável. Mas em Bercy, homens armados, saídos do nada, subitamente abrem fogo ao ônibus. Era aproximadamente 11:30, conta um estagiário da redação do Nouveliste que se encontrava em Gonaïves. O motorista acelerou e os passageiros gritaram para que ele parasse enquanto os bandidos armados, alguns encapuzados, esvaziavam seus pentes. “Eu fui atingido na perna, eu fui atingido na perna”, gritava o motorista. Uma vez que o veículo foi parado, os bandidos assaltaram os sobreviventes. “Eles pegaram meus dois celulares”, destaca nosso colaborador, atordoado, graças a esses bandidos.

L’odeur de poudre, de sang frais montait. Deux personnes sont mortes. Deux autres étaient grièvement blessées. Il y avait plusieurs blessés, explique le jeune journaliste. La peur au ventre, livré à ces assassins sous un ciel bleu clair, les bandits ont mis le feu au véhicule. Le cadavre de l’une des victimes, à côté de la portière, a été carbonisé. O cheiro de pólvora e de sangue fresco subia. Duas pessoas morreram. Duas outras estavam gravemente feridas. Havia mais feridos, explica o jovem jornalista. Com medo, entregues a estes assassinos sob um céu azul claro, os bandidos atearam fogo ao veículo. O cadáver de uma das vítimas, ao lado da porta, foi carbonizado.

« J’étais avec deux autres passagers quand les bandits nous ont intimé l’ordre de courir et de ne pas regarder derrière au risque de recevoir une rafale », raconte l’étudiant finissant en communication sociale à la Faculté des sciences humaines. Il a marché dans les bananeraies avant d’arriver à St-Médard, non loin du centre-ville de l’Arcahaie. Là aussi, les bandits armés avaient laissé désolation mais n’ont pas fait de victimes au sein de la population. Le sous-commissariat, à la lisière de la route nationale numéro 1, a été incendié. Une maison de transfert d’argent et une caisse populaire ont été attaquées. La police est aux abonnés absents. Les bandits, libres comme le vent, ont érigé des barricades en pierre sur la route. Des casques bleus, des agents de la BOID sont intervenus par la suite. “Eu estava com dois outros passageiros quando os bandidos nos ordenaram que corrêssemos e não olhássemos para trás, com o risco de receber uma rajada de tiros”, conta um estudante de último ano em comunicação social na Faculté de Science Humaines. Ele caminhou pelas plantações de banana antes de chegar à Saint Médard, próximo ao centro da cidade de l’Arcahaie. Ali também os bandidos armados causaram estragos, mas não tiraram vidas. A delegacia, nas margens da estrada Nationale #1, foi incendiada. Uma casa de câmbio e uma cooperativa de crédito foram atacados. A polícia tem se omitido. Os bandidos, livres como o vento, levantaram barricadas de pedra na estrada. Os capacetes-azuis da ONU, os agentes da Brigada de Operação e Intervenção Departamental (Brigade d’Opération d’Intervention Départementale, BOID, em francês) intervieram em seguida. 

Samedi, au niveau de Cabaret, des policiers apeurés, informés de ce qui s’est passé, se sont contentés de déconseiller l’usage de ce tronçon à des automobilistes qui se rendaient sur la Côte-des-Arcadins, une zone à forte concentration d’hôtels. No sábado, na região do Cabaret, policiais aterrorizados, informados do que aconteceu, se contentaram em desaconselhar o uso daquele trecho aos motoristas que se encontravam em Côte-des-Arcadins, uma região com forte concentração de hotéis.

Dans une note de presse rendue publique le 10 février 2016, l’association nationale des caisses populaires haïtiennes (ANACOPH) a fait part de sa consternation après l’attaque de la « Kes Popilè Kabare » PPK. « Cet acte odieux et malsain met en péril les efforts consentis par les masses de se mettre ensemble en vie de trouver un mieux-être dans le pays où le crédit au plus démunis est un luxe », a indiqué la note qui presse les autorités policières et judiciaires à faire tout ce qu’il pour que les auteurs ces actes soient punis conformément à la loi. L’ANACOPH, dans cette note signée par le président du conseil d’administration, invite également les autorités à garantir la sécurité pour que la population puisse vaquer à ses activités tranquillement. Em uma nota de imprensa tornada pública em 10 de fevereiro de 2016, a Associação Nacional de Cooperativas de Crédito Haitianas (Assocaition Nationale des Caisses Populaires Haïtiennes, ANACOPH, em francês) demonstraram sua consternação após o ataques do banco “Kes Popilè Kabare” (caisse populaire Kabare, em crioulo). “Este ato odioso e doentio põe em perigo os esforços da população de juntos encontrar um bem-estar maior no país onde o crédito aos mais carentes é um luxo”, indicou a nota que pressiona as autoridades policiais e judiciárias a fazerem de tudo para que os autores destes atos sejam punidos conforme a lei. A ANACOPH, nesta nota assinada pelo presidente do conselho de administração, convida igualmente as autoridades a garantir a segurança para que a população possa dar continuidade a suas atividades tranquilamente.

Cruauté à Arcahaie : un professeur d’université assassiné… Crueldade em Arcahaie: um professor universitário assassinado…

Juno Jean Baptiste, em 18/02/2016, para o Le Nouvelliste

Franky Altinéus, 30 ans, géographe, professeur d’université, détenteur d’une maîtrise en géographie de l’environnement et fraîchement habilité à entreprendre des études de doctorat au Brésil, fut des passagers qui ont été assassinés le samedi 6 février à bord du minibus assurant le trajet Port-au-Prince/Gonaïves. La nouvelle n’a pas fait grand bruit jusqu’à ce que le père ait découvert le corps de son fils geler à la concave d’une morgue à Arcahaie lundi dernier. Franky Altinéus, 30 anos, géografo, professor universitário, detentor de um mestrado em Geografia e recentemente habilitado a empreender seus estudos de doutorado no Brasil, foi um dos passageiros que foram assassinados no sábado, 6 de fevereiro, dentro de um micro-ônibus que trafegava pelo trajeto de Porto Príncipe à Gonaïves. A notícia não repercutiu até que seu pai descobrisse o corpo de seu filho refrigerava em uma gaveta de um necrotério em Arcahaie na última segunda-feira.

Jeudi matin. À Delmas 69 prolongé, au fin fond d’un dédale de bâtisses, des badauds devisent dans un coin. « Un type de bien », « Il était très réservé », « Il avait toujours un livre entre ses mains »… Chacun d’eux fouille sa mémoire en quête d’un souvenir de Francky Altinéus assassiné, comme d’autres, il y a bientôt quinze jours, à Bercy, non loin de Saint-Médard (Arcahaie), par des criminels lourdement armés. En contrebas, un lourd silence enveloppe la cour de la maison familiale. Son père, François Altinéus, mécanicien depuis plus de trente ans, larmes aux yeux par moment, est comme dans un rêve. « Li mouri konsa vre, li mouri kansa vre, li mouri konsa vre », ressasse-t-il, la voix blanche, comme un refus d’avaler la pilule. Quinta-feira de manhã. Em Delmas 69, seguindo até seu fim, no fundo de um labirinto de prédios, os espectadores conversam num canto. “Uma pessoa de bem”, “Ele era muito reservado”, “Ele sempre tinha um livro nas mãos”… Cada um deles folheia sua memória em busca de uma lembrança de Francky Altinéus, assassinado com outros há 15 dias, em Bercy, próximo a Saint Médard (Arcahaie), por criminosos fortemente armados. Mais abaixo, um silêncio pesado envolve o pátio da casa da família. Seu pai, François Altinéus, mecânico há 30 anos, com lágimas aos olhos, está como num pesadelo “Ele morreu, ele morreu, ele morreu”, remoi ele numa voz inexpressiva, como uma recusa de aceitar a verdade.

Entre des appels de réconfort et les hèles de sa femme, Francois Altinéus, père d’une fratrie de cinq enfants dont Francky est l’aîné, est sans voix. « C’est la boussole de la famille. Le guide », bredouille-t-il, entre deux soupirs, sous les regards sensibles d’un homme qui remet de nouvelles couches de peinture aux murs de la petite maison familiale, là où Francky Altinéus a grandi. Diplômé en histoire et géographie à l’École normale supérieure (ENS), Francky, boursier de l’État haïtien, avait poursuivi ses études au Brésil où il a obtenu une maîtrise en géographie de l’environnement à l’université d’État de Campinas. En avril 2015, il a regagné son patelin pour servir son pays. Et puis après, sans coup férir, la mort vient l’arracher brutalement aux siens parce qu’il devait se rendre justement aux Gonaïves ce jour-là aux fins de dispenser un cours à l’université publique de l’Artibonite. Ce, pas n’importe quelle mort. Cette mort-là fut violente, voire inommable au moment où les politiques de Port-au-Prince se chamaillaient encore sur un consensus autour de l’après 7 février. Em meio às ligações de consolo e choros de sua esposa, François Altinéus, pai de 5 filhos dos quais Francky era o mais velho, está sem palavras. “É a bússola da família. O guia”, murmura ele, entre dois suspiros, sob os olhares sensíveis de um homem que retoca a pintura dos muros da pequena casa da família, onde Francky Altinéus cresceu. Graduado em história e geografia na École Normale Supérieure (ENS, em francês), Francky, bolsista do governo haitiano, prosseguiu seus estudos no Brasil, onde obteve um mestrado em Geografia na Universidade Estadual de Campinas. Em abril de 2015 ele retornou à cidade natal para ajudar seu país. E então, sem que ele revidasse, a morte veio brutalmente a seu encontro, porque ele se encontrava em Gondaïves justamente naquele dia com o objetivo de ministrar um curso na Universidade Pública de l’Artibonite. E não foi qualquer morte. Esta morte foi violenta, mesmo que inominável num momento em que os políticos de Porto Príncipe ainda brigam entre si por um consenso em torno do pós-7 de fevereiro.

François voit le monde s’écrouler sur son dos; lui qui ne peut plus exercer son métier de mécanicien, parce que paralysé de la main gauche depuis quelque temps. « J’ai dépensé tous mes maigres avoirs pour élever Francky. Il incarnait tout mon espoir », dit-il, revenant aux faits. Francky devait rentrer après le carnaval. Chez lui, à Port-au-Prince, on lui a laissé à manger. On l’appelait sur son téléphone mercredi soir, ça n’a pas sonné. On le rappelait le lendemain. Silence persistant. « C’était écrit qu’on ne se reverrait plus », lâche François, fataliste. Malgré tout, malgré les douleurs, il essaie de tenir le coup, très acrimonieux au passage envers « les autorités de Port-au-Prince qui ne font rien pour protéger les Haïtiens ». François viu o mundo sucumbir sobre ele; ele que não pode mais exercer sua profissão de mecânico, porque teve a mão esquerda paralisada depois de um tempo. “Eu gastei todos meus escassos ganhos para criar Francky. Ele encarnava todo meu esforço”, diz ele, relembrando dos fatos. Francky deveria retornar depois do carnaval. Em sua casa, em Porto Príncipe, nós o deixamos em seu quarto. Nós o telefonamos na quarta-feira à noite, mas o telefone não tocou. Nós ligamos de novo no dia seguinte. O silêncio continuou. “Nós não nos veríamos mais”, exala François, fatalista. Apesar de tudo, apesar de suas dores, ele tenta resistir, muito rancoroso com “as autoridades de Porto Príncipe que não fazem nada para proteger os haitianos”.

En découvrant le corps de son fils lundi dernier dans une morgue privée à Arcahaie et en voulant le rapatrier à Port-au-Prince, François voit ses peines s’alourdir. Les responsables lui réclament 5 000 gourdes par jour, arguant que c’est la justice, après le constat légal, qui les a autorisés à lever le cadavre. Autant dire que la famille devrait sortir la bagatelle somme de 65 000 gourdes, équivalant à 13 jours, pour le récupérer. « l’argent que nous n’avons pas », souffle François, rappelant que les enseignants de l’ENS sont en consultation pour lui venir en aide. Frantz Joseph, ancien de l’ENS, ami de longue date de Francky, est accablé. « C’était un frère. Une longue histoire entre lui et moi », confie-t-il. Ao descobrir o corpo de seu filho na última segunda-feira em um necrotério particular em Arcahaie e ao querer repatriá-lo à Porto Príncipe, François vê seus problemas aumentarem. Os responsáveis lhe exigem 5000 gourdes (moeda haitiana) por dia, justificando que é a justiça, após a conclusão jurídica, que as autorizam a levar o cadáver. Também dizem que a família deverá desembolsar uma soma de 65000 gourdes, equivalentes a 13 dias, para recuperar o corpo de Francky. “Dinheiro este que não temos”, expira François, relembrando que os professores da ENS estão se reunindo e conversando para lhe ajudar. Frantz Joseph, ex-professor da ENS, amigo de longa data de Francky, está aflito. “Ele era um irmão. Existe uma longa história entre ele e eu”, conta.

Né le 28 septembre 1985 à Port-au-Prince, Francky Altinéus a fait ses études classiques au lycée Anténor Firmin. Devant sous peu repartir pour le Brésil en vue d’entreprendre des études de doctorat toujours en géographie, il était également professeur dans différentes écoles de la place, dont le collège Canado-Haïtien. « C’était quelqu’un qui aimait son pays. C’est pourquoi il y est retourné l’année dernière pour y mettre à profit ses compétences », enchaîne Frantz Joseph, admettant que son collègue aurait pu, comme d’autres, fuir cette île mangeuse d’hommes, là où la vie ne tient qu’à un fil. Francky n’est plus, alors que les assassins qui se sont aventurés dans cette barbarie sont encore éparpillés dans la nature. Il laisse sa famille en lambeaux. La date de ses funérailles n’est pas encore connue. Nascido em 28 de setembro de 1985 em Porto Príncipe, Francky Altinéus concluiu seus estudos no liceu Anténor Firmin. Pouco antes de partir ao Brasil a fim de prosseguir seus estudos de doutorado ainda na Geografia, ele foi também professor em diferentes faculdades, entre as quais a Canado-Haïtien. “Ele era alguém que amava seu país. Era este o motivo pelo qual ele havia retornado no ano anterior para aqui aproveitar suas competências”, prossegue Frantz Joseph, afirmando que seu colega poderia ter, como muitos outros o fizeram, fugir dessa ilha comedora de gente, onde a vida está por um fio. Francky não existe mais, enquanto seus assassinos que empreenderam esta barbárie estão ainda foragidos. Ele deixa sua família despedaçada. A data de seu funeral ainda é desconhecida.

Justice pour Francky ALTINEUS!!  Justiça para Franck ALTINEUS

Note de presse, 18/02/2016

Nous, étudiant(e)s haïtien(ne)s et ami(e)s brésilien(ne)s, à l’Université d’État de Campinas (UNICAMP)-Brésil, signataires de cette note de presse, sommes révolté(e)s, frustré(e)s, indigné(e)s, face à l’assassinat tragico-arbitraire de notre collègue-ami, Francky ALTINEUS (licencié en Histoire et Géographie à l’Université d’État d’Haiti (UEH), maître en Géographie à l’Université d’État de Campinas (UNICAMP) -Brésil). Nós estudantes haitianos(as) e amigos(as) brasileiros(as) da Universidade Estadual de Campinas, signatários dessa nota oficial, estamos revoltados(as), frustrados(as), indignados(as), face ao assassinato trágico e arbitrário de nosso colega e amigo Francky Altinéus, graduado em História e Geografia na Universidade do Estado do Haiti, mestre e Geografia na Universidade Estadual de Campinas. 

Après avoir décroché son diplôme de maîtrise et pendant que le processus de son doctorat est en cours à la même université, il a choisi d’apporter son appui au système éducatif de son pays. Comme récompense, à cause de l’instabilité politique en Haïti et l’absence totale du respect des droits humains et des principes démocratiques tout au long de l’administration Martelly, Francky ALTINEUS a été lâchement assassiné par des malfrats en treillis au cours des évènements du 6 février 2016 à l’Arcahaie. Depois de obter seu diploma de mestrado e enquanto o processo de seu doutorado estava em curso na mesma universidade, ele escolheu prestar apoio ao sistema educativo de seu país. Como recompensa, devido à instabilidade política no Haiti e ausência total de respeito aos direitos humanos e princípios democráticos ao longo de todo o governo Martelly, Fracky Altineus foi covardemente assassinado por bandidos durante os acontecimentos de 6 de fevereiro de 2016 em Arcahaie.

Ce jour -là, Francky se rendait dans le département de l’Artibonite pour dispenser des cours à l’Université publique des Gonaïves quand ces malfrats en treillis ont tiré dans les toutes directions, pillé une caisse populaire et mis le feu au sous-commisariat de la zone. Avant cet acte barbare, des hommes lourdement armés en habits militaires – qui se réclamaient des anciennes Forces Armées d’Haïti (FADH) – défilaient dans plusieurs villes du pays, jouissant de la passivité totale des autorités haïtiennes, selon des informations diffusées par des médias en Haïti. Ce cas, parmi tant d’autres, explique pourquoi beaucoup d’Haïtien(ne)s formé(e)s ne veulent pas se risquer en Haïti, alors que le pays a tant besoin d’eux. Naquele dia, Francky estava no departamento de l’Artibonite para ministrar um curso na Universidade Pública de Gonaïves, quando esses bandidos atiraram em todas as direções, saquearam uma cooperativa de crédito e incendiaram a delegacia da região. Antes desse ato de barbárie, os homens fortemente armados em trajes militares – que se assumiam como as antigas Forças Armadas do Haiti (FADH, em francês) – desfilavam em muitas cidades do país, aproveitando a passividade total das autoridades haitianas, segundo as informações divulgadas pelas mídias do país. Este caso, dentre tantos outros, explica porque muitos haitianos(as) graduados(as) não querem se arriscar no Haiti, enquanto o país tanto precisa deles.

D’abord, nous présentons nos sincères condoléances à la famille du très regrétté Francky ALTINEUS, à ses proches, ses collaborateur (trice)s et ses ami(e)s. Nos sympathies s’adressent aussi aux familles des autres personnes frappées par cet acte de barbarie. De prontidão, nós apresentamos nossas sinceras condolências à família do muito sentido Francky Altinéus, a seus parentes próximos, seus colaboradores(as) e seus amigos(as). Nossas simpatias se dirigem também às famílias de outras pessoas atingidos por este ato de barbárie. 

Ainsi, nous ne pouvons ne pas exiger que la lumière soit faite sur cet énième cas qui continue à endeuiller notre société quand nous savons pertinemment que celui-ci n’entre pas dans le cadre de l’insécurité généralisée, mais celui d’un désordre gouvernemental. En ce sens, nous exigeons justice et réparation pour la famille de Francky et celle des autres victimes du même acte inhumain, et que les auteurs et coauteurs soient poursuivis et condanmés selon la loi. Assim, nós não podemos exigir que transparência seja alcançada neste enésimo caso que continua a enlutar nossa sociedade quando nós sabemos pertinentemente que este caso não pertence a um quadro de insegurança generalizada, mas a um quadro de desordem governamental. Neste sentido, nós exigimos justiça e reparação para a família de Francky e àquelas das outras vítimas do mesmo ato desumano, e que os autores e coautores sejam processados e condenados segundo a lei. 

Enfin, nous, étudiant(e)s haïtien(ne)s et ami(e)s brésilien(ne)s à l’Université d’État de Campinas (UNICAMP)-Brésil, ce cas regrettable et révoltant ne va pas nous faire reculer dans la lutte pour une Haïti meilleure, voilà pourquoi nous exigeons aux autorités judiciaires d’ouvrir une enquête en urgence sur ce cas et de prendre toutes les mesures nécessaires et adéquates pour punir les coupables. Nous exhortons également les autorités concernées du pays de prendre toutes les mesures pour garantir les droits et la sécurité de tous les citoyens. Enfim, a nós estudantes haitianos(as) e amigos(as) brasileiros(as) da Universidade Estadual de Campinas, este caso lastimável e revoltante não vai nos fazer recuar na luta por um Haiti melhor, e este é o motivo pelo qual nos exigimos às autoridades necessárias e adequadas que punam os culpados. Nos exortamos igualmente às autoridades responsáveis no país a tomarem todas as medidas para garantirem os direitos e à segurança de todos os cidadãos.

Signataires: 1. Dieumettre JEAN, Liencencié en Lettres-Portuguais et Étudiant en Études Littéraires. 2. Jonhy HILAIRE, Liencencié en Philosophie, Diplomé en Anglais et Maîtrise en Administration Publique. 3. Berno LOGIS, Licencié en Histoire. 4. Frantz Rousseau DEUS, Licencié en Sciences Sociales, Licencié en Sciences Politiques et Étudiant en Sociologie. 5. André PELIZARIO, Étudiant en Sciences Sociales. 6. Fernando Antonio DA SILVA, Doctorant en Géographie. 7. Fernanda LEMOS, Doctorante en Sciences de l’Éducation. 8. Ismane DESROSIERS, Étudiant en Géographie. 9. Wesner SAINT-JUSTE, Étudiant en Linguistique. 10. Tomy FÉLIXON, Étudiant en Mathématiques. 11. Aristide STÉNIO, Étudiant en Physique. 12. Miseline CAZENEUVE, Licenciée en Sciences de l’Éducation. 13. Genevieve CHERY, Licenciée en Sciences de l’Éducation. 14. Velna BOUZI, Licenciée en Sciences de l’Éducation. 15. Oreste ST. BRICE, Licencié en Sciences de l’Éducation. 16. Jn Renel FRANÇOIS, Maîtrise en Mathématiques 17. Josaphat DESBAT, Étudiant en Génie Électrique. 18. Joël VILTUS, Étudiant en Géologie. 19. Sudly Amonsen Raphael SAINTIL, Étudiant en Linguistique 20. Jean Erzind BRISSON, Étudiant en Physique. 21. Joseph Enock PLACIDE, Maîtrise en Sociologie. 22. Kelan JEAN LOUIS, Étudiant en Pédagogie. 23. Philemon DELVA, Étudiant en Génie Informatique. 24. Guerby SAINTE, Étudiant en Géographie. 25. Berhman GARÇON, Maîtrise en Anthropologie. 26. Marie Claire GARRAUD, Maîtrise en Sciences Infirmières. 27. Johnny ALOUIZOR, Étudiant en Statistiques. 30. Nouze VOLCIMUS, Étudiante en Sciences Infirmières. 31. Vagner CHARLES, Maître en Sciences de l’Éducation. 32. Ana Elisa BERSANI, Doctorante em Antropologie Sociale. 33. Ricardo CASTILLO, Docteur en Géographie, Prof à l’Université de Campinas, (Orienteur de Francky ALTINEUS en Maîtrise). Fait à Campinas/São Paulo/ Brésil, le 18 fév. 2016 Contacts: lesaged18@yahoo.fr Tél:+(55)19993659143 Assinam, 1. Dieumettre JEAN, graduado (porque license em francês não tem nada a ver com licenciatura. coloquei graduado pra todos) em Letras-Português e estudante de Estudos Literários. 2. Jonhy HILAIRE, graduado em Filosofia, graduado em Inglês e mestre em Administração Pública. 3. Berno LOGIS, graduado em História. 4. Frantz Rousseau DEUS, graduado em Ciências Sociais, graduado em Ciências Políticas e estudante de Sociologia. 5. André PELIZARIO, estudante de Ciências Sociais. 6. Fernando Antonio DA SILVA, doutorando em Geografia. 7. Fernanda LEMOS, doutoranda em Ciências da Educação. 8. Ismane DESROSIERS, estudante de Geografia. 9. Wesner SAINT-JUSTE, estudante de Linguística, 10. Tomy FÉLIXON, estudante de Matemática. 11. Aristide STÉNIO, estudante de Física. 12. Miseline CAZENEUVE, graduada em Ciências da Educação. 15. Oreste ST. BRICE, graduado em Ciências da Educação. 16. Jn Renel FRANÇOIS, mestre em Matemática. 17. Josaphat DESBAT, estudante de Engenharia Elétrica.18. Joël VILTUS, estudante de Geologia. 19. Sudly Amonsen Raphael SAINTIL, estudante de Linguística. 20. Jean Erzind BRISSON, estudante de Física. 21. Joseph Enock PLACIDE, mestre em Sociologia. 22. Kelan JEAN LOUIS, estudante de Pedagogia. 23. Philemon DELVA, estudante de Egenharia da Computação. 24. Guerby SAINTE, estudante de Geografia. 25. Berhman GARÇON, mestre em Antropologia. 26. Marie Claire GARRAUD, mestre em Ciências da Enfermagem. 27. Johnny ALOUIZOR, estudante de Estatística. 30. Nouze VOLCIMUS, estudante de Ciências da Enfermagem. 31. Vagner CHARLES, mestre de Ciências da Educação. 32. Ana Elisa BERSANI, doutoranda em Antropologia Social. 33. Ricardo CASTILLO, doutor em Geografia, professor da Universidade Estadual de Campinas (orientador de Francky Altinéus no mestrado). Campinas, SP – Brasil, 18 de fevereiro de 2016. Contatos: lesaged18@yahoo.fr Tel:+(55)19993659143

Francky ALTINEUS (1985-2016)

Recebemos com muito pesar a notícia de que o companheiro Francky Altineus faleceu em Porto Príncipe, em circunstâncias ainda não esclarecidas. Francky foi um dos diversos estudantes haitianos que vieram viver e estudar no Brasil após o terremoto de 12 de janeiro de 2010, e também nos ensinar mais sobre a realidade de seu país.

Formado em Geografia pela Université d’État d’Haïti, ele veio inicialmente cursar Ciências Sociais, pelo programa Pró-Haiti da CAPES, mas logo iniciou o mestrado no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Unicamp. Foi quando ele se aproximou da AGB-Campinas, tendo participado do Congresso Brasileiro de Geógrafos em Vitória, como muitos se recordam.

Em fevereiro de 2015, ele defendeu a dissertação de mestrado intitulada Espaços agrários no Haiti: estrutura fundiária e produção de arroz no departamento de Artibonite, orientado pelo Prof. Ricardo Castillo, e em seguida, retornou ao Haiti.

Ele deixou muitos amigos em Campinas.

A AGB-Campinas lamenta profundamente sua perda, estendendo seus sentimentos aos demais amigos e à família.

Diretoria Executiva Local

A foto, feita pela jornalista Lana Torres, ilustra também uma reportagem de que Francky participou em 2014.

 

Assembleia geral ordinária, 20 de janeiro, às 18 horas

Prezados(as) associados(as),

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral ordinária a ser realizada no dia 20 de janeiro de 2016 (quarta-feira), às 18 horas em primeira chamada e às 18 horas e 15 minutos em segunda chamada, na sala 10 do prédio da Pós-Graduação do Instituto de Geociências da Unicamp, no prédio da Engenharia Básica (Rua Candido Portinari, s/n, Cidade Universitária, Campinas-SP), para discussão da seguinte pauta:

1) Informes

ORDEM DO DIA

2) Balanço das atividades de 2015
3) Calendário de atividades do 1º semestre/2016
4) Aprovação do relatório financeiro e do relatório de atividades
5) Eleição de delegados para a 125ª RGC
6) Discussão sobre a 125ª RGC
6) Moção de apoio à Ocupação Vila Soma
7) Outros assuntos

Os associados que não puderem comparecer à assembleia podem enviar sugestões concernentes ao item acima para a secretaria da AGB-Campinas por meio do e-mail campinas@agb.org.br até a manhã do dia 20 de janeiro.

Diretoria Executiva Local

Campinas, 15 de janeiro de 2016.

Documentos
Ata da assembleia geral ordinária da AGB-Campinas realizada em 01/10/2015
Ata da 124ª Reunião de Gestão Coletiva (Catalão, 10 a 12 de outubro de 2015)
Ata da plenária final do VIII Fala Professor
Convocatória da 125ª Reunião de Gestão Coletiva (São Paulo, 29 a 31 de janeiro de 2016)
3ª Circular do XVIII Encontro Nacional de Geógrafos

Revista Terra Livre adere ao SEER e divulga chamadas de artigos

A Revista Terra Livre migrou para a plataforma do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER) e divulgou chamada para três números. Veja, abaixo, a mensagem da Comissão de Publicações da Diretoria Executiva Nacional da AGB:

Comunidade agebeana,

A Revista Terra Livre está aderindo também ao formato online, através do sistema SEER – o formato impresso continua, mas agora agregamos também o meio digital. O novo formato encontra-se ainda em fase de finalização da inserção de todas as edições, e pedimos desculpas por alguma falha, falta ou incorreção que ainda não acertamos, mas convidamos para uma visita em nossa página.

Hoje, em nosso endereço eletrônico, já encontram-se disponíveis os números de 01 a 40 – ressalvando-se algumas lacunas, como a TL 11-12, pelas dificuldades envolvidas no processo de digitalização página por página de cada revista impressa. Em breve, os números 41 e 42, que estão já finalizados em processo de editoração, serão também disponibilizados.

Convidamos também nossa comunidade para novas submissões de artigos, para os números 43, 44 e 45, cujas ementas de chamadas encontram-se abaixo. O prazo para submissão desta chamada tripla encerra-se no dia 31 de março de 2016.

A todas as pessoas que, ao longo deste último período, fizeram submissões através do email terralivreagb@gmail.com, informamos que entraremos em contato individualizado. Este endereço de email continuará sendo nosso canal de comunicação com a comunidade.

Contamos com o apoio de toda a comunidade para o fortalecimento deste importante instrumento de nossa entidade.

Saudações agebeanas,

Comissão de Publicações da AGB-DEN (2014-2016)
Renato Emerson dos Santos
André Pasti

REVISTA TERRA LIVRE (versão online)

http://www.agb.org.br/publicacoes/index.php/terralivre/index

terralivre

NOVAS CHAMADAS PARA SUBMISSÃO DE ARTIGOS

Revista Terra Livre n. 43 – “O Brasil e a construção endógena do pensamento geográfico”

O que constrói a unidade do pensamento geográfico brasileiro? Escolas de pensamento se constituem a partir da organicidade e circularidade de referenciais de construção das ideias, que delineiam as agendas legitimadas, percursos válidos, bases teóricas e cânones epistêmicos. Existe uma “Escola Brasileira de Geografia”? A geografia brasileira pode ser chamada de “Escola Brasileira de Geografia”? Qual a relação entre o predomínio do remetimento à realidade brasileira e a constituição do pensamento geográfico brasileiro? Este número deverá abordar problemáticas como: a construção do pensamento geográfico a partir da realidade brasileira; a unidade e relações/conexões dos processos geográficos que ocorrem no Território Brasileiro; a Educação e Ensino de Geografia tendo em vista o pensamento da geografia e o Brasil; entre outros temas afins.

Revista Terra Livre n. 44 – “Das transformações do mundo do trabalho à precarização da educação”

As transformações do mundo do trabalho implicam em um conjunto de ações como: flexibilização, terceirização, racionalização de processos e exploração que desregulamentam direitos e criminalizam as lutas dos trabalhadores, constituindo um quadro de precarização. No âmbito da educação a precarização envolve o controle do quê ensinar, como ensinar e para quem ensinar. Isso implica na análise da formação docente e dos conteúdos da geografia. Reconhecendo essas condições históricas, é urgente que neste número da Revista Terra Livre sejam debatidos: qual o significado de ensinar geografia atualmente? Qual o papel da geografia na educação brasileira? Qual o papel da geografia na análise e na transformação da sociedade?

Revista Terra Livre n. 45 – “(Qual) é o fim do Ensino de Geografia?”

Esta edição se agrega ao processo de organização do VIII Encontro Nacional de Ensino de Geografia – Fala Professor, realizado pela AGB em Catalão (GO) em outubro de 2015. Neste sentido, o dossiê conclama artigos relacionados aos Eixos Temáticos delineados para o evento, a saber: 1. Educação popular e contra-hegemônica (Educação do campo, Educação popular, Educação indígena); 2. Direitos humanos (Diversidade cultural, Étnico-racial, Inclusão, Questão de gênero e sexualidade); 3. Políticas e lutas educacionais (Precarização do trabalho docente, Políticas educacionais, currículo e mecanismo de avaliação, A geografia na sala de aula frente à mídia e as geografias hegemônicas); 4. Práticas de Ensino (Novas tecnologias e outras geografias, Práticas pedagógicas e materiais didáticos). Outros temas associados à provocação trazida no tema do evento “(Qual) é o fim do Ensino de Geografia?” – como outras políticas públicas e ações no campo da educação e do ensino da geografia também serão aceitos.

Assembleia geral ordinária, 1º de outubro, às 17 horas

Prezados(as) associados(as),

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral ordinária a ser realizada no dia 1º de outubro de 2015 (quinta-feira), às 17 horas em primeira chamada e às 17 horas e 15 minutos em segunda chamada, na sala EB-04, no prédio da Engenharia Básica (prédio de salas de aula do IG-Unicamp, na Rua João Pandiá Calógeras, n. 148, Cidade Universitária, Campinas-SP), para discussão da seguinte pauta:

ORDEM DO DIA
1) Balanço da 123ª Reunião de Gestão Coletiva (São Luís – MA).
2) Aprovação do relatório financeiro e do relatório de atividades
3) Discussão sobre a 124ª RGC (Catalão – GO)
4) Eleição de delegado para a 124ª RGC
5) Organização do ônibus para o VIII Fala Professor de Catalão
6) Outros assuntos

Os associados que não puderem comparecer à assembleia podem enviar sugestões concernentes ao item acima para a secretaria da AGB-Campinas por meio do e-mail campinas@agb.org.br até a manhã do dia 1º de outubro.

Diretoria Executiva Local

Campinas, 28 de setembro de 2015.

Documentos
Sumário executivo da 123ª Reunião de Gestão Coletiva
Convocatória da 124ª Reunião de Gestão Coletiva

Assembleia geral extraordinária, 31 de agosto às 17h30

Prezados(as) associados(as),

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros, conforme deliberação da assembleia geral ordinária realizada no dia 10 de agosto de 2015, convoca assembleia geral extraordinária a ser realizada no dia 31 de agosto de 2015 (segunda-feira), às 17 horas e 30 minutos em primeira chamada e às 17 horas e 45 minutos em segunda chamada, na sala EB-04, no prédio da Engenharia Básica (prédio de salas de aula do IG-Unicamp, na Rua João Pandiá Calógeras, n. 148, Cidade Universitária, Campinas-SP), para discussão da seguinte pauta:

ORDEM DO DIA
1) Discussão sobre a 123ª Reunião da Gestão Coletiva.
Item 5: Contribuições para o AGB em Debate. Definições sobre o site do ENG. Contribuição com conteúdos para o site da AGB.
Item 6: Fórum de Editores da AGB no Fala Professor. Definição do tema da Terra Livre 44. Indicações para a composição do Conselho Científico da Terra Livre.
Item 8: 18º ENG. Definição dos eixos temáticos. Definição das comissões de trabalho. Definição da estrutura e programação. Definição da identidade gráfica. Definição dos valores das inscrições. Definição das mesas-redondas.
Outros assuntos.

Os associados que não poderão comparecer à assembleia podem enviar sugestões concernentes ao item acima para a secretaria da AGB-Campinas por meio do e-mail campinas@agb.org.br até a manhã do dia 31 de agosto.

Diretoria Executiva Local

Campinas, 11 de agosto de 2015.

Documentos
Ata da 122ª Reunião da Gestão Coletiva, em Catalão (GO)
Convocatória da 123ª Reunião da Gestão Coletiva, em São Luís (MA)

Convocatória| Assembleia geral ordinária, 10 de agosto, às 17h30

Prezados(as) associados(as),

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral ordinária a ser realizada no dia 10 de agosto (segunda-feira), às 17 horas e 30 minutos em primeira chamada e às 17 horas e 45 minutos em segunda chamada, na sala EB-04, no prédio da Engenharia Básica (prédio de salas de aula do IG-Unicamp, na Rua João Pandiá Calógeras, n. 148, Cidade Universitária, Campinas-SP), para discussão da seguinte pauta:

1) Informes

ORDEM DO DIA
2) Prestação de contas (tesouraria) e relatório de atividades (secretaria) referente a maio-agosto de 2015
3) Apoio da AGB-Campinas ao PL 252/2015
4) Eleição de delegados e discussão sobre a convocatória da 123ª RGC em São Luís (MA)
5) Regularização jurídica da AGB-Campinas
6) Calendário de atividades e reuniões – 2º semestre/2015
7) Outros assuntos

A inclusão de novos itens na pauta pode ser solicitada à secretaria da AGB-Campinas por meio do e-mail campinas@agb.org.br até a manhã do dia 10 de agosto. Qualquer manifestação sobre o conteúdo da reunião pode ser enviada pelo mesmo e-mail.

Aproveitaremos o horário da reunião para fazer novas associações.

Diretoria Executiva Local

Campinas, 06 de agosto de 2015.

Documentos
Ata da 122ª Reunião da Gestão Coletiva, em Catalão (GO) (em breve)
Convocatória da 123ª Reunião da Gestão Coletiva, em São Luís (MA)
Projeto de Lei Ordinária 252/2015

Doações de revistas da AGB-Campinas

A AGB-Campinas entrou em contato com as bibliotecas de Geografia de Campinas e Rio Claro para completar as coleções de periódicos da AGB (Terra Livre e Boletim Paulista de Geografia). Diversos exemplares que estavam em estoque em Campinas e em São Paulo foram doados para as bibliotecas do Instituto de Geociências da Unicamp, da Unesp de Rio Claro e da PUC-Campinas.

Assim, a AGB contribui para a difusão do conhecimento geográfico na região de Campinas, considerando que as coleções dos períodos da AGB são importantes documentos da produção científica de Geografia desde os anos 1930. O Boletim Paulista de Geografia começou a circular em 1949 e a Terra Livre, em 1986.

*

A biblioteca da AGB-Campinas também está aberta para o público. Para marcar um horário, envie e-mail para campinas@agb.org.br.

*

A DEN está começando um precioso trabalho de digitalização de suas publicações antigas. Em breve, as coleções da Terra Livre e do Boletim Paulista de Geografia estarão disponíveis na plataforma SEER.

*

Muitos das edições estão esgotadas há anos. Por isso, ainda há lacunas importantes, que só podem ser preenchidas por meio de doações.

Boletim Paulista de Geografia em breve

Terra Livre números 2, 3, 4, 5, 7, 9, 10, 11/12, 13, 14, 15, 19, 22, 24, 25, 26, 31, 33.

XVIII Encontro Nacional de Geógrafos – ENG 2016

XVIII Encontro Nacional de Geógrafos
24 a 30 de Julho de 2016 – São Luís/MA
A construção do Brasil: geografia, ação política e democracia

PRIMEIRA CIRCULAR

1. LOCAL, DATA E TEMA DO XVIII ENCONTRO NACIONAL DE GEÓGRAFOS

O XVIII ENG será realizado em São Luís – MA, na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), de 24 a 30 de Julho de 2016, e terá como tema “A construção do Brasil: geografia, ação política e democracia”.

A construção do Brasil é um tema de extrema relevância para a compreensão da disputa pelo exercício do poder que se dá de forma profundamente desigual entre os mais diversos grupos sociais. Ao mesmo tempo esse processo condiciona as ações sociais presentes e a efetivação de projetos emancipatórios. Tal construção marca o país com profundas
disparidades sociais e regionais e, até o presente momento histórico, não permite a realização de uma democracia plena, tampouco possibilita afirmar uma realidade concreta que garanta a reprodução social dos sujeitos. Em decorrência disso, a cidade e o campo são concebidos e projetados para interditar as coexistências. Em uma conjuntura na qual os poucos avanços sociais e territoriais conquistados historicamente são colocados em causa, a AGB objetiva problematizar os nexos entre a ciência geográfica, a ação política transformadora e o exercício democrático e conclama todas(os) as(os) geógrafas(os) a pensar o Brasil que queremos.

2. CHAMADA PARA A ELABORAÇÃO IDENTIDADE GRÁFICA DO XVIII ENG

Na 122ª Reunião de Gestão Coletiva (RGC) ocorrida em Catalão/GO, entre os dias 05 e 07 de Junho de 2015, definiu-se que o envio de propostas para a identidade gráfica do evento e a sua definição obedecerão aos seguintes procedimentos:

a) As propostas deverão ser enviadas para a lista InterSeções e para o e-mail <nacional@agb.org.br> até o dia 03/09/2015, com o Assunto ARTE DO XVIII ENG;
b) O arquivo deverá seguir as orientações: formato JPEG, com tamanho máximo de 5 Mb (cinco Megabyte);
c) É determinante que as propostas de identidade gráfica (arte do evento) tenham como referência o tema do XVIII ENG;
d) Na 123ª RGC, entre os dias 04 e 08/09, em São Luís/MA, as artes serão avaliadas e selecionadas para irem para a página da AGB, na qual serão submetidas à consulta pública (votação online);
e) A escolha definitiva da Arte do ENG 2016 ocorrerá durante o VIII Fala professor. O processo de votação continuará durante o evento, podendo votar todos os participantes credenciados para a Plenária Final;

Para realizar a inscrição na lista Interseções é necessário que o interessado credencie o seu endereço eletrônico a partir do envio de uma solicitação para: <agbintersecoes-subscribe@yahoogrupos.com.br>.

São Paulo, 11 de Junho de 2015.
AGB – Diretoria Executiva Nacional – 2014/2016

Baixe a circular em PDF.

Convocatória | Assembleia geral ordinária, 20 de maio, às 17 horas

Prezados(as) associados(as),

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral ordinária a ser realizada no dia 20 de maio de 2015 (quarta-feira), às 17 horas em primeira chamada e às 17 horas e 30 minutos em segunda chamada, na sala EB-04, no prédio da Engenharia Básica (prédio de salas de aula do IG-Unicamp, na Rua João Pandiá Calógeras, n. 148, Cidade Universitária), para discussão da seguinte pauta:

1) Informes

ORDEM DO DIA
2) Prestação de contas (tesouraria) e relatório de atividades (secretaria) referente a fevereiro-maio de 2015
3) Eleição de delegados para a 122ª RGC em Catalão (GO)
4) Elaboração de mala direta da AGB
5) Regularização jurídica da AGB-Campinas
6) Inclusão da AGB-Campinas como entidade convidada do Centro de Estudos e Debates Estratégicos – CEDES
7) Calendário de atividades e reuniões
8) Outros assuntos

A inclusão de novos itens na pauta pode ser solicitada à secretaria da AGB-Campinas por meio do e-mail campinas@agb.org.br até a manhã do dia 15 de maio. Qualquer manifestação sobre o conteúdo da reunião pode ser enviado pelo mesmo e-mail.

Diretoria Executiva Local

Campinas, 15 de maio de 2015.

Documentos
Ata da 121ª RGC, em Viçosa, MG
Convocatória da 122ª RGC, em Catalão, GO
Convite do Centro de Estudos e Debates Estratégicos

Palestra “Plano Diretor Estratégico e Infraestrutura Urbana” na PUC-Campinas

O Ciclo de Palestras 2015 do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas de Infraestrutura Urbana promove no dia 28 de abril (terça-feira), na Sala 604, Prédio H10, Campus I, às 19h, a palestra “Plano Diretor Estratégico e Infraestrutura Urbana”, ministrada pela Diretora de Planejamento Urbano e Desenvolvimento Urbano da Prefeitura Municipal de Campinas, Profa. Me. Carolina Baracat do Nascimento Lazinho.

O objetivo da palestra é apresentar como o Plano Diretor sendo um instrumento de planejamento urbanístico que tem por função sistematizar o desenvolvimento físico-ambiental, econômico e social do território, pode estabelecer as regras para o adequado controle do uso, parcelamento e ocupação do solo urbano de uma forma que não crie espaços segregados sem infraestrutura urbana.

Neste sentido para a elaboração do “Novo Plano Diretor Estratégico” do município de Campinas, pretende-se analisar as possíveis consequências da segregação (e não as suas causas) entre elas seu impacto sobre as condições de acesso às políticas de infraestrutura urbana. Essa política foi escolhida devido ao seu papel fundamental na conformação do espaço urbano e na distribuição heterogênea de benefícios públicos entre os diversos segmentos da população e entre as diferentes áreas da cidade. A partir desse diagnóstico é possível definir o melhor modo de ocupar o território de Campinas, prevendo os pontos onde se localizarão atividades, e todas as formas de uso do espaço, presentes e futuros.

A palestrante
Carolina Baracat do Nascimento Lazinho possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Metodista de Piracicaba (2000), Mestrado em Gestão Ambiental pela Universidade Metodista de Piracicaba em parceria com a Universidade de São Paulo/ESALQ – Escola de Agricultura Luiz de Queiroz (2003). Atuou como arquiteta e urbanista na COHAB-Campinas no desenvolvimento de projetos urbanísticos de Regularização Fundiária (2003-2009), assumindo no ano de 2008 a Coordenação Técnica da Regularização Fundiária do Parque Oziel-Monte Cristo. Em julho de 2009 assumiu a Superintendência Técnica da Secretaria de Habitação da Prefeitura Municipal Sumaré no desenvolvimento de projetos habitacionais de interesse social e na regularização fundiária de assentamentos precários. No período de 2011/2012 assumiu como Secretária de Habitação, após esse período retornou ao cargo de Superintendência até junho/2014, quando neste mesmo ano, foi convidada para assumir a Diretoria de Planejamento Urbano e Desenvolvimento Urbano da Prefeitura Municipal de Campinas a qual exerce o cargo até o momento.

Mais informações:
Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Sistemas de Infraestrutura Urbana da PUC-Campinas, Campus I, Bloco H10, sala 603, fone: (19) 3343-7009, ou no site da PUC.

Eleita a nova diretoria da AGB-Campinas

Anunciamos a nova diretoria para o biênio 2015-2017, eleita com 36 votos válidos, conforme apurado na Assembleia Geral Extraordinária realizada na presente data.

Diretor: Fabricio Gallo
Vice-diretor: Vicente Eudes Lemos Alves
Primeiro secretário: Gustavo Teramatsu
Segundo secretário: Marcel Esteves
Primeiro tesoureiro: Luciano Duarte
Segundo tesoureiro: Valderson Salomão
Coordenador de publicações: André Pasti
Vice-coordenadora de publicações: Melissa Steda

Campinas, 26 de março de 2015.

Comissão Eleitoral
Mariana da Silva Lima
Stéphanie Rodrigues Panutto
Wagner Wendt Nabarro

Convocatória: eleições da AGB-Campinas

A Comissão Eleitoral da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Local Campinas, no uso de suas atribuições estatutárias, convoca os(as) associados(as) adimplentes para participar da eleição que definirá a Diretoria Executiva Local do Biênio 2015-2017 e anuncia ajustes  no calendário eleitoral:

A votação ocorrerá nas seguintes datas e horários:

Quarta-feira, dia 25 de março de 2015, entre 10h e 19h30, na sede da Seção Local da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas, situada na Cidade Universitária “Zeferino Vaz”, Rua Pandiá Calógeras, 51, sala 26-B, prédio principal do Instituto de Geociências da Unicamp.

Quinta-feira, dia 26 de março de 2015, entre 10h e 16h, na Universidade Estadual Paulista (Unesp); sala 22 do Departamento de Planejamento Territorial e Geoprocessamento, campus de Rio Claro,  situado na Av. 24-A, 1515.

A assembleia geral extraordinária acontecerá no dia 26 de março de 2015, às 17h30 em primeira chamada e 18h em segunda chamada, na sala EB-04 do prédio da Engenharia Básica, na Rua João Pandiá Calógeras, 148, na Unicamp.

Comunicamos que a única chapa inscrita é composta pelos integrantes a seguir:

Diretor: Fabricio Gallo
Vice-diretor: Vicente Eudes Lemos Alves
Primeiro secretário: Gustavo Teramatsu
Segundo secretário: Marcel Esteves
Primeiro tesoureiro: Luciano Duarte
Segundo tesoureiro: Valderson Salomão
Coordenador de publicações: André Pasti
Vice-coordenadora de publicações: Melissa Steda

O plano de trabalho da chapa pode ser consultado neste link.

Comissão Eleitoral
Mariana da Silva Lima
Stéphanie Panutto
Wagner Nabarro

Edital AGB-Campinas 02/2015

EDITAL AGB CAMPINAS 02/2015
REABERTURA DE INSCRIÇÕES DE CHAPAS PARA A GESTÃO 2015-2017

A Diretoria Executiva da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas, considerando que não houve inscrições para o processo eleitoral da entidade até o término do período previsto no Edital 01/2015 encerrado em 27/02/2015, define por meio do presente Edital novo período de inscrições de chapas, permanecendo inalterados os demais prazos do processo eleitoral conforme instruções e prazos especificados nos itens 1.1 a 1.3:

1) Do Calendário do Processo Eleitoral:
1.1) Inscrições das chapas: de 09/03/2015 a 13/03/2015.
1.2) Eleições: 25/03/2015, com urnas localizadas nos municípios de Campinas/SP e Rio Claro/SP.
1.3) Assembleia Extraordinária: 26/03/2015, às 18h, na sede social.

2) Do Processo Eleitoral:
2.1) As inscrições para chapas estarão abertas no período de 10/03/2015 a 16/03/2015.
2.2) A inscrição das chapas deve ser requerida em formulário próprio obtido na sede da AGB Campinas e vir acompanhada do respectivo plano de trabalho para a gestão 2015-2017, nos termos do Art. 33 do Estatuto Social da AGB Campinas.
2.3) A Comissão Eleitoral será responsável pelo recebimento dos requerimentos, orientações, esclarecimentos e avaliação da documentação entregue pelos candidatos das chapas.
2.4) Compete à Comissão Eleitoral promover e fiscalizar o processo de votação fazendo cumprir as disposições estatutárias e regimentais. Deverá ainda proceder a apuração dos votos, fazendo lavrar a ata de eleição e dar posse à nova Diretoria Executiva Local.
2.5) A votação ocorrerá simultaneamente em urnas localizadas na sede da Seção Local da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas, situada na Cidade Universitária “Zeferino Vaz”, Rua Pandiá Calógeras, s/n, Prédio da Engenharia Básica da Universidade Estadual de Campinas; e na Universidade Estadual Paulista (UNESP); e campus de Rio Claro, Bloco Didático GII, situado na Av. 24-A, número 1515, ambas as localidades com período de votação no período de 17h30min às 19h do dia 25/03/2015.

3) Dos documentos necessários para a inscrição:
Devem ser apresentados os seguintes documentos para a inscrição das chapas:
● Requerimento de inscrição da chapa, obtido na Sede da Seção Local, discriminados e preenchidos todos os cargos da Estrutura Administrativa pelos integrantes da chapa.
● Comprovante de inscrição de pagamento da anuidade da AGB, para cada integrante da chapa, cujo prazo para a regularização será encerrado em 10/03/2015.
● Cópias dos documentos de identidade (RG) e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de todos os integrantes da chapa.

4) Da Posse:
4.1) A posse da nova Diretoria Executiva Local terá início ao final do processo eleitoral, pelo período de 2 (dois) anos e seu término se dará em 26 de março de 2017.
4.2) Não havendo chapas inscritas ou chapa eleita, a atual gestão terá seu mandato prorrogado por mais 30 dias e convocará nesse mesmo prazo a Assembleia Geral Extraordinária para a realização de novas eleições.

5) Das Disposições Gerais:
5.1) Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria Executiva da AGB Campinas.
5.2) Outras informações e dúvidas podem ser encaminhadas à Comissão Eleitoral, para Mariana da Silva Lima (marianalima1207@gmail.com), Stéphanie Rodrigues Panutto (stephanie.panutto@gmail.com) ou Wagner Wendt Nabarro (e-mail: wagner.wn@gmail.com).

Campinas, 09 de março de 2015.

Documento

Edital 02/2015

Nova edição do AGB em Debate

A Diretoria Executiva Nacional da AGB preparou uma nova edição do AGB em Debate, publicação que já foi muito importante para a comunicação da entidade quando o acesso à internet era reduzido, nas décadas de 1980 e 1990. A edição mais recente é de 2011. A nova diretoria da AGB pretende retomar sua periodicidade de agora em diante e assim melhor divulgar as ações da AGB. Faça o download aqui.

Geógrafos comentam a morte de Oswaldo Sevá

Durante a semana, na lista Interseções da AGB, geógrafos comentaram a morte de Oswaldo Sevá, ocorrida no início do mês.

Arlete Moysés Rodrigues:
Caríssimos companheiros, compartilhei com muitas jornadas com o Sevá, grande amigo e bem vocês disseram tudo. Estou muito triste. Um abraço para todos. Foi uma dificil semana – a morte do Zezeu Ribeiro – amigo, companheiro de luta da reforma urbana e agora do Sevá.

Arthur Breno Sturmer, AGB-João Pessoa:
Colegas, é com grande pesar que recebemos a triste notícia sobre o professor Sevá!

Dirce Suertegaray:
É com surpresa e grande pesar que recebo essa notícia. Sevá desde os anos 80 dialogou com a AGB. Tendo proferido palestras sobre o tema que o movia em mais de uma ocasião junto a AGB- PA. Mais uma das grandes perda com seu precoce falecimento. Um abraço a todos.

Carlos Augusto de Amorim Cardoso:
Olá colegas agebeanos. Não sei se cabe nesta agbinterseções. Mas vá lá! Gostaria de expressar meu pesar pela morte do Prof. Sevá. Gostaria ainda de lembrar que, quando de sua passagem na Paraíba, foi interlocutor de geógrafos na UFPB e na AGB: Ana Madruga, Eduardo Pazera (diretor e membro ativo da AGB – SLJP), Moacyr Madruga (representante da AGB junto ao Confea/Crea, recentemente falecido) para citar os mais engajados na AGB.

Tem início o projeto ‘Memória da AGB-Campinas’

Em outubro de 2014 começaram as primeiras discussões sobre a necessidade de organizar o acervo da seção local de Campinas da AGB. Vinte cinco anos de história, registrados em documentos originais, boletins, periódicos, livros e itens audiovisuais, estão guardados em uma pequena sala no Instituto de Geociências da Unicamp. Este material, contudo, carece ser organizado e catalogado. E, mais importante, vir a público.

O professor Vicente Eudes Lemos Alves, diretor da AGB-Campinas e docente da Unicamp, solicitou uma bolsa na modalidade auxílio social ao Serviço de Apoio ao Estudante, órgão da Pró-Reitoria de Graduação da Unicamp, com apoio do secretário Gustavo Teramatsu e do tesoureiro Luciano Duarte. O pedido foi aceito e a bolsista Mariana da Silva Lima, estudante do terceiro ano de graduação em Geografia da Unicamp, trabalhará no projeto entre março de 2015 e fevereiro de 2016.

Ao longo do ano, Mariana será responsável por redescobrir a história da AGB-Campinas, que confunde-se no último quartil de século com boa parte da própria história da Geografia campineira, que será, aos poucos, divulgada nesta página.

Abaixo está o projeto enviado ao SAE-Unicamp:

PROJETO MEMÓRIA DA SEÇÃO LOCAL DE CAMPINAS DA ASSOCIAÇÃO DOS GEÓGRAFOS BRASILEIROS

A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), seção Campinas, foi fundada em 1989 e desde 1998 funciona em instalações cedidas pela Unicamp, inicialmente pelo IFCH, depois pela PREAC, na rua Doutor Quirino, 1856, e posteriormente pelo IG. Entre as prerrogativas da associação está a difusão da ciência geográfica na Região Metropolitana de Campinas e respondendo esta demanda também esta demanda na região do Rio Claro e outros municípios do interior paulista. O movimento dos geógrafos na AGB-Campinas, entre diversas conquistas, impulsionou a criação do próprio curso de graduação em Geografia da Unicamp, realizando debates para isto desde a primeira metade dos anos 1990. Ao longo de toda a existência do curso na Unicamp, a entidade este muito próxima da graduação, já que é composta majoritariamente por estudantes e docentes da Unicamp e trabalha para a promoção de eventos e debates que contribuem para a formação acadêmica deste corpo discente. Por isso, atualmente, seu acervo permanente — reunido a partir de aquisições e doações feitas ao longo destes 25 anos — está sob a guarda do IG-Unicamp. É composto por documentos históricos, mapas, livros, periódicos e material didático e iconográfico, como fotografias e vídeos, que ainda não estão catalogados nem disponíveis para consulta. Este projeto tem como objetivo organizar este importante acervo e colocá-lo à disposição da comunidade da Unicamp e de geógrafos e professores de Geografia de Campinas e região.

Uma vez concluído o projeto, uma importante fonte para pesquisas bibliográficas estará organizada e disponível à consulta. O acervo beneficiará o conjunto de estudantes dos cursos de graduação em Geografia, bem como geógrafos formados, pós-graduandos e professores da Região Metropolitana de Campinas, que poderão consultar presencialmente o acervo. A divulgação online da catálogo, além da digitalização de parte do material, tem a intenção de potencializar o número de geógrafos atingidos.

O trabalho da bolsista consistirá em 1) realizar a triagem, organização, higienização e catalogação do material do acervo (mar.-jun./2015); 2) digitalizar do acervo (jul.-out./2015); 3) auxiliar a criação e divulgação de uma base de dados online para consulta ao acervo (nov./2015-fev./2016).

Para a consecução do projeto, a AGB-Campinas já adquiriu com recursos próprios uma impressora multifuncional e ainda no mês de março adquirirá um notebook.

Nota de pesar | Professor Oswaldo Sevá

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Foto: Movimento Xingu Vivo para Sempre

A AGB-Campinas lamenta o passamento de Oswaldo Sevá, ocorrido à meia-noite do último sábado, aos 66 anos. O professor Sevá, livre-docente aposentado da Unicamp, embora fosse engenheiro formado pela Escola Politécnica, aproximou-se ao longo de sua carreira da Geografia e dos geógrafos. Entre 1979 e 1982, interrompendo suas atividades de docência em João Pessoa, na UFPB, ele realizou o doutorado em Paris orientado pelo geógrafo Michel Rochefort (falecido em janeiro último), que lhe acolheu junto com Yves Lacoste. Em sua tese, escreveu sobre aspectos políticos e geográficos dos investimentos internacionais em eletricidade, mineração e metalurgia. Nos anos 80, dialogou com Manuel Correia de Andrade, Aziz Ab’Sáber, Milton Santos, Carlos Minc, Carlos Walter Porto Gonçalves. Em 1988, ele se tornou o primeiro livre-docente do Instituto de Geociências da Unicamp, no Departamento de Política Científica e Tecnológica, com a tese “No limite dos riscos e da dominação: a politização dos investimentos industriais de grande porte”. No início dos anos 90, Sevá foi para o Departamento de Energia da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp. Nos últimos anos, como professor do doutorado em Antropologia Social e Ciências Sociais, Sevá se dedicava a pesquisas sobre a energia hidrelétrica e se opunha à construção da Usina de Belo Monte, que tem afetado a população local na região de Altamira, às margens do Rio Xingu, no Pará. Recentemente Sevá, que foi convidado para os ENGs de 1990 e 2006, mantinha ainda o diálogo constante com geógrafos de Campinas, sua terra natal, e em várias oportunidades aceitou convites para falar aos estudantes de Geografia. Infelizmente, foi interrompido pela doença e pelo precoce falecimento.

Campinas, 2 de março de 2015.

Diretoria Executiva Local
Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas

Boa parte da obra recente de Sevá está disponível na internet. A seguir, um pouco de sua produção intelectual nos últimos dez anos:

[link] SEVÁ FILHO, A. O.; KALINOWSKI, L.M. Transposição e hidrelétricas: o desconhecido Vale do Ribeira (PR-SP). Estudos Avançados (USP), v. 26, p. 269-286, 2012.
[link] SEVÁ FILHO, A. O. ; GARZON, L.F.N. ; NOBREGA, R. da S. . Rios de Rondônia: jazidas de megawatts e passivo social e ambiental. In: Antonio Manuel Valdez Borrero; Vinicius Valentim Raduan Miguel. (Org.). Horizontes amazonicos: Economia e Desenvolvimento. 1a.ed.Rio de Janeiro: Letra Capital, 2011, v. , p. 51-65.
[link] SEVÁ FILHO, A. O. . Problemas intrínsecos e graves da expansão mineral, metalúrgica e hidrelétrica nas Amazônias. In: ZHOURI,A.; LASCHEFSKI,K.. (Org.). Desenvolvimento e Conflitos Ambientais. 1.ed.Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010, v. , p. 114-147.
[link] SEVÁ FILHO, A. O. “Estranhas catedrais. Notas sobre o capital hidrelétrico, a natureza e a sociedade”. Ciência e Cultura, v. 60, p. 44-50, 2008.
[link] SEVÁ FILHO, A. O. . Refinando a perícia: o trabalho, o saber, a condição humana. In: Marcelo Firpo Porto; Roberto Bartholo. (Org.). “Sentidos do Trabalho Humano. Miguel de Simoni, presença inspiração”. 1ed.Rio de Janeiro: E-papers serviços Editoriais, 2006, v. , p. 235-254.
[link] SEVÁ FILHO, A. O. (org.) . “TENOTÃ-MÕ. Alertas sobre as conseqüências dos projetos hidrelétricos no rio Xingu”. 01. ed. São Paulo: International rivers Network, 2005. v. 01. 344p.
[link] SEVÁ FILHO, A. O. Problemas ambientais e de vizinhança relacionados à energia, águas e indústria: regiões atingidas e focos relevantes de riscos no Estado do Rio de Janeiro . Revista Rio de Janeiro, v. 16-17, p. 143-166, 2005.

Edital AGB-Campinas 01/2015

EDITAL AGB-CAMPINAS 01/2015
ABERTURA DE INSCRIÇÕES DE CHAPAS PARA A GESTÃO 2015-2017

A Diretoria Executiva da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas convoca por meio do presente instrumento as eleições para a Diretoria Executiva Local para a Gestão 2015-2017, conforme instruções e prazos especificados nos itens a seguir.

1) Do Calendário do Processo Eleitoral:

1.1) Inscrições das chapas: de 23/02/2015 a 27/02/2015.
2.1) Eleições: 25/03/2015, com urnas localizadas nos municípios de Campinas/SP e Rio Claro/SP.
2.3) Assembleia Extraordinária: 26/03/2015, às 18h, na sede social.

2) Do Processo Eleitoral:

2.1) As inscrições para chapas estarão abertas no período de 23/02/2015 a 27/02/2015.
2.2) A inscrição das chapas deve ser requerida em formulário próprio obtido na sede da AGB Campinas e vir acompanhada do respectivo plano de trabalho para a gestão 2015-2017, nos termos do Art. 33 do Estatuto Social da AGB Campinas.
2.3) A Comissão Eleitoral será responsável pelo recebimento dos requerimentos, orientações, esclarecimentos e avaliação da documentação entregue pelos candidatos das chapas.
2.4) Compete à Comissão Eleitoral promover e fiscalizar o processo de votação fazendo cumprir as disposições estatutárias e regimentais. Deverá ainda proceder a apuração dos votos, fazendo lavrar a ata de eleição e dar posse à nova Diretoria Executiva Local.
2.5) A votação ocorrerá em urnas localizadas na sede da Seção Local da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas, situada na Cidade Universitária “Zeferino Vaz”, Rua João Pandiá Calógeras, 148, Prédio da Engenharia Básica da Universidade Estadual de Campinas; e na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP); e campus de Rio Claro, Bloco Didático GII, situado na Av. 24-A, número 1515, ambas as localidades em votação simultânea compreendida no período de 17h30 às 19h do dia 25/03/2015.

3) Dos documentos necessários para a inscrição:
Devem ser apresentados os seguintes documentos para a inscrição das chapas:
● Requerimento de inscrição da chapa, obtido na Sede da Seção Local, discriminados e preenchidos todos os cargos da Estrutura Administrativa pelos integrantes da chapa.
● Comprovante de inscrição de pagamento da anuidade da AGB, para cada integrante da chapa, cujo prazo para a regularização será encerrado em 23/02/2015.
● Cópias dos documentos de identidade (RG) e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de todos os integrantes da chapa.

4) Da Posse:
4.1) A posse da nova Diretoria Executiva Local terá início ao final do processo eleitoral, pelo período de 2 (dois) anos e seu término se dará em 26 de março de 2017.
4.2) Não havendo chapas inscritas ou chapa eleita, a atual gestão terá seu mandato prorrogado por mais 30 dias e convocará nesse mesmo prazo a Assembleia Geral Extraordinária para a realização de novas eleições.

5) Das Disposições Gerais:
5.1) Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria Executiva da AGB Campinas.
5.2) Outras informações e dúvidas podem ser encaminhadas à Comissão Eleitoral, para Mariana da Silva Lima (marianalima1207@gmail.com), Stéphanie Rodrigues Panutto (stephanie.panutto@gmail.com) ou Wagner Wendt Nabarro (e-mail: wagner.wn@gmail.com).

Campinas, 20 de fevereiro de 2015.

Documentos 

Edital AGB-Campinas 01/2015
Requerimento de inscrição de chapa para a gestão 2015-2017 da AGB-Campinas + Anexo (Integrantes da chapa)
Estatuto da Associação dos Geógrafos Brasileiros
Estatuto da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas

Convocatória| Assembleia geral ordinária, 12 de fevereiro, às 15 horas

Prezados(as) associados(as)

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral ordinária a ser realizada no dia 12 de fevereiro de 2015 (quinta-feira), às 15 horas em primeira chamada e às 15 horas e 30 minutos em segunda chamada, na sala EB-04, no prédio da Engenharia Básica (prédio de salas de aula do IG-Unicamp, na Rua João Pandiá Calógeras, n. 148, Cidade Universitária), para discussão da seguinte pauta:

1) Informes

ORDEM DO DIA
2) Prestação de contas (tesouraria) e relatório de atividades (secretaria) referente ao ano de 2014
3) Balanço financeiro e avaliação política da gestão 2013-2015
4) Aprovação das contas da gestão 2013-2015
6) Relato da 120ª Reunião da Gestão Coletiva e discussão dos encaminhamentos
7) Eleição de delegados para a 121ª RGC em Niterói (RJ)
8) Revisão dos valores das anuidades a partir de 2015
9) Outros assuntos

A inclusão de novos itens na pauta pode ser solicitada à secretaria da AGB-Campinas por meio do e-mail campinas@agb.org.br até a manhã do dia 12 de fevereiro.

Diretoria Executiva Local

Campinas, 5 de fevereiro de 2015.

Anexos para discussão
Ata da assembleia extraordinária da AGB (18/10/2014, São Paulo, SP)
Ata da assembleia geral ordinária da AGB-Campinas de 4 de dezembro de 2014
Sumário Executivo das Deliberações da 120ª RGC + Ata da 120ª Reunião da Gestão Coletiva (12-14/12/2014, Viçosa, MG)
1ª Circular do VIII Fala Professor (9-12/10/2015, Catalão, GO)
Convocatória da 121ª Reunião da Gestão Coletiva (6-8/3/2015, Niterói, RJ)

 

Convocatória | Assembleia geral ordinária, 4 de dezembro, às 17h30

Prezados(as) associados(as)

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral ordinária a ser realizada no dia 4 de dezembro de 2014 (quinta-feira), às 17h30 em primeira chamada e às 18h em segunda chamada, na sala EB-04, no prédio da Engenharia Básica (prédio de salas de aula do IG-Unicamp, na Rua João Pandiá Calógeras, n. 148, Cidade Universitária), para discussão da seguinte pauta:

1) Informes

ORDEM DO DIA
2) Prestação de contas (tesouraria) e relatório de atividades (secretaria)
3) Eleição de delegados para a 120ª RGC em Viçosa (MG)
4) Eleição da diretoria biênio 2015-2016
5) Outros assuntos

A inclusão de novos itens na pauta pode ser solicitada à secretaria da AGB-Campinas por meio do e-mail campinas@agb.org.br até a manhã do dia 4 de dezembro.

Diretoria Executiva Local

Anexos

Convocatória da 120ª Reunião da Gestão Coletiva

Jornal da Unicamp destaca pesquisas de jovens geógrafos

Logo_UnicampHá quatro semanas consecutivas, o Jornal da Unicamp vem publicando uma série de reportagens sobre pesquisas de jovens geógrafos realizadas no programa de pós-graduação em Geografia da Universidade. No último semestre, as reportagens do JU divulgaram ao todo dez dissertações de mestrado e teses de doutorado defendidas recentemente e que estão disponíveis para download gratuito na Biblioteca Digital da Unicamp.

A vida em uma ‘máquina de morar’, JU #602, 11 de agosto

Os moradores dos conjuntos habitacionais e dos bairros localizados na região do Distrito Industrial de Campinas (DIC) não têm “direito à cidade”, pois não contam com equipamentos e serviços urbanos em número suficiente para assegurar o seu bem-estar e qualidade de vida, como transporte, escolas, postos de saúde e áreas de lazer. A conclusão é da dissertação de mestrado do geógrafo Ivan Oliveira Lima, defendida no Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, sob a orientação da professora Regina Célia Bega dos Santos. “A população desses bairros vive numa máquina de morar. Ou seja, as pessoas moram ali, mas não mantêm relações efetivas com o local”, afirma o autor do trabalho. Leia mais.

Circuitos turísticos ajudam a preservar heranças culturais italianas, conclui tese, JU #603, 25 de agosto

Envolvido na questão da cultura ítalo-descendente desde a graduação, Marcelo Panis, no projeto de doutorado, decidiu abordar o uso desta cultura pela prática turística. “Circuitos turísticos ítalo-descendentes: o uso contemporâneo das heranças culturais no Sul e Sudeste do Brasil” é o título da tese orientada pela professora Maria Tereza Duarte Paes e defendida no Instituto de Geociências (IG). “Quis investigar como se dá o processo de conversão dos elementos do patrimônio material e imaterial em produtos turísticos, e se este processo ocorre de forma a artificializar a cultura ítalo-descendente, ou se realmente contribui para mantê-la”, explica o autor da pesquisa. Leia mais.

Aos pés da cordilheira, JU #607, 22 de setembro

A literatura científica traz um dado ideal para que a pessoa viva com um mínimo de qualidade ambiental: residir no raio máximo de 500 metros de uma área de vegetação (o índice de área verde por habitante). O dado foi lapidado pela geógrafa Mariana Ferreira Cisotto para sua tese de doutorado em análise ambiental e dinâmica territorial, “Cidade e natureza: o papel das áreas verdes na urbanização recente da província de Santiago do Chile”, orientada pelo professor Antonio Carlos Vitte e apresentada no Instituto de Geociências (IG) da Unicamp. Antes, no mestrado, a autora já havia dirigido o mesmo foco para Campinas, relacionando a distribuição das áreas verdes e o processo de urbanização do município paulista. Leia mais.

Zoneamento ecológico-econômico faz cair taxa de desmatamento no AC, JU #608, 26 de setembro

Estado do Acre possui praticamente a metade de seu território (45,66% da superfície de 164.000 km²) destinada a unidades de conservação de proteção integral (9,52%), unidades de uso sustentável (21,58%) e terras indígenas (14,55%) – isso equivale a quatro vezes mais do que a média nacional de áreas protegidas e ao dobro da média da região Norte. Tese de doutorado apresentada no Instituto de Geociências (IG) atribui esta configuração peculiar do Estado acriano à aplicação de um conjunto de instrumentos de ordenamento territorial organizado segundo regras de conservação e uso sustentável; e que tem permitido a expansão de atividades econômicas e de infraestrutura, mantendo a cobertura florestal. Leia mais.

Soja degrada meio ambiente e alimenta especulação no TO, JU #609, 3 de outubro

Em dissertação de mestrado apresentada ao Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, orientada pelo professor Vicente Eudes Lemos Alves, a geógrafa Debora Assumpção e Lima busca compreender as transformações do espaço agrário do Tocantins a partir da expansão do plantio de soja, que lidera a exportação agropecuária deste Estado, criado e desmembrado de Goiás em 1988 e com governo instalado em Palmas desde 1990. Esta mais nova unidade da Federação, situada na região Norte do Brasil, na chamada Amazônia Legal, tem sua geografia dominada por dois rios, que a percorrem de sul a norte: o Tocantins e o Araguaia, este na divisa com Mato Grosso e Pará. A partir de sua criação, o Estado tem atraído agricultores modernos e empresas hegemônicas em vista da grande oferta de terras do Cerrado e do desenvolvimento logístico. Leia mais.

Crescimento faz Paulínia ter valorização desigual de terra,  JU #611, 17 de outubro

No contexto da Região Metropolitana de Campinas (RMC), o município de Paulínia ocupa um papel de grande destaque e revela características peculiares. Ele se mostra como fruto do processo de desconcentração da metrópole campineira tanto no que diz respeito aos aspectos populacionais como as atividades produtivas. Por ocasião da sua criação, com a desvinculação de Campinas em 1964, o uso urbano efetivo do seu território não chegava a 1%. Entretanto, a partir de 1970, esse cenário começa a se alterar em razão da ocorrência de um intenso processo de diversificação da economia marcado pela chegada de grandes empresas, particularmente da Refinaria de Paulínia (Replan), instalada em 1972, por iniciativa dos governos municipal e federal. Em decorrência do significativo aumento da arrecadação do ICMS, o município ampliou e qualificou os serviços de infraestrutura, de saúde e educação, atraindo um contingente significativo de migrantes, o que levou a uma grande expansão da mancha urbana efetivamente ocupada, que hoje corresponde a aproximadamente 27% da área municipal. Leia mais.

Ciência na paisagem, JU #612, 31 de outubro

No início do século 19, a arte da pintura de paisagem ajudou a geografia a nascer como ciência e o Brasil a se enxergar como país, diz a dissertação de mestrado “A Geografia e a Paisagem Tropical nas Pinturas de Johann Rugendas”, defendida por Vonei Ricardo Cene do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp. “A premissa desta pesquisa é que a pintura de paisagem é concomitante ao próprio processo de desenrolar do conceito de paisagem na geografia, havendo assim, uma profunda interconexão entre estes dois atos, o acadêmico, sobre a construção do conceito de paisagem e o prático, sobre a pintura e toda a técnica envolvida”, afirma o trabalho. Leia mais.

Entre secas e cheias, irrompe a nova geografia pantaneira, JU #613, 10 de novembro

As novas relações de trabalho advindas do turismo e da modernização da pecuária ocorridas na região do Pantanal, a partir da década de 1970, modificaram profundamente o modo de vida da população local. Estudo conduzido pela geógrafa Mara Aline Ribeiro, pesquisadora do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, revela que as transformações social, econômica e cultural da “gente pantaneira” promoveram um novo significado para a geografia da região. No estudo, a geógrafa afirma que a economia global imprimiu novos caminhos para a produção espacial, introduziu novos sujeitos, reorganizou o modo de vida dos habitantes e modificou suas relações com a natureza. Não restou, de acordo com ela, alternativas à comunidade pantaneira, a não ser se adaptar a este novo cenário, “ditado pela economia mundial a partir do processo de globalização.” Leia mais.

Segregação socioespacial atinge Santos, JU #613, 10 de novembro

Pesquisa de mestrado conduzida pela geógrafa Maria Isabel Figueiredo Pereira de Oliveira Martins identificou em Santos, cidade do litoral sul do Estado de São Paulo (SP), forte segregação socioespacial advinda do processo de urbanização do município. Conforme o estudo, esta divisão está atrelada à ação de agentes produtores do espaço que operam sob a chancela dos órgãos públicos, por meio da constante implementação de empreendimentos imobiliários verticais em áreas específicas. “O espaço urbano em Santos é produzido para atender uma classe social abastada. Os altos preços dos terrenos fazem com que algumas áreas da cidade sejam valorizadas. A população de baixa renda e a classe média, por sua vez, não têm acesso a esses espaços. Elas são obrigadas, por conta desta valorização diferencial, a fixar suas moradias em áreas que não têm tanta infraestrutura urbana”, expõe a pesquisadora. Leia mais.

A cidade invisível, JU #614, 17 de novembro

Campinas rica, Campinas pobre. Duas populações distintas numa cidade de 1,2 milhão de habitantes, vivendo progressos e retrocessos. Trata-se de uma cidade corporativa, voltada principalmente a grandes empresas, e não à própria população. É um município que esconde a sua periferia, a terceira maior do Estado de São Paulo, com quase 15% de sua população morando em área de ocupação urbana, de loteamento irregular ou de favelas. “Cerca de 150 mil pessoas não são devidamente ouvidas e não têm acesso à infraestrutura e serviços urbanos. Por isso, se não lhes dermos voz no Plano Diretor de Campinas, elas não vão conseguir nada no futuro”. Esta é uma das conclusões da geógrafa Helena Rizzatti Fonseca em estudo de mestrado apresentado ao Instituto de Geociências (IG), ao estudar as duas maiores ocupações urbanas da cidade: o Jardim Campo Belo e o Parque Oziel. Leia mais.

 

 

Fórum Nacional de Reforma Urbana demanda Ministro das Cidades comprometido com direito à cidade, em carta à Presidenta

O Fórum Nacional de Reforma Urbana (do qual a AGB participa) enviou, ontem, uma Carta à Presidenta da República, Dilma Rousseff, sobre os rumos do Ministério das Cidades. Na carta, o Fórum afirma que “nas últimas gestões do Ministério, sua atuação foi insuficiente na implementação das bandeiras da reforma urbana e do direito à cidade”. Também crítica os nomes especulados na mídia para assumirem o Ministério, dentre os quais há “adversários da agenda da reforma urbana, representantes de interesses exclusivos do mercado sobre as cidades”.

O FNRU defende que “a escolha do próximo Ministro seja motivada pelo compromisso com a plataforma da reforma urbana e pelo histórico de ação firme e permanente na busca por cidades mais justas, democráticas e equilibradas”. O Fórum cita, ainda, nomes alinhados com essa plataforma, como Inácio Arruda, Nabil Bonduki, Olívio Dutra, Raquel Rolnik e Zezéu Ribeiro.

ACESSE A CARTA NA ÍNTEGRA.

O Fórum Nacional de Reforma Urbana é um grupo de organizações brasileiras que lutam por cidades melhores para todos nós. São movimentos populares, associações de classe, ONGs e instituições de pesquisa que querem promover a reforma urbana e efetivar o direito à cidade.

Texto da AGB-Campinas é destaque no Correio Popular

A edição deste sábado (01/11) do jornal Correio Popular trouxe o texto “Crise hídrica, uma crise política”, de autoria dos geógrafos André Pasti, Fábio Tozi, Fabricio Gallo, Gustavo Teramatsu, Luciano Duarte, Márcio Cataia e Vicente Eudes, da AGB-Campinas. A edição completa está disponível para download aqui.

ATUALIZADO: no domingo (02/11), o artigo também foi publicado com destaque pela Carta Campinas. Confira.

ATUALIZADO (2): o artigo também está no site da AGB, onde foi publicado em 09/11.

Os mapas e a (des)construção dos dois Brasis

thomas_conti

Em texto motivado pelos acontecimentos políticos recentes, os geógrafos Gustavo Teramatsu, Luciano Duarte e Wagner Nabarro, da AGB-Campinas, comentam o uso de mapas e infográficos na divulgação dos resultados eleitorais, tendência que se amplia no Brasil a partir da segunda metade dos anos 2000. A representação do território enviesada pelos meios de comunicação, como jornais e revistas de grande circulação e os portais de notícias, contribuiu para a legitimação da ideia de que existem dois Brasis — um, rico e próspero, de oposição, a sudeste, e outro, pobre e atrasado, a nordeste, que vota na continuidade do governo. Com a ampliação do uso das redes sociais, contudo, este discurso vem perdendo força. Novas formas de representação comprovam que a realidade é outra.

Leia o documento (caso tenha problemas em visualizar o arquivo, acesse com o navegador Google Chrome)

Crise hídrica, uma crise política

Em meio ao alastramento da crise hídrica no estado de São Paulo — cujos impactos vão sendo sentidos cada vez mais em nossa cidade e anunciam uma calamidade pública — cabe analisar suas razões e combater o entendimento, aparentemente dominante, de que a falta d’água na casa das pessoas tem origem natural. A crise hídrica é uma questão política, e não climática.

Há tempos, a organização do espaço em que vivemos não é mais “refém” das dinâmicas da natureza. Nosso território é organizado e usado pela sociedade, segundo suas intenções e seus projetos, superando percalços e dificuldades colocadas pela base natural originária. A vida de dezenas de milhões de pessoas na macrometrópole paulista (da qual fazem parte as regiões metropolitanas de Campinas e de São Paulo) somente é possível graças aos grandes sistemas técnicos e obras de engenharia, que, por sua vez, exigem manutenção constante para que não entrem em colapso. Como já dizia o geógrafo francês Hilderbert Isnard, na década de 1970, não há mais espaços naturais — todo o espaço terrestre é organizado pelo homem. Em grande medida, as pessoas moram, trabalham, alimentam-se e possuem (ou não) água devido ao planejamento e à política que certos grupos e agentes aplicam e impõem.

No caso da atual crise hídrica, esse entendimento é essencial: o que está em crise é o abastecimento de água “planejado” (de forma desastrosa) pelos governantes dos estados. A crise hídrica se deve às falhas na organização desse sistema de abastecimento, que sabíamos — nós e os governantes — estar em colapso há mais de dez anos. Culpar a falta de chuvas é uma fuga típica (já utilizada em 2001 para justificar o racionamento de energia elétrica, que só é possível graças ao imenso silêncio midiático em torno das responsabilidades do governador reeleito de nosso estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e da empresa responsável pelo abastecimento de água do estado, a Companhia de Saneamento Básico (Sabesp).

A crise havia sido anunciada em diversas ocasiões, sem que as medidas necessárias tenham sido tomadas. Há dez anos, quando da renovação da outorga (Portaria DAEE 1213/2004) para a Sabesp continuar retirando água do Cantareira, foram exigidos alguns compromissos — como metas de tratamento de esgotos, redução da dependência do abastecimento em relação ao Sistema Cantareira e maior controle de perdas — que não foram priorizados, o que comprometeu ainda mais o sistema.

O Cantareira, que engloba um conjunto de reservatórios, estava sobrecarregado com o crescimento da demanda de água na macrometrópole paulista. A crise de abastecimento já era prevista. O conhecimento técnico reunido sobre os fenômenos naturais já é extenso o suficiente para a previsão de períodos de estiagem e de chuvas. Além disso, as perdas entre a captação e a chegada às caixas d’água são estimadas em até 50% para muitas cidades (nos dados autodeclarados pelas empresas são cerca de 32% para a Sabesp e 19% para a Sanasa). Sabe-se dessas perdas há tempos. Por que não houve investimentos e prioridade política?

Cabe ressaltar que a Sabesp, criada em 1973 para unir as empresas de água e esgoto do estado de São Paulo, é uma empresa de capital aberto desde 1994 e atualmente está listada na BM&FBovespa e na bolsa de Nova Iorque. Em 2012, a Sabesp alertou seus investidores, por meio de um relatório anual, dos riscos de falta d’água e comprometimento do abastecimento à população. Isso não se desdobrou, no entanto, em informação do Estado à população ou em ações de precaução, trazendo à tona o fato de a empresa estar mais direcionada aos resultados financeiros auferidos aos seus acionistas do que à sua atuação junto à população. Lembramos que o abastecimento de água não é um mero produto, da forma como a Sabesp o trata, mas sim um direito fundamental da população — dada a sua importância vital e social — e um fator produtivo imprescindível.

A procrastinação dos riscos de crise hídrica fez com que poucas ações fossem efetivadas. A Sabesp não investiu 37% do que era previsto em obras contra a crise entre 2008 e 2013. O problema se agravou pelo fato de o ápice da crise hídrica ter se dado em ano de eleições para o governo do estado. O negacionismo da questão pode ser observado na fala do governador e então candidato à reeleição, em meio a diversas interrupções no fornecimento de água: “Não falta água em São Paulo, não vai faltar água em São Paulo”. Todavia, o nível do sistema Cantareira chegou, na quarta-feira (22 de outubro) a apenas 3,2% de sua capacidade, incluindo o volume morto — reserva que, por questões de segurança hídrica, não deveria ser utilizada, uma vez que coloca em risco a recuperação do próprio sistema.

A contínua falta de investimentos em contenção de riscos e a progressiva expansão urbana sem planejamento adequado de infraestruturas de suporte, somadas à demora em informar a população e assumir o ônus da questão por razões eleitorais foram a receita da falta de água no estado de São Paulo e do comprometimento do abastecimento de qualidade para os próximos anos. É preciso compreender, desse modo, a crise hídrica como uma crise política, ou seja, o distanciamento dos governos, sobretudo o governo do estado de São Paulo, das necessidades reais, cotidianas e vitais da população. Ao que tudo indica, infelizmente caberá, mais uma vez, à própria população criar maneiras para sobreviver e contornar esta crise. Entretanto, a responsabilidade sobre suas origens é clara e o governo do estado de São Paulo deve ser cobrado por ela.

André Pasti, Prof. Dr. Fabio Tozi, Prof. Dr. Fabricio Gallo, Gustavo Teramatsu, Luciano Duarte, Prof. Dr. Márcio Cataia, Prof. Dr. Vicente Eudes Lemos Alves e Wagner Nabarro são geógrafos da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) – Seção Campinas

Acompanhe a AGB no Facebook!

A AGB-Campinas preparou uma maneira fácil de acompanhar todas as seções locais da AGB no Facebook.

1) Acesse a lista.

2) Clique em “Seguir”.

3) Ao atualizar a página, a lista deve aparecer na coluna “Interesses”.

4) Clique na engrenagem e depois em “Adicionar aos Favoritos”.

5) A lista aparecerá em destaque na sua linha do tempo. Basta um clique para acessar as últimas postagens das seções da AGB!

 

Convocatória | Assembleia geral ordinária, 1º de outubro, às 17 horas

Prezados(as) associados(as)

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral ordinária a ser realizada no dia 1º de outubro de 2014 (quarta-feira), às 17h em primeira chamada e às 17h30 em segunda chamada, na sala EB-04, no prédio da Engenharia Básica (prédio de salas de aula do IG-Unicamp, na Rua João Pandiá Calógeras, n. 148, Cidade Universitária), para discussão da seguinte pauta:

1) Informes

ORDEM DO DIA
2) Prestação de contas (tesouraria) e relatório de atividades (secretaria)
3) Avaliação do IV Encontro Regional de Ensino de Geografia – Campinas
4) Criação de novos grupos de trabalho
5) Outros assuntos.

A inclusão de novos itens na pauta pode ser solicitada à secretaria por meio do e-mail campinas@agb.org.br até a manhã do dia 1º de outubro.

Diretoria Executiva Local

Rio Claro se reúne para discutir a AGB

Contribuíram Luciano Duarte (fotos), Gustavo Teramatsu, Marcela Barone e Natália Goldschmidt Guidetti (texto)

Foi na noite de 18 de setembro, ao ar livre, no gramado do prédio da Geografia, no campus de Rio Claro da Unesp, que mais de quarenta pessoas, entre professores e estudantes de pós-graduação e de graduação de Geografia, reuniram-se para discutir a Associação dos Geógrafos Brasileiros. A roda de conversa, que se estendeu por mais de duas horas, contou com a participação de não-sócios e de sócios das seções de Campinas e de São Paulo, entre eles os representantes da AGB — o professor Vicente Eudes Lemos Alves, diretor; o professor Fabricio Gallo; vice-diretor; Gustavo Teramatsu, secretário; e Luciano Duarte, tesoureiro (AGB-Campinas), Natália Bellentani (AGB-São Paulo) e os professores do curso de Geografia da Unesp, José Gilberto de Souza e Paulo Teixeira de Godoy. O professor Douglas Santos (AGB-São Paulo), convidado para a atividade, não pôde comparecer e justificou a ausência.

A reunião foi fruto de contatos iniciados nas assembleias das seções locais durante o VII Congresso Brasileiro de Geógrafos realizado em Vitória, há um mês. Entre os assuntos discutidos, foi destacado o papel da militância na construção horizontal da AGB — o professor Vicente lembrou de sua atuação da seção São Paulo como coordenador de intercâmbio de publicações, em meados da década de 1990, quando o diretor era o professor Armando Corrêa da Silva. Os estudantes presentes se interessaram em saber como se dá o funcionamento da Diretoria Executiva Nacional, a DEN, e das Reuniões da Gestão Coletiva, as RGCs. Para abordar o tema, os representantes da AGB-Campinas e AGB-São Paulo compartilharam suas experiências. Além disso, foi destacada a importância dos espaços de debates para a construção política da AGB a partir da diversidade de formas de atuação de cada seção local, tais como os grupos de trabalho (GTs), os encontros e as publicações científicas. Atualmente, mais de trinta seções locais em todas as regiões do Brasil vêm construindo a entidade.

Por fim, foram colocadas questões relacionadas ao papel dos estudantes de graduação na história da AGB, a importância institucional da associação no diálogo entre a universidade e a sociedade, desde o CONFEA/CREA até os centros acadêmicos, além de sua influência para a organização da luta e da atuação crítica dos geógrafos comprometidos com a transformação social. Os estudantes da Unesp apontaram a necessidade de buscar a história da antiga seção Rio Claro da AGB. Um grupo se disponibilizou a retratar esse histórico, a partir de relatos contados pelos antigos participantes e do resgate de documentos.

Sem dúvida, desde já o diálogo do dia 18 de setembro marca o início de um novo capítulo na história da AGB com a Geografia de Rio Claro, união que em muito contribuirá para a geografia brasileira.

Assembleia geral extraordinária da AGB | 18 de outubro, às 14 horas

Diante da inexistência de Chapa para a eleição da Diretoria Executiva Nacional da AGB para o biênio 2014-2016, a Assembleia Geral Ordinária realizada em Vitória no dia 16 de agosto de 2014, com fundamento no artigo 65 combinado com o artigo 16 e seguintes do Estatuto da AGB, deliberou pela convocação de Assembleia Geral Extraordinária para o dia 18 de outubro de 2014 às 14h na Sede da AGB, na Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo-SP, na (Av. Lineu Prestes, 338 – Geografia/História – Cidade Universitária).

Os associados presentes à Assembleia do dia 16 de Agosto de 2014 deliberaram que a Assembleia Geral Extraordinária do dia 18 de outubro de 2014 terá três pontos de pauta:
1. Eleição da Diretoria Executiva Nacional da AGB para o biênio 2014-2016;
2. Eleição do Representante da AGB no Sistema Confea-Creas;
3. Sede do 18º Encontro Nacional de Geógrafos.
Por fim, os associados presentes indicaram os associados Eduardo Carlini (AGB-São Paulo), Lara Caccia (AGB-Porto Alegre) e Paulo Alentejano (AGB-Rio) para compor a Comissão que organizará a Assembleia Geral Extraordinária do dia 18 de outubro próximo.

São Paulo, 18 de Agosto de 2014

Documentos

1. Convocatória da Assembleia Extraordinária da AGB
2. Convocatória para eleição da Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros – AGB, biênio 2014-2016
3. Estatuto da AGB

Convocatória | Assembleia extraordinária, 4 de agosto, às 17 horas

Prezados(as) associados(as)

a Diretoria da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral em caráter extraordinário a ser realizada no dia 4 de agosto de 2014 (segunda-feira), às 17h em primeira chamada e às 17h30 em segunda chamada, na sala EB-04, no prédio da Engenharia Básica (prédio de salas de aula do IG-Unicamp, na Rua João Pandiá Calógeras, n. 148, Cidade Universitária), para discussão da seguinte pauta:

1) Informes
2) Prestação de contas (tesouraria) e relatório de atividades (secretaria)
3) Participação da AGB-Campinas no VII Congresso Brasileiro de Geógrafos
4) Organização do IV Encontro Regional de Ensino de Geografia – Campinas
5) Participação da AGB-Campinas na X Semana de Geografia da Unicamp
6) Eleição de delegados para a 119ª Reunião da Gestão Coletiva em Vitória (ES)
7) Outros assuntos.

Solicitamos que, havendo a necessidade de inclusão de novos itens na pauta, a secretaria seja alertada até a manhã de segunda-feira (4/8) pelo e-mail campinas@agb.org.br.

Documentos para a reunião

a. Convocatória da 119ª RGC
b. Ata da 118ª RGC (para aprovação)

Sobre o preço da inscrição dos Encontros da AGB

As inscrições estão caras?

Alguns sócios consultaram a Diretoria da AGB-Campinas sobre os preços das inscrições do VII Congresso Brasileiro de Geógrafos. Esclarecemos que os preços das inscrições foram decididos na 117ª Reunião da Gestão Coletiva que aconteceu em Campinas entre 31 de janeiro e 2 de fevereiro de 2014. Para esta decisão, os delegados das seções locais e o representantes da Diretoria Executiva Nacional levaram em conta a previsão de inscrições (3 mil participantes) e os tetos orçamentários para cada um dos itens — alojamento, material para os congressistas, alimentação, taxas para a universidade, trabalhos de campo, material permanente, passagens e diárias para os convidados de mesas-redondas, além de outros gastos.

Houve uma preocupação em relação ao número de inscritos, pois excepcionalmente o CBG será realizado durante o mês de agosto, fora do período de férias das universidades, o que poderia comprometer a participação dos professores da educação básica. Isso contribuiu para um pequeno aumento no preço das inscrições.

O teto orçamentário do VII CBG é de 370 mil reais. Também na 117ª RGC foi prevista uma arrecadação de 312 mil reais com as inscrições. Para diminuir esta diferença nada desprezível, foram aprovadas as receitas provenientes de alojamento (que é em boa parte subvenciado pela AGB), taxas para livreiros, vendas de camisetas e inscrições de trabalhos de campo. Além disso, foram enviadas solicitações de auxílio para a Fapes, Capes e CNPq. O balanço financeiro do VII CBG será apresentado pela tesouraria da DEN oportunamente.

Assim, percebe-se que os valores da inscrição do VII CBG revelam a preocupação em, ao mesmo tempo, permitir a participação do maior número possível de geógrafos e estudantes de Geografia nos encontros da AGB sem comprometer as finanças da entidade.

Será que as inscrições estão mesmo caras?

Pensando nisso, a AGB-Campinas elaborou os gráficos abaixo, que traçam a evolução dos preços das inscrições entre 1992 e 2014 e o comparam ao salário mínimo. Os gráficos revelam que as inscrições estão muito mais baratas do que já foram, o que é compatível com o movimento atual de democratização à educação superior no Brasil, bem como com o compromisso da AGB aos seus princípios e finalidades dispostos no artigo 2º de seu estatuto.

Há algumas observações pontuais a serem feitas. Neste período de 22 anos, ocorreram mudanças nas categorias de inscrição, como será exposto no parágrafo seguinte. Também a maneira como as inscrições são feitas se transformou. Se em 1998 as fichas de inscrição eram enviadas por correio junto com um cheque nominal à AGB — na ficha, havia a mensagem para não ser enviado dinheiro ou vale postal –, em 2014 as inscrições são feitas online e o pagamento é feito com PagSeguro UOL, que dá opção de depósito bancário, boleto, débito online e parcelamento em até doze vezes no cartão de crédito. Facilidades do capital…

Em 1992 e 1994, com a instabilidade da moeda, o preço da inscrição era fixado em uma certa porcentagem do salário mínimo.

Em 1998, havia distinção para estudantes de graduação não-sócios e os demais não-sócios, o que não se repetiu nos anos seguintes. Já entre os sócios, os estudantes de graduação, os graduados e os professores de educação básica, e os professores universitários e demais profissionais deveriam pagar taxas diferenciadas. Em 2002, as categorias de inscrição foram apenas para 1) estudantes de graduação sócios da AGB,  2) demais sócios da AGB e 3) não sócios (sem distinção). Em 2004, foi concedido também desconto aos professores da educação básica sócios da entidade. Em 2008, foi concedido desconto aos sócios estudantes de graduação que participariam como ouvintes. Além disso, para aqueles que apresentaram trabalho, o preço da inscrição foi congelado até a data do evento. Contudo, não houve desconto para professores da educação básica. Em 2010, houve desconto para todos os sócios (inclusive profissionais e pós-graduandos), exceto os professores universitários. Em 2012 e 2014, os descontos para estudantes de graduação e de professores de educação básica se mantiveram equivalentes, o que revela a vontade política de ampliar o acesso destas duas categorias aos eventos e às discussões da AGB. Cabe ressaltar em que em todas as edições dos encontros e dos congressos os graduandos tinham a menor taxa de inscrição. E, curiosamente, o VII CBG cobra as menores taxas de inscrição máximas, em todas as categorias, em relação ao salário mínimo, entre todos os encontros da AGB desde 1998.

1996-2014

Se o valor bruto das inscrições aumentou, quando comparamos com os valores dos salários mínimos, temos o seguinte gráfico:

1992-2014

* * *

P.S. 1: Agradecemos qualquer auxílio no sentido de completar a série histórica, com as taxas dos encontros de 1990 e além.

P.S. 2: A página Geografia Depressão publicou a reposta da AGB-Vitória dias depois: