Edital 01/2017 – Eleição da AGB-Campinas 2017-2019

EDITAL AGB-CAMPINAS 01/2017
ABERTURA DE INSCRIÇÕES DE CHAPAS PARA A GESTÃO 2017-2019

A Diretoria Executiva da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas convoca por meio do presente instrumento as eleições para a Diretoria Executiva Local para a Gestão 2017-2019, conforme instruções e prazos especificados nos itens a seguir.

1) Do Calendário do Processo Eleitoral:

1.1) Inscrições das chapas: de 03/07/2017 a 07/07/2017.
2.1) Eleições: 10 e 11/07/2017.
2.3) Assembleia Extraordinária: 11/07/2017, às 18h, na sede social.

2) Do Processo Eleitoral:

2.1) As inscrições para chapas estarão abertas no período de 03/07/2017 a 07/07/2017.
2.2) A inscrição das chapas deve ser requerida em formulário próprio obtido na sede da AGB Campinas e vir acompanhada do respectivo plano de trabalho para a gestão 2017-2019, nos termos do Art. 33 do Estatuto da AGB Campinas.
2.3) A Comissão Eleitoral será responsável pelo recebimento dos requerimentos, orientações, esclarecimentos e avaliação da documentação entregue pelos candidatos das chapas.
2.4) Compete à Comissão Eleitoral promover e fiscalizar o processo de votação fazendo cumprir as disposições estatutárias e regimentais. Deverá ainda proceder a apuração dos votos, fazendo lavrar a ata de eleição e dar posse à nova Diretoria Executiva Local.
2.5) A votação ocorrerá por meio da plataforma LimeSurvey.

3) Dos documentos necessários para a inscrição:
Devem ser apresentados os seguintes documentos para a inscrição das chapas:
● Requerimento de inscrição da chapa, obtido na Sede da Seção Local, discriminados e preenchidos todos os cargos da Estrutura Administrativa pelos integrantes da chapa.
● Comprovante de inscrição de pagamento da anuidade da AGB, para cada integrante da chapa.
● Cópias dos documentos de identidade (RG) e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de todos os integrantes da chapa.

4) Da Posse:
4.1) A posse da nova Diretoria Executiva Local terá início ao final do processo eleitoral, pelo período de 2 (dois) anos e seu término se dará em 10 de julho de 2019.
4.2) Não havendo chapas inscritas ou chapa eleita, a atual gestão terá seu mandato prorrogado por mais 30 dias e convocará nesse mesmo prazo a Assembleia Geral Extraordinária para a realização de novas eleições.

5) Das Disposições Gerais:
5.1) Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria Executiva da AGB Campinas.
5.2) Outras informações e dúvidas podem ser encaminhadas à Comissão Eleitoral — Éverton Vinícius Valezio, Paulo Roberto da Silva Rufino e Stéphanie Rodrigues Panutto — pelo e-mail: secretaria@agbcampinas.com.br

Campinas, 28 de junho de 2017.

Inscrições abertas para a oficina “Como mentir com mapas: desvendando o caráter ideológico dos mapas”

Na manhã do dia 7 de junho, quarta-feira, a AGB-Campinas receberá o Prof. Dr. Lindon Fonseca Matias (DGEO/IG/Unicamp) na oficina Como mentir com mapas: desvendando o caráter ideológico dos mapas. A atividade acontecerá na sala EB11, na Engenharia Básica (Rua João Pandiá Calógeras, Cidade Universitária “Zeferino Vaz”, em frente ao Instituto de Geociências). As inscrições são gratuitas e serão emitidos certificados para os participantes. Inscreva-se abaixo:

Curso “Introdução ao Geoprocessamento como Análise Espacial”

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INSCRITOS

Ana Júlia Silva Ribeiro
Camila Mariana de Godoi
Cláudia Fonseca Baldini
Daiane Hernandes Gonçalves
Daniele Cristina Aguiar Lopes
Deyse Cristina Brito Fabrício
Fernanda Peixoto Silva
Flávia Batista Tognolo
Henrique da Silva Zorzetti
Isabelle Salazar Vieira Alves
José Augusto Faria de Araújo
José Camilo Carlos Júnior
Júlia Marina Teixeira da Silva
July Ane Vilella
Larissa Calvo Abilio
Larissa Escandoleiro de Oliveira
Laura Butti do Valle
Lucas da Silva Stahl
Luiz Eduardo Gonçalves
Marco Aurélio de Arruda Barros
Mayara Taisa Ceconi dos Santos
Mayra Abboudi Brasco
Priscila Oliveira de Carvalho
Rayssa Nitali Souza Rosário
Rodrigo de Azevedo
Sara Pacheco Giesbrecht
Stefanie Aparecida Rubia Santos
Thiago de Paula Nardelli
Victor Hugo Costa
Viviane Gomes de Araújo

ESPERA

Luiz Fernando Vieira dos Santos
Allan Eduardo Cano
Ronaldo da Silva Monteiro
Fernanda Cristina Carvalho Milani
Fabio Henrique Nunes Mota
Beatriz de Aragão Sadalla
Marina Betetto Drezza
Diego Sullivan de Jesus Alves
Marcela Cardoso Machado de Campos
Clayton Henrique Alves da Silva
Izabella de Oliveira Rodrigues
Maristella Cruz de Moraes
Danilo Carneiro Valente
Jaqueline de Fátima Domingos
Sarah de Sousa Oliveira
Isabela Soares Reis
Thiago Chiquetto Rubem
Isabella Gualtieri Elias
Carlos Espindola Ramos Junior
Tabita Barbosa Pereira
Hugo Guilherme Cantanhede de Abreu
Veronica Gauri de Oliveira e Souza
João Henrique dos Santos
Mariana Bastos Mariano
Bruna Tacidelli Freitas
Bruna Ribeiro Machado Tonso
Maria do Carmo Maia da Silva
Abrão Pereira de Araújo
Henrique dos Santos Curi
João Gilberto Rodrigues Almeida
Carolina Dantas de Lima
João Felipe Marras Malveiro
Luana Funchal Couto
Fernanda Kristen da Silva Pedro
Felipe Marques
Cristina Batista de Castro Ribeiro
Paulo Domingos da Conceição
Gustavo Casteletti de Alcântara
Breno Pires Pilot
Rodrigo de Almeida
Patricia Gonçalves Cardosoo
Isabela Nonato Criado
Otávio Zilioli Catelano
Rafael Barbosa de Lima
Beatriz Paula Odorcik
Renato Saturnino dos Santos
Júlia Ramos Varela Carvalhaes
Pedro Rafael Candiani Dias
Vanessa Cristina Barbosa
Maurício Corégio da Silva
Andressa Jociane Franzotti Menos
Elza Pereira da Silva
Daniella Theodoro de Souza e Souza
Isabella Freitas Silva
Joel Viltus
Paulina Hossri Fernandez
Luciano Pinto da Silva
Kátia Amorim Capuchinho

Nota sobre a Reforma do Ensino Médio (DEN/AGB)

NOTA SOBRE A REFORMA DO ENSINO MÉDIO

No último dia 8 a Medida Provisória (MP 746/2016) que trata da reforma do ensino médio foi aprovada pelo Senado e, no dia 16, sancionada por Michel Temer. Apesar das fortes críticas, por parte da sociedade brasileira, à referida MP, com destaque para as ocupações das escolas e universidades, o Congresso Nacional promoveu apenas alterações pontuais no texto original. A implementação dessa reforma representará retrocessos históricos para a educação pública do Brasil.

A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), em consonância com seu histórico de compromisso com as lutas sociais e em defesa do direito à educação pública de qualidade, tem se posicionado nos últimos anos frente às políticas educacionais direcionadas para as mudanças na Educação Básica, por exemplo, em relação a proposta do MEC de construção da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), resultando, inclusive, no tema do XVIII Fala Professor ” (Qual) é o fim do ensino de Geografia?” , ocorrido em Catalão (GO), em 2015. Desde o ano passado a AGB passou a somar forças com movimentos sociais e entidades na denúncia da famigerada MP 746/2016 (reforma do ensino médio), dentre outras medidas postas em prática pelo atual Governo Federal.

A reforma do ensino médio foi pautada de forma acelerada e com ausência de diálogo com as entidades acadêmicas e representantes dos trabalhadores em educação, por parte do Governo Federal e do Congresso Nacional. Além de críticas ao processo, AGB também tem se colocado contrária à concepção de educação (reducionista, tecnicista e hierárquica) carregada por esta MP, aos seus significados políticos (os interesses de grupos privados sobre a educação pública) e buscando denunciar as consequências e os riscos dessa iniciativa para a escola pública e o ensino de geografia e das ciências humanas em geral.

A MP do ensino médio compõe um conjunto de medidas do atual Governo que a médio e a longo prazo provocarão sérios prejuízos à formação de estudantes e consolidando barreiras ao acesso à Educação Superior Pública. Nesse sentido, é fundamental, que a sociedade fique atenta ao processo de implantação da MP do ensino médio nos municípios e estados, buscando intervir na restruturação curricular e denunciando as consequências nefastas dessas mudanças para educação pública, para os trabalhadores em educação e para a sociedade brasileira. A AGB conclama suas Seções Locais e Grupos de Trabalho de Ensino para intervirem e construírem espaços coletivos de reflexão, como forma de resistência às contínuas perdas de direitos que este Governo tem produzido.

Associação dos Geógrafos Brasileiros
Diretoria Executiva Nacional – DEN 2016-2018
Brasil, 17 de fevereiro de 2017.

Carta Aberta: A imprescindível crítica à reforma do Ensino Médio e o papel da Geografia (ANPEGE)

CARTA ABERTA: A IMPRESCINDÍVEL CRÍTICA À REFORMA DO ENSINO MÉDIO E O PAPEL DA GEOGRAFIA

A comunidade acadêmica, professores e pesquisadores da área de Geografia, através de sua Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Geografia (ANPEGE), vem externar a defesa de uma análise crítica séria e democrática sobre a Reforma do Ensino Médio, ora em tramitação, e o papel secundário dado à Geografia como campo de conhecimento, imprescindível na abordagem dos principais problemas contemporâneos, especialmente aqueles que envolvem a leitura integrada dos processos de globalização e fragmentação, a dinâmica geopolítica e as relações sociedade-natureza.

Neste sentido, questionamos:

  1. A forma apressada com que foi promovida a Reforma do Ensino Médio que, ao contrário de outros países, onde envolveu vários anos de amplo debate, desconsiderou muitos dos agentes e/ou áreas envolvidos.
  2. O caráter prioritariamente técnico-profissionalizante da Reforma, restringindo a formação humanista, em especial, para aqueles que optarem por formações mais tecnológicas, já que as disciplinas estão contempladas em itinerários formativos: Linguagens e suas Tecnologias; Matemáticas e suas tecnologias; Ciência da Natureza e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e Formação Técnica Profissional, podendo ser oferecido, a critério das escolas, apenas um desses itinerários.
  3. A ausência da Geografia como disciplina obrigatória: apesar da permanência da Geografia no que tange ao Ensino Fundamental, no que se refere à Reforma do Ensino Médio a temática é nebulosa, tornando incerta a presença da disciplina na formação dos estudantes. Tal disciplina poderá ser contemplada no eixo de Ciências Humanas, entretanto, essa possibilidade dependerá do que for construído na BNCC relativa ao nível médio, ainda, amplamente desconhecida.
  4. A viabilidade da louvável extensão da carga horária e a educação em tempo integral, diante das condições de precariedade e a contenção de verbas vividas em nível nacional.
  5. A contratação de profissionais com “notório saber”, que abre margem para profundas discrepâncias na qualidade do ensino e a desvalorização de profissionais com formação específica em suas áreas.

Em síntese, uma reforma nessas bases peca pela ausência do debate crítico no diálogo com aqueles que efetivamente deveriam ser seus protagonistas, os professores e alunos e, ao não reconhecer a obrigatoriedade de uma disciplina como a Geografia, cada vez mais valorizada diante das problemáticas contemporâneas, vai contra o propósito básico da educação, a construção e o fortalecimento de uma cidadania plena.

Diretoria da ANPEGE
Porto Alegre, 17 de fevereiro de 2017.

Lançamento de nova edição do Boletim Campineiro de Geografia (v. 6, n. 1)

Boletim Campineiro de Geografia: novo número em http://agbcampinas.com.br/bcg

O conteúdo desta edição traz aportes a uma leitura rigorosa e atual das dinâmicas do espaço geográfico, trabalhando com facetas do capital, da urbanização e da política. Há diversos artigos de grande importância, uma tradução inédita de Alejandro Rofman, uma entrevista com a geógrafa chilena Sandra Fernández Castillo e uma resenha da recente obra de José de Souza Martins.


Capa: “Detroit Industry” (1932), de Diego Rivera.

Carta Aberta ao Conselho Nacional de Justiça

Os coletivos, associações científicas e profissionais sem fins corporativos e movimentos sociais nacionais abaixo assinados, vêm a público manifestar repúdio às ilegalidades cometidas em nome do combate à corrupção por instituições e agentes estatais que afrontam ao Estado Democrático de Direito e aos Direitos Fundamentais conquistados na Constituição da República de 1988. As ações de combate à corrupção, em especial àquelas no âmbito da operação “Lava Jato”, vêm sendo difundidas seletivamente pelos grandes grupos de imprensa e se realizam em detrimento de direitos e garantias fundamentais presentes na Constituição brasileira. O que vem se observando nos últimos meses é uma enorme parcialidade do processo investigativo atingindo seletivamente apenas uma parcela das pessoas investigadas. Esse fato demonstra o uso político da operação que é constatado nos diversos episódios midiáticos de execuções de mandados, ordens de prisão e condução coercitiva, como ficou evidenciado na condução do ex-presidente Lula, ainda que inexistentes as situações previstas no Artigo 206 do Código Processual Penal. Além disso, o vazamento seletivo e antecipado de informações a determinados grupos de imprensa fere o direito de defesa dos envolvidos e retira a possibilidade da sociedade brasileira em saber a verdade dos fatos.

Ressalta-se ainda a urgência de se iniciar um amplo debate na sociedade brasileira sobre a necessidade de controle social do Poder Judiciário, da mesma forma e alcance que se espera dos Poderes Executivo e Legislativo em relação à transparência e responsabilização por seus atos. Nesse sentido, repudiamos também as manifestações de cunho corporativista e patrimonialista de apoio ao juiz Sergio Moro promovidas pela Associação de Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e pela Associação de Magistrados Brasileiros (AMB) que ignoram seletivamente as ilegalidades cometidas no âmbito da “Lava Jato”. Também denunciamos as chamadas “10 Medidas Contra a Corrupção” promovidas em parceria com o Ministério Público Federal do Paraná parcialmente inadequadas aos direitos assegurados pela Constituição, tais como restrição do habeas corpus, criação de tipos penais que causam inversão do ônus da prova que caberia à acusação e inobservância do direito ao contraditório.

As interceptações telefônicas divulgadas em 16 de março de 2016, no momento em que manifestações já ocorriam nas ruas de diferentes cidades brasileiras e obtidas de forma ilegal deflagram a atuação do magistrado e de instituições do Judiciário que não coadunam com suas respectivas funções e que culminaram em convulsão social. Ressalta-se que a divulgação de interceptação telefônica obtida ilegalmente e depoimentos posteriores também se configuram em crimes previstos na Lei 9.296/1996, Art. 9º (“a gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial”) e na Lei 7.170/1983, em seus artigos 21 a 23 (revelação de segredo obtido em razão de cargo relativa a ações policiais, caluniar ou difamar Presidente da República imputando fato como crime ou ostensivo à reputação ou ainda dar publicidade a processos ilegais para alteração da ordem política ou social).

Requeremos, nesse sentido, que o Conselho Nacional de Justiça não se furte de suas atribuições institucionais (previstas no §5º do Art.103-B da Constituição Federal e Artigo 31 do Regimento Interno do CNJ) para o acompanhamento e fiscalização das ações ilegais cometidas e amplamente divulgadas pelo Juiz Sergio Moro, Ministério Público Federal do Paraná e a Polícia Federal. Solicitamos veementemente, do mesmo modo, que se manifeste de forma célere e tempestiva seu posicionamento frente ao golpe de Estado engendrado com o amplo uso de instituições estatais.

As entidades aqui relacionadas assumem seu papel protagonista na conquista de diferentes direitos sociais e defendem toda e qualquer investigação sem restrições ideológicas ou partidárias, porém reafirmam não compactuar com o uso político de instituições estatais na conformação do golpe de estado em curso.

Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas
Associação dos Geógrafos Brasileiros – Diretoria Executiva Nacional
Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Porto Alegre
Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção São Paulo
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (Anpege)
Associação de Docentes da Unicamp (Adunicamp)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística  (ANPOLL)
Fóruns e Redes de Defesa dos Direitos da Cidadania do Maranhão
Relatoria Estadual de Direitos Humanos dos Fóruns e Redes de Cidadania (MA)
Centro de Desenvolvimento Comunitário de Maravilha (CDECMA)

Para assinar, entre em contato: campinas@agb.org.br