Nota de pesar: Maria Teresa Miguel Couto de Camargo (1989-2021)

Recebemos, com pesar, a notícia da morte da jovem professora de Geografia Maria Teresa Miguel Couto de Camargo, ocorrida em São José dos Campos há uma semana, no último dia 20 de fevereiro, em decorrência da covid-19.

A breve carreira foi nas escolas públicas às margens do rio Paraíba do Sul. Formada em Estudos Sociais pelas Faculdades Integradas de Cruzeiro, com Habilitação em Geografia, Maria Teresa lecionava na rede estadual há mais de uma década e se preparava para mais um ano letivo — mas, desta vez, com todas as preocupações e as incertezas relacionadas à pandemia.

Ela havia completado 32 anos no último dia 6. No dia 9, afastou-se das atividades docentes. Foram dez dias de internação na UTI. Faleceu apenas dois dias depois da mãe, Selma, que também teve complicações graves da doença. As duas teriam se infectado em Cachoeira Paulista, município de residência da família.

Maria Teresa residia em Caçapava. Sua morte acontece no momento de agravo do número de casos e óbitos decorrentes da covid-19, de graves problemas operacionais na campanha de vacinação e das discussões quanto à reabertura das escolas para as aulas presenciais, que está sendo incentivada pelo secretário estadual de Educação Rossieli Soares. Ele se manifestou sobre a morte da professora, aproveitando para a atacar a Apeoesp, o sindicato dos professores. A Rede Emancipa fez um ato simbólico em frente à Escola Estadual Ministro José de Moura Resende — do Programa de Ensino Integral —, onde a professora trabalhava.

Neste momento de luto, a Diretoria da Associação dos Geógrafos Brasileiros — Seção Campinas se solidariza com a família, com os alunos e com os amigos que a professora Maria Teresa deixou.

Campinas, 26 de fevereiro de 2021.

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