2/10: Fora Bolsonaro

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A Associação dos Geógrafos Brasileiros — Seção Campinas subscreve a convocação da seção São Paulo para os atos deste sábado, 2 de outubro.

Em Campinas, a concentração será no Largo do Rosário, às 9 horas. Em São Paulo, o ato acontece na Avenida Paulista, às 13 horas.

Acompanhe: Fora Bolsonaro Campinas

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CONVOCAÇÃO AGB-SP PARA OS ATOS DO DIA 2/10: FORA BOLSONARO!

A Associação dos Geógrafos Brasileiros, Seção São Paulo (AGB-SP) convoca seus associad@s, e demais membros da comunidade geográfica, a participarem com vigor dos atos organizados para o próximo dia 2/10, em todo o território nacional. Estas manifestações agregarão as principais centrais sindicais, movimentos sociais populares, representantes estudantis e de professores, partidos progressistas, além de uma gama enorme de associações e coletivos que se preocupam com a atual conjuntura, e gritam por melhores condições de emprego, em favor da vida, da renda, contra o negacionismo, a fome e a carestia!

A gravidade da situação se agudiza a cada dia, a cada semana, principalmente em função da natureza fascista, retrógrada e hostil do grupo político que hoje ocupa o Executivo Federal. Para além de todo uso desonesto e covarde que este grupo fez das redes sociais para garantir sua eleição e para se manter no poder, desde seu primeiro dia de governo o atual mandatário da República vem implementando medidas que ferem gravemente o Estado de Direito, a economia popular, as condições de ensino e pesquisa públicos, assim como o direito da população a ter empregos dignos, educação de qualidade, liberdades individuais e saúde íntegra e preservada. É absolutamente inadmissível alcançarmos as 600.000 mortes no país pela epidemia da Covid, sabendo que cerca de 70% delas poderiam ter sido evitadas, se políticas sérias de prevenção e combate ao vírus tivessem sido postas em prática.

Na esfera da economia, o facínora e sua equipe seguem sabotando a legislação que protege os direitos trabalhistas, privatizam empresas públicas que são essenciais para a vida cidadã (como a Petrobrás, a Eletrobrás e os Correios) e se negam a propor políticas econômicas que aumentem o emprego, e que possam levar à maior autonomia produtiva e financeira do país (mantendo assim a subordinação da nação aos Estados e corporações multinacionais do centro do sistema-mundo).

Nas práticas da diplomacia e das relações internacionais, vão se acumulando toda sorte de impropérios, retrocessos e autossabotagens delirantes. As tentativas de criação de solidariedades regionais com países latino-americanos têm sido fortemente atacadas, num momento em que governos progressistas voltam a ser eleitos em nosso continente. Para além de uma subserviência tacanha aos interesses norte-americanos – país que tem responsabilidade direta em todas as violentas ditaduras implementadas na América Latina entre os anos 1960 e 70 – atitudes hostis e preconceituosas são explicitamente assumidas contra países que possuem matrizes culturais e históricas distintas da nossa, numa mistura de chauvinismo político com toda sorte de racismos, preconceitos e provincianismos, que limitam de vez as possibilidades de nossa inserção internacional de forma solidária e articulada.

No plano da ciência, do ensino e da cultura, a ação dos atuais mandatários é também devastadora. Para além do esgotamento proposital de verbas e formas de financiamento público das atividades artísticas não-comerciais, da pesquisa e do ensino, são cada vez mais comuns tentativas de controle ideológico de universidades e institutos de pesquisa de grande prestígio, com graves prejuízos para a produção de conhecimento e de estatísticas básicas que poderiam servir de insumo para a melhoria da vida da população, e para nossa emancipação nacional. Na esfera pública, são diários os ataques ao conhecimento científico-acadêmico, assim como àqueles que o praticam, sob argumentações obscurantistas e retrógradas que atravancam ainda mais o avanço da difusão de um saber libertário, comprometido com causas públicas. Escolas militares se difundem por todo o território, criando perigosos “sub-sistemas” no ensino médio e fundamental, estes sim fortemente baseados em ideologias autoritárias e obscurantistas.

Nas questões ligadas ao meio ambiente, as políticas em curso são ainda mais predatórias. O avanço de formas de uso do território destrutivas tem se intensificado, principalmente nas áreas do cerrado e nas fronteiras de baixa densidade de ocupação na Amazônia. Lobbies de grandes produtores rurais, de empresas mineradoras estrangeiras, assim como as mais agressivas práticas de garimpo ilegal foram empoderadas, ameaçando gravemente tanto as populações tradicionais locais (ribeirinhos, camponeses e indígenas), assim como a própria riqueza e diversidade da fauna e da flora tropical que ainda nos resta.

Estes são alguns dos principais motivos pelos quais a AGB-SP conclama seus associados e simpatizantes e se mobilizarem. A luta para neutralizarmos essas afrontas fascistas está projetada tanto nas redes sociais – e no “ciberespaço” –, quanto em contatos presenciais cotidianos, incluindo nossa participação efetiva em manifestações políticas como estas do próximo dia 2/10. Trata-se uma necessidade política imperativa, além de um dever democrático e cidadão, estarmos em grande número nas ruas e fazer valer a voz da população que vem sendo a cada dia mais vilipendiada em seus direitos mais básicos! NÃO AO FASCISMO! FORA BOLSONARO!

Diretoria Resistência Democrática (2020-2022)

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