A respeito da Orientação para as Diretrizes Curriculares de Geografia — Propostas Preliminares 1 e 2

A fim de subsidiar a discussão da Reunião de Gestão Coletiva da Associação dos Geógrafos Brasileiros a respeito da Orientação para as Diretrizes Curriculares de Geografia — Proposta Preliminar 2, tema de consulta pública da Comissão da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, apresentamos um comparativo entre os textos das duas versões, a primeira de 1/9/2020 e a segunda de 26/4/2021. O texto excluído da primeira versão está tachado em vermelho, e o texto incluído na segunda versão está sublinhado em verde.

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O cotejo das versões evidencia que a versão atualizada do documento não apresenta alterações substanciais à primeira, já amplamente debatida e repudiada em diversos momentos pela AGB — inicialmente, em comissão criada com a finalidade de analisá-la; após, em atividade de leitura crítica, aberta ao público, que resultou na Carta aberta da comunidade geográfica brasileira sobre a reformulação das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de Geografia, com 2.443 signatários entre os membros da comunidade geográfica brasileira, tudo isso em 2020. Ressalta-se também que no primeiro semestre de 2021, a mobilização da Associação resultou nas atividades do Ciclo de Diálogos — AGB Debate — Políticas Educacionais Contemporâneas: O Ensino de Geografia sob ameaça (1988-2021).

As alterações se concentram meramente na inclusão de nove referências bibliográficas e na Apresentação do documento, sobretudo para especificar a proposição do tecnólogo em Geografia:

Especificamente nos cursos de Geografia espalhados nas diversas IES, tecnólogos em geoprocessamento, agroindústria, agronegócio, gestão de cooperativas, petróleo e gás, gestão de turismo, gestão ambiental, saneamento ambiental e mais um rol expressivo de formações superiores deste nível são altamente compatíveis com as grades curriculares da área. (p. 2)

(…)

Reforça-se que tal condição não prevê a formação de um ‘tecnólogo em Geografia’ (formação inexistente no campo profissional dos tecnólogos superiores), mas sim o estabelecimento da possibilidade (pois seria opcional essa flexibilização para as IES interessadas) de oportunizar mais uma formação profissional superior através dos currículos de Geografia no país. (p. 2)

(…)

o tecnólogo superior (opção ou opções definidas pelas IES e seus cursos), formado, mesmo que parcialmente pelas grades da Geografia, para atuar como especialista superior no mercado de trabalho regional, e cuja expertise e saberes específicos da Geografia estruturariam a sua formação profissional. Espera-se que tal opção de grade curricular de nível superior oportunize, aos seus discentes, os conhecimentos acadêmicos e didático-pedagógicos das duas outras habilitações correntes da Geografia, para que os futuros tecnólogos possam atuar de forma interdisciplinar, complexa e flexível como parte de um todo sistêmico e multiescalar formado por essa Ciência.

(…)

Como já mencionado, não há intencionalidade de formação de um tecnólogo superior em Geografia, mas sim em permitir que as especificidades curriculares dos cursos de Geografia, por todo o Brasil, possam colaborar com a formação de tecnólogos, atendendo demandas profissionais regionais. Tal decisão caberá aos colegiados das IES envolvidas, sendo uma opção político-institucional e funcional para os ambientes de formação superior onde há cursos de graduação em Geografia. (p. 10)

(…)

O ‘saber fazer’ passa a ser a tônica das dinâmicas de avaliação (p. 13) 

Campinas, 29 de julho de 2021.

Diretoria Executiva Local

Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) — Seção Campinas

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