Minicursos da XII Semana de Geografia da Unicamp: dia 6/11

A Comissão Organizadora da XII Semana de Geografia da Unicamp divulgou a relação de minicursos que serão oferecidos na noite de quarta-feira, dia 6 de novembro, no Instituto de Geociências da Unicamp.

Cada curso tem 25 vagas e não são necessárias inscrições prévias. Basta comparecer à sala indicada, no horário de início do curso!

Folhas Sagradas – Fitoterapia e Ancestralidade

com Vinícius Cassiolato. Sala IG209, às 10 horas

Por meio de roda de conversa e experiências práticas com o reino vegetal, o mini-curso “Folhas Sagradas – Fitoterapia e Ancestralidade” tem como objetivo possibilitar o primeiro passo para a reconexão com a sabedoria das plantas. Tendo como base a oralidade e bibliografias específicas, iremos ao encontro da sabedoria de nossos ancestrais assim como as suas relações fitoterápicas.A vivência perpassará por histórias milenares perpetuadas pelas Casas de Axé, dinâmica de reconexão “Ciranda de Ossaim”, aspectos da Cosmovisão Africana, transição continental de plantas sagradas, plantio, colheita e experimentação prática no preparo de Chás, Banhos, Tinturas e Sprays.

Cidades Includentes: O dever de desguetização da população negra. Estudo cruzado entre Campinas, Brasil e Cidade do Cabo, África do Sul

com Waleska Miguel Batista. Sala IG214, às 19 horas

A Agenda da ONU/Habitat III recomenda que as cidades sejam includentes, buscando, por meio de planejamento urbano a eliminação de todos os tipos de desigualdades sociais, incluído aqui, de forma explícita, o racismo. Brasil e África do Sul possuem similaridades no que respeita a segregação socioespacial segundo critérios étnicos, já que ambos os países parecem possuir o racismo como um fundamento de suas relações sociais, o que contraria os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU/Habitat, especificamente, o ODS número 11, de tornar as cidades racialmente includentes. Apresenta-se o estudo de caso cruzado envolvendo a apartação socioespacial de Campinas (Brasil) e Cidade do Cabo (África do Sul), para o fim de analisar a segregação territorial e o dever do Estado de desguetização da população negra por meio de planejamento urbano.

Territorialidade da fronteira e novos agentes de novos lugares: uma contribuição ao estudo da fronteira do Haiti e da República Dominicana

com Guerby Sainte. SalaIG 211, às 19 horas

Breve resumo: Este minicurso tem como objetivo analisar a produção de ideias sobre o crescimento de uma região ocorre em ambiente marcado pelas origens históricas, pelas configurações políticas e geoestratégicas, ademais da própria estrutura física da fronteira do Haiti e da República Dominicana. No cenário atual, a fronteira é de grande relevância que parece desvanecer-se em escala global, nacional e, conduzindo o processo de relativização multiforme do Estado. É necessário analisar como é essencial no estabelecimento do controle do território com o efeito da evolução das técnicas de atravessamento, fortalecimento e controle geopolítico e de eventos demográficos, a expansão e a dinâmica das trocas entre as populações fronteiriças, em considerações políticas de uma ampla interdependência estatal, e também procurar entender como as raízes colonialistas influenciam na desigualdades socioespaciais de dois Estados.

Mapeamento Geoparticipativo em Territórios de Populações Tradicionais

com Antonio Cruz. Sala IG216, às 19 horas

O minicurso abrange conceitos teóricos-metodológicos de mapeamento participativo em territórios de populações tradicionais enquanto possibilidade de entrada na dimensão do cotidiano, a partir das experiências de pesquisa do autor no estado do Maranhão. Buscaremos discutir as riquezas da troca de conhecimento entre Academia e Saberes Tracionais a partir do mapeamento geoparticipativo.

Relações Étnicos Raciais Brasileiras no Ensino de Geografia a partir do raciocínio geográfico

com o APEGEO. Sala IG212, às 19h30

A presente oficina busca tratar das relações étnicos raciais brasileiras por meio de um viés educacional, partindo dos princípios do Raciocínio Geográfico, presente na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Documento este que prevê educação das relações étnico-raciais e ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena (Leis nº 10.639/2003 e 11.645/2008). A Oficina está dividida em dois momentos, o primeiro abordando a discussão de Raciocínio Geográfico e Espacialidade do Fenômeno e o segundo operacionalizando os debates propostos com dados étnicos raciais como, por exemplo, renda, educação, saúde, mortalidade e moradia da população negra.

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