Convocatória: Assembleia ordinária, 18/09/2019, às 16h

Prezados(as) associados(as),

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral local ordinária a ser realizada no dia 18 de setembro de 2019 (quarta-feira), às 16 horas em primeira chamada e às 16 horas e 15 minutos em segunda chamada, sala 211 do Instituto de Geociências da Unicamp (Rua Carlos Gomes, 250, Cidade Universitária, Campinas-SP), para discussão da seguinte pauta:

Informes

ORDEM DO DIA

  1. Calendário eleitoral
  2. 139ª Reunião de Gestão Coletiva (Presidente Prudente, 20 a 22 de setembro)
  3. Outros assuntos

Esperamos poder discutir encaminhamentos da seção local para a 139ª RGC, envolvendo:

  • Indicar os(as) delegados(as) que representação da seção na RGC;
  • Propor destaques na ata da 138ª RGC;
  • Propor eixos temáticos e mesas-redondas para o XX ENG, considerando o tema do evento e diretrizes votadas na 138ª RGC;
  • Articular-nos para a elaboração das ementas das seguintes atividades no XX ENG: EDPs (junto com a SL-BH); Oficinas e minicursos (junto com as SL-JP e SL-Rio); e Trabalhos de campo (junto com as SL-SP, SL-PP e SL-ABC);
  • Discutir a situação financeira da AGB.

Documentos para a reunião

I Exposição Tekoá Morotï: Território Guarani, de 18/09 a 31/10

Vem aí a imperdível Exposição Tekoá Morotï: Território Guarani, que visa estabelecer um diálogo entre os saberes indígena e não indígena por meio das dimensões da antropologia, a partir do cotidiano, da cosmologia, das tradições e das técnicas Guarani, da geografia e da biologia. Serão abordados os materiais de apoio didático elaborados, as representações artísticas e sistemáticas de vivências na aldeia e de elementos do espaço. Além disso, a presença dos Guarani como protagonistas da exposição é fundamental, na medida em que eles podem trazer seus próprios pontos de vista, sendo os interlocutores de sua história.

Colocar em pauta e discutir a questão indígena tem sido cada vez mais importante, na medida em que, historicamente, os direitos dessas populações vêm sofrendo constantes ataques que, vale lembrar, atualmente têm sido ainda mais intensos. Nesse sentido, a presença da temática indígena na exposição cultural de uma universidade pública como a Unicamp ajuda a reconhecer a importância tanto da presença indígena nesse espaço quanto dos debates que envolvem esse tema. Esta é, portanto, uma grande oportunidade para prestigiar e aprender mais sobre o povo Guarani e com o povo Guarani.

A exposição acontece no Instituto de Geociências da Unicamp e duas atividades marcarão sua inauguração:

Mesa-redonda “Povos Guarani: direitos socioterritoriais e contexto atual” – dia 17/09, às 19h

Mesa-redonda “Presença indígena nas universidade e o conhecimento tradicional” – dia 18/09, às 19h.

ambas com Sérgio Macena, Cláudio Benite e Antônio Macena, lideranças Guarani da TI Tekoá Moroti.

Concurso de Campinas: a prova de Geografia

Neste domingo, dia 08 de setembro, de muito calor e baixa umidade, mais de mil candidatos, espalhados em diversas escolas e faculdades em toda a cidade de Campinas — a distribuição seguiu a ordem alfabética do nome de todos os inscritos — realizaram aguardada prova do concurso público da Prefeitura Municipal para o cargo de professor da educação Básica III, na disciplina de Geografia.

A prova continha dez questões de Língua Portuguesa (20 pontos), cinco questões de Matemática (5 pontos), dez questões de Conhecimentos Pedagógicos e Legislação (10 pontos) e vinte e cinco questões de conhecimentos específicos (50 pontos), perfazendo 85 pontos. A nota mínima para habilitação é 50 pontos.

Os candidatos também redigiram redação dissertativa com o tema “Devem ser reconhecidos os vínculos empregatícios entre Motoristas e Uber?”. Os 300 candidatos habilitados mais bem colocados terão a redação avaliada, conforme edital.

O resultado da prova objetiva será divulgado em 11 de outubro.

Você pode simular sua nota no site Olho na Vaga.


A seguir, divulgamos as provas e seus gabaritos:

  1. Versão 1
  2. Versão 2
  3. Versão 3
  4. Versão 4

Gabarito 1

Gabarito 2

Gabarito 3

Gabarito 4

Grupo se reúne para debater O Espaço do Cidadão. Dia 11/09 às 17h

O Centro Acadêmico de Geografia e Ciências da Terra da Unicamp está promovendo um grupo de estudos para debater as obras de Milton Santos. O primeiro encontro começa no dia 11/09 (quarta) às 17 horas, no Instituto de Geociências. Todos os interessados estão convidados para debater o livro O Espaço do Cidadão. Esta primeira reunião se debruçará sobre o Prefácio e a Introdução e o primeiro capítulo (Há cidadãos neste país?). Informações no grupo de WhatsApp.

Geografia da Unicamp recebe Ana Cristina Fernandes. Em pauta, o Future-se e a financeirização da educação

A professora Ana Cristina Fernandes, do Departamento de Ciências Geográficas da Universidade Federal de Pernambuco, líder do Grupo de Pesquisa em Inovação, Tecnologia e Território, palestrará sobre “O projeto Future-se e a perspectiva da universidade pública no Brasil”. A atividade é organizada pelos Programas de Pós-Graduação em Geografia e Política Científica e Tecnológica da Unicamp e acontecerá no Auditório do Instituto de Geociências da Unicamp no dia 17 de setembro (terça-feira), com início às 16 horas.

Leia o texto: Riscos que vão além da privatização: indícios da lógica de financeirização embutida no Future-se

Nota de pesar: Eduardo Carlos Pinto (1947-2019)

Comunicamos, com pesar, o falecimento do geógrafo e professor Eduardo Carlos Pinto, ocorrido na cidade de São José dos Campos na manhã desta terça-feira (03/09). Muito reconhecido por geógrafas e geógrafos do Vale do Paraíba, o professor Eduardo formou-se em Geografia na Faculdade Salesiana de Lorena, em 1971. Possuía também formação em História e em Direito. Foi vereador do Partido dos Trabalhadores em Taubaté entre 1989 e 1992. Por muito tempo foi professor de Geografia da rede pública estadual, na E.E. Deputador César Costa. Foi fundador do curso de Geografia da Universidade de Taubaté, onde defendeu com distinção, em 2001, o mestrado em Ciências Ambientais intitulado “A hidrovia Paraguai-Paraná: Integração e Impactos: uma questão geopolítica”, orientado pelo professor Cyro de Barros Rezende Filho. Na mesma universidade, foi também coordenador do curso de Geografia, coordenador de projetos como o Teia do Saber e o PIBID, e diretor de seu Departamento de Ciências Sociais e Letras até sua aposentadoria.

A AGB-Campinas, em nome da comunidade geográfica paulista, transmite as condolências à família, aos amigos e aos ex-alunos do professor Eduardo.

Diretoria Executiva Local

3 de setembro de 2019

Nota de pesar: Anadir Calabria Laurino (1940-2019)

A professor Anadir, em comemoração à sua aposentadoria

Comunicamos, com pesar, que a professora de Geografia Anadir Calabria Laurino faleceu na manhã desta segunda-feira, dia 02/09. Formada na Universidade de São Paulo – era da turma de 1959 – dedicou-se por muitos anos ao magistério, tendo sido professora da Escola Estadual Patriarca da Independência de Vinhedo entre 1995 e 2010, quando se aposentou na compulsória. A AGB-Campinas transmite nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, aos amigos e aos ex-alunos. Deixamos, em sua homenagem, um vídeo com seu depoimento gravado em alusão aos sessenta anos da escola onde trabalhou por quinze anos:

Diretoria Executiva Local

Campinas, 2 de setembro de 2019

Mesa-redonda: Geografia e espacialidade carcerária. Dia 02/09 às 19h

Convidamos todos para a mesa-redonda Geografia e Espacialidade Carcerária, na segunda-feira, dia 02/09, no Instituto de Geociências da Unicamp, sala IG216, a partir das 19 horas.

INCREVA-SE AQUI (INSCRIÇÃO GRATUITA)

Vamos receber o geógrafo André de Morais, doutorando da Universidade Estadual de Ponta Grossa, que debaterá as políticas sobre drogas no Brasil (Lei 11.343/2006), terceiro país no mundo com a maior população carcerária absoluta, atrás dos Estados Unidos e da China.

O Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias, atualizado em 2017, aponta que “somados, pessoas presas de cor/etnia pretas e pardas totalizam 63,6% da população carcerária nacional” e que “em relação à faixa etária das pessoas privadas de liberdade no Brasil, é possível inferir que a maior parte é composta por jovens. Entre estes, 29,9% possuem entre 18 a 24 anos, seguido de 24,1% entre 25 a 29 anos e 19,4% entre 35 a 45 anos. Somados o total de presos até 29 anos de idade totalizam 54% da população carcerária”. Além disso, “no que concerne ao grau de escolaridade das pessoas privadas de liberdade no Brasil, é possível afirmar que 51,3% destas possuem o Ensino Fundamental Incompleto, seguido de 14,9% com Ensino Médio 35 Incompleto e 13,1% com Ensino Fundamental Completo. O percentual de presos que possuem Ensino Superior Completo é de 0,5%”.

Para André, “marcadores como raça, faixa etária, gênero, grau de instrução escolar, dentre outros quais nos traz o relatório do INFOPEN servem como pontos de partida para compreendermos a vivência dos sujeitos segundo suas identidades e, por sua vez, a constituição da espacialidade carcerária brasileira”.

O relatório pontua, em suas conclusões, que “é possível observar que a maior parte dos custodiados é composta por: jovens, pretos, pardos e com baixa escolaridade. O crime de roubo e de tráfico de drogas foram os responsáveis pela maior parte das prisões”. Além disso, em todas as unidades da federação, o número total de pessoas privadas de liberdade excede a quantidade de vagas existentes no sistema prisional.

“Até que ponto a política sobre drogas corrobora (ou não) para a superlotação dos presídios e para a realidade carcerária no tocante à constituição da população carcerária enquanto negra, jovem, masculina, com baixo grau de instrução escolar e pobre?”, questiona André. Este será o ponto de partida de sua apresentação.


Também participando da mesa, os geógrafos Hugo Guilherme Cantanhêde de Abreu e Lucinei da Silva Cordeiro (Unicamp) discutirão o processo de privatização dos sistemas carcerários estadunidense e brasileiro. “Vamos discutir o encarceramento em massa da população jovem e negra e abordar propostas e medidas que intencionam o enrijecimento da legislação penal”, diz Hugo. “Também procuraremos estabelecer relações entre a empresa CCA/CoreCivic e o Poder Legislativo nos EUA, por meio da organização ALEC, bem como da empresa Umannizzare e o Poder Legislativo brasileiro, compreendendo as estruturas de funcionamento organizacionais destas e de outras empresas envolvidas”, aponta Lucinei.

INTEGRANTES DA MESA

André de Morais – Pesquisador membro do Grupo de Estudos Territoriais (GETE/UEPG) e da Rede de Estudos de Geografia, Gênero e Sexualidade Ibero Latino-Americana (REGGSILA). Bacharel e Mestre em Geografia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa – PR, atualmente Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Geografia da mesma instituição

Hugo Guilherme Cantanhede de Abreu – Professor de Geografia, militante em Cursinhos Populares em Campinas, bolsista CNPq no Grupo de Monitoramento Territorial Estratégico (GMTE – Embrapa) e membro do Grupo de Estudos Africanos em Geografia (IG – Unicamp)

Lucinei da Silva Cordeiro – Professor de Geografia e cicloativista, militante em Cursinhos Populares em Campinas membro do Projeto Maloca Arte e Cultura

ANPEGE homenageará Fernando Antonio da Silva

Nosso amigo Fernando Antonio da Silva será homenageado em memória pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia, a ANPEGE, durante o XIII ENANPEGE, que também homenageará postumamente os geógrafos Andrelino de Oliveira Campos, Gilmar Mascarenhas de Jesus, José Manuel Mateo Rodriguez e Nidia Nacib Pontuschka.

Convidamos todos os participantes do evento a comparecer às homenagens, que acontecerão no Auditório Ariosto Mila, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, no dia 6 de setembro (sexta-feira), entre 14h e 16h.

Serão também homenageados os geógrafos Archimedes Perez Filho, professor do Departamento de Geografia da Unicamp e ex-diretor da AGB-Campinas, Dieter Muehe, da UFRJ, Maria Elena Simielli, da USP, Paulo César da Costa Gomes, da UFRJ, Pedro de Almeida Vasconcelos, da UFBA, e Sandra Lencioni, da USP.

Fernando participou do ENANPEGE de Presidente Prudente, em 2015, apresentando o trabalho A dinâmica do território brasileiro no período da globalização: o Programa Bolsa Família como evento.

Acesse o caderno de programação do XIII ENANPEGE.

Centro de Memória da Unicamp abre vagas de estágio para estudantes de Geografia

Estão abertas até o dia 9 de setembro as inscrições para estágio no Centro de Memória da Unicamp (CMU). O Processo Seletivo 74/2019 prevê duas vagas. Podem se candidatar estudantes do curso de Geografia, História, Letras, Linguística, Estudos Literários, em Instituição de Ensino Superior reconhecida pelo MEC, que no 2º semestre do ano de 2019 estejam cursando a partir do 2º semestre do curso.

O estágio tem duração de um ano, podendo ser prorrogado por mais um, com dedicação de 20 horas semanais e remuneração de R$ 601,43 (seiscentos e um reais e quarenta e três centavos), além de auxílio transporte.

As atividades de estágio envolvem atendimento aos pesquisadores; processamento técnico de documentos; digitalização de documentos; inserção em bases de dados; e preservação, conservação e restauro de documentos.

Acesse o edital.

Palestra “Outras Perspectivas do Fogo”, dia 28/08, às 14 horas

A Associação Brasileira de Mulheres nas Geociências (ABMGeo) Núcleo Campinas convida para a palestra Outras Perspectivas do Fogo, que será ministrada pela geógrafa e brigadista Nádia Malena Moda.

Nádia falará sobre sua experiência com o Manejo Integrado do Fogo (MIF) no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, uma prática que, apesar de adoção recente pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em Unidades de Conservação, é muito antiga: remonta ao domínio do fogo pelo homem. Existe fogo bom e fogo ruim. A cultura, motivação para queimar e o comportamento do fogo (que depende de condições bióticas e abióticas do espaço) determinam um manejo benéfico ou não.

Atividade gratuita e aberta a quem interessar. Confira o evento no Facebook.

DATA: 28/08/2019 (quarta-feira)
LOCAL: Instituto de Geociências da Unicamp, sala IG218
HORÁRIO: 14h

Maria Adélia de Souza, pioneira da ciência no Brasil

Maria Adélia de Souza, em foto de Daniel Garcia

A professora Maria Adélia Aparecida de Souza, residente em Campinas, foi uma das dez mulheres homenageadas no fim de 2018 na sétima edição do projeto Pioneiras da Ciência no Brasil.

“A importância desta iniciativa está em atribuir visibilidade às mulheres e às suas contribuições para a ciência e tecnologia, nas diversas áreas do conhecimento, principalmente como figuras exemplares e modelos para meninas e jovens”, disse a Diretora de Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais do CNPq, Adriana Tonini.

Maria Adélia é a terceira geógrafa a receber a homenagem, concedida a Bertha Becker, na segunda edição, e a Rosa Ester Rossini, na quarta edição.


Abaixo, reproduzimos o verbete:

Maria Adélia Aparecida de Souza (1940)

Geógrafa. Nasceu em Espírito Santo do Pinhal (SP) em 29 de outubro de 1940. Em 1959, ingressou no curso de graduação em Geografia da Universidade de São Paulo, formando-se em 1962. No ano seguinte, obteve bolsa do Comité Catholique contre la Faim et pour le Développement [CCFD-Terre solidaire] para cursar Especialização em Planejamento Territorial no Institut de Formation en vue du Developpement Harmonisé – IRFED (1963 – 1964).  Os laços intelectuais com a França permanecem em toda a trajetória acadêmica da geógrafa, de modo que obterá como bolsista do governo francês o Diploma de Estudos Superiores (DES) em Ciências Econômicas, Políticas e Sociais pela Universidade de Paris (1966), com dissertação orientada por Celso Furtado e o doutorado em Geografia pela Universidade de Paris I (1975), com tese orientada por Michel Rochefort e realizará três pós-doutorados, em meados dos anos 1990, na Universidade de Paris, campus I, VII e XII.  Em 1971, Maria Adélia é convidada a trabalhar na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP como professora associada, efetivando-se por concurso público nessa Faculdade em 1983, transferindo-se, posteriormente, para o Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas em 1985, após submeter-se a um processo de seleção interna de professores. Nessa época, incentiva o professor Milton Santos a prestar um concurso para Professor Titular naquela Faculdade, selando uma amizade iniciada em Paris em 1966 e que perdurou até o falecimento do professor em São Paulo, em 2001. Maria Adélia e Milton Santos trabalharam juntos na Geografia da USP construindo e divulgando a Geografia Nova, proposta por esse grande intelectual brasileiro. Em 1989, a professora obteve o título de livre-docente com o trabalho A identidade da metrópole: a verticalização em São Paulo. Prestou concurso para professora titular de Geografia Humana em 1996. Obteve títulos de Doutor Honoris Causa na Universidade Estadual Vale do Acaraú de Sobral (UVA – Ceará) e Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL – Arapiraca). A pesquisadora é Catedrática de Direitos Humanos da Universidade Católica de Lyon (França) e recebeu da Academia de Paris o I Prêmio Internacional da Francofonia, em Urbanismo por seus livros publicados na França.  Atuando, teórica e praticamente, com Planejamento Urbano e Regional, Maria Adélia elaborou as primeiras políticas urbanas do Brasil, da Região Sul e do Estado de São Paulo e tem elaborado propostas de Planos de Governo a candidatos a Prefeito da Cidade de São Paulo e a Governadores daquele Estado. Atuante em várias frentes acadêmicas e científicas, foi Pró-Reitora de Graduação da Universidade da Integração Latino-americana (UNILA) e sua pesquisadora visitante. Foi membro de comitês assessores  do CNPq, tendo sido presidenta de seu CCCA e assessora da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), da FINEP e várias fundações de amparo a pesquisa de vários estados brasileiros. A pesquisadora foi presidente do Instituto de Pesquisa, Informação e Planejamento Territorial, com sede em Campinas, e do Centro de Documentação e Estudos da Cidade de São Paulo – CEDESP, criado pela prefeita Luiza Erundina. Recentemente, a geógrafa dedica-se aos temas de pesquisa: Lugar, Território Usado e Cidadania, Desigualdades Socioespaciais, Dinâmicas dos Lugares e Geopolítica e Geopoética.

Autoria do verbete: Sandra Rodrigues Braga, doutora em Geografia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e analista em Ciência e Tecnologia do CNPq.


Adicionamos, ainda, cinco anos de sua trajetória científica que foram decisivos para a Geografia em Campinas. A professora Maria Adélia, já aposentada na USP, foi admitida como professora colaboradora, com bolsa da FAPESP, junto ao Departamento de Sociologia do IFCH/Unicamp em 1998 para colaborar junto ao recém-criado curso de Ciências da Terra da Unicamp. No mesmo ano, submeteu-se à banca de seleção interna na disciplina de Metodologia da Geografia e do Planejamento, tendo sido avaliada pelos professores doutores Octavio Ianni, Mauricio de Almeida Abreu, Archimedes Perez Filho, Arlete Moysés Rodrigues e Regina Célia Bega dos Santos. A aula ministrada teve o tema “Planejamento local e a participação da sociedade civil” e Maria Adélia foi aprovada com nota dez. No curso de Ciências da Terra, a professora Maria Adélia atuou, desde seu início, nas disciplinas de Ciência do Sistema Terra I e II (GN102 e GN202), ao lado de colegas geólogos, e de Organização do Espaço (GN104). Em 1999, junto com as professoras Tereza Paes e Regina Célia Bega dos Santos e o professor Antonio Carlos Vitte, foi transferida para a Área de Geografia do extinto Departamento de Geociências Aplicadas do Ensino (DGAE) do Instituto de Geociências. O Departamento de Geografia ainda não existia, seria criado apenas em 2001. Nesta época, a professora também se dedicou à criação do Laboratório de Investigações Geográficas e Planejamento Territorial, o TerraMundo — hoje, Geoplan, e contribuiu, com diversas doações de exemplares, para a constituição do acervo da Biblioteca do IG. Até 2002, também lecionou as disciplinas de Metodologia da Geografia, Geografia Agrária, Geografia Regional (Teoria e Regionalização Mundial) e de Planejamento Territorial, além de ter orientado diversas monografias de alunos do IG. Nesta época, também, orientava na USP as pesquisas de doutorado de Márcio Cataia e Ricardo Abid Castillo, que mais tarde também se tornariam professores do curso de Geografia da Unicamp, que a professora Maria Adélia deixou em 2003 para seguir outros caminhos.

Por meio de sua atuação profissional, a professora Maria Adélia continuou provocando instigantes debates sobre o planejamento de Campinas. Naquele mesmo ano, foi publicada a primeira edição do livro Território brasileiro: usos e abusos, que organizou no Instituto Territorial, fundado em 2000. No ano seguinte, em novembro de 2004, durante a gestão de Izalene Tiene, organizou o Encontro Internacional A Metrópole e o Futuro – Reconhecendo e Planejando Campinas. Em setembro de 2006, novo encontro com este tema foi realizado na PUC-Campinas, com o tema Dinâmicas do lugar e metropolização, que também se tornaria um livro, em 2008.

Desta forma, a seção de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros parabeniza a professora Maria Adélia, entendendo que esta homenagem e o reconhecimento do CNPq valoriza todas as geógrafas brasileiras e a própria Geografia brasileira.

Diretoria Executiva Local da AGB-Campinas

Geografia da Unicamp recebe Antonio Ioris

O Professor Antonio Augusto Rossotto Ioris, da School of Geography and Planning, da Cardiff University (País de Gales, Reino Unido), participa na próxima semana de atividades nos cursos de graduação e pós-graduação em Geografia da Unicamp.

No dia 26/08 (segunda-feira), pela manhã, ele ministra a palestra “A diferença que a Geografia faz e a diferença da Geografia”; à noite, profere a conferência “As artimanhas do desenvolvimento brasileiro: a centralidade das fronteiras”. No dia 27/08, terça, durante o todo dia, ele ministra o minicurso “Desenvolvimento-Ambiente-Política: Nexos e Riscos”.

A visita do professor Antonio Ioris faz parte do Programa Institucional de Internacionalização (CAPES/PrInt) do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Unicamp. As atividades são gratuitas e abertas a quem tiver interesse!

Em palestra no IG, Cacique Payaya fala sobre dizimação e reconquista

Eliane Fonseca | Texto publicado originalmente no portal do Instituto de Geociências

Antes da colonização, o povo Payaya ocupava na Bahia uma área de 300 mil quilômetros quadrados, especialmente os sertões da Chapada Diamantina. Com a chegada dos portugueses e a consequente tomada da terra, esses índios foram praticamente dizimados. Alguns conseguiram fugir e resistem até hoje na tentativa de recuperar a identidade cultural e geográfica de seus antepassados. O cacique Juvenal Payayá faz parte desse grupo. A convite de Jamille Lima, que desenvolveu no Programa de Pós-Graduação de Geografia do IG a tese “O sentido geográfico da identidade – metafenomenologia da alteridade Payaya”, o cacique veio à Unicamp no final de julho para a defesa e palestrou no IG sobre “Povos indígenas, cultura e resistência”.  

Segundo o cacique, antes da colonização os Payaya dominavam uma área que ia de 100 quilômetros de Salvador até o Vale do São Francisco. Após a colonização chegaram a ser declarados extintos. Na tentativa de reconstruir sua história, conseguiram identificar descendentes da etnia e reconquistaram uma pequena parte desse território. “Tivemos apoio de outros caciques nessa busca de reafirmação da etnia. Conseguimos identificar outros Payaya e firmamos nosso acampamento”, disse o cacique. Desde janeiro de 2019, cerca de 100 famílias Payaya habitam uma área de 112 hectares, cedidas pelo governo do estado da Bahia numa conquista histórica finalizada após 6 anos de negociação pacífica entre os indígenas e o governo.  

Nessa área, os Payaya implantaram um viveiro de mudas que já conseguiu recuperar mais de 10 mil árvores de mogno no estado da Bahia. “Esse viveiro foi a melhor coisa que poderíamos fazer para a natureza, essa troca de vitalidade. Colhemos sementes na terra da região e recuperamos grandes árvores que já tinham sumido como pau d’arco, ipê roxo, umbua, mogno e o putumuju”.  

O grupo também faz parte do Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia – MUPOIBA, para dialogar com a política pública. “Alguns governos apoiam povos indígenas. Outros, destroem aquilo que na verdade é a essência do povo. Precisamos nos firmar como povos originários”, disse.  O cacique também comentou sobre a atual atuação do governo brasileiro no que se refere às demarcações. “Não dá para imaginar que via de regra temos uma nação sendo espezinhada, sofrida. Que tem um governo que não quer demarcar mais terras dos índios. Não dá para imaginar estar num lugar onde você se sente filho desse lugar e você, na verdade, é um estrangeiro nele. O nosso posicionamento é de preservar os povos indígenas, nossa cultura; fazer com que a cultura indígena passe a ter um lugar nas escolas e na Universidades”, reforçou.  

Em luta pelo reflorestamento, o cacique Payaya e sua esposa Edilene cuidam de um viveiro que produz 120 mil mudas de árvores por ano

Durante a palestra, o cacique, que já escreveu nove livros, apresentou sua última produção: um livro de poemas com o título “Nheenguera”, que em tupi significa ‘o recado’.  Ele diz que tentou fazer da obra um trampolim para divulgar a cultura indígena. “Poesia é um canto da alma. É uma forma de se expressar. Nem sempre os poetas adquiriram conhecimento na escola, mas a escola passa a ser uma necessidade e a Universidade um objetivo”, disse. 

Prepare-se para o XX Encontro Nacional de Geógrafos em 2020

O XX Encontro Nacional de Geógrafos (ENG) acontecerá na Universidade de São Paulo, em São Paulo (SP), ainda em data a definir dentro do período de 10 a 29 de julho de 2020.

A AGB-Campinas já se comprometeu a participar do organização do evento, nas comissões de Espaços de Diálogos e Práticas (apresentações de trabalhos), Oficinas e Minicursos e Trabalho de Campo.

O tema do XX ENG será Brasil-Periferia: A geografia para resistir e a AGB para construir. A ementa que orientará a construção do evento é:

Ementa: As conjunturas neoconservadoras e neoliberais que se desenham em escala-mundo no primeiro quartel do século XXI tem se expressado de modo particular nas periferias do capitalismo mundial. A questão da periferia não se evidencia como localização, mas como condição de estar à margem do poder. Nesses termos, a condição periférica é uma realidade do Brasil em relação a sua posição na organização do capitalismo mundial, que reverbera na realidade produzida dentro de suas próprias fronteiras. Os fundamentos estruturais da sociedade capitalista e a colonialidade dão o tom dos discursos racistas, machistas, homofóbicos, xenofóbicos, higienistas e classistas que têm se acentuado no campo de disputa da política contemporânea. Diante desse contexto, as dinâmicas educacionais, urbanas, rurais e ambientais expõem contradições estudadas pela e através da geografia em suas diversas escalas, o que possibilita criar e fortalecer mecanismos de resistência às hegemonias político-econômicas. A geografia emerge enquanto campo de crítica social para questionar as estruturas hegemônicas, as subordinações imperialistas e sub-imperialistas, hierarquizações e normatizações que escondem as diversidades sob as quais nossa sociedade é construída e se reproduz. Na contramão dessa conjuntura, a Associação dos Geógrafos Brasileiros – enquanto entidade representativa e articuladora da geografia – tem-se construído ao longo dos anos pela base coletiva através das Seções Locais e de seus Encontros Nacionais. Diante do avanço de práticas autoritárias, formas horizontais de organização da AGB surgem como potencialidade de construção de resistências.

Propostas de identidade visual do XX ENG podem ser encaminhadas até 12 de setembro

A Comissão de Comunicação do XX ENG lançou edital para escolha da identidade visual do evento. As propostas serão recebidas até o dia 12/09 e submetidas à votação online. O(a) autor(a) receberá isenção da taxa de inscrição no ENG 2020.

Convocatória: Assembleia ordinária, 14/08/2019, às 17h30

Prezados(as) associados(as),

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral local ordinária a ser realizada no dia 14 de agosto de 2019 (quarta-feira), às 17 horas e 30 minutos em primeira chamada e às 17 horas e 45 minutos em segunda chamada, sala 216 do Instituto de Geociências da Unicamp (Rua Carlos Gomes, 250, Cidade Universitária, Campinas-SP), para discussão da seguinte pauta:

Informes

ORDEM DO DIA

  1. Avaliação do IX Fala Professor em Belo Horizonte
  2. Informes da 138ª RGC
  3. Participação da AGB-Campinas no XX ENG (São Paulo, julho de 2020)
  4. Calendário de atividades do 2º semestre de 2019

AGB manifesta apoio a Ricardo Galvão, diretor exonerado do INPE

A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) vem por meio desta repudiar veementemente a recente ação irresponsável do então presidente Jair Bolsonaro para com o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE). Desde sua eleição e posse para presidência do Brasil, uma série de ataques diretos do governo vem questionando às atribuições, relevância e contribuições de instituições nacionais (sobretudo autarquias) de produção de dados e de conhecimento. Infundadas, assentadas em um achismo exacerbado e ideologicamente alinhado a visões e forças conservadoras de mundo, tais críticas buscam deslegitimar as produções, pesquisas, estudos e análises dessas instituições historicamente referenciadas, isso sem uma mínima fundamentação.

Como reflexo de insatisfações rasas e improcedentes, o primeiro órgão a sofrer com ataques ideológicos foi o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já em fevereiro deste ano. De modo unilateral e infundado, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, exigiu mudanças a respeito do Censo Demográfico 2020 realizado pela instituição, propondo a simplificação de seu questionário. Isso demonstra claramente um desprezo e desconhecimento a relevância e pertinência de tal levantamento. Por  consequência, em total desacordo para com às determinações do governo, o gerente da Coordenação de Métodos e Qualidade do próprio instituto, José Guedes pediu exoneração.

No último domingo, 04 de agosto 2019, o (des)governo atual novamente se mostrou avesso a dados e resultados obtidos por instituições de produção de conhecimento.  Após não concordar com dados publicados pelo INPE, que constatam o avanço do desmatamento na Floresta Amazônica, Jair Bolsonaro confirmou a exoneração de seu atual diretor, Ricardo Galvão. Tal postura se constitui como um verdadeiro ataque e desqualificação à produção científica e à entidades e órgãos que se propõem a produzir um conhecimento sobre a realidade brasileira e que possam subsidiar ações e melhorias na qualidade de vida da população.

O INPE historicamente se constitui como referência na produção de informações e dados espaciais que, por sua vez, servem de base para o planejamento e implementação de políticas públicas para o país. Este é responsável ainda pela sistematização e disponibilização das mais variadas bases de dados que alicerçam incontáveis pesquisas no âmbito da geografia e demais ciências, como organização e disponibilização de imagens de satélites, monitoramentos e projeções sobre desmatamentos e incêndios, divulgação de informações climáticas, bem como a execução de projetos vinculados a observações astronômicas.

Além do papel fundamental nessa produção e publicação de informações e dados sobre o território brasileiro o INPE também possui um papel fundamental quando se trata da formação de profissionais. Isso através dos diversos cursos de Pós-Graduação que oferece, como Astrofísica, Engenharia e Tecnologias Espaciais, Geofísica Espacial, Computação Aplicada, Meteorologia, Sensoriamento Remoto e Ciência do Sistema Terrestre. Lembremos que centenas (senão, milhares!) de geógrafas e geógrafos continuaram suas respectivas carreiras acadêmicas nos programas de pós-graduação do INPE, estudando os mais diversos temas de pesquisa geográficos e contribuindo com o avanço teórico-metodológico científico. Com isso, produzindo e difundindo significativos conhecimentos e dados para a implementação de políticas públicas, como já mencionado anteriormente.

 É nítida a insanidade moral discursiva do atual presidente. Seu desconhecimento sobre a importância e magnitude destas instituições e a sua irresponsabilidade política, através das anti-republicanas posturas tomadas, ferem os princípios democráticos de um estado de direito, previstas em constituição. Sobretudo colocam em risco a autonomia e a liberdade da produção científica. Tais ações contribuem para um retrocesso sem tamanho da capacidade e possibilidade de interpretação e compreensão da realidade social e ambiental, pois nos impossibilita estabelecer parâmetros, projeções e, assim, possíveis e factíveis intervenções no território brasileiro.

Dessa forma, reiteramos nossa insatisfação e indignação diante do modo com o qual o atual governo vem atuando. Nos solidarizamos fraternalmente ao diretor Ricardo Galvão, reforçando que o INPE não pode ficar subordinado a decisões arbitrárias e desprovidas de diálogo por parte de qualquer esfera de poder.

Diretoria Executiva Nacional – AGB 
07 de agosto de 2019

1177 inscritos para o concurso da Prefeitura de Campinas

A Prefeitura Municipal de Campinas divulgou nesta terça-feira (06/08) o total de inscritos para os concursos públicos para preenchimento de diversas vagas, entre elas, a de Professor de Educação Básica III – Geografia. Ao todo, foram 103 mil inscritos. Para as cinco vagas de professor(a) de Geografia, foram 1177 inscritos: 235,4 candidatos por vaga.

A prova será aplicada no dia 8 de setembro.

A notícia da Prefeitura lembra o seguinte:

“Sobre a concorrência, Juliana Miorin, coordenadora de Concursos Recrutamento e Seleção tem um alerta. ‘Os candidatos devem, neste momento, se preparar para a prova e não tirar o foco do concurso, pois a Prefeitura poderá abrir novas vagas durante a validade do edital, de acordo com a demanda e orçamento público. Com isso, em caso de aprovação, os candidatos, mesmo que fiquem classificados fora do número de vagas, poderão ser convocados’, conclui.

Juliana lembrou, ainda, que a validade do edital costuma ser de até quatro anos. ‘Os concursos terão validade de dois anos após sua homologação, podendo ser prorrogados por igual período e novas vagas poderão surgir neste período’, complementou”.

Convocatória de Assembleia Geral Extraordinária para eleição de nova Diretoria Executiva Nacional. Presidente Prudente, 22/09/2019, 9h

No último dia 23 de julho, após o IX Fala Professor de Belo Horizonte, parte da atual Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros comunicou sua renúncia por e-mail enviado à lista Interseções. Assinaram o comunicado o presidente Eduardo Donizeti Girotto, a vice-presidenta Andressa Elisa Lacerda, a primeira secretária Silvia Cristina de Oliveira Rodrigues Gil, Ana Claudia Carvalho Giordani, coordenadora de publicações, e Roberto Marques e Talita Rondam Herechuk, do Coletivo de Comunicações.


Diversos associados solicitaram maiores explicações para a decisão. No dia seguinte, membros remanescentes da DEN enviaram a seguinte nota:

Estimadas (os) agebeanas (os), boa noite.

A Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros é composta por diretores eleitos em assembleia eleitoral. Estes diretores possuem cargos distintos e suas atuações ocorrem através de coletivos. A atual gestão assumiu em setembro de 2018 e segue até julho de 2020.

Parte dos diretores tomaram a decisão de renunciar seus cargos sem ao menos comunicar toda diretoria.

Quando recebemos a mensagem via interseções fomos pegos de surpresa, assim como os demais associados.

Essa postura reflete no mínimo despreocupação com a construção coletiva e horizontal da entidade e com a dedicação e trabalho dos demais membros da DEN.

Saímos da construção de IX Fala Professor(a)! com falas em defesa da AGB e da importância de sua atuação na sociedade. Saímos da 138° RGC com a Seção Local São Paulo como sede do XX Encontro Nacional de Geógrafos e parte do evento encaminhada.

A leitura que fizemos desse processo recente de construção de entidade era positiva e sentíamos o fortalecimento da DEN. Pelo visto esse entendimento não foi consenso entre os demais diretores.

Embora parte da diretoria tenha renunciado, ressaltamos que ainda existe uma diretoria, democraticamente eleita e que esta não abrirá mão de suas responsabilidades.

Continuaremos nos dedicando as atividades que cabem a DEN, como a construção do XX ENG, a regularização do CNPJ da instituição, o estabelecimento de uma política territorial, a articulação local-nacional e a publicação da Revista Terra Livre.

Dessa maneira, como zelamos pela horizontalidade e transparência das relações viemos a público cobrar uma justificativa para a renúncia por parte daqueles que o fizeram.

Os associados e diretores das locais tem o direito de serem esclarecidos dos motivos que levaram a renunciarem.

Nós da DEN aguardaremos os argumentos e justificativas da renúncia.

Jéssica Danielle Ferreira do Amaral (SL Alfenas)
Pedro Luiz Damião (SL São Paulo) – 1º Tesoureiro
Albert Milles de Souza (SL Juíz de Fora)– 2º Tesoureiro
Lorena Izá Pereira (SL Presidente Prudente) – Coordenadora de Publicações
Rachel Facundo Vasconcelos (SL Fortaleza) – Coletivo de Comunicações
Amanda Emiliana Santos Baratelli (SL Três Lagoas) – Coletivo de Comunicações
José Carlos Dantas (SL Presidente Prudente) – Coletivo de Comunicações


A AGB-Niterói se manifestou, também em nota: “Um acontecimento como este, numa delicadíssima conjuntura como a que o Brasil vive hoje, de ataques constantes e profundos à ciência, à educação e a qualquer forma minimamente democrática de participação política e de garantia de direitos sociais, não deixa de causar grande preocupação à comunidade geográfica. A AGB é a instituição da Geografia que historicamente tem aliado o debate científico com a atuação política na disputa por uma sociedade melhor. Neste sentido, é importante a transparência para seus associados e associadas em todo este processo: das razões do acontecimento até as formas pelas quais a entidade continuará seu trabalho”.


Diante da sinalização de renúncia de parte da Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) biênio 2018-2020, em acordo com o artigo 16 e seguintes do Estatuto da entidade, o presidente da DEN convocou a Assembleia Geral Extraordinária para deliberar quanto a 1) Renúncia dos membros (Presidente, Vice-Presidente, 1ª secretária e suplente de coordenadora de publicação) da Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB); 2)  Realização da Eleição e posse da Diretoria Executiva Nacional para o período de 2019-2020.

A assembleia será realizada no dia 22 de setembro de 2019 (domingo) às 9h, na Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCT/UNESP), localizada na Rua Roberto Simonsen, 305, Centro Educacional, Presidente Prudente, São Paulo, Brasil.

Documentos

Convocatória da Assembleia Geral Extraordinária

Estatuto da Associação dos Geógrafos Brasileiros


As poesias geográficas de Tiago Marini Ribeiro

por GUSTAVO TERAMATSU / AGB-Campinas

Ainda no credenciamento do 6º Encontro Regional de Ensino de Geografia, que aconteceu em outubro de 2018, um menino jovem, de vinte anos, aproximou-se de mim e pediu licença, meio sem jeito, para vender ali seus livros de poesias. Seu nome era Tiago. Falei, claro, para que ficasse à vontade. Ele então estendeu sua toalha no chão do foyer do Auditório do Instituto de Geociências, que nós esperávamos que recebesse o nome do nosso amigo Fernando, e que estávamos inaugurando naquele dia, ainda de maneira improvisada.

Quem visse até poderia se confundir: ele trazia consigo uma aquelas caixas térmicas de isopor em que se armazenam alimentos, de onde tirou os livretos. Disse algum poeta que poesia é alimento para a alma — e ficou ali conosco durante os dias do evento, alimentando a todos com um pouco de si. Viera a Campinas com a turma da Federal de Alfenas e, com a professora Sandrinha — cuja história tinha sido publicada naquele mês na Folha de S. Paulo –, havia ministrado para os participantes do Encontro uma oficina pedagógica sobre moradia, produção do espaço e ensino de Geografia. Eu gosto desses encontros e ao longo dos anos conheci muita gente assim, nesses nós de trajetórias acadêmicas.

Por fim, fiquei com quatro publicações independentes de sua Editora e Produtora Hinterlândia e gostaria de compartilhar minha experiência com os colegas geógrafos desta associação, ao relê-las recentemente.

Tiago, assim como Michel Henrique Verri (@m_verri_arts), que ilustra as “Poesias Geográficas” e o quadrinho “Boa Noite Tristeza”, é nascido em Vargem Grande do Sul, cidade entre Casa Branca e São João da Boa Vista, perto da divisa de São Paulo com Minas. Foi para Alfenas fazer o curso de Geografia. E é interessante perceber como o olhar de geógrafo aguça a sensibilidade que afloram em suas palavras.

Em “Boa Noite Tristeza”, Tiago trata das inquietações e as dores que às vezes vem nos assombrar, especialmente à noite. E fala da tristeza com quem até dialogamos, sem marcar hora, como já cantou Adoniran em versos de Vinicius de Moraes — “bom dia, tristeza / que tarde, tristeza / você veio hoje me ver” — e que nos faz sentir solitários mesmo com tanta vida e tanto movimento à volta: “(…) Olho para as ruas, reparo nas construções da cidade. Estou parado, enquanto os fluxos visíveis e invisíveis voam a cada segundo que fico estático (…)”.

Já em “Restos”, o autor logo confessa: “Já guardei muita coisa e me guardei demais. (…) Meu grande erro!”. Ao fim de cada poesia, compartilha com os leitores a inspiração, que vem de diversos lugares, para os versos: em um vídeo do YouTube, em um música, em um filme ou ainda em outra poesia — revelá-los é também um convite para degustá-los.

As experiências do curso de Geografia parecem ser a maior inspiração das “Poesias Geográficas”. Os temas vão desde a observação de um rio — “(…) emoções reviraram meus sedimentos (…)” e “o que acontece na montante reflete na jusante”, escreve — até um dia de chuva, em que nos recolhemos em casa — “A chuva vem para pararmos e pensarmos (…)”. Ou ainda a geopolítica energética, “matéria-prima das relações políticas não-estáveis” em um mundo contraditório e globalizado, ou mesmo a relação urbano-rural, igualmente contraditória: “Nós, vítimas da rotina e do asfalto, / pensamos como o capital modifica o espaço?”.

Essa “pegada geográfica” segue em “Do Interior, o Poeta, No Interior, o Poema”, publicado em parceria com a distribuidora DiÁpésão. Aí encontramos Tiago, em suas próprias palavras, “exteriorizando o interior” e “interiorizando o exterior”. O par dialético interior-exterior nos conduz às suas reminiscências da infância: ao bar da família, onde foi criado, à mãe e à avó Alzira, às paixões antigas e aos velhos amigos, que seguiram caminhos diferentes. “O externo e o interno / se chocam e conversam, / Viram versos”.

Quem quiser também adquirir as obras pode entrar em contato com o autor e seguir a página Livro: Do Interior, o Poeta No Interior, o Poema.

José Manuel Mateo Rodríguez (1947-2019)

O professor Mateo com geógrafos do Núcleo de Estudos Ambientais e Litorâneos do IG/Unicamp, no Instituto de Economia, em 21/09/2018

NOTA DE PESAR

A AGB-Campinas lamenta a morte do geógrafo cubano José Manuel Mateo Rodríguez, professor emérito da Universidade de Havana e ex-presidente da Sociedade Cubana de Geografia, ocorrida na noite de 26 de julho.

Mateo formou-se na Universidade de Havana em 1970. Defendeu a tese de doutorado “Paisajes de Cuba” na Universidade Estatal de Moscou, na extinta União Soviética, em 1979. Realizou pesquisas de pós-doutorado em Varsóvia (1985), Moscou (1988) e Munique (2010). Manteve colaboração com geógrafos em universidades da Espanha, México, Colômbia, Venezuela e no Brasil. Pesquisador incansável, em 2007 defendeu outra tese na Faculdade de Geografia da Universidade de Havana, onde lecionava desde 1983, com o título “Aportes a la formulación de una teoría sobre la sostenibilidad ambiental”.

Esteve em Campinas em diversas ocasiões, a última delas em setembro de do ano passado, durante o I Seminário de Pesquisa do Núcleo de Estudos Ambientais e Litorâneos, que teve apoio da AGB-Campinas.

No Brasil, Mateo deixa inúmeros alunos, colaboradores, colegas e amigos.

Diretoria Executiva Local

Campinas, 27 de julho de 2019

Minicurso: Introdução à Geomorfologia do Quaternário e à Geoarqueologia

O objetivo do minicurso envolve discutir alguns dos fundamentos do campo de estudo da Geomorfologia do Quaternário, com ênfase nas pesquisas que abrangem o intervalo de tempo em que se acredita que a ocupação humana já estava presente no Brasil. Pretende-se ponderar uma breve retrospectiva das principais fontes de informação, estudos e modelos envolvendo a inter-relação entre modificações geomorfológicas, ambientais e climáticas na composição da paisagem e os quadros de ocupação humana pré-colonial ao longo do tempo no atual território brasileiro. Busca-se, também, ponderar aspectos das interfaces da trajetória estimada de modificações geomorfológicas, ambientais e climáticas do Quaternário e o período histórico atual, abrangendo problemáticas e perspectivas para o estabelecimento de políticas públicas para lidar com riscos e impactos ambientais dos quadros de ocupação atuais, envolvendo os desafios de inter-relacionar para a mencionada finalidade dados originados de estudos com enfoques em diferentes escalas de tempo do passado (como cenários de oscilação do nível do mar e modificações de temperaturas médias) e de mediações dos processos atuais com o fim de elencar cenários para o futuro.

O minicurso será ministrado por Pedro Michelutti Cheliz, geógrafo e geólogo formado pela Unicamp, onde atualmente desenvolve sua pesquisa de doutorado.   

INSCREVA-SE AQUI!

AGB-Campinas doa livros para a biblioteca do Instituto de Geociências da Unicamp

Encaminhamos à diretoria da Biblioteca “Conrado Paschoale” do Instituto de Geociências da Unicamp, na pessoa da senhora Cássia Raquel da Silva, a doação de livros para compor o acervo da biblioteca, que funciona no mesmo edifício em que funciona a sede da AGB-Campinas:

  1. RAMOS FILHO, Eraldo da Silva; PEREIRA, Mirlei Fachini Vicente; SANTOS, Josefa de Lisboa; CLEPS, Geisa Daise Gumiero; ANDRADE, Vanilza da Costa (org.) Questão Agrária e Conflitos Territoriais. São Paulo: Outras Expressões, 2015;
  2. RAMOS FILHO, Eraldo da Silva; SANTOS, Laiany Rose Souza; SANTOS, Ana Rocha (org.) Agrocombustíveis, Trabalho e Resistências Territoriais. São Paulo: Outras Expressões, 2015.
  3. RAMOS FILHO, Eraldo da Silva; PEREIRA, Mirlei Fachini Vicente; SANTOS, Josefa de Lisboa Santos; CLEPS, Geisa Daise Gumiero; ANDRADE, Vanilza da Costa (org.) Estado, Políticas Públicas e Território. São Paulo: Outras Expressões, 2016.
  4. AMÉRICO-PINHEIRO, Juliana Heloisa Pinê; BENINI, Sandra Medina; AMADOR, Maria Betânia Moreira. Recursos hídricos: gestão e sustentabilidade. Tupã: ANAP, 2017. 2ª ed.
  5. AMÉRICO-PINHEIRO, Juliana Heloisa Pinê; BENINI, Sandra Medina. Bacias hidrográficas: fundamentos e aplicações. Tupã: ANAP, 2017. 2ª ed.
  6. HEIDRICH, Alvaro Luiz; COSTA, Benhur Pinós; PIRES, Cláudia Luísa Zeferino; UEDA, Vanda (org.) A emergência da multiterritorialidade: a ressignificação da relação do humano com o espaço. Canoas/Porto Alegre: Ed. ULBRA/UFRGS, 2008.

Os três primeiros foram doações do Prof. Dr. Marco Antonio Mitidiero Junior, da UFPB, durante o XIX ENG, em João Pessoa, em 2 de julho de 2018; os dois últimos são doações do Prof. Dr. Antonio Cezar Leal, da Unesp de Presidente Prudente, que ministrou minicurso na Unicamp no último dia 29 de maio.

O último foi adquirido pela AGB-Campinas junto à EDUFRGS, em 2018.

Concurso público para professores de Geografia na Prefeitura Municipal de Campinas (edital 01/2019). Inscrições vão até 31/07

A Prefeitura Municipal de Campinas realizará o aguardado concurso público para o cargo de Professor de Educação Básica III – Geografia (5 vagas previstas). O principal requisito, entre outros, é o diploma de Licenciatura Plena em Geografia ou de Licenciatura Plena com habilitação específica em Geografia.

A inscrição custa R$ 78,50 e pode ser feita até o dia 31 de julho de 2019, no site da Vunesp, responsável pela organização do certame.

O salário mensal varia de acordo com a jornada semanal de trabalho: R$ 2.810,27 (20 horas) ou R$ 3.793,92 (27 horas) ou R$ 4.496,50 (32 horas) ou R$ 5.620,63 (40 horas). A jornada semanal e o local de trabalho serão definidos na reunião de preenchimento de vagas, de acordo com a necessidade exclusiva da Secretaria Municipal de Educação.

A Prefeitura Municipal de Campinas oferece Auxílio Refeição/ Alimentação para os servidores com carga horária igual ou superior a 20 (vinte) horas semanais, no valor de R$ 982,56 (novecentos e oitenta e dois reais e cinquenta e seis centavos) mensais.

A prova objetiva e discursiva será realizada no dia 8 de setembro de 2019 (domingo), no período da tarde (em horário e locais a serem divulgados), com a seguinte estrutura:

A avaliação de títulos está prevista para o dia 22 de setembro, quando os 200 primeiros candidatos habilitados portadores de título de especialista, mestre ou doutor, poderão apresentar seus diplomas, para fazer jus aos pontos, conforme tabela a seguir:

Atribuição do cargo

Atuar na disciplina de Geografia nos anos finais do ensino fundamental regular e da educação de jovens e adultos, atendendo às atribuições previstas na legislação educacional vigente. Participar, elaborar, sistematizar, implementar, executar e avaliar os conteúdos registrados no projeto pedagógico, com base nas diretrizes educacionais da Secretaria Municipal de Educação; avaliar e reorganizar periodicamente o trabalho pedagógico, para o cumprimento dos objetivos documentados; corresponsabilizar-se pelo desenvolvimento da competência leitora do aluno: leitura e sua compreensão; planejar e avaliar as atividades pedagógicas, em consonância com os cuidados devidos ao educando, tendo em vista a autonomia e a formação integral discente; utilizar metodologias que garantam resultados eficazes de ensino e de aprendizagem dos alunos, estabelecendo estratégias de atendimento diferenciado, quando necessário; elaborar, utilizar e adaptar recursos pedagógicos e materiais específicos para todos os educandos de sua área de atuação, socializando estes instrumentos para uso dos demais profissionais da unidade educacional; participar dos programas de formação continuada, propostos pela Secretaria Municipal de Educação; planejar, implementar e participar das atividades de articulação da escola com as famílias e comunidade; participar efetivamente da avaliação institucional proposta no projeto pedagógico da unidade educacional; participar e acompanhar os processos de avaliação externa, com o objetivo de reavaliar e replanejar o seu trabalho a partir dos resultados obtidos. Executar atividades correlatas e outras tarefas de mesma natureza ou nível de complexidade, associadas à sua área de atuação, obedecendo à legislação educacional e atos normativos da Secretaria Municipal da Educação.

Competências comportamentais do cargo

Adequação da linguagem, administração do tempo, atenção, calma, capacidade de observação, capacidade de tomada de decisão, comprometimento, comunicação, cooperação, credibilidade, criatividade, dinamismo, disponibilidade afetiva, equilíbrio emocional, ética, empatia, flexibilidade, habilidade interpessoal, imparcialidade de julgamento, iniciativa, liderança, motivação, organização, paciência, perseverança, planejamento, proatividade, relacionamento interpessoal, resiliência, respeito, respeito à hierarquia e às normas institucionais, responsabilidade, saber lidar com conflitos, saber ouvir, segurança/confiança, tolerância, trabalho em equipe, versatilidade.

Conteúdo programático

Conhecimentos Gerais Língua Portuguesa Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários). Sinônimos e antônimos. Sentido próprio e figurado das palavras. Pontuação. Classes de palavras: substantivo, adjetivo, numeral, artigo, pronome, verbo, advérbio, preposição e conjunção: emprego e sentido que imprimem às relações que estabelecem. Concordância verbal e nominal. Regência verbal e nominal. Colocação pronominal. Crase. Matemática Resolução de situações-problema, envolvendo: adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação ou radiciação com números racionais, nas suas representações fracionária ou decimal; Mínimo múltiplo comum; Porcentagem; Razão e proporção; Regra de três simples; Equação do 1.º grau; Grandezas e medidas – quantidade, tempo, comprimento, superfície, capacidade e massa; Relação entre grandezas – tabela ou gráfico; Noções de geometria plana – forma, área, perímetro e Teorema de Pitágoras. Conhecimentos Pedagógicos & Legislação Princípios da prática docente: sociológicos, filosóficos, antropológicos e éticos. História da Educação Brasileira: Escola, Estado e Sociedade. Política educacional, estrutura e organização da educação. Currículo: Ciclos de aprendizagem. Currículo e os direitos dos educandos e dos educadores. Currículo e avaliação. Currículo e projeto pedagógico. Currículo e práticas pedagógicas. Gestão Escolar Democrática. Projeto Político Pedagógico. Avaliação Institucional. Avaliação do Processo de Ensino e Aprendizagem. Educação e Cidadania. Educação Ambiental. Princípios e Fundamentos da Educação Inclusiva. Diversidade e relações étnico-raciais. Escola para a educação integral. As dimensões da Tecnologia da Informação e Comunicação na educação. LEGISLAÇÃO FEDERAL: Constituição Federal e emendas relacionadas à Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e suas alterações (LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996). Estatuto da Criança e do Adolescente (LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990). Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva (http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/politica.pdf). Revista da Educação Especial, v. 4, n. 1, jan./jun. 2007a (disponível em http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/rev4web.pdf). LEGISLAÇÃO MUNICIPAL (*)- Lei nº 6.662/91 de 10/10/1991 (Dispõe sobre a criação do Conselho de Escola nas unidades educacionais). Lei nº 8.869 de 24/06/1996 (Dispõe sobre a criação, a composição, as atribuições e o funcionamento do Conselho Municipal de Educação). Resolução nº 14/2014, da Secretaria Municipal da Educação – SME – (Estabelece as Diretrizes para a implementação do processo de Avaliação Interna das Unidades Municipais de Ensino Fundamental e para a Constituição da Comissão Própria de Avaliação (disponível no Diário Oficial do Município de 24/10/2014)). Lei nº 12.987/2007 (Plano de Cargos e Carreiras do Magistério Municipal). Lei Complementar nº 57/2014 (Altera dispositivos da Lei nº 12.987/2007). Portaria SME nº114/2010 (Regimento Escola Comum da Rede Municipal de Ensino de Campinas). Estatuto do Servidor Público de Campinas – Lei nº 1.399/55 (Artigo 15 e Artigos 184 a 204). Decreto nº 15.514/06, que dispõe sobre o Programa de Avaliação Probatória do Servidor. Manual de Ética da Prefeitura Municipal de Campinas – páginas 4 a 27 (disponível no endereço http://www.campinas.sp.gov.br/arquivos/manual_etica.pdf).

Conhecimentos Específicos para o cargo de Professor de Educação Básica III – Geografia: Fundamentos teóricos do pensamento geográfico e sua história. A Geografia da natureza: gênese e dinâmica. O espaço geográfico e as mudanças nas relações de trabalho e de produção. Os impactos ambientais, o uso e a conservação do solo, da água e da cobertura vegetal e as alterações climáticas. A sociedade técnico-científico-informacional: agricultura e a indústria: inovações tecnológicas, fluxos de capital e de informações. O surgimento e o desenvolvimento das metrópoles nacionais e regionais: deslocamentos da população pelo território brasileiro. A geopolítica e as 27 alterações territoriais: implicações dos conflitos políticos, étnico-religiosos na nova organização econômica mundial, representações cartográficas. Globalização: as transformações políticas, socioeconômicas e culturais provocadas pela nova ordem mundial e pela revolução tecnológica. Meio ambiente: agricultura e a indústria e as consequências dos impactos ambientais provocados pelas inovações tecnológicas e novos conceitos econômicos mundiais. Desenvolvimento sustentável.

Chamada de artigos para a Terra Livre n. 53 até dia 30/09. Tema: “A prática do (a) professor (a) à margem: resistências, saberes e poderes”

A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) convida toda a comunidade geográfica a compor o número 53 (2019) da Revista Terra Livre, cujo o tema é: “A prática do (a) professor (a) à margem: resistências, saberes e poderes”.

Em meio aos avanços do neoliberalismo e da ofensiva neoconservadora, o magistério tem sido alvo de ataques diversos, que tentam reconfigurar a profissão, a escola pública e o próprio sentido da educação. A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) convida a toda a comunidade geográfica a enviarem contribuições (artigos, ensaios, notas, resenhas e relatos de grupos de trabalho) para compor o número 53 (v. 02/2019) da Revista Terra Livre. Este número terá o mesmo tema do IX Encontro Nacional de Ensino de Geografia – Fala Professor (a)! – “A prática do (a) professor (a) à margem: resistências, saberes e poderes” – que foi realizado entre os dias 17 e 21 de julho de 2019, na Escola Municipal Belo Horizonte, em Belo Horizonte (MG).

Assim como o IX Fala Professor (a)!, esperamos que o número 53 da Revista Terra Livre, seja um espaço de debates sobre a situação do magistério, sobre os ataques à escola pública e as políticas de educação, sobre as resistências de professoras e professores para garantir a sua autonomia intelectual e docente e a manutenção dos seus direitos como trabalhadoras e trabalhadores da educação, assim como dos direitos da população à educação pública de Qualidade.

Prazo final para submissões: 30 de setembro de 2019. Submissões via sistema SEER. Dúvidas entrar em contato pelo e-mail: terralivreagb @ gmail.com

O Acampamento Marielle Vive de Valinhos, por professores de Geografia que lá estiveram

Em outubro de 2018, no 6º Encontro Regional de Ensino de Geografia, organizado pelo APEGEO e pela AGB-Campinas, os professores Fabiana Bardela Lopes, Marcos Zacarias Farhat Jr. e Wellingon Donizeti Strabello, da rede municipal de Campinas, apresentaram prática de ensino intitulada “A questão da terra no Brasil: um debate no Grupo de Estudos de Geografia e História”. Este grupo de reúne semanalmente e, naquele ano, visitaram o Acampamento Marielle Vive em atividade de campo.

Segue o que eles escreveram sobre o acampamento, onde foi morto, nesta quinta-feira (18/07), Luiz Ferreira da Costa.

Leia a prática educativa na íntegra, publicada nos Anais do 6º Encontro Regional de Ensino de Geografia.

O acampamento é organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), sub-região de Campinas, e se situa em uma propriedade rural na Estrada do Jequitibá, sentido Itatiba, na altura do quilômetro 6 (seis), entre os bairros Alpinas e Chácaras São Bento, de propriedade de uma empresa do setor imobiliário denominada Fazenda Eldorado Empreendimentos Imobiliários Ltda.

No final da madrugada de 14 de abril de 2018, sábado, cerca de 350 pessoas, divididas em, aproximadamente, 25 ônibus e dezenas de automóveis individuais, ocuparam uma propriedade rural alegadamente improdutiva, lindeira à Estrada do Jequitibá, nas terras altas da Serra dos Cocais, Valinhos/SP. Inicialmente, famílias de Sumaré, Hortolândia e Campinas formaram as primeiras levas que ocuparam a propriedade improdutiva. Ao longo das semanas, famílias de outras cidades aportaram no acampamento, inclusive de Valinhos, e em razão do destaque conferido na imprensa regional.

O Acampamento “Marielle Vive”, em homenagem à vereadora do PSOL recentemente assassinada no Rio de Janeiro, faz parte de uma jornada ampla de ocupação de terras improdutivas organizada pelo MST, e que ocorre ao longo do país. Também faz parte de uma agenda de denúncia à prisão do ex-presidente Lula, considerado um preso político pela direção do movimento. Inclusive, a ocupação em Valinhos foi uma das primeiras após a prisão do ex-presidente, e ganhou bastante projeção em razão da região escolhida.

Desde o primeiro dia de ocupação, ao longo das semanas, diversas famílias foram para a área em busca de um quinhão, do sonho de uma terra própria. Até o dia 18 de maio, aproximadamente 1.000 famílias estavam acampadas na propriedade, em condições extremamente precárias, pois não existe infraestrutura básica (água, eletricidade, etc.). As famílias do Acampamento “Marielle Vive” têm contado com doações de alimentos, água, roupas, cobertores, utensílios domésticos, produtos de higiene pessoal, cadernos e livros, brinquedos, entre outros. Diversas entidades da região, associações, igrejas, sindicatos, entre outros, prestaram solidariedade aos acampados.

É particularmente assustadora a quantidade de casais idosos no acampamento, com idades superiores a 70 anos. Muitos deles trabalhavam em fazendas da região, alguns, em regime de colonato, e, ao envelhecerem, foram demitidos, não tendo capital suficiente para adquirir um imóvel próprio.

Uma das pautas denunciadas pelo MST é a especulação imobiliária na região conhecida como Serra dos Cocais. A propriedade ocupada faz parte de um pool de áreas que estão sob o controle de empresas do setor imobiliário. Estas empresas – a maioria de Valinhos – têm feito lobby junto ao poder público local objetivando a alteração do zoneamento daquela região, de rural para urbano, com vistas à execução de um grande projeto imobiliário, denominado Região dos Lagos, já protocolado na prefeitura de Valinhos, consistindo na construção de 27 condomínios horizontais, totalizando aproximadamente 5.000 unidades residenciais.

A ocupação suscitou esse debate na cidade, pois grande parte da população valinhense se diz contraria à realização dos condomínios na região.

O ponto central desse debate é a água. O MST defende a realização de um projeto de reforma agrária baseado em um sistema agroecológico de produção, como forma de recuperar os solos bastante degradados ao longo de décadas, a vegetação nativa e favorecer a infiltração de água no subsolo, comportando as inúmeras famílias de diversas cidades da região, formando um cinturão verde e produtor de alimentos saudáveis na Região Metropolitana de Campinas (RMC).

As famílias que constroem o acampamento “Marielle, Vive!” são, principalmente, das cidades de Limeira, Valinhos, Americana, Sumaré, Hortolândia e da periferia de Campinas. Elas reivindicam que as terras da fazenda ocupada, chamada de El Dourado sejam destinadas à reforma agrária para que possam construir suas moradias e produzir alimentos saudáveis com técnicas da agroecologia” (MST, 2018).

Também está atrelado a este modelo a não utilização de agrotóxicos, dentro de uma proposta de produção de alimentos orgânicos, alinhado com a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNARA, 2018), projeto que se encontra em tramitação na Câmara dos Deputados, aguardando, neste momento, pareceres das comissões internas do poder legislativo nacional para o seu andamento.

O PNARA prevê a redução de uma série de agrotóxicos no campo brasileiro, muitos já proibidos nos Estados Unidos e na União Europeia, e se coloca na contramão do Projeto de Lei 6.299/2002, conhecido como ‘PL do Veneno’. Referido projeto foi apresentado em 2002, pelo então senador e atual Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, um dos maiores sojicultores do mundo. Se o PL do Veneno se tornar a nova lei de agrotóxicos no Brasil, inúmeras substâncias, proibidas na União Europeia, terão o seu uso liberado e/ou ampliado no país. Conforme defende a geógrafa e pesquisadora Larissa Mies Bombardi, do Laboratório de Geografia Agrária da Universidade de São Paulo (USP), em recente entrevista à BBC Brasil:

“Para se ter uma ideia, eles (os europeus) acabaram de proibir o uso de inseticidas chamados de neonicotinoides, que são dos mais vendidos no mundo, por que pesquisas mostravam uma relação entre eles e a mortandade de abelhas. Aqui, essas substâncias ainda são usadas. E agora, com o novo projeto de lei, ainda vamos ampliar o leque de agrotóxicos disponíveis no mercado” (BBC News Brasil, 2018)

Foto 1: Vista aérea do acampamento “Marielle Vive!”

Integrantes do Grupo de Estudos de Geografia e História no Acampamento “Marielle Vive!”

Acampamento “Marielle Vive!”

Fotos: MST e Grupo de Estudos de Geografia e História da SME-Campinas (2018)

Referências

BBC News Brasil. Na contramão da Europa e EUA, Brasil caminha para liberar mais agrotóxicos. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44621328. Acesso em 05 de setembro de 2018.

MST. Acampamento “Marielle, Vive” resiste há quase um mês em Valinhos (SP). Disponível em: http://www.mst.org.br/2018/05/10/acampamento-marielle-vive-resiste-ha-quase-um-mes-em-valinhos-sp.html. Acesso em: 05 de setembro de 2018.

Seu Luiz, presente!

A AGB-Campinas lançou ontem nota de pesar e solidariedade aos companheiros do MST do Acampamento Marielle Vive!, em Valinhos, na Região Metropolitana, em face ao assassinato de Luiz Ferreira da Costa. A nota foi reproduzida pelo MST nas redes sociais. O MST está convocando Ato pela Vida e pela Reforma Agrária no sábado, 20/07, com concentração na Praça Washington Luiz, às 9 horas.

Povos indígenas, cultura e resistência: palestra e lançamento do livro “Nheenguera”, com o Cacique Juvenal Payayá. Dia 26 de julho (sexta), às 10 horas, no IG

Receberemos o Cacique Juvenal Payayá (Utinga, Bahia), no dia 26 de julho de 2019 (sexta-feira), para uma palestra às 10 horas, na sala IG212 (Instituto de Geociências da Unicamp, Rua Carlos Gomes, 250).

Natural da Chapada Diamantina, o Cacique Juvenal Payayá é professor mas se define como poeta indígena. Publicou várias obras (romances, poemas, artigos, contos e crônicas). É uma das principais lideranças indígenas da Bahia, secretário do MUPOIBA (Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia) e atuante em redes dos povos indígenas nacionais e latinoamericanas.

A palestra, intitulada Povos indígenas, cultura e resistência, será seguida do lançamento do livro Nheenguera, publicado pela Assembleia Legislativa da Bahia, e terá como mediadora a professora Jamille da Silva Lima (UNEB).

INSCREVA-SE AQUI

Convocatória: Assembleia ordinária, 03/07/2019, às 15h30

Prezados(as) associados(as),

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral local ordinária a ser realizada no dia 3 de julho de 2019 (quarta-feira), às 15 horas e 30 minutos em primeira chamada e às 15 horas e 45 minutos em segunda chamada, na sede da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas, sala 301 do Instituto de Geociências da Unicamp (Rua Carlos Gomes, 250, Cidade Universitária, Campinas-SP), para discussão da seguinte pauta:

Informes

ORDEM DO DIA

  1. Aprovação do relatório financeiro e do relatório de atividades
  2. Eleição de delegado(s) da AGB-Campinas para a 138ª RGC
  3. Participação da AGB-Campinas no IX Fala Professor de Belo Horizonte
  4. Processo eleitoral
  5. Outros assuntos

Documentos

Diretoria Executiva Local

Campinas, 2 de julho de 2019.

14º Encontro Nacional de Prática de Ensino em Geografia acontece na Unicamp. Durante o evento, AGB organiza Fórum

O grupo de pesquisa Ateliê de Pesquisas e Práticas em Ensino de Geografia (APEGEO) organiza o 14º ENPEG – Encontro Nacional de Prática de Ensino em Geografia, com o tema “Políticas, linguagens e trajetórias do Ensino de Geografia”.

O evento ocorrerá entre 29 de junho e 4 de julho, na Universidade Estadual de Campinas. A programação do ENPEG inclui três trabalhos de campo (sábado), 15 oficinas e minicursos (domingo), mesas-redondas, nas manhãs; e 25 grupos de trabalho simultâneos, apresentação de pôsteres, lançamento de livros, à tarde (segunda a quarta). O convidado para a conferência de abertura é o professor Silvio Gallo, da Faculdade de Educação da Unicamp, com o tema “Educar em modo menor para enfrentar a barbárie” (domingo à noite). A mesa de encerramento, na manhã de quinta-feira, terá a participação das professores Clare Brooks e Nilda Alves, que discutirão o tema “Por uma educação geográfica porvir” (quinta pela manhã).

O caderno de programação pode ser consultado a seguir:

CADERNO DE PROGRAMAÇÃO

CADERNO DE RESUMOS

A Associação dos Geógrafos Brasileiros participará do ENPEG organizando um espaço de discussão — um fórum livre — com o tema “A prática do(a) professor(a) à margem: resistências, saberes e poderes”, o mesmo que conduzirá o Fala Professor, que acontece em julho, em Belo Horizonte.

A realização desse fórum foi aprovada durante a 137ª Reunião de Gestão Coletiva e conta com todo o apoio da organização do ENPEG.

A atividade ocorrerá no Auditório do Instituto de Geociências da Unicamp e terá, ao todo, 4 horas de duração, em dois momentos: na noite da segunda-feira, dia 1º de julho, das 20h às 21h30; e na terça-feira, dia 2 de julho, das 19h às 21h30.

Estão todos convidados!

Gilmar Mascarenhas de Jesus (1962-2019)

Com muito pesar recebemos a notícia da morte do geógrafo carioca Gilmar Mascarenhas de Jesus, nesta segunda-feira, 10 de junho, em decorrência de um acidente de trânsito quando andava de bicicleta a caminho de um trabalho de campo da UERJ, no último sábado.

Gilmar nasceu no Rio de Janeiro, apenas três dias depois do bicampeonato mundial do Brasil, em junho de 1962. Recebeu o nome do goleiro da seleção campeã e cresceu torcendo para o Botafogo. A paixão pelo esporte o acompanhou também na carreira de geógrafo.

Gilmar se formou em Geografia na UFF, na década de 1980. Defendeu o mestrado na UFRJ em 1991, tendo a orientação do professor Roberto Lobato Corrêa. No ano seguinte, passou a dar aulas na UERJ — onde, recentemente, havia se tornado professor titular — e no Colégio Pedro II. Na USP, em 2001, apresentou a tese de doutorado sobre a geografia do futebol no Rio Grande do Sul, tendo como orientadora a professora Odette Seabra.

Era uma das vozes mais ativas e mais ouvidas quanto às contradições dos megaeventos esportivos, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Em Campinas, ainda guardamos na memória sua participação no 5º Congresso Internacional de Ciências do Desporto, em 2015, quando proferiu a conferência de encerramento.

A AGB-Campinas se coloca ao lado da família, dos alunos, dos orientandos e dos colegas geógrafos de todo o país, em memória de Gilmar.

Diretoria Executiva Local

Campinas, 10 de junho de 2019

Aula aberta “A dinâmica da produção de commodities agrícolas e as relações entre o rural e o urbano em Santarém (PA) pós anos 2000”



Receberemos a professora Elen Cristina da Silva Pessoa, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e doutoranda no Instituto de Economia da Unicamp, para a aula aberta A dinâmica da produção de commodities agrícolas e as relações entre o rural e o urbano em Santarém (PA) pós anos 2000″, na sala IG220, no Instituto de Geociências, nesta sexta-feira, 7 de junho, com início às 20h30.

A atividade faz parte também da disciplina de graduação GF120 – Tópicos Especiais em Geografia: Formação territorial da Amazônia, organizada pelo Prof. Dr. Andrei Cornetta.

Não será necessário de inscrever. A participação é aberta a todos os interessados — estudantes, pesquisadores e professores da educação básica. Haverá lista de presença e emissão de certificados.

Comemorações dos 30 anos da AGB-Campinas e do Dia dos Géografos na Unicamp

Esta semana será especial. Todxs na Unicamp!

Apresentamos a programação da comemoração dos 30 anos da AGB-Campinas e do dia dos geógrafos na Unicamp! Compareça às atividades, organizadas pelo Departamento de Geografia e Programa de Pós-Graduação em Geografia da Unicamp e a AGB-Campinas.

Dica: nestes dias, a Editora da USP estará na Unicamp vendendo livros (entre os quais, diversos títulos geográficos) com 50% de desconto, das 10h às 21h, no Ciclo Básico II (PB). Veja mais.


05 de junho (quarta-feira)

9h – 12h (sala IG216)
Roda de conversa AGB-Campinas, 30 anos: trajetórias e perspectivas, com diretores e ex-diretores da associação

13h30 – 16h30
Oficinas no Instituto de Geociências. Faça sua inscrição!

16h30 – 18h (sala IG212)
Mesa-redonda “Transformações recentes no território moçambicano e perspectivas de pesquisa” – os doutorandos em Geografia Lucrêncio Macarringue e Pedro Arrone discutirão suas práticas enquanto geógrafos, a partir de suas investigações, e a Geografia de seu país, Moçambique. Faça sua inscrição!

19h – 22h (Auditório Marielle Franco do IFCH/Unicamp)
Conferência com Armen Mamigonian: A região em debate: América Latina e África no contexto geopolítico do século XXI –
o professor Armen Mamigonian, de família armênia, nascido em São Paulo em 1935, é graduado em Geografia e História pela USP (1956) e doutor em Geografia Industrial pela Universidade de Estrasburgo (1962). Atualmente é professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina. O coordenador da atividade será o professor Vicente Eudes Lemos Alves, diretor da AGB-Campinas. Faça sua inscrição!


06 de junho (quinta-feira)

18h30 – 21h30 (Auditório da Adunicamp)
Cinedebate Ken Saro-Wiwa, Presente!

A sessão do documentário Ken Saro-Wiwa, Presente! terá início às 18h30 da quinta, no Auditório da Adunciamp. Ken Saro-Wiwa foi um reconhecido escritor e ativista nigeriano que liderou um movimento de resistência pacífica contra práticas de racismo ambiental e genocídio de minorias étnicas na região do Delta do Níger, na Nigéria. Em 1995, foi morto por conta de sua militância contra a exploração abusiva de petróleo operacionalizada por corporações multinacionais em conluio com as elites do governo nigeriano. Através de entrevistas com artistas, ativistas e familiares, o documentário apresenta sua história, os impactos causados pela exploração de petróleo no Delta e a relevância política e cultural de projetos artísticos em Londres dedicados à sua memória.

A sessão será seguida de um debate com o público, com início previsto às 20 horas, com a diretora do filme, a geógrafa Elisa Dassoler, e o Grupo de Estudos Africanos em Geografia da Unicamp (GEAG). Imperdível!

Oficinas do dia 05 de junho

Nas comemorações do Dia do Geógrafo e dos 30 anos da AGB-Campinas, serão oferecidas simultaneamente quatro oficinas.

Inscreva-se gratuitamente em até duas oficinas! A lista de inscritos será divulgada na terça (dia 4) à noite e a confirmação será enviada por e-mail.

INSCREVA-SE AQUI

Dinâmica do Agronegócio Globalizado no Brasil: capital financeiro e Land Grabbing na região do MATOPIBA

com Henrique Faria dos Santos, Rodrigo Cavalcanti do Nascimento e Yuiri Martenauer Saweljew. Leia mais.


Geografia, Turismo e Patrimônio Cultural

com Ana Maria Veira Fernandes, Gabrielle Cifelli, Maria Karla Hernández González e Rafael Henrique de Moura. Leia mais.


Pesquisas e trabalhos de campo em Geomorfologia e Análise Ambiental

com Salvador Carpi Junior, André dos Santos Ribeiro, Edson Antonio Mengatto Junior, Éverton Vinicius Valezio, Gustavo Piva Lopes Salgado, Lucas Lämmle, Pedro Carvalho Aderaldo, Ralph Charles e Vinícius Borges Moreira. Leia mais.


Vida de laboratório: trajetórias de pesquisas do Geoplan a partir do método de Milton Santos

com Carlos Eduardo Salgado, Heloísa Santos Molina Lopes, Luciano Duarte, Luiz Fernando Vieira e Maurício Moysés. Leia mais.

Mesa-redonda Transformações recentes no território moçambicano e perspectivas de pesquisa

No dia 05 de junho, a partir das 16h30, na sala IG212 do IG/Unicamp, vamos receber os doutorandos em Geografia Lucrêncio Macarringue e Pedro Arrone, que debaterão o tema Transformações recentes no território moçambicano e perspectiva de pesquisa, discutindo suas práticas enquanto geógrafos, a partir de suas investigações, e a Geografia de seu país, Moçambique.

INSCREVA-SE AQUI

Lucrêncıo Silvestre Macarrıngue é geógrafo pela Universidade Eduardo Mondlane de Maputo, mestre em Ciências Ambientais (2014) pela Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia; e professor e pesquisador no Instituto de Formação em Administração de Terras e Cartografia em Moçambique. Atualmente realiza o doutorado no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Unicamp.

Pedro Herculano Arrone foi docente da Unıversıdade Pedagógıca, delegação da Beıra, no curso de Geografıa (2008 -2018); lıcencıado em ensıno de Geografia pela Unıversıdade pedagógıca de Moçambıque (2008); mestre em Gestão e Audıtorıa Ambıental pela Unıversıdade Europeıa do Atlantıco (2014). Atualmente realiza o doutorado no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Unicamp.

Cinedebate: Ken Saro-Wiwa, presente!

cartaz: Josh MacPhee

Convidamos todos para o cinedebate que acontecerá no dia 6 de junho (quinta-feira), com início às 18h30, no Auditório da Adunicamp, localizado na Avenida Érico Veríssimo, 1479, no campus da Unicamp em Barão Geraldo.

O documentário Ken Saro-Wiwa, Presente! será exibido na íntegra, com duração de aproximadamente 1h30.

Ken Saro-Wiwa foi um reconhecido escritor e ativista nigeriano que liderou um movimento de resistência pacífica contra práticas de racismo ambiental e genocídio de minorias étnicas na região do Delta do Níger, na Nigéria. Em 1995, foi morto por conta de sua militância contra a exploração abusiva de petróleo operacionalizada por corporações multinacionais em conluio com as elites do governo nigeriano. Através de entrevistas com artistas, ativistas e familiares, o documentário apresenta sua história, os impactos causados pela exploração de petróleo no Delta e a relevância política e cultural de projetos artísticos em Londres dedicados à sua memória.

A sessão será seguida de um debate com o público, com início previsto às 20 horas, com a diretora Elisa Dassoler e o Grupo de Estudos Africanos em Geografia da Unicamp (GEAG).

INSCREVA-SE AQUI

Conferência com Armen Mamigonian: A região em debate: América Latina e África no contexto geopolítico do século XXI

O Programa de Pós-Graduação em Geografia, o Departamento de Geografia do Instituto de Geociências da Unicamp e a Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas convidam todos as geógrafas e geógrafos para a conferência A região em debate: América Latina e África no contexto geopolítico do século XXI, que será ministrada pelo professor Armen Mamigonian. A coordenação será feita pelo professor Vicente Eudes Lemos Alves, da Unicamp.

A atividade terá lugar no Auditório Marielle Franco do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp no dia 5 de junho (quarta-feira) às 18 horas.

INSCREVA-SE AQUI

O professor Armen Mamigonian, de família armênia, nascido em São Paulo em 1935, é graduado em Geografia e História pela USP (1956) e doutor em Geografia Industrial pela Universidade de Estrasburgo (1962). É professor titular aposentado da Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade de São Paulo.

29 de maio: dia das/os geógrafas/os em luta

DIA DOS GEÓGRAFOS EM LUTA ✊

Saudamos todas e todos neste Dia das/os Geógrafas/os, que também marca o aniversário de 83 anos do IBGE. Nesta data, é fundamental defendermos o IBGE e seu legado e refutarmos os cortes que vem sendo anunciados para o Censo e para o Instituto. Além disso, convocamos todas as pessoas às ruas nos próximos dias 30/05 (amanhã) e 14/06 para defender a Ciência brasileira e a Universidade e a Escola públicas dos cortes e da perseguição política. Nessa conjuntura de retrocessos, é fundamental defendermos as conquistas da educação pública e da pesquisa brasileiras, assim como lutarmos por valorização de professores e geógrafos em seus trabalhos tão imprescindíveis para a construção de outro futuro para nosso país.


AGB-Campinas

AGB-Campinas 30 Anos: chamada de oficinas e minicurso para a tarde de 05/06

A AGB-Campinas está organizando a comemoração de seus 30 anos de fundação no dia 05/06/2019 (quarta-feira). Neste dia, no período da manhã, haverá um debate sobre trajetórias e perspectivas da associação e, à noite, uma conferência.

No período da tarde, está prevista a realização de minicursos e oficinas nas dependências do Instituto de Geociências da Unicamp.

Participe conosco desta data especial!

Envie sua proposta de oficina/minicurso até o dia 27/05/2019, pelo e-mail secretaria @ agbcampinas.com.br

A proposta, encaminhada no corpo do e-mail, deverá conter:

  • TÍTULO
  • PROPONENTE(S): (com minicurrículo e links para currículo Lattes)
  • EMENTA: (até 100 palavras)
  • OBJETIVOS: (até 3 objetivos concisos)
  • BIBLIOGRAFIA BÁSICA: (não obrigatória)
  • CARGA HORÁRIA: (deverá ser de 2 a 3 horas)
  • LIMITE DE PARTICIPANTES: (se houver)
  • MATERIAIS NECESSÁRIOS: (lista como impressões, data show, caixa de som, computadores para participantes etc.)

Diretoria Executiva Local

Campinas, 20 de maio de 2019

Minicurso “Introdução à pesquisa em História da Geografia: o caso do darwinismo social de Ellsworth Huntington”, dia 23/05, às 18 horas

Receberemos o geógrafo Fernando Coscioni para o minicurso “Introdução à pesquisa em História da Geografia: o caso do darwinismo social de Ellsworth Huntington”.

O minicurso terá duração aproximada de 1h30, com início às 18 horas no dia 23/05/2019 (quinta-feira), na sala IG, do Instituto de Geociências da Unicamp.

Fernando Coscioni é geógrafo formado pela USP, onde também se formou mestre em Geografia Humana e atualmente realiza o doutorado sob orientação do professor Ricardo Mendes Antas Jr. (processo FAPESP 16/18128-1).

INSCREVA-SE GRATUITAMENTE AQUI

Ementa: O objetivo dessa aula é apresentar algumas discussões metodológicas que vêm sendo conduzidas nas últimas décadas por autores com preocupações ligadas à História da Geografia.

A investigação na historiografia disciplinar vem travando um contato cada vez mais sistemático com os debates das subdisciplinas das humanidades que tratam da produção intelectual, especialmente com a História Intelectual e a Sociologia da(s) Ciência(s). Algumas pesquisas mais recentes em História da Geografia têm se dedicado a estudar o impacto de tendências históricas, socioeconômicas, políticas, geopolíticas e culturais mais amplas sobre o pensamento geográfico e, em virtude disso, vêm provocando uma ruptura com as narrativas internalistas da história disciplinar que apenas inventariam ideias, obras e autores.

A aula pretende, na primeira parte, apresentar algumas posturas teórico-metodológicas que foram importantes para que essa ruptura na historiografia disciplinar ocorresse para, em seguida, na segunda parte, abordar um estudo de caso referente a alguns aspectos da trajetória e da obra do geógrafo Ellsworth Huntington (1876-1947), com especial ênfase para o papel do Darwinismo Social na fundamentação filosófica e epistemológica de seus escritos e para a sua inserção no nascente campo disciplinar da Geografia Humana estadunidense do início do século XX.

A apresentação desse estudo de caso tem como objetivo demonstrar que a assunção de certos pressupostos teórico-metodológicos ligados à História Intelectual e à Sociologia da(s) Ciência(s) pode contribuir para modificar a maneira tradicional de tratamento dos temas estudados pela História da Geografia.

Bibliografia

AAY, H. Texbook Chronicles: Disciplinary History and the Growth of Geographic Knowledge. In: BLOUET, B. (Org.) The Origins of Academic Geography in the United States. Hamden, Archon Books, 1981, pp. 291-302.

BARROWS, H. Geography as Human Ecology. Annals of the Association of American Geographers, Vol. 13, No. 1, 1923, pp. 1-14.

BRIGHAM, A. P. Problems of Geographic Influence. Annals of the Association of American Geographers, Vol. 5, 1915, pp. 3-25.

_______________. The Association of American Geographers,1903-1924. Annals of the Association of American Geographers. Vol. 14, No. 3, 1924, pp. 109-116.

BERDOULAY, V. A Abordagem Contextual. Espaço e Cultura, No. 16, Rio de Janeiro, UERJ, 2003 [1981], pp. 47-56.

BOURDIEU, P. Os Usos Sociais da Ciência. São Paulo, Unesp, 2003.

_____________O Campo Científico. In: A Sociologia de Pierre Bourdieu. ORTIZ, R. (org.). São Paulo, Olho d’Água, 2003 [1976].

_____________. Para uma Sociologia da Ciência. Lisboa, Edições 70, 2008.

BOWLER, P. Evolution – The History of an Idea. Berkeley/Los Angeles/London, University of California Press, 2009 [1983]. 

CAPEL, H. Filosofía y Ciencia en La Geografía Contemporánea.- Una Introducción a La Geografía. Nueva edición ampliada. Barcelona, Ediciones del Serbal, 2012.

COSCIONI, F. J. O Darwinismo Social na Geografia Humana do início do século XX: o caso da obra Influences of Geographic Environment de Ellen Semple. GEOUSP: espaço e tempo, v. 22, p. 349-365, 2018. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/geousp/article/view/140469.

DARNTON, R. História Intelectual e Cultural. In: O Beijo de Lamourette – Mídia, Cultura e Revolução. São Paulo, Companhia das Letras, 1995 [1990].

DAVIS, W. M. The Opportunity for the Association of American Geographers. Bulletin of the American Geographical Society, Vol. 37, No. 2, 1905, pp. 84-86.

DEGLER, C. In Search of Human Nature – The Decline and Revival of Darwinism in American Social Thought. New York/Oxford, Oxford University Press, 1991.

DOSSE, F. La Marcha de Las Ideas – Historia de los intelectuales, Historia Intelectual. València, Universitat de València, 2007.

DRYER, C. The Development of Geographic Sense and Concept. Annals of the Association of American Geographers, Volume 10, 1920, pp. 3-16.

ELIAS, N. O Processo Civilizador. Volume 1: Uma História dos Costumes. Rio de Janeiro, Zahar, 2011 [1939].

FENNEMAN, N. The Circumference of Geography. Geographical Review, Vol. 7, No.3, 1919, pp. 168-175.

HAWKINS, M. Social Darwinism in European and American Thought (1860-1945) – Nature as a Model and Nature as a Threat. Cambridge, Cambridge University Press, 1998.

HERBST, J. Social Darwinism and the History of American Geography. Proceedings of the American Philosophical Society.  Vol. 105, No. 6, 1961, pp. 538-544.

HOBSBAWM, E. Era dos Impérios (1875-1914). São Paulo, Paz e Terra, 2010 [1988].

HOFSTADTER, R. Social Darwinism in American Thought. Boston, Beacon Press, 1992 [1955].

HUNTINGTON, E. World Power and Evolution. New Haven, Yale University Press, 1919.

________________. Civilization and Climate. New Haven, Yale University Press, 1915.

________________. Civilization and Climate. New Haven, Yale University Press,  1924a, Third Edition.

________________. Geography and Natural Selection – A Preliminary Study of the Origin and Development of Racial Character. Annals of the Association of American Geographers, Vol. 14, No.1, 1924b, pp. 1-16.

LIVINGSTONE, D. The Geographical Tradition. Malden/Oxford, Blackwell Publishing, 2008 [1992].

MARTIN, G. Ellsworth Huntington – His Life and Thought. Hamden, Archon Book, 1973.

___________. All Possible Worlds – A History of Geographical Ideas. New York/Oxford, Oxford University Press, 2005.

PATTISON, W. Rollin Salisbury and the Establishment of Geography at the University of Chicago. In: BLOUET, B (org.) Origins of Academic Geography in the United States, Archon Book, Hamden, 1981, pp.151-163.

PEET, R. Social Origins of Environmental Determinism. Annals of the Association of American Geographers, Vol.  75, No. 3, 1985, pp. 309-333.

ROSS, D. The Origins of American Social Science. New York/Cambridge, Cambridge University Press, 1991.

SCHULTEN, S. The Geographical Imagination in America (1880-1950). Chicago, University of Chicago Press, 2001.

STODDART, D. R. Darwin’s Impact on Geography. Annals of the Association of American Geographers, Vol. 56, No. 4, 1966, pp. 683-698.

Assembleia ordinária: dia 13 de maio às 18 horas

A AGB-Campinas realiza assembleia no dia 13 de maio, às 18 horas, para discussão da seguinte pauta: 1) Balanço da participação da AGB-Campinas na 137ª RGC (Belo Horizonte, 26 a 28/04); 2) Organização das comemorações dos 30 anos de fundação da AGB-Campinas; 3) Calendário eleitoral; 4) Participação da AGB-Campinas no IX Fala Professor. Ficam convocados todos os associados. A assembleia é aberta à participação de todos os interessados.

Diretoria Executiva Local

Campinas, 10 de maio de 2019

Minicurso “Gestão das Águas e Mapeamento Ambiental Participativo”, dia 29 de maio às 9h

O Programa de Pós-Graduação em Geografia da Unicamp, o Laboratório de Geomorfologia e Análise Ambiental do IG/Unicamp e a AGB-Campinas organizam o minicurso “Gestão das Águas e Mapeamento Ambiental Participativo” com os geógrafos Antonio Cezar Leal (Unesp-Presidente Prudente) e Salvador Carpi Junior (Unicamp).

A atividade acontecerá no dia 29 de maio, dia do geógrafo, às 9 horas, na sala IG216. A carga horária é de 3 horas.

Ementa: No minicurso serão discutidos fundamentos de gestão participativas das águas e de planejamento de recursos hídricos. Será abordado o mapeamento ambiental participativo como procedimento para subsidiar diagnósticos participativos de bacias hidrográficas, visando envolver e mobilizar gestores, técnicos e comunidade no processo de planejamento de recursos hídricos em bacias hidrográficas.

Objetivos

  • Incentivar o debate sobre gestão participativa das águas;
  • Discutir procedimentos para elaboração de diagnósticos participativos voltados ao planejamento de recursos hídricos em bacias hidrográficas;
  • Propor atividades práticas de mapeamento e mobilização participativa aplicada à gestão da água

Bibliografia básica

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Terra Livre recebe artigos para o v. 52

CHAMADA PARA SUBMISSÃO DE ARTIGOS REVISTA TERRA LIVRE

A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) convida toda a comunidade acadêmica para compor o número 52 (2019) da Revista Terra Livre (ISSN 0102-8030).

A política editorial da Revista Terra Livre, visando a pluralidade da Geografia contemporânea, alterou as chamadas de temáticas específicas para livres.

A Revista Terra Livre tem como foco principal a publicação de temas relacionados à Geografia, cujo objetivo é divulgar a produção do conhecimento geográfico. Serão aceitos artigos, resenhas, entrevistas, notas de pesquisa e documentos de grupos de trabalho das seções locais da AGB.

Prazo para submissões: 12 de maio de 2019.

Submissões via sistema SEER: http://www.agb.org.br/publicacoes/index.php/terralivre/login

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Convocatória: Assembleia geral ordinária, 24/04/2019 às 18 horas

Prezados(as) associados(as),

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral local ordinária a ser realizada no dia 24 de abril de 2019 (quarta-feira), às 18 horas em primeira chamada e às 18 horas e 15 minutos em segunda chamada, na sala 214 do Instituto de Geociências da Unicamp (Rua Carlos Gomes, 250, Cidade Universitária, Campinas-SP), para discussão da seguinte pauta:

Informes

ORDEM DO DIA

  1. Aprovação do relatório financeiro e do relatório de atividades
  2. Participação da AGB-Campinas na 137ª RGC de Belo Horizonte
  3. Eleição de delegado(s) da AGB-Campinas para a 137ª RGC
  4. Participação da AGB-Campinas no IX Fala Professor de Belo Horizonte
  5. Processo eleitoral
  6. Comemoração dos 30 anos de fundação da AGB-Campinas
  7. Outros assuntos

Documentos

A inclusão de novos itens na pauta pode ser solicitada à secretaria da AGB-Campinas por meio do e-mail secretaria@agbcampinas.com.br até a manhã do dia 24 de abril

Diretoria Executiva Local

Campinas, 22 de abril de 2019.

Aula aberta “Povos tradicionais e lutas por autonomia territorial no Maranhão”

Receberemos o geógrafo Josoaldo Lima Rêgo, da Universidade Federal do Maranhão, para a aula aberta Povos tradicionais e lutas por autonomia territorial no Maranhão.

A atividade será aberta a todos os interessados e acontecerá na sexta-feira, dia 26 de abril, às 19 horas, na sala 220 do Instituto de Geociências da Unicamp. A organização é da AGB-Campinas e do Laboratório de Investigações Geográficas e Planejamento Territorial (Geoplan), do Departamento de Geografia do IG/Unicamp.

Josoaldo Lima Rêgo é graduado em Geografia pela UFMA e é mestre e doutor em Geografia Humana pela USP, e professor adjunto da UFMA.

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Mesa-redonda “Geo-história dos saberes: por uma abordagem espacial em história e epistemologia da Geografia”

O Ateliê de Pesquisas e Práticas em Ensino de Geografia (APEGEO) e o Programa de Pós-Graduação em Geografia da Unicamp organizam mesa-redonda Geo-história dos saberes: por uma abordagem espacial em história e epistemologia da Geografia, que acontece no Instituto de Geociências da Unicamp, na sala 211, no dia 24 de abril, a partir das 14 horas.

Participam o Prof. Dr. Pascal Clerc, da Université de Cergy-Pontoise, e a Profª Drª Larissa Alves de Lira, da Universidade de São Paulo.

Contra os cortes do Orçamento para o Censo Demográfico 2020

Nota da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), Associação Nacional de Pós-Graduação em Geografia (ANPEGE) e Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR)

CONTRA OS CORTES DO ORÇAMENTO PARA O CENSO DEMOGRÁFICO 2020

Diante das últimas notícias do corte de 25% do orçamento previsto para a realização do Censo Demográfico 2020, as associações científicas AGB, ANPEGE e ANPUR vêm a público manifestar sua preocupação com os impactos que tais remodelações podem significar para o mais abrangente e rigoroso levantamento populacional do país.

Cabe destacar que o Censo Demográfico não só é o mais completo levantamento de informações sobre as características da população brasileira, como é também a única oportunidade de realizar um retrato detalhado e global das suas condições de vida, através de recortes geográficos detalhados e adequados às necessidades dos 5568 municípios brasileiros.

A proposta de redução da amostra causa enorme preocupação, tendo em vista a importância da divulgação dos dados mais aprofundados através das áreas de ponderação. Trata-se de informações imprescindíveis para que as prefeituras tenham referências confiáveis para o planejamento, a execução das políticas de nível local e para a tomada de decisão por parte dos gestores municipais, o que é fundamental para o exercício das competências constitucionais dos municípios.

Além disso, a avaliação da abrangência espacial das políticas públicas de saúde, educação e habitação, como também da cobertura territorial dos programas sociais, dependem das informações coletadas no Censo Demográfico, considerando-se a carência, no Brasil, de bases de dados e registros administrativos nessas áreas.

É preciso destacar a importância dos temas com componente geográfico levantados pelo questionário do Censo Demográfico, como migração, deslocamento de pessoas para trabalho e estudo e as características dos domicílios, que captam informações que são cruciais para o desenvolvimento de políticas que atendam a direitos como o da habitação e o da mobilidade urbana.

Em um país com 84% de população urbana, ressaltamos a importância da coleta das Características do Entorno dos Domicílios, reconhecido avanço do Censo 2010, e que representa uma etapa indispensável para garantia da cobertura do Censo, quando os supervisores confirmam a existência de vias e incluem aquelas que porventura não tenham sido identificadas em gabinete ou que surgiram em período recente. Esse levantamento capta informações relativas à acessibilidade, à circulação, aos equipamentos públicos e ao meio ambiente, podendo-se traçar um panorama da infraestrutura urbana do país e subsidiar políticas públicas e investimentos em especial nas áreas urbanas mais desassistidas de serviços públicos.

Cabe ressaltar que não há evidências científicas que sustentem que a redução do questionário tenha influência na qualidade da informação prestada ou na melhoria da cobertura do Censo. O IBGE vem trilhando, com reconhecimento internacional, uma série de aperfeiçoamentos metodológicos que garantiram uma melhoria significativa na crítica e nos saltos automáticos de quesitos, que diminuíram significativamente o tempo de aplicação do questionário. Em termos da cobertura do Censo, a digitalização da cartografia censitária ajudou na superação de inúmeras dificuldades logísticas para alcançar áreas remotas e isoladas, o que se expressa, por exemplo, no aumento de 27% dos domicílios rurais recenseados na Região Norte do país entre os Censos de 1991 e 2010. Além disso, as novas tecnologias de supervisão em tempo real com auxílio de GPS e o uso de dispositivo eletrônico na aplicação do questionário garantem a eficiência da entrevista, a garantia de percurso, acesso e visita por parte do recenseador e a aceleração das etapas de codificação e apuração dos resultados.

Por outro lado, é sabido que a imposição de mudanças no questionário por motivos não técnicos após a realização de duas etapas de prova piloto comprometeria a qualidade do censo, uma vez que as alterações não poderiam ser testadas em tempo hábil para o início da coleta. Além disso, as provas piloto realizadas em agosto de 2018 e março de 2019 foram investimentos sociais e seus resultados técnicos devem ser as únicas referências para os ajustes necessários de questionário e metodologia.

Por todo o exposto, estas associações reforçam junto ao Estado brasileiro a imperiosa necessidade de que sejam assegurados os recursos financeiros e humanos para a realização integral do Censo Demográfico de 2020, sem cortes de última hora no questionário. Desse modo, estará assegurada a integralidade do banco de dados, indispensável não apenas para nossas pesquisas acadêmicas e de assessoria a movimentos sociais e políticas públicas, mas também para o conjunto da população brasileira, através de um retrato o mais preciso de sua realidade, metodologicamente consistente, espacialmente coerente com a complexidade de seus problemas e comprometido com os parâmetros técnicos que sempre marcaram a produção do IBGE e que o tornaram um patrimônio da sociedade brasileira.

Cientes de que o Estado brasileiro não faltará com seu compromisso de priorizar a busca, difusão e aprimoramento da mais justa e acurada informação sobre o próprio país, em benefício da sociedade brasileira

Subscrevemo-nos

Atenciosamente

Manoel Fernandes de Sousa Neto 
Presidente da ANPEGE (Gestão 2018-2019)

Associação dos Geógrafos Brasileiros
Diretoria Executiva Nacional (Gestão 2018-2020)

Eduardo Alberto Cusce Nobre
Presidente da ANPUR Gestão (2017-2019)

Minicurso: Introdução à Geografia das Finanças

Receberemos o geógrafo Wagner Nabarro para o minicurso Introdução à Geografia das Finanças, na segunda-feira, 6 de maio, às 18h30. O encontro será na sala IG214.

O ministrante Wagner é bacharel em Geografia pela Unicamp, mestre em Geografia Humana pela USP, onde atualmente desenvolve pesquisa de doutorado sob orientação do Prof. Fábio Contel. Foi professor substituto da Universidade Federal Fluminense (Campos dos Goytacazes) e atualmente é professor substituto da Universidade Estadual Paulista (Rio Claro). Também é membro do corpo editorial do Boletim Campineiro de Geografia e vice-coordenador de publicações da AGB-Campinas. É membro da Comissão Organizadora do 6º Seminário Internacional FinGeo — Geografia, Finanças e Desenvolvimento Desigual, que acontecerá na USP entre 15 e 17 de maio.

Objetivos do minicurso Buscaremos discutir as possibilidades de estudo das finanças pela Geografia, procurando atualizar o entendimento da economia a partir do campo de estudos geográfico. Abordaremos, para isso, algumas das tendências de estudo da geografia das finanças no mundo, analisando sob uma perspectiva crítica a organização do sistema capitalista atual. Apontaremos algumas possibilidades de estudo dos fenômenos relacionados às finanças no território brasileiro, enfatizando sua relação com a urbanização.

Ementa

  • O estudo das finanças na geografia e a “geografia das finanças”
  • A “financeirização” e suas possíveis abordagens
  • Os centros financeiros e a divisão do trabalho financeiro
  • Finanças, técnica e informação no Brasil
  • As bolsas de valores e o mercado de capitais no Brasil
  • Creditização e consumo no Brasil atual

Bibliografia sugerida

ALVES, Caio Z. J. A formação do complexo corporativo metropolitano de São Paulo baseado na distribuição das sedes dos bancos de investimento (1966-2013). GEOUSP: espaço e tempo, v. 22, p. 096-114, 2018.

CHRISTOPHERS, Brett. The limits to financialization. Dialogues in Human Geography, v. 5 (2), 2015.

CHESNAIS, François. A mundialização do capital. São Paulo: Xamã, 1996.

CONTEL, Fabio B. Território e finanças: técnicas, normas e topologias bancárias. São Paulo: Annablume, 2011.

_____. As finanças e o espaço geográfico: contribuições centrais da geografia francesa e da geografia brasileira. Revista Brasileira de Geografia, v. 61, p. 59-78, 2016.

DICKEN, Peter. Mudança global: mapeando as novas fronteiras da economia mundial. São Paulo: Bookman, 2010.

DIAS, Leila. Finanças, política e território. Caderno CRH, n. 22. Salvador, 2009.

GUERIM, Thiago Gonçalves Marques. Território e regionalismo bancário: topologia e estratégia geoeconômica do Banestes/ES. Dissertação (Mestrado em Geografia Humana). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – Universidade de São Paulo. São Paulo, 2017

HARVEY, David. O enigma do capital. São Paulo: Boitempo, 2015.

IAMONTI, Victor Zuliani. Automação bancária e formação socioespacial brasileira: o circuito espacial de produção de terminais de autoatendimento (ATMs). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2016.

LABASSE, Jean. L’espace financier. Paris: Armand Collin, 1974.

MARTIN, Ron. Money and the space economy. New York: John Wiley & Sons, 1999.

MARTIN, Ron; POLLARD, Jane (org.). Handbook on the Geography of Money and Finance. Edward Elgar Pub, 2017.

MEDEIROS, Dhiego. Financeirização do território e circuitos da economia urbana: agentes de crédito, técnicas e normas bancárias. Um exemplo em Alagoas. Dissertação (Mestrado em Geografia Humana). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2013.

NABARRO, Wagner. A Bloomberg e os círculos de informação financeira no território brasileiro. Monografia (Bacharelado em Geografia). Universidade Estadual de Campinas. Campinas, 2013.

_____. O Mercado de capitais no território brasileiro: ascensão da BM&FBovespa e centralidade financeira de São Paulo. Dissertação (Mestrado em Geografia Humana). Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016.

PASTI, André; SILVA, Adriana Bernardes. O mercado de capitais e os círculos de informações financeiras no território brasileiro. Confins, v. 19, 2013.

PAULA, Carolina Gabriel. Bancos comunitários e moedas locais: uma definição geográfica. Revista Continentes (UFRRJ), n. 7, 2015.

SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996.

____. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. São Paulo: Record, 2000.

SILVA, Adriana Bernardes. A contemporaneidade de São Paulo: produção de informações e novo uso do território brasileiro. Tese (Doutorado em Geografia Humana) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2001.

WARF, Barney. Telecommunications and the globalization of financial services. The professional geographer, v. 41, n. 3.

WÓJCIK, Dariusz. Geography of stock markets. Geography Compass, v. 3 (4), 2009.

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Minicurso: Introdução à Geografia da Fome

Receberemos a geógrafa Livia Cangiano Antipon para o minicurso Introdução à Geografia da Fome, na quarta-feira, dia 17 de abril, às 19 horas. O encontro será na sala IG220.

Livia é bacharela e licenciada em Geografia pela Unicamp, onde também fez seu mestrado (2017), com o título “O circuito inferior da economia urbana no centro do município de Campinas: a dimensão do comércio popular de alimentação”, e atualmente desenvolve pesquisa de doutorado sob orientação do Prof. Márcio Cataia.

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Objetivos do minicurso

Objetivamos com o minicurso oferecer subsídios que ajudem a melhor refletir sobre a Situação Alimentar Urbana brasileira, a partir da análise da fome urbana no território nacional. Para tanto, iremos nos debruçar nos seguintes temas: (I) trazer para o centro do debate o resgate das obras do médico e geógrafo Josué de Castro, buscando atualizar a noção de Fome Oculta – carência nutricional associada à má-alimentação – e entender a importância de seus escritos para o Programa Fome Zero; (II) a problematização da alimentação rápida e barata no cotidiano dos centros das grandes cidades como consequência do aumento das desigualdades socioespaciais inerentes ao período contemporâneo, associando, portanto, o tema da alimentação com os processos de urbanização corporativa e fragmentada.

Ementa

  • A Geopolítica e a Geografia da Fome: atualidade e relevância das obras de Josué de Castro para a Geografia brasileira;
  • O conceito de fome oculta e insegurança alimentar no período contemporâneo;
  • O Programa Fome Zero;
  • O processo de urbanização corporativa e fragmentada, a pobreza urbana e a fome oculta na cidade;
  • Pobreza urbana e alimentação escolar: agricultura familiar e combate à fome;
  • A Situação Alimentar Urbana e o mercado popular de alimentação nos centros urbanos;
  • Circuito inferior da economia urbana e mercado socialmente necessário contra a fome na cidade.

Carga horária: 3 horas

Conteúdo programático

PARTE I – Atualidade e relevância das obras de Josué de Castro para a
Geografia brasileira

  • Revisitando a obra de Josué de Castro: Geografia da Fome e Geopolítica da Fome;
  • O conceito de fome oculta e insegurança alimentar no período contemporâneo;
  • Os escritos de Josué de Castro e o Programa Fome Zero;
  • Ler a urbanização a partir da fome e da alimentação.

Bibliografia sugerida

  • ANSELL, A. Zero Hunger: Political Culture and Antipoverty Policy in Northeast Brazil, University of North Carolina Press, 2014.
  • BLANCO, L. F. A comida como direito: apontamentos sobre o direito à alimentação adequada a partir da trajetória do Fome Zero. Alabastro: revista eletrônica dos discentes da Escola de Sociologia e Política da FESPSP, São Paulo, ano 5, v. 1, n. 9, p. 13-30, 2017.
  • CARVALHO, A.A.T. de. O pão nosso de cada dia nos dai hoje… Josué de Castro e a inclusão da fome nos estudos geográficos no Brasil. Tese (Doutorado em Geografia). Universidade de São Paulo, Departamento de Geografia – FFLCH, USP, 2007
  • CASTRO, J. de. Geografia da fome- o dilema brasileiro: pão ou aço. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1946.
    CASTRO, J. de. O livro negro da fome. São Paulo: Editora Brasiliense, 1960.
  • CASTRO, J. de. Geopolítica da fome- Ensaios sobre os problemas de alimentação e de população no mundo. Rio de Janeiro: Editora da Casa do Estudante, 1961.
  • CASTRO, J. de. Documentário do Nordeste. São Paulo: Editora Brasiliense, 1965.
  • CASTRO, J. de. Homens e Caranguejos. São Paulo: Editora Brasiliense, 1967.
  • HARVEY, D. O trabalho, o capital e conflito de classes em torno do ambiente construído nas sociedades capitalistas avançadas. Revista Espaço e Debates, jun./set. 1982.
  • SILVA, J.G. da. A concepção, as prioridades e estratégia de execução do Programa Fome Zero. In. (Orgs). Velloso, R.; Albuquerque, R. A nova geografia da fome e da pobreza. Editora José Olympio, Rio de Janeiro, 2004.
  • RIBEIRO JUNIOR, J. Urbanização crítica e alienação das práticas alimentares. Revista Usp Agrária, São Paulo, n. 17, pp. 104-131, 2012.
  • RIBEIRO JUNIOR, J. Alienação das práticas alimentares e urbanização: uma análise da alimentação da classe trabalhadora em São Paulo. Tese (Doutorado em Geografia). Universidade de São Paulo, Departamento de Geografia – FFLCH, USP, 2016.
  • YASBEK, M.C. O Programa Fome Zero no contexto das políticas sociais brasileiras. Revista São Paulo em Perspectiva, 18(2), pp. 114-112, 2004.

PARTE II – A urbanização corporativa e fragmentada, a pobreza urbana e a fome oculta na cidade

  • A operacionalização de pesquisas sobre a fome na Geografia;
  • Pobreza urbana e alimentação escolar: agricultura familiar e combate à fome;
  • Processo de urbanização corporativa e fragmentada e a fome oculta na cidade;
  • A Situação Alimentar Urbana e o mercado popular de alimentação nos centros urbanos;
  • O Circuito inferior da economia urbana e o mercado socialmente necessário contra a fome na cidade.

Bibliografia sugerida

  • ANTIPON, L.C. Fome e pobreza estrutural: a alimentação escolar e os usos dos territórios em Campinas. Monografia (Graduação em Geografia). Instituto de Geociências, UNICAMP, Campinas, 2013.
  • ANTIPON, L.C. O circuito inferior da economia urbana no centro de Campinas: a dimensão do comércio popular de alimentação. Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Geociências, 2017.
  • ANTIPON, L.C. Uma Situação Alimentar Urbana: o comércio popular de alimentação no centro de Campinas. Revista Geografares, n.27, Vitória, ES, out./dez. 2018.
  • ANTIPON, L.C. Um estudo da história territorial de Campinas: a urbanização, a fome e a formação de um mercado de alimentação na cidade (1850-1908). Revista da Anpege. Vol. 14, n. 23, 2018.
  • ANTIPON, L.C; CATAIA, M. Mercado socialmente necessário e situação alimentar em Campinas: território, desigualdade e resistência. Revista Geousp, V. 22, n. 3, 2018.
  • RIBEIRO, A.C.T. Território usado e humanismo concreto: o mercado socialmente necessário. In. Formas em Crise: utopias necessárias. SILVA, C.A. (org). Rio de Janeiro: Arquimedes Edições, 2005.
  • SANTOS, M. O Espaço Dividido: os dois circuitos da economia urbana dos países subdesenvolvidos. São Paulo: Edusp, 1979.
  • SOUZA, M. A. de. A fome no Brasil e no Mundo: fome, perversidade e globalização (algumas preliminares). Texto elaborado para o Encontro Internacional “Lugar, formação socioespacial, mundo”, São Paulo de 08 a 11 de setembro, 1994.
  • TOZI, F. Geografias da desigualdade: território e fome. Monografia (Graduação em Geografia). Instituto de Geociências, UNICAMP, Campinas, 2001.
  • TOZI, F. Geografia da desigualdade, uso do território brasileiro e fome. In. (Org.) Souza, M.A.A.de. Território Brasileiro. Usos e Abusos. Edições Territorial, Campinas, 2003.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

  • AHLERT, M. A Fome negada e a política: sobre a distribuição de alimentos no programa Fome Zero. Trabalho apresentado na 26ª. Reunião Brasileira de Antropologia, realizada entre os dias 01 e 04 de junho, Porto Seguro, Bahia, Brasil, 2008.
  • ARAÚJO, T.B. de. Relendo a Geografia da Fome. In (org). Araújo, T.B. de. Ensaios sobre o desenvolvimento brasileiro: heranças e urgências. Editora Revan, Rio de Janeiro, 2000.
  • ARNAIZ, M. G. Comer bien, comer mal: la medicalización del comportamiento alimentario. Revista Salud Pública de México, v. 49, n. 3, Cuernavaca, mai./jul. 2007.
  • ARNAIZ, M. G. Fat bodies and thin bodies. Cultural, Biomedical, and market discourses of obesity. Appetite Journal Elsevier, n. 55, 2010.
  • ASHLEY, B., HOLLOWS, J., JONES, S., TAYLOR, B. Food and Cultural studies. London: Routledge, 2004.
  • BELIK, W. Perspectivas para segurança alimentar e nutricional no Brasil. In: Saúde e Sociedade v.12, n.1, p.12-20, 2003.
  • BELIK, Walter e SOUZA, L.R de. Algumas reflexões sobre os programas de alimentação escolar na América Latina. In. Planejamento e Políticas Públicas nº ,33, Jul./dez., 2009.
  • BORWNELL, S. Food, Hunger and the State. In: Watson, J. et Caldwell, M (org.) The Cultural Politics of Food and Eating: A Reader. December 2004.
  • BLANCO, L. F. Vida Podre: a trajetória de uma classificação. Dissertação de mestrado. Programa de Pós Graduação em Antropologia Social. Campinas: Unicamp, 2015
  • CASCUDO, L. da. C. História da alimentação no Brasil. São Paulo: Global, 2004.
  • CARNEIRO, H. Comida e sociedade. Uma história da alimentação. Rio de Janeiro: Campus, 2003.
  • ESPEITX, E.; GRACIA, M. La alimentación humana como objeto de estudio para la antropologia: possibilidades y limitaciones. Areas. Revista Internacional de Ciencias Sociales, n. 19, 1999.
  • FERREIRA, F, R. Como pensar o capitalismo atual e suas consequências para o campo da nutrição sem recorrer à noção de estrutura? Demetra. Alimentação, nutrição e saúde, v. 8, 2013.
  • FISCHLER, C. El (h)omnivoro. Barcelona: Anagrama, 1990.
  • FISCHLER, C. A “McDonaldização” dos costumes. In: FLANDRIN, J. L; MONTANARI, M. (orgs.). História da Alimentação. São Paulo: Estação Liberdade, 1998.
  • FLANDRIN, J. L.; MONTANARI, M. História da Alimentação. São Paulo: Estação Liberdade, 1998.
  • FREITAS, M. do C. Agonia da fome. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; Salvador: EDUFBA, 2003.
  • FREITAS, M. do C.; MINAYO, M.; FONTES, G. Sobre o campo da Alimentação e Nutrição na perspectiva das teorias compreensivas. Revista Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 16, n. 1, jan. 2011.
  • GEORGE, S. O mercado da fome. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.
  • GOBATO, R. et al. Identificação do perfil de usuários de um restaurante popular do município de Campinas. Revista Segurança Alimentar e Nutricional, Campinas, v. 17, n. 2, 2010.
  • GRACIA-ARNAIZ, M. Comemos lo que somos. Reflexiones sobre cuerpo, género y salud. Barcelona: Icaria editorial, 2015.
  • HASTRUP, K. Hunger and the Hardness of Facts, Man (NS) 28(4), 727-739, 1993.
  • KEPPLE, A. W. O estado da segurança alimentar e nutricional no Brasil. Um retrato multidimensional. RELATÓRIO 2014. FAO, ONU, 2014.
  • MALUF, R; MENEZES, F; VALENT, F. Contribuição ao Tema da segurança Alimentar no Brasil. Vol. IV / 1996 da Revista Cadernos de Debate, uma publicação do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da UNICAMP, páginas 66-88, 1996.
  • MARTINS, V. Das casinhas ao mercado. O abastecimento urbano e a câmara municipal de Campinas em meados do século XIX. In: XXVI Simpósio Nacional de História, 2011, São Paulo. Anais… São Paulo: ANPUH, jul. 2011.
    MARTINS, V.  Mercados urbanos, transformações na cidade: abastecimento e cotidiano em Campinas, 1859-1908. Campinas: Editora da Unicamp, 2010.
  • MONTANARI, M. A fome e a abundância: história da alimentação na Europa. Bauru: Edusc, 2003.
  • MONTEIRO, C. A. A dimensão da pobreza, da fome e da desnutrição no Brasil. São Paulo. Estudos Avançados, v. 9, n. 24, p. 195-207, 1995.
  • OLIVEIRA, M.L.M de. Geografia da Fome: a expressão dramática da desigualdade socioespacial brasileira. Dissertação (Mestrado em Geografia). Universidade de São Paulo, Departamento de Geografia- FFLCH, USP, 2013.
  • ORTIGOZA, S. A.G. Alimentação e saúde: as novas relações espaço-tempo e suas implicações nos hábitos de consumo de alimentos. Ver. RA’E GA, Curitiba, n. 15, p. 83-93, 2008.
  • PERLÈS, C. As estratégias alimentares nos tempos pré-históricos. In: FLANDRIN, J. L.; MONTANARI, M. (orgs.). História da Alimentação. São Paulo: Estação Liberdade, 1998. Bauru: EDUSC, 2003.
  • PITTE, J. R. Nascimento e expansão dos restaurantes. In: FLANDRIN, J. L.; MONTANARI, M. (orgs.). História da alimentação. São Paulo: Estação Liberdade, 1998.
  • PROJETO FOME ZERO. Instituto de Cidadania. 3. versão, 2002.
  • RAMALHO, M.L. Uso do território, Técnica e Fome. In. (Org.) Souza, M.A.A.de. Território Brasileiro. Usos e Abusos. Edições Territorial, Campinas, 2003.
  • ROCHA, S.; ALBUQUERQUE, R. Geografia da pobreza e vulnerabilidade à fome. In. (Orgs). Velloso, R.; Albuquerque, R. A nova geografia da fome e da pobreza. Editora José Olympio, Rio de Janeiro, 2004.
  • RIBEIRO JUNIOR, J. S. A fome e a miséria na alimentação: apontamentos para uma crítica cotidiana a partir da geografia urbana. Dissertação (Mestrado em Geografia). Universidade de São Paulo, Departamento de Geografia-FFLCH, USP, 2008.
  • RIBEIRO JUNIOR, J. S. O desperdício de alimentos e a fome: uma análise crítica da atuação da ONU e do Banco Mundial. In. ZARO, M (org.). Desperdício de alimentos. Velhos hábitos, novos desafios. Educs: Rio Grande do Sul, 2018.
  • SANTOS, M. Alimentation urbaine et planification régionale em pays sous- développé. Tiers-Monde, tome 10, n. 37, p. 95-114, 1969.
  • SILVA, J. G. da. Segurança alimentar: uma agenda republicana. Estud. av,, vol.17, n.48, pp.45-51, 2003.
  • SOUZA, M. A. de. Globalização e efeitos perversos: Relendo a Geografia da Fome. Texto elaborado para o I encontro Nacional da ANPEGE- Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia, Aracajú, 5 a 9 de setembro, 1995.
  • SCHUBERT, M. N. Comer fora de casa, as práticas e as rotinas alimentares nos contextos da modernidade: Uma leitura comparada entre Brasil, Reino Unido e Espanha. Tese de Doutorado. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2017
  • TELLES, V.S. No fio da navalha: entre carências e direitos. Notas a propósito dos programas de Renda Mínima no Brasil. Programas de Renda Mínima no Brasil: impactos e potencialidades. São Paulo: Polis, 1998.
  • TOMAZINI, C., CRISTIANE K. DA S. Programa Fome Zero e o paradigma de Segurança Alimentar: ascensão e queda de uma coalizão? Revista de Sociologia e Política, Vol. 24, número 58, junho, 2016.
  • ZARO, M (org.). Desperdício de alimentos. Velhos hábitos, novos desafios. Educs: Rio Grande do Sul, 2018. Disponível em:
  • Dossiê : Geografares. Revista do Programa de Pós-Graduação em Geografia e do Departamento de Geografia da UFES. Janeiro-Junho. n. 25, 2018