Divulgada a 2ª circular do 14º Encontro Nacional de Prática de Ensino de Geografia

O Ateliê de Pesquisas e Práticas em Ensino de Geografia (APEGEO) do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, divulgou segunda circular do 14º ENPEG – Encontro Nacionalde Prática de Ensino em Geografia, que ocorrerá entre os dias 29 de junho e 4 de julho de 2019, nas dependências da Unicamp, com o tema Políticas, Linguagens e Trajetórias do Ensino de Geografia.

Na circular consta a programação completa, os convidados para as mesas-redondas, os eixos temáticos para apresentações de trabalhos, diretrizes para autores com formato dos trabalhos e cronograma e preços e prazos para inscrições.

Baixe a 2ª circular do 14º ENPEG

Milton Santos responde Michel Foucault: uma geografia da medicina

Desenhos de Caitlin Hinshelwood e Saulo Nunes

Em julho de 1976, Michel Foucault endereçou diversas questões à revista Hérodote. As respostas, elaboradas por diversos geógrafos, foram publicadas na edição n. 6, no segundo trimestre de 1977. As questões e as respostas foram traduzidas na íntegra por Ana Maria Leite de Barros, revisadas por Cláudio Zanotelli e publicadas na revista Geografares, do Programa de Pós-Graduação em Geografia e do Departamento de Geografia da UFES, edição 21 (jan-jun 2016). Milton Santos respondeu a última questão proposta por Foucault, reproduzida a seguir.

Michel Foucault: Vocês pensam que é possível fazer uma geografia – ou geografias, de acordo com as escalas – da medicina (não de doenças, mas de instituições médicas com sua zona de intervenção e modalidade de ação)?

Milton Santos: Supondo que seja possível uma geografia em particular da medicina, a primeira coisa a lembrar é que as “modalidades de ação”, assim como os estabelecimentos médicos não são definidos localmente; as doenças a serem tratadas também não. A explicação da localização dos investimos médicos (materiais e humanos) e de sua “zona de intervenção” está em uma escala que ultrapassa aquela do lugar e frequentemente a ultrapassa muito, quando a decisão de criar um hospital ou posto de saúde é tomada em Berna, Boston ou Estocolmo. É preciso sempre recorrer a uma unidade de análise situada em um nível mais elevado para encontrar na totalidade do movimento social as razões específicas, particulares, aparentemente locais, de uma (se você quiser) dada geografia médica.

A cada movimento da sociedade o Todo renovado irrompe em uma multiplicidade de funções realocadas para lugares diferentes. Não são apenas funções médicas que, em termos absolutos ou relativos, são redistribuídas no espaço total, mas todas as outras.

A geografização dos serviços médicos obedece a uma política comandada por interesses de classe tanto do ponto de vista quantitativo quanto do ponto de vista qualitativo. A redistribuição das potencialidades da formação social e o consequente rearranjo do espaço total dependem, tanto nesse caso como em muitos outros, de um mecanismo no qual a forma de poder não é indiferente. O estabelecimento de serviços médicos obedece a duas fontes essenciais de poder. De um lado, o Estado os localiza de acordo com seu poder discricionário. Por outro lado, existem empresas e instituições de caridade, cujos motivos e decisões de localização são diferentes.  De fato, certos equipamentos privados obrigam o Estado a criar outro; é o que ocorre quando há uma população que faz reivindicações e que é numerosa.  O critério que define a distribuição no espaço total das possibilidades sociais totais existentes em um dado momento é político-econômico. Essas decisões concernem aos tipos de doenças, à modalidade de tratamento, à qualidade dos serviços e à sua frequência e as frações de classes sociais e da população em geral que tem acesso.

Uma outra ciência espacial

Geneticamente, o espaço se analisa pelo intermédio da reconstituição da história de sua produção; mas o processo de reprodução ao qual o espaço participa é assumido pela luta de classes criada pelo próprio processo de produção. Isso explica também porque a ciência espacial que desejamos não é a geografia oficial; e a geografia, viúva do espaço, não é a ciência espacial que ela deveria ser. A geografia ajuda sem dúvida a desenvolver e a manter um “saber” ideológico, enquanto que as outras disciplinas espaciais dão os instrumentos – métodos e técnicas – que serão utilizados para tornar as ideologias uma realidade concreta, e isso a serviço do grande capital.

O novo conhecimento dos espaços tem como tarefa essencial denunciar as mistificações que a geografia foi capaz de criar, defender e publicizar, assim fazendo transparecer os mecanismos reais: o estudo da criação do espaço humano como resultado da interação permanente entre homem e natureza, por meio do processo de produção.

Postagem: Gustavo Teramatsu

Caricatura de Foucault por Wiaz na Hérotode n. 6 que pertenceu a Milton Santos, atualmente sob guarda do Instituto de Estudos Brasileiros da USP. Foto: Luciano Duarte

1º Seminário Aberto Geografia Turismo e Patrimônio Cultural

O Grupo de Pesquisa Geografia, Turismo e Patrimônio Cultural, criado em 2003 e certificado pelo CNPq em 2008, já organizou cinco Seminários regionais, sendo quatro na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e um na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); dois livros publicados pela Annablume e Fapesp; um número temático do Boletim Campineiro de Geografia, da AGB-Campinas, e várias atividades internas de seminários e estudos.

Nesse momento, com a renovação dos membros do Grupo, decidimos realizar o 1º Seminário Aberto, com apresentação dos projetos e das pesquisas em andamento em nível de Doutorado, Mestrado e Iniciação Científica no Instituto de Geociências, sob a organização da AGB-Campinas.

INSCREVA-SE! CLIQUE AQUI

PROGRAMAÇÃO

9h – 12h
9h – MESA REDONDA Patrimônio Natural e Cultura CaiçaraApresentação e Mediação: Profa. Dra. Maria Tereza Duarte Paes

Dra. Fernanda Lodi Trevisan: “A proteção da natureza no campo cultural e ambiental: objetivos, instrumentos e perspectivas”

Bolsista Pibic: Vitória Eichenberger: “O Patrimônio Natural da Serra do Japi, SP”.

9h00 – 10h15 – DEBATE

Doutorando Cezar P.M.P. de Camargo: “Cultura, Espaço e Populações Tradicionais Caiçaras”

Bolsista Pibic: Fabio Campos: “Caiçaras do Baixo Vale do Ribeira (SP): Processos de desintegração e de resistência cultural”.

11H00 – 11H30 – DEBATE

14h – 17h

14h – MESA REDONDA : Patrimônio Cultural, Centros Históricos e Gentrificação

Apresentação e Mediação: Mestranda Gleyd Bertuzzo

Dra. Ana Maria Fernandes: “Patrimônio Cultural, Turismo e Renovação Urbana: reflexões à luz do Modelo Barcelona, Espanha”
Mestranda Maria Karla Hernandez Gonzalez: “Valorização Turística do Patrimônio no Centro Histórico de Habana, Cuba”

14h45 – 15h15 – DEBATE

Dra. Gabrielle Ciffeli: “Os novos usos do Patrimônio Cultural no Centro Histórico de Salvador: cultura, consumo e entretenimento”.

Mestrando Rafael Moura: “Patrimônio Cultural Ferroviário: O papel da Cia. Paulista de Estradas de Ferro na produção do espaço urbano”

Bolsista Pibic: Roberta Cavedini: “O higienismo definindo a cidade e as intervenções urbanas na Cracolândia”

16h – 17h – DEBATE e ENCERRAMENTO

Minicurso “Território, soberania e poder do Estado: assistência internacional ao Haiti no período da globalização”, dia 29/11, às 19 horas

Este minicurso discute a atuação da ONU e de um conjunto de ONGs internacionais no Haiti, colocando em questão o poder do Estado e a soberania nacional e debatendo as interações espaciais, as relações políticas envolvidas nos países latino-americanos, principalmente no Haiti, e os interesses envolvidos na relação entre variáveis verticais e horizontais no contexto sociopolítico e socioespacial dessas agências no território nacional haitiano.

O minicurso será ministrado pelo geógrafo Guerby Sainte, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Unicamp, onde se formou bacharel em Geografia em 2017.

INSCREVA-SE GRATUITAMENTE. CLIQUE AQUI

II Workshop de Cartografia e Novos Letramentos: 7 e 8/11, na Unicamp

O Núcleo de Estudos Educação Cartográfica, Linguagens e Ensino de Geografia, sediado no Instituto de Geociências da Unicamp e ligado ao Ateliê de Pesquisas e Práticas em Ensino de Geografia (APEGEO), realizará nos dias 7 e 8 de novembro de 2018 o II Workshop de Cartografia e Novos Letramentos,  buscando entender as novas práticas de mapeamento que têm emergido no mundo contemporâneo a partir, principalmente, do desenvolvimento das tecnologias digitais.

Para participar das atividades e/ou enviar trabalhos (até 03/11/2018), inscreva-se aqui.

Aula aberta com Rubén Matias sobre o Conselho Nacional Indígena do México: dia 07/11, às 19 horas

Receberemos Rubén Matias, historiador da Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), onde atualmente faz o doutorado em estudos latino-americanos, e militante da Tejiendo Organización Revolucionaria (TOR), no dia 7 de novembro, quarta-feira, às 19 horas, na sala 212 do Instituto de Geociências.

A TOR é uma organização anticapitalista que trabalha, entre outros projetos, no acompanhamento e na construção da luta dos povos que integram o Congresso Nacional Indígena (CNI) e que publica a revista Palabras Pendientes com temas sobre o CNI e as lutas do povo mexicano.

A aula enfocará a construção de um panorama geral de alguns problemas que os povos indígenas do México que compõem o Congresso Nacional Indígena enfrentaram, bem como os mecanismos de luta política que eles desenvolveram nos últimos 20 anos. Tal panorama nos ajuda a refletir sobre as violências do processo de desapropriação e exploração do sistema capitalista e como isso afeta profundamente a vida das comunidades. Falaremos também de como as comunidades se organizaram para responder à violência, e como tais processos comunitários são vistos como espelhos que refletem a luta e a resistência.

Haverá exibição de vídeo com falas de um delegado do CNI e Marichuy (vocera e representante da Campanha para Presidência de 2017 no México) gravadas especialmente para a atividade. Os vídeos e a fala do Rubén serão em espanhol, mas com apoio e tranquilidade a gente entende. Estaremos abertos a fazer uma tradução simultânea caso o idioma seja uma barreira.

Havará a apresentação e distribuição de alguns exemplares da revista  Palabras Pendientes. A distribuição dos exemplares priorizará pessoas que possam ler e levar a revista a comunidades, bibliotecas públicas, assentamentos, partidos, ou outra forma coletiva de partilha.

A mediação será feita por Débora Lima, doutoranda em Geografia pela Unicamp, que estagiou no México entre 2016 e 2017 no Departamento de Desenvolvimento Rural da Universidad Autónoma Metropolitana-Xochimilco. Foi professora visitante no CEAD/UFOP e professora substituta no Departamento de Geografia da Unesp-Rio Claro. Tem experiência em pesquisa, ensino e extensão nos temas: relação campo-cidade, agricultura moderna,fronteira agrícola, desenvolvimento rural, políticas territoriais, questão agrária brasileira, questão agrária dos cerrados e amazônia e movimentos sociais do campo

Conheça a Tejiendo Organización Revolucionaria.

Leia a revista Palabras Pendientes.

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Terra Livre n. 51 recebe artigos até o dia 15 de dezembro

CHAMADA DE ARTIGOS

A revista Terra Livre n. 51 terá como tema Pensar e fazer a Geografia brasileira no século XXI: escalas, conflitos socioespaciais e crise estrutural na Nova Geopolítica Mundial.

A Crise Estrutural. A geopolítica da água e da terra e as apropriações da natureza. Os conflitos no campo frente ao avanço do agronegócio. A violência do Estado por meio da militarização, da criminalização das Lutas Sociais e da ampliação das desigualdades sociais. A belicosidade dos Estados e a crise humanitária no mundo. O avanço do conservadorismo. O golpe institucional e a dissolução dos direitos sociais no Brasil e na América Latina. Os conflitos socioespaciais em curso no século XXI impõem à ciência geográfica brasileira refletir o pensar e fazer Geografia, assumindo o compromisso de analisar a realidade em movimento e atuar frente aos desafios que emergem da Nova Geopolítica Mundial.

Reiterando a historicidade da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) para a construção de uma Geografia comprometida com as demandas sociais e com um importante papel na construção do pensamento geográfico, convidamos a toda comunidade acadêmica para a socialização de pesquisas, ensaios e resenhas no número 51 da Revista Terra Livre, que tem como tema “Pensar e fazer a Geografia brasileira no século XXI: escalas, conflitos socioespaciais e crise estrutural na Nova Geopolítica Mundial”.

Prazo para submissão: 15 de dezembro de 2018.

Submissões via sistema SEER. Políticas editoriais e diretrizes para autores disponíveis aqui.

Professores da Geografia do Rio de Janeiro assinam manifesto em defesa da democracia e da universidade pública

Foto: Facebook/Rogério Haesbaert

MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DA UNIVERSIDADE PÚBLICA

Nós, professores de Geografia dos Cursos de Graduação do Bacharelado, Licenciatura, Formação de Professores e dos Programas de Pós-Graduação em Geografia das Universidades do estado do Rio de Janeiro, vimos manifestar a nossa posição de defesa da democracia e da Universidade Pública diante de manifestações explícitas de desprezo pelo regime democrático e de incitação à intolerância política exibidas no segundo turno das eleições presidenciais.

A democracia alicerça-se na tolerância à pluralidade política, na garantia das liberdades civis e no respeito à separação dos poderes prevista na constituição. Em todos os países que experimentaram, recentemente, retrocessos democráticos, abriram-se as portas para o uso arbitrário da violência contra forças políticas de oposição e para o cerceamento das liberdades civis.

Somos professores e pesquisadores. Temos concepções diferentes de pensar a geografia do mundo, alinhamo-nos a posições políticas distintas, praticamos crenças religiosas diferentes ou mesmo não praticamos nenhum credo. Vivemos nossas individualidades e escolhas pessoais reconhecendo que somos parte de uma mesma sociedade. Queremos viver em um país de direitos, de dignidade e de solidariedade afirmada a cada dia de nossa existência. Portanto, as eleições de outubro assumem o significado maior do que a escolha de um presidente: trata-se de defender as garantias constitucionais à liberdade e à pluralidade política.

Diante da ameaça concreta da barbárie autorizada, que inclusive já se expressa em muitos atos desta campanha eleitoral, estamos aqui para fazer esse chamado para votar pela Democracia no segundo turno. Desta forma, apesar de nossas diferenças, convidamos para que todos votem pela garantia dos espaços de debate e dos freios e contrapesos imprescindíveis para a preservação de nossa Democracia.

Achilles D’Avila Chirol – UERJ/Maracanã
Adriana Filgueira Leite – UFF/Campos
Amélia Cristina Bezerra – UFF-Niterói
Ana Claudia Giordani – UFF/Niterói
Ana Claudia Ramos Sacramento – UERJ/FFP-São Gonçalo
Ana Luiza Coelho Neto – UFRJ
Anderson Sato – UFF/Angra
André Luiz Carvalho da Silva – UERJ/FFP-São Gonçalo
André Novaes – UERJ/Maracanã
André Rodrigues – UFF/Angra
André Tinoco de Vasconcelos – UERJ/FFP-São Gonçalo
Andréa Paula de Souza – UERJ/FEBEF
Andrés Del Río – UFF/Angra
Anice Esteves Afonso– UERJ/FFP-São Gonçalo
Anita Loureiro de Oliveira – UFRRJ/Nova
Antonio Carlos da S. Oscar Júnior – UERJ/Maracanã
Antônio José Teixeira Guerra – UFRJ
Antonio Paulo Faria – UFRJ
Carla Bernadete Madureira Cruz – UFRJ
Carlos Marclei – UFF/Angra
Carlos Walter Porto-Gonçalves – UFF/Niterói
Charlles da França Antunes– UERJ/FFP – São Gonçalo
Cláudio Henrique Reis – UFF/Campos
Cleber Marques de Castro – UFRRJ/Nova Iguaçu
Daniel Roberti – UFF/Angra
Daniel Sanfelici – UFF/Niterói
Denilson de Araújo Oliveira – UERJ/FFP-São Gonçalo
Désirée Guichard Freire – UERJ/FFP-São Gonçalo
Diogo Marçal Cirqueira – UFF/Angra
Douglas de Souza Pimentel – UFF/Niterói
Edileuza Dias de Queiroz – UFRRJ/Nova Iguaçu
Edimilson Antônio Mota – UFF/Campos
Eduardo Karol – UERJ/FFP-São Gonçalo
Elis de Araújo Miranda – UFF/Campos
Elizabeth Maria Feitosa da Rocha de Souza – UFRJ
Emerson Guerra – UFRRJ/Nova Iguaçu
Erika Vanessa Moreira Santos – UFF/Campos
Ester Limonad – UFF/Niterói
Eve-Anne Buhler – UFRJ
Flávia Elaine Silva Martins – UFF/Niterói
Flavia Moraes Lins de Barros – UFRJ
Flávio Nascimento – UFF/Niterói
Francisco Nascimento Júnior – UFRRJ/Nova Iguaçu
Frédéric Monié – UFRJ
Frederico Duarte Irias – UERJ/FEBEF
Gabriel Siqueira Corrêa UERJ/FFP – São Gonçalo
Gilmar Mascarenhas – UERJ/Maracanã
Gislene Aparecida dos Santos – UFRJ
Glauco Bruce Rodrigues – UFF/Campos
Guilherme Hissa Villas Boas – UFRJ
Humberto Marotta Ribeiro – UFF/Niterói
Jacob Binsztok – UFF/Niterói
João Marçal Bodê de Moraes – UERJ/FFP-São Gonçalo
Jorge Luiz Barbosa – UFF/Niterói
José Carlos Milleo de Paula – UFF
José Renato Sant’anna Porto – UFF/Angra
Josilda Rodrigues da Silva de Moura – UFRJ
Julia Adão Bernardes – UFRJ
Júlia Andrade – UERJ/Maracanã
Juliana Nunes Rodrigues – UFF/Niterói
Laura Delgado Mendes – UFRRJ/Nova Iguaçu
Letícia Parente Ribeiro – UFRJ
Licio Caetano do Rego Monteiro – UFF/Angra
Lucelinda Schramm – UFF/Niterói
Luciano Ximenes Aragão – UERJ/FEBEF
Luiz Jardim de Moraes Wanderley – UERJ/FFP-São Gonçalo
Luiz Renato Vallejo – UFF/Niterói
Manoel do Couto Fernandes – UFRJ
Manoel Martins de Santana Filho – UERJ/FFP-São Gonçalo
Mara Edilara Batista de Oliveira – UFF/Angra
Marcela do Nascimento Padilha – UERJ/Teresópolis
Marcelo Lopes de Souza – UFRJ
Marcelo Werner da Silva – UFF/Campos
Marcio Piñon de Oliveira – UFF/Niterói
Marcos Antonio Campos Couto – UERJ/FFP-São Gonçalo
Marcos Cesar de Araujo Carvalho – UERJ/FFP-São Gonçalo
Marcos Paulo Ferreira de Goes – UFRJ
Maria Luiza Félix Marques Kede – UERJ/FFP-São Gonçalo
Maria Naise de Oliveira Peixoto – UFRJ
Maria Raquel Passos Lima – UFF/Angra
Mariana Lamego – UERJ/Maracanã
Mariane de Oliveira Biteti – UERJ/FFP-São Gonçalo
Mario Pires Simão – UERJ/FFP-São Gonçalo
Marísia Santiago Buitoni – UERJ/Maracanã
Matheus Cavalcanti Bartholomeu – UFF/NITERÓI
Matheus da Silveira Grandi – UERJ/FFP-São Gonçalo
Michael Chetry – UFF/Angra
Monica dos Santos Marçal – UFRJ
Monika Richter – UFF/Angra
Nelson Ferreira Fernandes – UFRJ
Nilo Sérgio d’Ávila Modesto – UERJ/FFP-São Gonçalo
Nubia Beray Armond – UFRJ
Otavio Miguez da Rocha Leão – UERJ/FFP-São Gonçalo
Paulo Cesar da Costa Gomes – UFRJ
Paulo Jorge Leal – UFF/Angra
Paulo Pereira de Gusmão – UFRJ
Paulo Roberto Raposo Alentejano – UERJ/FFP-São Gonçalo
Phillipe Valente Cardoso– UERJ/FFP-São Gonçalo
Rafael Silva de Barros – UFRJ
Rafael Vieira – UFF/Angra
Rafael Winter Ribeiro – UFRJ
Rebeca Steiman – UFRJ
Regina Helena Tunes – UERJ/Maracanã
Ricardo Gonçalves Cesar – UFRJ
Rita de Cássia Martins Montezuma – UFF/Niterói
Roberta Carvalho Arruzzo – UFRRJ/Nova Iguaçu
Rodrigo Coutinho Abuchacra – UERJ/FFP-São Gonçalo
Rodrigo Coutinho Andrade – UFRRJ/Nova Iguaçu
Rogério Haesbaert da Costa – UFF/Niterói
Ruy Moreira – UFF/Niterói
Sarah Lawall – UFRRJ/Nova Iguaçu
Sergio Fiori – UFRRJ/Nova Iguaçu
Sérgio Nunes – UFF/Niterói
Sonia Gama – UERJ/Maracanã
Tatiana Tramontani Ramos – UFF/Campos
Telma Mendes da Silva – UFRJ
Valter do Carmo Cruz – UFF/Niterói
Vânia Regina Jorge da Silva – UERJ/FEBEF
Vinicius Seabra – UERJ/FFP-São Gonçalo
William Ribeiro da Silva – UFRJ

AGB-Campinas participa do 1º Congresso de Projetos de Apoio à Permanência de Estudantes de Graduação da Unicamp

A AGB-Campinas esteve presente no 1º Congresso de Projetos de Apoio à Permanência de Estudantes de Graduação da Unicamp, organizado pelo Serviço de Apoio ao Estudante (SAE) e pela Pró-Reitoria de Graduação (PRG) da Universidade e realizado no Ginásio Multidisciplinar, no dia 22 de outubro.

Os bolsistas Mariana da Silva Lima e Paulo Roberto da Silva Rufino apresentaram o pôster alusivo ao projeto Memória da seção local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros, que contou com o apoio de Gustavo Teramatsu, atual tesoureiro, e do Prof. Dr. Vicente Eudes Lemos Alves, diretor da seção local. Trouxeram um pouco da experiência de apoio às atividades da seção local, que teve início em 2015, com bolsa de auxílio social do SAE/Unicamp.

Vanderlei Braga, secretário da AGB-Campinas, é supervisor do projeto Implantação do Acervo Georreferenciado da Unicamp, desenvolvido da Diretoria Executiva de Planejamento Integrado (DEPI) da Unicamp, cujo pôster foi apresentado pelas bolsistas July Anne Vilella e Luiza Marchesan Bezerra.

Vanderlei também supervisiona o projeto Acervo Georreferenciado da Unicamp: possibilidades de planejamento na Universidade, que foi apresentado pela bolsista Aline Jane Oliveira Campos e foi um 35 pôsteres finalistas do congresso, selecionados entre os 239 inscritos no evento.

Lincoln Medeiros apresentou pôster do projeto Elaboração de materiais de apoio didático na Terra Indígena Rio Silveira, cuja supervisão é do professor Vicente Alves, diretor da AGB-Campinas. Também foi um dos finalistas do congresso.

A Diretoria Executiva Local da AGB-Campinas cumprimenta todos os participantes.

Acesse o Caderno de Resumos (PDF)

Paulo Rufino, Mariana Lima e Gustavo Teramatsu – projeto “Memória da seção local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros”

Luiza Bezerra, July Vilella e Gustavo Teramatsu – projeto “Implantação do Acervo Georreferenciado da Unicamp”

Luiza Bezerra e July Vilella – projeto “Implantação do Acervo Georreferenciado da Unicamp”

Vanderlei Braga e Aline Campos – projeto finalista “Acervo Georreferenciado da Unicamp: possibilidades de planejamento na Universidade”

Lincoln Medeiros – projeto finalista “Elaboração de materiais de apoio didático na Terra Indígena Rio Silveira”

Manifesto: Geógrafas e Geógrafos em Defesa do Estado de Direito e da Democracia

A Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos (AGB) e a diretoria da (ANPEGE) divulgaram o manifesto:

Geógrafas e Geógrafos em Defesa do Estado de Direito e da Democracia
Diante do atual momento eleitoral e político do nosso país, a Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) e a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (ANPEGE), vêm a público se posicionar contra o avanço de discursos de ódio e a expansão do fascismo, que atingem ao mesmo tempo vidas humanas e a democracia brasileira.

Manifestamos nossa preocupação com um processo eleitoral que tem sido conduzido não pelo debate político aberto e democrático, mas pela disseminação de mentiras e intrigas pelas redes sociais, bem como por um número crescente de casos de intimidações ou agressões físicas
aos cidadãos.

Além disso, alertamos para a possibilidade real de vermos o nosso país como um laboratório de programas neoliberais radicais, que atacam o bem público, como as universidades, a educação básica, nosso sistema de saúde pública. Também estão sob ameaça nossa legislação ambiental e os direitos de grupos diversos, como as comunidades quilombolas e indígenas.

Diante dos riscos que podem significar a ascensão ao poder, de um projeto que representa a ampliação da violência de gênero, do racismo, da legitimação da tortura, da perseguição política, do aprofundamento das desigualdades socioespaciais, conclamamos toda a comunidade geográfica do país a se posicionar em defesa da democracia, da justiça social,
da igualdade de gênero, da liberdade, contra o racismo, o fascismo e qualquer expressão de violência.

É imprescindível que assumamos a defesa da democracia, confiando no poder da palavra, do diálogo, do argumento, da capacidade crítica e reflexiva da população brasileira.

Que sejamos, neste momento, mais um dos nós de uma rede de resistência fundada no afeto e na solidariedade.

Em tempos onde o obscurantismo e o medo avançam sobre a sociedade, precisamos unir esforços para defender o bem comum, a democracia, o respeito ao diverso e aos direitos individuais.

Vamos às ruas, defender a democracia!

ARQUIVO EM PDF

AGB-SP contra o fascismo nas eleições de 2018!

A AGB-São Paulo divulgou ontem o documento:

A conjuntura política brasileira entra novamente em um estágio crítico. As próximas eleições para os chefes do executivo e membros do legislativo, federal e estaduais, se revestem de especial importância, dada a polarização explícita dos debates, que perfila, de um lado, candidatos e partidos com ideias e práticas políticas abertamente preconceituosas, elitistas e fascistas, e de outro lado, um amplo leque de candidatos e partidos mais abertamente compromissados com as causas democráticas, populares, includentes e emancipadoras da população brasileira.

A AGB-SP vem a público nesta nota reiterar sua posição histórica progressista, sempre atenta aos principais problemas nacionais, e engajada no movimento de transformação estrutural da sociedade e do território brasileiros, tão marcados por desigualdades, arbitrariedades e manutenções de elites políticas e econômicas que pouco têm a apresentar para a melhoria efetiva da vida cotidiana da maior parte dos brasileiros.

Para além dos fóruns de reflexão, debate e ação política que a AGB/SP sempre tem promovido, vimos através desta convocar tod@s @s associad@s e simpatizantes da Associação a se engajarem nestas próximas semanas de disputa que viveremos, juntando-se às panfletagens, manifestações de rua, de associações, sindicatos e partidos políticos que também têm uma história de lutas pelo avanço das conquistas democráticas e da inclusão social no país. Vale mencionar nossa participação e apoio total ao recente protesto de dimensão nacional – e internacional – contra o candidato que mais diretamente representa o avanço do fascismo no Brasil: “Ele Não!”.

Não podemos em hipótese alguma deixar que retrocessos do ponto de vista dos direitos civis, trabalhistas, previdenciários, de acesso à moradia e à saúde pública, sejam ainda mais aprofundados. Não podemos em hipótese alguma deixar que a lógica neoliberal se aproprie de vez do aparelho de Estado, privatizando empresas que são lucrativas e garantem a possibilidade de um desenvolvimento econômico em bases nacionais/populares. Não podemos em hipótese alguma permitir que movimentos de patrulha ideológica aumentem ainda mais o achatamento do livre debate nas escolas e universidades. Não podemos em hipótese alguma permitir que a homofobia, a misoginia, o racismo, entre outros tipos de preconceito definam comportamentos político-sociais, preconceitos que são intoleráveis num Estado Democrático de Direito. Não é admissível que estes comportamentos sigam tendo respaldo por parte dos representantes políticos e da sociedade em geral.

É por estes motivos que a Associação dos Geógrafos Brasileiros / Seção São Paulo, vem a público gritar: não ao fascismo nas eleições de 2018!

Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção São Paulo (AGB/SP) – Diretoria Geografia, Democracia e Luta 2018-2020

São Paulo, 3 de outubro de 2018

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Milton Santos: do Vautrin-Lud ao Google Doodle

‘Google Doodle’ de 1º de outubro homenageou o geógrafo Milton Santos

Gustavo Teramatsu / AGB-Campinas

O Google surpreendeu nessa segunda-feira, 1º de outubro de 2018, com um “google doodle” em homenagem ao geógrafo Milton Santos (1926-2001). Os doodles são alterações temporárias em seu logotipo em razão de datas comemorativas, eventos e personalidades.

O texto oficial da empresa californiana destaca a carreira acadêmica de mais 50 anos dedicados à Geografia e indica que nessa data, há 24 anos, em 1994, Santos foi o primeiro geógrafo não-anglófono a receber o prêmio Vautrin-Lud, na França (inicialmente, a homenagem foi divulgada como comemoração ao seu 92º aniversário, ocorrido em maio). Além disso, faz referência ao livro A Natureza do Espaço, que ganhou o Prêmio Jabuti em 1997, e à publicação do texto O papel ativo da Geografia: um manifesto, em 2000.

A homenagem foi noticiada em diversos sites, como o G1, Galileu e TechTudo (da Globo), o El País (republicado pelo portal do ex-presidente Lula), o Correio (jornal baiano) e a Istoé, e já está no verbete da Wikipédia sobre o geógrafo.

O prêmio Vautrin-Lud de Milton Santos

Em outubro de 1994, o jornal o Estado de São Paulo publicou reportagem de Roldão Arruda (veja na imagem abaixo) sobre o prêmio que Milton Santos recebera no Festival Internacional de Geografia em Saint-Dié-Des-Vosges, na França, no início daquele mês [leia aqui texto de Georges Benko e Ulf Strohmayer sobre o evento], com depoimentos dos geógrafos Maria Adélia de Souza, Aziz Ab’Sáber e Ricardo Castillo. O texto indica que após receber o prêmio, Milton Santos não parava de “receber cumprimentos e pedidos de entrevistas”, o que rendeu participações bem conhecidas ainda hoje, como o programa Jô Soares Onze e Meia em 1995 e no Roda Viva, em 1997.

Para a geógrafa Flávia Grimm, que dedicou tese de doutorado ao pensamento de Milton Santos, o prêmio por ele recebido em 1994 “contribuiu para a visibilidade de seus trabalhos nos meios não acadêmicos. A partir de então, cerca de 50 artigos foram publicados até o ano de 2001 (na década de 1980 foram aproximadamente dez). Entre 1999 e 2001, foi colunista do jornal Folha de São Paulo e, a partir de julho de 2000 até junho de 2001, teve também coluna no jornal Correio Braziliense. Dentre os temas abordados destacamos o papel da geografia frente aos debates do país, direitos humanos, a importância e os problemas da educação e, sobretudo, aspectos da federação e a fragilidade do território brasileiro devido a essa ausência de projeto nacional”.

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Milton Santos recebe o Prix Vautrin-Lud (Fonte: acervo pessoal do geógrafo)

Lucas Melgaço e Carolyn Prouse, em 2017, em texto intitulado “Milton Santos and the centrality of the periphery”, assinalaram que Milton Santos era até então o único agraciado com o prêmio considerado o “Nobel da Geografia” fora do eixo Europa-América do Norte. Naquele mesmo ano, o nigeriano Akin Mabogunje, da Universidade de Ibadan e ex-presidente da União Geográfica Internacional, quebrou esse tabu e se tornou o segundo geógrafo do Sul Global a ser indicado para Vautrin-Lud.

Jacques Lévy receberá o Vautrin-Lud 2018 nesta semana

Em junho, soubemos que o geógrafo francês Jacques Lévy será laureado com Prix Vautrin-Lud neste ano no Festival Internacional de Geografia, que acontecerá no próximo fim de semana (5 a 7 de outubro) em Saint-Dié-des-Vosges.

Lévy foi entrevistado em 2014 para o Boletim Campineiro de Geografia, periódico da AGB-Campinas. Leia a entrevista.

Outros dois geógrafos premiados também foram entrevistados pelo Boletim Campineiro: David Harvey e Horacio Capel.

AGB Presidente Prudente elege nova diretoria

Tomou posse em 25 de setembro a diretoria eleita da Seção Local de Presidente Prudente para o biênio 2018-2020:

Presidente: Diógenes Rabello
Vice-Presidenta: Isabel Cristina Moroz-Caccia Gouveia
1ª Secretária: Lorena Izá Pereira
2ª Secretária: Julia Araujo Carvalho
1° Tesoureiro: Lucas Souza Silva
2ª Tesoureira: Carolina Russo Simon
Coordenação de Comunicação: Mateus Fachin Pedroso
Coordenação de Formação e Assuntos Profissionais: José Mariano Caccia Gouveia

A AGB-Campinas deseja um ótimo trabalho aos companheiros!

Mesa-redonda discute a produção cultural da periferia no período popular da história

A mesa-redonda Produção cultural da periferia: interpretações e perspectivas sobre o RAP, funk e literatura marginal no período popular da história é uma proposta de  debate multidisciplinar sobre a produção cultural feita na e para a periferia no período atual. Esses movimentos de diferentes gerações compartilham vivências, paradigmas e possibilidades, porém, diante das contradições e das adaptações às políticas de vertente neoliberal, como o RAP, o Funk e a Literatura Marginal se mantém como expressões artísticas e culturais nas quebradas das grandes cidades?

Participam da mesa-redonda:

  • Beatriz Marques da Silva, estudante de Pedagogia pela Universidade Estadual de Campinas (FE/Unicamp). Iniciou seus estudos sobre Funk em 2014, sendo seu objeto de pesquisa até 2016, realizando duas iniciações científicas sobre a temática. Atualmente se dedica aos estudos sobre produções científicas na pós-graduação acerca da Juventude.
  • João Augusto Neves Pires, professor da Escola Técnica Estadual Pedro Ferreira Alves (Mogi Mirim/SP), mestre em História Social pela Universidade Federal de Uberlândia (INHIS/UFU), doutorando em História na Universidade Estadual de Campinas (IFCH/Unicamp) e bolsista Fapesp. Pesquisa na área de Política, Memória e Cidade as práticas culturais periféricas e as performances circunscritas ao Funk e ao Punk/Hardcore. Inserido em coletivos de mídia livre desenvolve projetos de artes, tecnologias digitais, educação e culturas populares. 
  • Silvio Rogério dos Santos, ou Silvio Shina, é um sujeito periférico, fanzineiro, escritor, anarquista, ativista cultural e dos direitos humanos e entusiasta da cultura feita nas periferias. Foi um d@s fundad@res do Núcleo de Consciência Negra da Unicamp, onde se formou bacharel em Antropologia e onde atualmente cursa Sociologia. É pesquisador da produção político-cultural das periferias, em especial os coletivos literários. Suas áreas de interesse são Pensamento Pós-Colonial, Estudos Culturais, Antropologia Urbana, Antropologia Social, Estudos Subalternos, Estudos Étnicos, Pensamento Social Brasileiro e Pensamento Social da América Latina.
  • Mauricio Moysés, MC, poeta e arte educador. Graduado e mestre em Geografia pela Unicamp, onde atualmente desenvolve tese de doutorado. Desenvolve pesquisas junto ao Laboratório de Investigações Geográficas e Planejamento Territorial (Geoplan) do Instituto de Geociências, nas áreas de Geografia Urbana e Planejamento Territorial.

Também será exibido e debatido o documentário “É o Fluxo”, dirigido por João Augusto Neves (um dos palestrantes) e Roberto Camargos, sobre a cena funk em Uberlândia (MG).

A atividade é gratuita e aberta a todos os interessados.

AGB elege sua nova Diretoria Executiva Nacional para o biênio 2018-2020; seção São Paulo também tem novos diretores

No último domingo, dia 9 de setembro, foi eleita a nova Diretoria Executiva Nacional para o biênio 2018-2020:

A Seção São Paulo também anunciou a nova diretoria, após o processo eleitoral encerrado em 12 de setembro:

A AGB-Campinas saúda a Diretoria Executiva Nacional e os colegas da AGB São Paulo, comprometendo-se com o fortalecimento coletivo da entidade.

Campinas, 14 de setembro de 2018

O pensamento de Ana Clara Torres Ribeiro e Milton Santos em debate na PUC Campinas

Folder em PDF

Na noite de quarta-feira, dia 12 de setembro, a PUC-Campinas sediará a segunda mesa-redonda do evento itinerante “Urgências da atual conjuntura história: Ana Clara Torres Ribeiro e Milton Santos, presentes!”, que será coordenada pelo Prof. Dr. Manoel Lemes da Silva Neto, da PUC, mediada pela Profª Drª Adriana Bernardes da Silva, da Unicamp, e terá a participação dos professores doutores Catia Antonia da Silva (UERJ), Pedro Cláudio Cunca Bocayuva (UFRJ) e Fábio Betioli Contel (USP).


Data: 12/09/2018 (quarta-feira), 18h às 21h

Local: Sala 900, PUC-Campinas, Campus I

Sesc traz a exposição Rios Des.Cobertos a Campinas

Exposição interativa estará aberta de 20 de setembro a 9 de dezembro de 2018 no Sesc Campinas

Gustavo Teramatsu, AGB-Campinas

Após as temporadas no Sesc Piracicaba (março a maio) e Jundiaí (junho a agosto), finalmente chega ao Sesc Campinas a exposição interativa que relaciona o processo de urbanização e às transformações ocorridas nas hidrografias originais nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari, Jundiaí e Médio Tietê. Com maquetes em relevo, é possível conhecer uma extensa rede de rios e riachos atualmente encobertos por ruas e avenidas. A inauguração será na noite de quinta-feira, 20 de setembro, e seguirá até o dia 9 de dezembro.

A pesquisa e a produção são da Iniciativa Rios & Ruas e do Estúdio Laborg.


O projeto teve início em 2016 no Sesc Vila Mariana, e em 2017 a instalação esteve presente no Sesc Carmo e Pinheiros, discutindo a questão dos rios na cidade de São Paulo, mostrando pontos de alagamento e suas causas, rios submersos, entre outros. Para 2018, a exposição apresenta a região do médio Tietê, incluindo a Bacia do PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí).


ONDE? Galpão Multiuso do SESC Campinas (Rua Dom José I, 270, Bonfim)

QUANDO? De 20/09 a 09/12/2018. Horários: de terça a sexta, das 8h30 às 21h, e sábado e domingo, das 9h30 às 18h

QUANTO? Grátis 🙂


OUTRAS ATIVIDADES

Ateliê de Animação – Rios em Movimento Com Filipe Miranda, educador de Tecnologias e Artes. Através da experimentação de técnicas tradicionais e digitais de animação, os participantes realizam um filme coletivo a partir de vivências realizadas junto à exposição Rios Des.Cobertos

Aquapolis – Vivências Hídricas Com Renato Tripé (educador) e Filipe Nunes (Mestre em Ciências). Experiência sensorial e didática com as águas de rios de Campinas por meio de experimentos simples e sensitivos para descobrir de forma lúdica a qualidade das águas da cidade e resgatar memórias afetivas dos participantes

Bacia em Mim Com Karine Faleiros (Iandé – Educação e Sustentabilidade). Oficina para apresentação do conceito de Bacia Hidrográfica de forma lúdica através de reflexões sobre as inter-relações com a natureza. Sábados das 15h às 18h. Inscrições no local com duas horas de antecedência. Dia 15/09 para educadores, estudantes e demais interessados. Dia 29/09 para crianças de 9 a 13 anos.

Concurso público em Paulínia: PEB II – Geografia

EMEF Prefeito José Lozano Araújo. Foto: Prefeitura Municipal de Paulínia (Divulgação)

A Prefeitura Municipal de Paulínia abriu concurso público com validade de 2 anos. Entre os diversos cargos, há uma vaga para Professor de Educação Básica II – Geografia.

Inscrições: 05/09 a 22/10/2018 (www.shdias.com.br/concursos)

Valor da inscrição: R$17,70

Remuneração: R$ 44,46 o valor da hora aula de 50 minutos (mínimo de 24h e máximo de 48h)

Previsão da prova escrita: 25/11/2018 (domingo)

CONHECIMENTOS PARA PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II – GEOGRAFIA:Globalização e as novas territorialidades: as redes de cidades. A urbanização brasileira e cidadania. Campo e a cidade: terra, trabalho e cidadania. Brasil diante das questões socioambientais. Os desafios da conservação ambiental: as interações entre sociedade e natureza. O ensino de Geografia no ensino fundamental. Noções de cartografia; Escala e coordenadas geográficas; Representação cartográfica; Meio ambiente físico; Estrutura da superfície terrestre, evolução e formas de relevo; Camadas da Terra; Atmosfera; Biosfera; Litosfera; Hidrosfera; Solo, vegetação e fauna; Rios: bacias e regimes fluviais; O homem, os recursos naturais e o meio ambiente; Aplicações dos conhecimentos geográficos: organização do espaço, análise ambiental; Recursos naturais: tipos, importância, aproveitamento; Atividades humanas e questões ambientais; População; Estrutura, crescimento, distribuição espacial e mobilidade; Urbanização; População rural; Recursos energéticos; Formas tradicionais e fontes alternativas de energia; Reservas conhecidas e consumo; Problemática energética da atualidade; Atividades industriais; Conceitos básicos: indústria de base, indústria de bens de consumo, meios de produção; Fatores da localização e do desenvolvimento industrial; Grandes regiões industriais; Atividades agrícolas; Conceitos básicos, agricultura de subsistência, agricultura comercial, agricultura industrial e meios de produção; Evolução da agricultura; Mercados de produção agrícola; Brasil; Espaço natural; População; Espaço rural e atividades agrícolas; Urbanização; Indústrias: localização, fontes de energia, produção; Circulação e transportes; Características do mercado interno e relações comerciais externas; Regiões brasileiras; Divisão regional do Brasil; Cidades, Mapa Mundi Político; Aspectos físicos, características demográficas e econômicas das regiões brasileiras; Espaço mundial; Grandes unidades geológicas, morfológicas e fitoclimáticas da terra; Aspectos geográficos do desenvolvimento; Características humanas e econômicas dos países e das regiões mundiais.

SUGESTÃO BIBLIOGRÁFICA:

  1. ALMEIDA, R. D. de. Do Desenho ao Mapa; Iniciação Cartográfica na escola. São Paulo: Contexto, 2004.
  2. ANDRADE, Manuel Correia de. Geografia: Ciência da Sociedade. Ed. Atlas: São Paulo, 1987;
  3. __. Uma Geografia para o Século XXI. São Paulo: Ática, 1994;
  4. BRASIL. MEC. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais – Vol. Geografia. Brasília. MEC/SEF, 1997.
  5. CONTI, José Bueno. Clima e meio ambiente. São Paulo: Atual. 1998.
  6. CORREA, Roberto Lobato. Região e Organização Espacial. São Paulo: Ática 1986;
  7. _______. Trajetórias Geográficas. Rio de Janeiro: Bertand Brasil, 3ª ed., 1997.
  8. DREW, David. Processos interativos Homem-meio ambiente. Rio de Janeiro. Bertrand Brasil, 1998.
  9. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia – Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Ed. Paz e Terra, 1997. _______. Pedagogia do Oprimido. Edição: 40. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.
  10. GARDNER, Howard; PERKINS, David; PERRONE, Vito e colaboradores. Ensino para a compreensão. A pesquisa na prática. Porto Alegre: Artmed, 2007.
  11. HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2001.
  12. IMBERNÓN, Francisco. (Org.). A Educação no século XXI. Porto Alegre: Artmed, 2000.
  13. KOZEL, Salete; FILIZOLA, Roberto. Didática de Geografia: memórias da terra: o espaço vivido. São Paulo: F.T.D., 1986;
  14. LIMA, Elvira Souza. Neurociência e Aprendizagem. Editora Inter Alia – São Paulo, 2007.
  15. LURIA, Leontilo, Vygotsky e outros. Psicologia e Pedagogia. Editora Centauro, 2007.
  16. MACEDO, Lino de. Ensaios Pedagógicos: como construir uma escola para todos? Porto Alegre: Artmed, 2005.
  17. MANTOAN, Maria Tereza Eglér. (Org.). Pensando e Fazendo Educação de Qualidade. São Paulo: Moderna, 2001.
  18. VASCONCELLOS, Celso dos Santos. (In)Disciplina: Construção da Disciplina Consciente e Interativa em Sala de Aula e na Escola. São Paulo: Libertad, 1994.
  19. MORIN, E. Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. São Paulo: Cortez, 2000.
  20. MOREIRA, Antonio Flávio B. (Org.). Currículo: Questões Atuais. Editora Papirus, 2003.
  21. MOREIRA, Ruy. O que é Geografia. Ed. São Paulo: Brasiliense, 1985;
  22. PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.
  23. PIAGET, VYGOTSKY E WALLON: Teorias Psicogenéticas em Discussão. Yves de La Taille, Marta Kohl de Oliveira, Heloísa Dantas. São Paulo: Summus, 1992.
  24. PIZANI, Alicia P. De; Pimentel, Magali M. de; Zunino, Delia Lerner. Compreensão da leitura e expressão escrita. (Capítulos: “As atividades pedagógicas”; “O objeto de conhecimento: a linguagem escrita e a sua função social”). Porto Alegre: Editora Artmed, 1998.
  25. ROSA, Antônio Victor. Agricultura e o Ambiente: plantar, conservar e matar a fome. São Paulo: Atual, 1998.
  26. ROSS, Jurandir L. Sanches. (Org). Geografia do Brasil. São Paulo: EDUSP, 1995;
  27. SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço. São Paulo: HUCITEC, 1996;
  28. _______. Metamorfoses do Espaço Habitado. São Paulo: HUCITEC, 1988;
  29. __. Técnica Espaço Tempo – Globalização e meio técnico-científico informacional. São Paulo: HUCITEC, 1994;
  30. SASSAKI, R. K. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. 5ª ed. Rio de Janeiro: WVA, 2003.
  31. SEBER, M. G. Construção da inteligência pela criança. São Paulo: Scipione, 2002.
  32. TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2002.
  33. VESENTINI, José William (org.). Geografia e Ensino-textos críticos. Campinas: Papirus, 1980.
  34. ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.

Seminário em São Paulo discute a Proposta Curricular da CENP, trinta anos depois

O Seminário 30 anos do “Caderno Vermelho”: a memória curricular como resistência em tempos de reformas neoliberais acontecerá no centro de São Paulo, no auditório do Sinsprev (Rua Antônio de Godói, 88, 2º andar), no sábado 22 de setembro.

LEIA A TERCEIRA CIRCULAR

PROGRAMAÇÃO
Manhã (09:00 às 12:00)
MESA 1: O que aprendemos com a proposta da CENP? Processos, sujeitos, tensões
Ariovaldo Umbelino de Oliveira (DG-USP)
Marísia Margarida Santiango Buitoni (UERJ)
Luís Fernando de Freitas Camargo (IFSP)

Tarde (14:00 às 17:00)
MESA 2: Da CENP à BNCC: reconstruindo memórias e caminhos de resistência
Núria Hanglei Cacete (FE-USP)
Fernando Luís Cássio (UFABC)
Ângela Massumi Katuta (UFPR)
Roberto Wagner Carbonari ( Diretor da EMEF Mauro Faccio Gonçalves Zacaria)

A organização é do Laboratório de Ensino e Material Didático (LEMADI) – USP, Laboratório de Cartografia e Ensino de Geografia (UFSCar Sorocaba), Grupo de pesquisa formação política de professoras e professores (GPForPP), AGB – Seção Local São Paulo, Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana da USP e  Rede Escola Pública e Universidade.

Inscrições gratuitas no formulário abaixo:

Auditório do Instituto de Geociências da Unicamp pode receber o nome de Fernando Antonio da Silva

Congregação do Instituto de Geociências da Unicamp discutirá homenagem ao recém-doutor em Geografia morto em março

A proposta partiu do Coletivo Raça Negra, composto por estudantes negras e negros e representantes discentes do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp: dar o nome de Fernando Antonio da Silva ao auditório do recém-inaugurado edifício do IG que passou por uma reforma completa e em breve será o mais novo espaço para eventos da universidade.

Fernando Antonio da Silva foi pós-graduando em Geografia da Unicamp e faleceu em março, em Sobral, no Ceará, meses após finalizar o doutorado, aos 26 anos de idade. Em carta, o Coletivo destaca a trajetória pessoal e acadêmica de Fernando.

“Não há hoje na Unicamp auditórios, prédios, bibliotecas que homenageiam estudantes egressos desta Universidade. Nossa homenagem a Fernando Antonio da Silva será também um marco do que pretendemos construir enquanto comunidade acadêmica, porque trabalha pela maior representatividade de estudantes negros e periféricos, e reconhece o trabalho de um geógrafo que é referência nos estudos sobre o Bolsa Família”, diz a carta, que é ponto de pauta da reunião da Congregação do Instituto de Geociências da Unicamp, nesta quarta-feira, 22 de agosto de 2018.

No dia 23 de agosto, quinta-feira, completará um ano da realização da defesa de tese de doutorado de Fernando, intitulada A pobreza na Região Canavieira de Alagoas no século XXI : do Programa Bolsa Família à dinâmica dos circuitos da economia urbana, que foi orientada pela professora Adriana Maria Bernardes da Silva e foi avaliada por banca composta pelos professores Catia Antonia da Silva, Marcio Cataia, Marcos Antonio de Moraes Xavier e Rosana Icassatti Corazza.

Em março, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva homenageou Fernando em seu portal e nas redes sociais.

Leia mais: Nota de pesar: Fernando Antonio da Silva (1991-2018)

Atualização (30/08/2018): A proposta foi apresentada na Congregação do Instituto de Geociências da Unicamp e será rediscutida em nova reunião. Você pode apoiar o abaixo-assinado:

Encontro Regional de Ensino de Geografia recebe propostas de oficinas pedagógicas

A Comissão Organizadora do 6º Encontro Regional de Ensino de Geografia recebe até o dia 23 de setembro propostas de oficinas pedagógicas que acontecerão durante o evento, na Unicamp, na tarde próximo dia 19 de outubro. Cada proposta deverá ser feita por até três autores e deverá conter conter objetivos (máximo de 3 linhas); ementa (máximo de 10 linhas); metodologia (máximo de 5 linhas); equipamento e materiais necessários ao desenvolvimento da oficina; número máximo de participantes; bibliografia básica (máximo de cinco indicações, priorizando publicações de acesso gratuito e em formato digital); e carga horária (de até quatro horas). Mais informações no site do evento.

11ª Semana de Geografia da Unicamp discutirá a América Latina

Por uma geografia mestiça: América Latina no século XXI é o tema da décima primeira edição da Semana de Geografia da Unicamp, que acontecerá entre os dias 13 e 17 de agosto. A organização foi retomada por iniciativa de um grupo de estudantes de graduação em Geografia daquela universidade três anos após a realização da décima Semana, que aconteceu em 2015. A primeira edição ocorreu em 2005 e ocorreu ininterruptamente até 2013. Neste ano, estão à frente do evento, que conta com o apoio da AGB-Campinas, os discentes Aline Jane Oliveira Campos, Bismarc Pereira de Souza Teixeira, Caio Gusmão Ferrer de Almeida, Danilo dos Santos Depieri da Rocha, Guerby Sainte, Mayra Abboudi Brasco e Vanessa Juliana da Silva.

Siga a página no Facebook e confirme presença no evento para receber as informações mais atualizadas.

Veja a programação:

Segunda, 13 de agosto

14h às 16h, no Instituto de Geociências –  Exibição de filmes com debate com o doutorando João Roberto Bort Júnior

19h30 às 22h30, no Instituto de Geociências – Conferência de abertura

“Geografia na América Latina no século XXI”, com a Profª Drª Maria Mónica Arroyo (USP)

22h30 –  Geobar


Terça, 14 de agosto

8h30 às 12h – Minicursos

  • Uso do território e a geopolítica de intervenção humanitária: Desafios do Estado haitiano no século XXI, com Guerby Sainte
  • Narrativas cartográficas e movimentos de mapeamento: uma proposta metodológica para o pensamento espacial, com Thiara Vichiato Breda e Anniele Sarah Ferreira de Freitas
  • México: Autonomia Zapatista, com Waldo Lao Fuentes Sánchez
  • Geoprocessamento: Urbanização Corporativa e Conflitos Urbanos, com Hugo Guilherme Cantanhede de Abreu e Geoplan – Laboratório de Investigações Geográficas e Planejamento Territorial

14h às 17h30, nas salas de aula do Centro de Ensino de Línguas (CEL) – Apresentações de trabalhos (veja programação detalhada aqui)

19h às 22h, no Instituto de Geociências – Mesa-redonda

“A Licenciatura em Geografia no contexto da América Latina”, com a Profª Drª Carla Gimenes de Sena (Unesp-Ourinhos), Prof. Dr. Ederson Costa Briguenti (EE Prof. Luis Gonzaga Horta Lisboa) e Prof. Dr. Eduardo Donizeti Girotto (USP). A debatedora será a Profª Drª Tânia Seneme do Canto (Unicamp)


Quarta, 15 de agosto

9h às 12h – Minicurso

  • Espaço, Saberes e Agroecologia: uma tríade desafiadora, com Iraima Lugo Montilla

14h às 18h, no Instituto de Geociências (sala 212) – Mesa-redonda

“Recursos naturais: quadro atual e exploração no século XXI”, com o Prof. Dr. Raul Reis Amorim (Unicamp) e a Msc. Ginneth Pulido Gómez (USP). A debatedora será a Profª Drª Regina Célia de Oliveira (Unicamp)

19h às 22h30 – Minicursos

  • Práticas educativas no ensino de Geografia física para deficiente visuais, com Maryelle Mariano, Vicente Cantanhede e Raul Reis Amorim
  • Neoliberalização urbana e grandes projetos nas áreas centrais de São Paulo e do Rio de Janeiro, com Eduardo Augusto Wellendorf Sombini e João Carlos Carvalhaes dos Santos Monteiro
  • Indicadores de Sustentabilidade Urbana, com Beatriz Duarte Correa de Brito, Cristina Batista de Castro Ribeiro e Renata Covisi Pereira
  • Pensando a periferia de baixa renda das grandes cidades: as diversas perspectivas e seus possíveis trabalhos de campo, com Helena Rizzatti Fonseca

Quinta, 16 de agosto

8h30 às 12h – Minicursos

  • Narrativas cartográficas e movimentos de mapeamento: uma proposta metodológica para o pensamento espacial, com Thiara Vichiato Breda e Anniele Sarah Ferreira de Freitas
  • México: Autonomia Zapatista, com Waldo Lao Fuentes Sánchez
  • Oficina de produção de fanzines: uma (re)leitura latino-americana, com Gabriel Pinto de Bairro, Natanael Felipe de Paula Filho e José Vitor Rossi Souza
  • Agronegócio globalizado no MATOPIBA: a Inteligência Territorial Estragética (ITE) e a produção da região como ferramenta, com Glaycon Vinícios Antunes de Souza e Henrique Faria dos Santos
  • Aplicação de técnicas de classificação orientada a objetos no software ENVI, com Cassiano Gustavo Messias e Danilo Trovó Garófalo

14h às 17h30, nas salas de aula do Centro de Ensino de Línguas (CEL) – Apresentações de trabalhos (veja programação detalhada aqui)

14h às 17h30, no Instituto de Geociências, sala 209 – Workshop “Desde la geografía de género a geografía de las sexualidades”, com Mónica Colombara (IFSD/Argentina)

19h às 22h, no Instituto de Geociências – Mesa-redonda

“Mídia, informação e território na América Latina”, com Denilson Baniwa (rádio Yande) e a Msc. Melissa Steda (USP). A debatedora será a Profª Drª Adriana Maria Bernardes da Silva (Unicamp)

22h às 0h – Geobar


Sexta, 17 de agosto

14h às 18h, no Auditório da Biblioteca Central – Mesa-redonda

“Geografia e diferenças: resistência indígena e quilombola na América Latina”, com o geógrafo, escritor e professor Ozias Yaguarê Yamã (Parintins) e Msc. Waldo Lao Fuentes Sanchez (USP).  O debatedor será o Prof. Dr. Vicente Eudes Lemos Alves (Unicamp)

18h, no Auditório da Biblioteca Central – Assembleia dos estudantes, com a pauta: XII Semana de Geografia da Unicamp (2019)

19h às 22h, no Auditório da Biblioteca Central – Mesa-redonda

“Geografia e diferenças: a luta LBGTTT e o feminismo na América Latina”, com Camila Godoi (Clandestinas), Mónica Colombara (IFSD/Argentina) e a Profª Drª Joseli Maria Silva (UEPG). O debatedor será o Prof. Dr. Rafael Straforini (Unicamp)

a partir das 22 horas – Show com a Banda Clandestinas

AGB ABC lança o documentário “AGB 78 – Assim se passaram 40 anos” no XIX ENG

texto: Gustavo Teramatsu. Atualizado em 30/09/2018

Com objetivo de contribuir para o resgate histórico do processo de construção do pensamento geográfico e da própria Associação de Geógrafos Brasileiros, a pró-seção AGB-ABC e Batalha! Filmes apresentam o documentário, ainda em construção, AGB 78 – Assim se passaram quarenta anos. O Encontro Nacional de Geógrafos de 1978, realizado em Fortaleza, levou a importantes desdobramentos institucionais e políticos que marcaram este processo. O documentário contribui para análise das dinâmicas que levaram a AGB a trilhar outros rumos desde então.

O documentário traz depoimentos do professor Ruy Moreira (UFF) e de Charlles da França Antunes (FFP/UERJ), da AGB Niterói. Charlles é autor a tese de doutorado A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB): origens, idéias, experimentações e transfomações – notas de uma história, com orientação de Ruy Moreira.

A AGB ABC foi formalizada durante a plenária final do ENG de João Pessoa. A mais nova seção local do estado de São Paulo se une às seções atualmente ativas do estado de São Paulo — São Paulo, Campinas e Presidente Prudente — para o fortalecimento da Geografia paulista. Clique para ver a página no Facebook.

O documentário, abaixo, em três partes, foi lançado durante o XIX ENG em João Pessoa, na tarde do dia 3 de julho, no Cine Aruanda (CCTA/UFPB), e passou por algumas adaptações antes de chegar à sua versão final, lançada em 21 de setembro.

 

Envio de trabalhos para o Encontro de Ensino de Geografia é prorrogado até 11/07

O prazo para envio de trabalhos para o 6º Encontro Regional de Ensino de Geografia foi prorrogado até o dia 11 de julho de 2018! O evento acontece entre os dias 19 e 21 de outubro e a edição deste ano tem o tema “Ensinar Geografia com a diferença e com a política”.

As apresentações acontecerão no dia 20 de outubro, um sábado.

Não deixe de participar! Envie um texto referente à sua pesquisa acadêmica ou uma prática educativa elaborada com seus alunos. Inscreva-se aqui e veja como enviar seu trabalho.

O 6º Encontro Regional de Ensino de Geografia é organizado pela AGB-Campinas em parceria com o Ateliê de Pesquisas e Práticas em Ensino de Geografia (APEGEO).

Oficina: “Google Earth na sala de aula”, com Evelise Diandra

A oficina será oferecida por Evelise Diandra da Silva, graduada em Gestão Ambiental pelo CEUNSP e graduanda em Geografia pela Unicamp, e busca discutir o potencial didático do Google Earth. Vamos utilizar arquivos em formato shapefile (vetorial) — como divisas municipais, hidrografia e relevo. É possível criar exagero vertical, permitindo a visualização tridimensional das variáveis. Trata-se de um exercício que pode ser aplicado na escola e realizado pelos próprios alunos.

As vagas são limitadas a 20 participantes. A oficina é gratuita, com duração prevista de uma hora, e acontecerá no Instituto de Geociências no dia 13 de junho (quarta-feira), às dezoito horas.

Caso exceda o limite de vagas, será feito sorteio. Sócios da AGB-Campinas com anuidade em dia terão preferência.

Atualização 1:

Atualização 2: A oficina foi realizada no dia 30/08/2018, com presença de 13 participantes.

AGB-Campinas publica nova edição do Boletim Campineiro de Geografia

Boletim Campineiro de Geografia, v. 7, n. 2 (2017)

O Boletim Campineiro de Geografia apresenta seu novo número com textos que nos falam de realidades geográficas nacionais e internacionais, a partir de reflexões teóricas e empíricas de diferentes campos da Geografia. Nesta edição estão reunidas as contribuições de mais de vinte autores, na forma de dez artigos, acompanhados de textos em nossas já tradicionais seções de resenhas, entrevistas e traduções.

Perspectivas da urbanização e das cidades brasileiras são destaque em alguns dos trabalhos. Uma leitura necessária sobre as concessões de serviços públicos é proposta por Fabricio Gallo e Pablo Augusto Bastiani, apresentando as dinâmicas territoriais relacionadas às concessões, a apropriação de serviços públicos pela iniciativa privada no estado de São Paulo e como as rodovias concedidas passam a ter um papel central na arrecadação dos municípios lindeiros com a cobrança de impostos sobre pedágios. Ciro Ruiz Vicente da Silva e Lindon Fonseca Matias se debruçam sobre o crescimento urbano de Campinas entre 1842 e 2016, e no estudo de Juliana Oliveira e Bruno Pereira Reis analisam-se as lógicas espaciais do sistema bancário e da valorização fundiária em Presidente Prudente e São José do Rio Preto.

Os pesquisadores Antonio Douglas Campos da Silva, Isadora Garcia e André Pasti trazem como foco de sua análise a Ocupação Vila Soma, em Sumaré (SP), um centro de resistência ao modelo de cidade e urbanização corporativa que produz uma organização própria e um caso de formação de sujeitos políticos na luta pela moradia. Os quatro estudos marcam características importantes do crescimento urbano: uma marcha acelerada da expansão das cidades sob a lógica corporativa e fragmentada, que ao mesmo passo se faz ampliando as desigualdades e a exclusão através da pobreza planejada.

Neste número, também temos a satisfação de publicar três trabalhos que retratam realidades além-fronteiras: Ismane Desrosiers analisa o processo de urbanização da cidade de Canaan, no Haiti, no contexto pós-terremoto, destacando a urbanização caótica desenvolvida de maneira precária, impactando ainda mais as questões urbanas da Região Metropolitana de Porto Príncipe. O tema dos espaços públicos de lazer em Maputo, capital de Moçambique, é o objeto de investigação de José Julião da Silva. Ainda sobre esse país, o trabalho dos pesquisadores Manuel Alcandra e Ringo Benjamin Victor mostra como se dá a exploração artesanal e industrial de carvão mineral em Moatize, província de Tete, destacando os impactos socioeconômicos e ambientais das atividades.

A discussão sobre as características demográficas do campo no Brasil e sobre como esses contextos influenciam na sustentabilidade social é o centro da reflexão de Cassiane da Costa e Luis Alfonso Rioja Camarero. Já as reflexões epistemológicas e empíricas da geomorfologia são abordadas nos artigos de Cesar de Oliveira Ferreira Silva, Gerson Araujo de Medeiros e Alyson Bueno Francisco. Enquanto Francisco propõe uma reflexão sobre a epistemologia da Geologia, trazendo suas concepções fundantes a partir da filosofia, Silva e Medeiros realizam um estudo da morfometria da bacia hidrográfica do Rio Jundiaí-Mirim, buscando subsídios para a gestão ambiental das bacias hidrográficas. Os três pesquisadores nos fornecem
contribuições relevantes para repensar a produção do conhecimento sobre questões de garantia de qualidade ambiental.

A resenha que publicamos neste número é proposta por Ana Carolina Torelli Marquezini Faccin, sobre o livro organizado por Eve Anne Bühler, Martine Guibert e Valter Lúcio de Oliveira, intitulado “Agriculturas empresariais e espaços rurais de globalização: abordagens a partir da América do Sul”, publicado no ano de 2016 pela Editora da UFRGS, no qual diversos autores debatem a modernização da agricultura e os mecanismos políticos e econômicos que moldam as novas relações no campo.

Estamos ainda muito contentes em apresentar a entrevista realizada com a geógrafa moçambicana Inês Macamo Raimundo, pelos colegas Antonio Gomes, Melissa Steda e Wagner Nabarro, por oportunidade de um ciclo de debates na Universidade de São Paulo, no final de 2016. Foram abordados os contextos geográficos da África austral, as migrações e as questões populacionais, campo de estudos da pesquisadora.

Finalmente, continuamos nossa seção de traduções com um texto de David Harvey publicado pela primeira vez em 1974, em versão de Gustavo Teramatsu, autorizada pessoalmente pelo geógrafo britânico. Harvey apresenta uma série de reflexões sobre o trabalho dos geógrafos, especialmente sobre sua contribuição para a formulação de políticas públicas. Estamos certos de que, mais de 40 anos depois, suas observações continuam sendo extremamente oportunas.

A gravura que ilustra a capa desta edição é de autoria de Matrakçı Nasuh (1480-1564), espadachim, matemático, cartógrafo e geógrafo que se destacou por sua arte ao estilo da miniatura otomana. Com a queda de Contanstinopla, o Império Otomano então se prolongava por vasto território, que incluía os Bálcãs, Hungria, Crimeia, Grécia, Turquia, Síria, Palestina, Mesopotâmia, Egito e parte da Península Arábica, e o norte mediterrâneo da África. A Cidadela de Aleppo, patrimônio da humanidade, representada na gravura, teve suas fortificações parcialmente destruídas em quatro anos de combate durante a Guerra da Síria, entre 2012 e 2016 — a Batalha de Aleppo —, que tirou a vida de mais de cem mil pessoas.

O Conselho Editorial do Boletim Campineiro de Geografia agradece a todos os pesquisadores que enviaram contribuições na forma de artigos, resenhas e entrevistas, além dos valiosos pareceres de nosso Conselho Científico, e deseja a todos uma excelente leitura.

EDITORIAL

Expediente

Editorial

ARTIGOS

Fabricio Gallo, Pablo Augusto Bastiani
Ciro Ruiz Vicente da Silva, Lindon Fonseca Matias

ENTREVISTAS

Antonio Gomes, Melissa Steda, Wagner Nabarro

Inscreva-se na aula aberta “Caminhos e perspectivas da permacultura no Brasil”, na noite de 21 de maio

 

Em parceria com o Coletivo Agroecológico Cantadores de Sementes, vamos receber Djalma Nery na noite de 21 de maio para uma aula aberta sobre permacultura, por ocasião do lançamento de seu livro Uma alternativa para a sociedade – Caminhos e perspectivas da permacultura no Brasil. A atividade faz parte da II Semana dos Cantadores de Sementes e é aberta ao público.

INSCREVA-SE AQUI

Djalma Nery é cientista social, professor da rede pública estadual de ensino em São Carlos (SP), mestre pelo programa de pós-graduação em Ecologia Aplicada da USP, praticante de permacultura desde 2008 e um dos fundadores da Associação Veracidade. Ativista ambiental, ecossocialista e educador popular, ministra cursos, oficinas, vivências e palestras em diversas regiões do país.

Estamos fazendo a pré-venda do livro por R$50,00. Caso tenha interesse em reservar um exemplar, entre em contato conosco neste link!

Ao pensar no título deste livro, “Uma alternativa para a sociedade”, de que exatamente estamos falando? De que alternativa? Alternativa à que? Para quê?

Vivemos uma era que ameaça o planeta e todas as suas formas de vida por meio da exploração desmedida da natureza; uma sociedade que banaliza a violência e a miséria, explora os seres humanos e propaga aos quatro cantos a desigualdade e a injustiça. Tal cenário apresenta-se completamente insustentável, estando fadado a nos lançar ao caos e ao extermínio ainda que seja na busca de uma sobrevida para esse sistema que não dá valor a vida, mas sim vida ao valor.

O que a permacultura propõe para superar esses desafios, na prática, é uma revolução. É a busca de uma cultura da permanência em um contexto regido pelo imediatismo, individualismo e sem preocupação com nada nem ninguém que nos suceda; permacultura é a busca por um modo de vida e de organização humana que possa ser mais duradouro e sustentável de fato, e não apenas na retórica. Em outras palavras: essa é uma obra sobre possibilidades concretas de mudança.

Espero ser possível, durante a leitura deste livro, vislumbrar e contagiar-se com novas possibilidades, exatamente como aconteceu comigo durante a sua escrita: ao longo do processo, reforcei minha convicção de que é preciso experimentar outra maneira de existir e de estar no mundo, diferente desta que nos é oferecida a priori. Esperança e felicidade é o que sinto ao saber que não são poucas as pessoas dedicadas à construção destas e de outras tantas alternativas.

Inscreva-se na oficina “Discutindo Rap”, na noite de 24 de maio

Maurício Moysés é graduado e mestre em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde atualmente desenvolve sua tese de doutorado. É membro do Observatório Permanente de Conflitos Urbanos de Campinas, junto ao Laboratório de Investigações Geográficas e Planejamento Territorial (Geoplan).

É rapper com o trabalho artístico — Rasul — e arte-educador.

Na oficina, a partir do rap, discutirá o possível e necessário diálogo entre a cultura urbana e a Geografia na sala de aula.

Inscreva-se para participar!

INSCREVA-SE AQUI!

Inscreva-se na oficina “Solo na Escola”, na manhã do dia 10 de maio

O solo, tão fundamental quanto desconhecido

Os solos, recurso natural finito, são fundamentais para as sociedades, sendo a base das nossas edificações, assim como para a produção agrícola.

Apesar da sua imensa importância, a sociedade pouco sabe sobre o solo, o que decorre, em parte, de ser tema pouco abordado da educação básica. Isso contrasta com o esforço global para seu melhor conhecimento, com diferentes ações da FAO e da ONU: 2015 – Ano Internacional dos Solos; 2015-2024 – Década Internacional dos Solos e também no Brasil, com o PronaSolos (Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos), que teve início em 2017 e vai realizar o mapeamento pedológico do Brasil, em escalas adequadas, pelos próximos trintas anos.

A oficina do dia 10

O objetivo central da oficina é discutir os conceitos básicos sobre solos, e como realizar alguns experimentos em sala de aula para o melhor conhecimento de sua evolução e dinâmica, com base no Programa Solo na Escola, do Departamento de Solos e Engenharia Agrícola da Universidade Federal do Paraná.

A oficina consiste em um primeiro momento teórico, com o Prof. Dr. Francisco Bernardes Ladeira, do Departamento de Geografia da Unicamp. O segundo momento, com os experimentos práticos, será conduzido em grupos, por seis monitores: Camila, César, Estéfano, Lidiane, Pedro e Rafael. Por fim, haverá um debate e a avaliação dos resultados obtidos com as atividades.

Instrução para as inscrições

Devido às atividades práticas, as vagas serão limitadas a 30 participantes.

Sócios da AGB têm 50% de desconto:

Sócios da AGB

R$10,00

Não-sócios da AGB

R$20,00

Saiba como se associar aqui!

Acesse o formulário abaixo e informe os dados solicitados.

Após se inscrever, você receberá, em até 24 horas, por e-mail, as informações para pagamento.

A preferência se dará por ordem de recebimento do comprovante de pagamento.

As inscrições estarão abertas até se esgotarem.

INSCREVA-SE AQUI

Aula aberta “Impactos de políticas de Ciência & Tecnologia no Brasil no período recente”

No dia 12 de abril (quinta-feira), das 10 às 12 horas, no Instituto de Geociências da Unicamp (em sala a confirmar), o Prof. Sergio Luiz Monteiro Salles Filho debaterá o tema “Impacto de políticas de Ciência & Tecnologia no Brasil no período recente” em aula aberta para todos os públicos.

O professor Sergio Salles Filho é Professor Titular do Departamento de Política Científica e Tecnológica e diretor do Instituto de Geociências desde 2017. Leciona no curso de graduação em Geografia da Unicamp nas disciplinas de Ciência, Tecnologia e Sociedade, Geografia Agrária e Desenvolvimento da Agricultura Brasileira. Tem grande experiência nas linhas de pesquisa de Política de C,T&I, Planejamento e Gestão de Organizações Públicas e Privadas de Pesquisa, Economia da tecnologia, Avaliação de programas e instituições, Prospecção e estudos do futuro, Financiamento da Pesquisa e da Inovação e Propriedade Intelectual.

Inscreva-se gratuitamente clicando aqui.

Serão emitidos certificados de participação.

Evento no Facebook

Nota de pesar e de repúdio da AGB-Rio: Marielle, presente!

NOTA DE PESAR E DE REPÚDIO AO ASSASSINATO DE MARIELLE FRANCO E ANDERSON PEDRO GOMES. EXIGIMOS INVESTIGAÇÕES RIGOROSAS!

A Associação dos Geógrafos Brasileiros Seção Rio de Janeiro vem a público engrossar o coro da sociedade no sentido de exigir investigação rigorosa a respeito do assassinato da Vereadora Marielle Franco, que vitimou também o motorista do carro em que ela estava, Anderson Pedro Gomes.

Marielle, mulher, negra, mãe, feminista, socióloga, nascida no Complexo da Maré (Zona Norte do Rio de Janeiro), teve sua vida da política (dentro e fora do Estado) dedicada à militância na defesa dos direitos humanos e contra ações violentas nas favelas. Em 2016, em sua primeira disputa eleitoral, foi eleita com 46.502 votos para o cargo de vereadora, tendo sido a quinta mais votada na cidade do Rio de Janeiro.

A Câmara dos vereadores do Rio de Janeiro possui 51 parlamentares, 7 deles representado por mulheres, sendo Marielle a única mulher negra entre os parlamentares. Em um ano de mandato, apresentou 16 projetos, onde oito deles eram individuais. Sempre apontando a necessidade dos direitos das mulheres serem garantidos procurando assim dar visibilidade à violência que ocorre no Brasil tendo questões de gênero e raça como cortes fundamentais. Em uma sociedade onde o machismo e o racismo são institucionais, a execução da mulher negra que ocupava cargo político representa um ato político que ameaça a democracia e violenta o Estado democrático de direito.

Todos os assassinatos são inaceitáveis. É preciso dar um basta no genocídio do povo negro, que cotidianamente é exposto à diversas modalidades de violências. Marielle tinha como bandeira de política denunciar e lutar contra estas violações, expondo os problemas da sociedade e de suas instituições – que muitas vezes atuam não no sentido de combater injustiças sociais, mas de praticá-las e naturalizá-las. Desde 2014, ao menos outros 24 líderes comunitários, ativistas e militantes políticos foram executados em diferentes regiões do Brasil, oito deles apenas em 2018*. Contudo, ao assassinar uma representante no poder legislativo escolhida pela população que comunga de duas pautas, seus anseios e de seus ideais de sociedade, é mostrar que a repressão deu um passo largo à frente.

Se não houver investigações sérias e comprometidas em desvelar a complexa teia de articuladores deste assassinato, corremos o sério risco de abrir as portas para uma série de repressões violentas como o que acabamos de duramente presenciar. É evidente que não foi um crime cometido de forma direcionada somente à Marielle. Foi direcionado à sociedade, buscando impetrar o medo e provocar o recuo daquelas e daqueles que lutam por justiça social e contra os crimes cometidos dentro e fora do Estado.

Há quem diga que as nossas instituições estão funcionando regularmente. Mas, afinal, com qual propósito? Temos que problematizar o funcionamento e a finalidade das nossas instituições. Se elas não forem problematizadas, já temos a resposta para a pergunta acima.

Isto posto, exigimos a rigorosa investigação sobre o funcionamento, as relações e os desvios das forças policiais em todas as suas esferas. Isso se faz necessário se quisermos defender as instituições públicas, para não mais desacreditá-las.

Exigimos que todos os envolvidos neste ato de extrema violência sejam devidamente identificados e levados a julgamento. Caso contrário, o Brasil continuará sendo um país inseguro para quem almeja justiça social. Caso contrário, passaremos o recado de que no Brasil o errado é exercer a democracia e buscar soluções políticas para as lutas, e que não há constrangimentos em assassinar representantes eleitas e eleitos pela população.

Nos solidarizamos com todos os familiares e amigos de Marielle.

Diretoria da AGB-Rio – biênio 2017-2018

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Manifesto: Os geógrafos diante da crise política

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Preocupada com o momento político delicado que vive o país, a diretoria da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) – Seção Campinas vem expressar sua profunda preocupação com os fatos que levaram, nos últimos anos, à grave situação política em que nos encontramos.

A Associação dos Geógrafos Brasileiros foi fundada em 1934 com a participação de ilustres acadêmicos, como Pierre Deffontaines (geógrafo francês), Rubens Borba de Moraes (bibliógrafo e biblioteconomista), Luís Flores de Moraes Rego (geólogo e professor da Escola Politécnica da USP) e Caio Prado Jr. (historiador). Em seus 84 anos, a serem completados em 17 de setembro de 2018, a AGB vivenciou diversos momentos da história brasileira, acompanhando os primeiros anos do Governo Vargas; o período ditatorial do final dos anos 30 e meados dos 40, na segunda fase do governo varguista, intitulado Estado Novo; e o retorno de Getúlio Vargas ao poder nos anos 1950. A AGB acompanhou também o período governamental de Juscelino Kubitschek, a ascensão e o fim dos governos militares, a redemocratização do país nos anos 1980 e a consolidação democrática após a promulgação da Constituição de 1988. Em todos esses momentos e nos outros que acompanharam o século XX e estes primeiros anos do XXI, a entidade contribuiu para a produção de conhecimento para o ensino e para outras áreas profissionais de atuação da Geografia. Além disso, participou da vida política do país, seja com análises sobre as diversas dinâmicas espaciais, de desenvolvimento social e econômico do território nacional, seja com a participação ativa na militância para a construção de um país mais fraterno e justo socialmente. Seus associados participaram ativamente de cada momento dessa história, posicionando-se a favor da soberania nacional, bem como da democracia do país, todas as vezes que esses princípios estavam ameaçados. As defesas empreendidas pela entidade sempre estiveram associadas à promoção das garantias do estado de direito, da preservação da autonomia dos povos, da livre expressão e dos direitos civis individuais e coletivos dos cidadãos.
Nos últimos anos, a instabilidade política brasileira vem se agravando, especialmente a partir de junho de 2013, quando ficou mais evidente o avanço dos movimentos conservadores em diversos segmentos da sociedade brasileira. Em certa medida, tais movimentos ganharam força e tiveram ecoados seus posicionamentos com o apoio da grande mídia televisiva e de jornais de grande circulação no país, sobretudo portando um discurso contra as políticas governamentais de promoção de distribuição de renda, as quais vinham permitindo a redução da injusta e histórica desigualdade social brasileira.

A partir de junho de 2013, observou-se uma clivagem social expressiva marcada por confrontos de ideologias e de posicionamentos no que diz respeito ao avanço de direitos associados ao contexto racial, ao de gênero e a outras formas de manifestação de segmentos sociais. É certo que a crise econômica em curso ajudou no aprofundamento da instabilidade política que vivenciamos atualmente, mas os fundamentos dessa crise estão associados a diversos outros fatores, inclusive, aos efeitos do neoliberalismo, sustentado cada vez mais na financeirização promovida pelas grandes corporações empresariais que impõem sobre os lugares desmanches de suas dinâmicas econômicas, culturais e territoriais.
O principal reflexo desse período de grande perturbação político-econômica foi o golpe midiático-empresarial-legislativo-judiciário que culminou com o impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff, assumindo em seu lugar o atual presidente Michel Temer. Entretanto, no novo governo, a crise se aprofundou para outros setores da sociedade, especialmente com o recrudescimento da violência em distintos níveis.

O espaço urbano se depara atualmente com uma ampliação da violência sem precedentes, especialmente nas periferias das grandes cidades, e com o crescimento de mortes de jovens em condição de extrema vulnerabilidade social. Esse problema constitui um grande desafio para o Estado brasileiro que, diante da impossibilidade de tratar do fenômeno de maneira mais abrangente, faz apenas o uso da força de segurança pública, medida que não resolve, mas, ao contrário, potencializa a geração de mais violência — verificada, por exemplo, no aumento de assassinatos, de roubos e de encarceramento de jovens. Os efeitos da violência também vêm sendo sentidos nas médias e pequenas cidades do interior do Brasil, o que começa a ganhar visibilidade atualmente e demonstra o atual cenário de crise que vivenciamos.

No campo, a situação não é diferente. Nos últimos dois anos aumentaram os conflitos agrários, com a face mais perturbadora verificada com os assassinatos de posseiros, indígenas e quilombolas, envolvendo, inclusive, a participação do aparato policial do Estado, como se verificou em junho de 2017 na chacina de dez trabalhadores rurais na fazenda Santa Lúcia, no município de Pau D’Arco, sul do Pará. Essa expansão da violência no campo está diretamente associada ao enfraquecimento — às vezes, conduzido deliberadamente — dos mecanismos de fiscalização estatal que vinham desempenhando um papel importante de acompanhamento e mediação dos conflitos. Agrega-se a isso a redução de políticas de assistência voltadas para as populações tradicionais brasileiras, como se verificou com o esvaziamento profissional e político do papel da FUNAI como órgão responsável pelo apoio e pela promoção dos direitos indígenas.
Outro reflexo da crise política em curso e também um dos responsáveis pela saída da presidenta Dilma diz respeito à maneira como o poder judiciário nacional vem agindo nos julgamentos associados à problemática da corrupção, sobretudo naqueles implicados na denominada “Operação Lava Jato”. Tais julgamentos revelam-se extremamente controversos e com resultados alcançados duvidosos no que diz respeito ao combate à corrupção, uma vez que não se atingem os profundos e complexos meandros de desvio de recursos públicos do Estado brasileiro. Além disso, os julgamentos não alcançam igualmente e de maneira isenta todos os partidos da atual composição da política brasileira, escolhendo prioritariamente alguns deles e suas respectivas lideranças para o aprofundamento de processos investigatórios e punitivos. É inegável que é preciso criar mecanismos mais eficientes de fiscalização para o bom uso dos recursos públicos, porque deles depende a possibilidade de avançar em mais políticas de bem-estar social para a maioria da população menos assistida, garantidoras de maior alcance à cidadania das pessoas. Mas a forma como ocorrem as iniciativas de empreendimento de uma judicialização, claramente com a intencionalidade de criminalizar a política, nos parece não ser o melhor caminho para resolver os graves e históricos problemas brasileiros de corrupção. Ademais, a opção que o poder judiciário escolheu para levar adiante seu projeto de estabelecer alianças com a grande mídia para fortalecer e dar visibilidade às investigações e aos julgamentos deixa dúvidas dos reais interesses de tal empreendimento. Conceder tamanho poder para esses grandes grupos econômicos de comunicação, os quais oligopolizam há muito tempo o sistema de comunicação no país e que atualmente impõem à população brasileira um discurso de pretensa promoção da moralidade na política, coloca em risco a nossa ainda embrionária e já frágil democracia.

Diversos segmentos organizados da sociedade civil, atentos aos desdobramentos políticos recentes do país e às formas de atuação do poder jurídico-policial (verificadas, por exemplo, nas prisões e conduções coercitivas realizadas pela Polícia Federal, não somente de políticos e empresários, mas também de professores dirigentes de importantes universidades públicas brasileiras), alertam para a grave situação que alimenta o perigo de rompimento da ordem democrática. Como mencionado, todos nós somos a favor de iniciativas para reduzir a corrupção na administração pública do país em quaisquer dos seus níveis de governo, mas estas devem ser feitas respeitando o estado de direito de todos os indivíduos, sem exceção. Acreditamos que esse é um princípio basilar para que não adentremos um abismo antidemocrático já vivenciado em outros momentos da história do país.
Diante do exposto, a AGB-Campinas conclama a sociedade brasileira a se tornar vigilante e atuante para que prevaleçam o bom senso, a prudência e o respeito às normas constitucionais do país, antevendo que esses são os únicos caminhos possíveis para a construção da paz social e do respeito aos direitos fundamentais de todas as cidadãs e todos os cidadãos.

Campinas, 8 de março de 2018.

Diretoria Executiva Local
Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas

Aula aberta com Márcio Cataia: “Desigualdades territoriais e crise política no Brasil: tensões do século XXI”

O professor Márcio Cataia — docente do Departamento de Geografia da Unicamp, diretor-associado do Instituto de Geociências daquela Universidade, além de ex-diretor da AGB-Campinas (2002-2004) e ex-presidente da AGB-Nacional (2014-2016) — ministrará aula aberta com o tema “Desigualdades territoriais e crise política no Brasil: tensões do século XXI”. A atividade é gratuita, bastando a inscrição pelo formulário abaixo, e acontecerá no sábado, dia 17 de março, das 9 horas às 12 horas, no Ciclo Básico II da Unicamp, na sala PB15.

O Ciclo Básico II se localiza na Rua Sérgio Buarque de Holanda, n. 850, próximo ao Restaurante Universitário da Unicamp.

Aproveite para saber como se associar à AGB. Veja mais informações aqui.

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Fernando Antonio da Silva (1991-2018)

* * *

Recebemos no dia de hoje a triste notícia do falecimento de nosso companheiro Fernando Antonio da Silva, no mês de seu 27º aniversário, ocorrido em Sobral, Ceará, onde iniciaria o pós-doutorado na Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA).

Alagoano de União dos Palmares, onde se licenciou em Geografia em 2012 no Camus Zumbi dos Palmares da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), Fernando chegou a Campinas no início de 2013, para o curso de mestrado em Geografia na Unicamp sob orientação da professora Adriana Bernardes.

Trazia na bagagem as discussões sobre a teoria de Milton Santos, que havia desenvolvido em seu trabalho de conclusão do curso sobre o circuito inferior da economia urbana a partir do circuito espacial de produção de CDs e DVDs piratas em sua cidade natal, e também no livro (Re)pensando a Geografia: História, Objeto, Método e Práxis, publicado em 2011 junto com o professor Reinaldo Sousa, seu orientador.

No período em que viveu em Campinas, e em que também foi sócio da AGB, como pesquisador do Laboratório de Investigações Geográficas e Planejamento Territorial (GEOPLAN), Fernando não deixou de lado a docência, tendo estagiado nas disciplinas de Ciência do Sistema Mundo e Análise de Redes e Fluxos (Transportes e Comunicação), no curso de graduação em Geografia da Unicamp, e na disciplina de Geografia do Colégio Técnico de Campinas.

A excelência acadêmica de sua pesquisa de mestrado o levou à transferência para o doutorado em 2015 e à tese A pobreza na Região Canavieira de Alagoas no século XXI: do Programa Bolsa Família à dinâmica dos circuitos da economia urbana, defendida em agosto de 2017.

Recentemente, Fernando, pesquisador do Grupo de Estudos Territoriais (GETERRI), da UNEAL, e do Grupo de Estudos e Pesquisas em Planejamento Urbano e Regional (GEPPUR), da UVA, havia sido aprovado em concurso público na Universidade de Pernambuco, campus Petrolina.

Entristece-nos ver interrompidas uma vida tão jovem e uma carreira brilhante que estava apenas no início. Para aqueles que tiveram o privilégio de sua convivência, ficará sempre a memória de seu sorriso largo, de sua palavra sempre gentil e de seu espírito solidário e generoso.

Em luto, ao lado de amigos, ex-professores, ex-alunos e familiares, estamos certos que de que, por sua importância e originalidade, o trabalho de Fernando seguirá sendo lido e debatido.

Campinas, 5 de março de 2018.

Diretoria Executiva Local
AGB-Campinas

Atenção: o Encontro Nacional de Geógrafos de João Pessoa teve a data alterada

COMUNICADO DE ALTERAÇÃO/ANTECIPAÇÃO DA DATA DE REALIZAÇÃO DO XIX ENG – JOÃO PESSOA/PB

Prezadas(os),

Tendo em vista a Visita Técnica da Diretoria Executiva Nacional (DEN) à Universidade Federal da Paraíba (UFPB) – João Pessoa, ocorrida entre os dias 19 e 23 de novembro de 2017, e após a Reunião de Trabalho com a Reitoria, Pró-Reitoria de Graduação e Coordenadoria de Escolaridade, além da reunião com o diretor da Escola Estadual pautada para servir de alojamento para o encontro, foi nos apontado que a melhor data para a realização do XIX Encontro Nacional de Geógrafos (ENG) seria de 01 a 07 de julho de 2018.

Ainda que reconheçamos que tal questão tem caráter deliberativo em Reunião de Gestão Coletiva (RGC), é evidente que uma decisão desta natureza (considerando a dimensão política de nossos Encontros que se consolidam pela utilização dos espaços e instituições públicas) nos coloca em uma difícil situação, pois só demonstra a nossa reduzida autonomia quando a imposição de nossas escolhas frente às instituições que acolhem o nosso evento.

Desta forma, a decisão de alterar o calendário do XIX ENG para o período de 01 a 07 de julho de 2018 está respalda nas seguintes justificativas:

a) o calendário letivo da UFPB, apresentado pelos órgãos da Universidade acima listados, encerrará o segundo semestre de 2017 em 16 de junho de 2018, em decorrência das justas lutas (greve) do movimento sindical, denotando a reduzida flexibilidade em sua alteração;

b) o período de férias da UFPB inicia-se em torno de 16 de junho de 2018, por conta das festividades juninas, e retoma as atividades letivas, normalmente, na primeira quinzena do mês de julho, com a possível data de retorno em 09 de julho de 2018, conforme nos informado pelos órgãos da UFPB listados anteriormente;

c) a escola que será utilizada como alojamento passará a integrar no ano de 2018 o Projeto Escola Cidadã do Governo do Estado, o que retira do diretor da escola uma maior autonomia no calendário escolar, ficando mais certo a utilização da escola durante o período de 01 a 07 de julho de 2018, pois as férias escolares se iniciam antes do período junino (24/06) e retornam as atividades por volta da segunda semana do mês de julho;

d) a sobreposição do calendário anterior com eventos relativos à Copa do Mundo de 2018, também foi apontada como um possível contratempo, visto que a última semana de jogos (fases finais) será de 8 a 15 de julho de 2018.

Todos nós lamentamos as alterações e apresentamos este comunicado diante da necessidade de informar a comunidade geográfica, com a urgência possível, o novo calendário e, principalmente, deixar claro a reduzida autonomia que temos frente às demandas institucionais, as características culturais locais e, sobretudo, a necessária concomitância de uso de espaços públicos para as atividades acadêmicas do ENG, o alojamento e a participação da comunidade local/regional.

Atenciosamente

Coletivo DEN 2016-2018

Minicurso “Reformas urbanas das cidades brasileiras do século XX: o caso de Santos”

INSCREVA-SE AQUI

Este minicurso visa introduzir ao público questões sobre as reformas urbanas realizadas ao longo do século XX para sanear e “embelezar” cidades brasileiras. Toma-se como exemplo o caso da cidade paulista de Santos, objeto de intervenções desde o final do século XIX. Discute-se os planos desenvolvidos para esta cidade, em especial, o realizado pelo engenheiro sanitarista Francisco Saturnino de Brito. Com base em documentos primários, apresenta-se para o debate os limites do plano e qual a sua real extensão.

Através da utilização de cartografia digital que considera aspectos geográficos e históricos da cidade de Santos, foram inseridos pontos referenciais na carta de 1924. Metodologicamente, foi aplicado o georreferenciamento relativo de mapas históricos passando pela vetorização de alguns elementos escolhidos, para, a seguir, trabalhar a cartografia elaborada analiticamente. Os mapas históricos e a geografia que contém nos seus variados de métodos de representação podem permitir novas análises e formulações teóricas sobre o espaço e a infraestrutura na cidade de Santos no início do século XX.

Cristina de Campos é cientista social pela Universidade Estadual Paulista e mestra e doutora em Arquitetura e Urbanismo pela USP, orientada pelo professora Maria Lucia Caira Gitahy. É professora do Departamento de Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências da Unicamp, sendo atualmente responsável pela disciplina de História Econômica, Política e Social do Brasil do curso de Geografia da Unicamp.

Robson Simões é geógrafo pela Unicamp e mestrando no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Unicamp, sob orientação do Prof. Dr. Ricardo Castillo.

Comunicado sobre a mudança da sede da AGB-Campinas

Comunicamos que, infelizmente, não poderemos mais continuar a ocupar a nossa atual sede, na sala 26-B no Instituto de Geociências, na Rua João Pandiá Calógeras, 51 — que é compartilhada com a Terrae Jr., empresa júnior do IG. Estamos neste pequeno espaço há quase dez anos, desde 2008, quando deixamos uma sala na Engenharia Básica, no outro lado da rua.

Após entendimento com a diretoria do Instituto de Geociências, já estamos organizando nossa mudança, que está sendo providenciada pelo bolsista Paulo Rufino e será feita pela empresa Iugas nos próximos dias. A partir de dezembro de 2017, estaremos no novo edifício do Instituto de Geociências, na sala 301. O acesso é feito pela Rua Cora Coralina. Não há previsão de restabelecer o acesso ao acervo de periódicos e documentos da seção local, que permanecerá encaixotado por tempo indeterminado, mas o atendimento por e-mail e pelas redes sociais não será interrompido. As demais atividades — reuniões, organização de oficinas, minicursos, palestras e publicação do Boletim Campineiro de Geografia — também permanecem e os sócios serão comunicados sobre os próximos passos da mudança.

As mudanças de sede sempre foram constantes na AGB-Campinas. Esperamos que mais essa mudança inaugure um novo capítulo desses 28 anos de história.

Diretoria Executiva Local

Campinas, 27 de novembro de 2017

AGB-Campinas recebe o geógrafo Luis Leandro Ribeiro para discutir trabalho de campo e pesquisa em Geografia

A AGB-Campinas convida para a palestra
Relato de experiência de trabalho de campo em Geografia
com Luis Henrique Leandro Ribeiro, doutor em Geografia pela Unicamp e pós-doutorando na FFP/UERJ
Data: Sexta-feira, 01/12/2017
Horário: 10h
Local: sala EB-04 (Engenharia Básica)
* * *

Na próxima sexta-feira, dia 1º de dezembro, às 10 horas, na sala EB-04, receberemos Luis Henrique Leandro Ribeiro, que compartilhará conosco sua experiência de trabalho de campo para elaboração da tese de doutorado Território e macrossistema de saúde: os programas de fitoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS) — que recebeu o prêmio CAPES na área de Geografia no ano de 2016.

A atividade é organizada pela AGB-Campinas, com apoio do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Unicamp.

Luis Ribeiro graduou-se em Geografia pela Unicamp e realizou o doutorado no Programa de Pós-Graduação em Geografia sob orientação do prof. Márcio Cataia. Atualmente é pós-doutorando na Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, desenvolvendo a pesquisa Metrópole, Território e Estado: escalas e sentidos da apropriação urbana no uso de plantas medicinais e fitoterápicos no Leste Fluminense (RJ). Colabora no Observatório Geográfico do Leste Metropolitano do Rio de Janeiro (OBGEO-LMRJ) e integra o Núcleo de Pesquisa e Extensão: Urbano, Território e Mudanças Contemporâneas (NUTEMC), sob coordenação da Profa. Dra. Catia Antonia da Silva. É também pesquisador colaborador no projeto Brasil Saúde Amanhã de Prospecção Estratégica do Sistema de Saúde Brasileiro na Fundação Oswaldo Cruz.

Leia mais:

  1. O SUS que não se vê. Geógrafo investiga especificidades do macrossistema de saúde nos “quatro Brasis”. Reportagem de Luiz Sugimoto para o Jornal da Unicamp (outubro de 2015)
  2. A Saúde e o território. Entrevista a Marina Schneider (Saúde Amanhã) (janeiro de 2015)
  3. Pesquisa mostra que todo brasileiro já precisou, precisa e vai precisar do SUS, Carta Campinas (outubro de 2015)
  4. Saúde: campos de invisibilidades do SUS (FPA Informa) (janeiro de 2016)
Luis Ribeiro, há um ano: “Nesse ano tenebroso e temeroso, a felicidade, orgulho e honraria junto ao Professor Márcio Cataia, muito considerado mestre, na Premiação Capes de Teses 2016”

Oficina da AGB abordou a experiência de elaboração de atlas bilíngue de uma Terra Indígena no litoral paulista

Da esquerda para a direita: professor Vicente Eudes, Rodolfo Finatti, Mariana Freitas, Lincoln Medeiros, Eduardo Bernardo e Cintia Silva, participantes do projeto de extensão e apresentadores da oficina

Texto e fotos: Gustavo Teramatsu (AGB-Campinas)

“Extensão é troca de saberes”

— foi com essa ideia que o professor Vicente Eudes Lemos Alves, do Departamento de Geografia da Universidade Estadual de Campinas e atual diretor da seção de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros iniciou a oficina Uma experiência com projeto de extensão comunitária: a construção do Atlas Social Bilíngue (Guarani-Português) da Comunidade e Terra Indígena Rio Silveira (Bertioga e São Sebastião, SP), na noite do último dia 31 de outubro, no Instituto de Geociências da Unicamp.

Segundo o professor Vicente, o projeto de extensão, apoiado pela Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PREAC) da Unicamp, teve início em 2013 na Terra Indígena Rio Silveira, também chamada de Rio Silveiras ou Ribeirão Silveira, localizada na divisa dos municípios de Bertioga e São Sebastião, no litoral de São Paulo, em área adjacente ao Parque Estadual da Serra do Mar. Apesar de viverem a um pouco mais de um quilômetro da Praia da Boraceia, cortada pela Estrada Rio-Santos, onde vendem artesanato em madeira ou de fibras trançadas, palmito jussara e plantas ornamentais, as famílias que ali em vivem sentem os efeitos da crescente especulação imobiliária criada a partir dos loteamentos para construção de residências de veraneio. O processo de homologação da demarcação da terra indígena ainda está em andamento.

Segundo o professor Vicente, a influência dos juruá (não-indígenas) e da língua portuguesa é muito forte e se dá principalmente pelos meios de comunicação, mas também pelos materiais didáticos, uma vez que não havia livros na língua guarani à disposição dos alunos das escolas de Rio Silveira. Assim surgiu a ideia de produzir um Atlas Escolar bilíngue (Tekoha Morutï), acompanhado de um cartilha de apoio didático à alfabetização em guarani (Mbyá Ayvu), comentado pela graduanda do curso de Linguística Mariana Gonzaga Marques de Freitas, bem como um encarte sobre a fauna e a flora (Ka’aguy Regua Kuaxia).

O direito à educação

— os graduandos em Geografia Eduardo Bernardo dos Santos e Lincoln John Leite Medeiros apresentaram o contexto do reconhecimento dos indígenas no Brasil em uma perspectiva histórica, desde o estabelecimento do Serviço de Proteção ao Índio à atualidade, passando pela criação da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e pela Constituição Federal de 1988, cuja dimensão passa também pelo direito à educação. Sobre isso, mencionaram o Referencial curricular nacional para as escolas indígenas, as alterações na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, bem como discutiram a representação dos indígenas no currículo escolar do estado de São Paulo, tema da pesquisa de iniciação científica de Eduardo.

Um ‘revoal’ sobre cartografia social participativa

— os estudantes da Escola Estadual Indígena Txeru Bá é Kua-i e da Escola Municipal Indígena Nhembo `E ́ Á Porã participaram ativamente do processo de mapeamento de Rio Silveira. Rodolfo Finatti, doutor em Geografia pela USP, apresentou o que ele mesmo chamou de um “revoal” — isto é, sua revisão pessoal — sobre a cartografia social, fazendo comentários sobre como novos significados foram adquiridos à medida em que avançava o projeto de extensão, alterando as intenções iniciais relacionadas ao mapeamento e passando a buscar como representar o tekoa (território) e o teko (modos de ser), que são indissociáveis na cosmovisão guarani.

“Sem tekoa não há teko”

— a doutoranda em Geografia Cintia dos Santos Pereira Silva, que é antropóloga e autora de uma dissertação de mestrado sobre os Yawaripë Yanomami, é uma das pesquisadoras que participa desde o início do projeto de extensão, pelo qual já passaram diversos estudantes de graduação, ao longo de quatro anos. Nesse período, ela conta, o grupo de extensionistas foi conquistando a confiança dos moradores, sempre com a chancela do cacique. Cintia deu mais detalhes sobre a organização da população indígena e sobre o processo de demarcação de terras indígenas e fez severas críticas à PEC 215, que inclui entre as competências exclusivas do Congresso Nacional a aprovação de demarcação das terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e a ratificação das demarcações já homologadas.

Vestibular indígena na Unicamp, inclusive para o curso de Geografia

— devemos, por fim, destacar a importância da realização da oficina com esse tema em um momento em que a Unicamp tem se preparado para o vestibular indígena, com criação de duas vagas em alguns cursos de graduação para alunos indígenas, incluindo o curso de Geografia, a partir de 2019.

Continuaremos a programação de oficinas: a próxima, que encerrará o ano de 2017, acontece no dia 25 de novembro e terá como tema o Mapeamento Ambiental Participativo.

Oficina “Mapeamento Ambiental Participativo: aplicações na pesquisa e no ensino de Geografia”

Encerrando a programação de oficinas e minicursos de 2017, convidamos todos para participar da oficina Mapeamento Ambiental Participativo: aplicações na pesquisa e ensino de Geografia, que acontecerá no dia 25 de novembro, sábado, na Escola Estadual Professora Eunice Virgínia Ramos Navero.

A oficina será ministrada em dois turnos pelos professores Salvador Carpi Junior (DGEO/IG/Unicamp) e Ricardo de Sampaio Dagnino (pós-doutorando no CHS/FCA – Limeira) e pela mestranda Viviane Gomes de Araújo (PPG-Geografia/Unicamp).

No período da manhã, serão abordados aspectos teórico-metodológicos que envolvem o Mapeamento Ambiental Participativo e suas aplicações na pesquisa e ensino de Geografia, a partir do relato de diversas experiências realizadas no Estado de São Paulo desde os anos 1990, com ênfase nos trabalhos realizados no município de Campinas e nas experiências atuais em Ilha Comprida, no Litoral Sul Paulista, e em escolas de Campinas.

No período da tarde, será realizada uma atividade prática de mapeamento do entorno da escola com alunos, professores e moradores do Parque Imperador.

A oficina é gratuita e serão emitidos certificados de participação, mas solicitaremos a confirmação do interesse de todos para facilitar o trabalho de organização.

O almoço será por conta dos participantes e está previsto para acontecer no Carrefour Dom Pedro, onde há várias opções na praça de alimentação.

Como chegar à escola

A Escola Estadual Professora Eunice Virgínia Ramos Navero está localizada no Parque Imperador, à Rua Alceu Amoroso Lima, 188.

De ônibus, o acesso é feito pela linha 375 – Alphaville Dom Pedro e 375.1 — clique para ver os horários e itinerário.

Também é possível usar Uber, Cabify e 99POP — clique para utilizar códigos de desconto em cada aplicativo, válidos para novos usuários.

Estamos organizando caronas solidárias saindo do Terminal Barão Geraldo, pela manhã. Os detalhes serão passados por e-mail aos interessados inscritos no formulário a seguir:

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Oficina: Uma experiência com projeto de extensão comunitária: a construção do Atlas Social Bilíngue (Guarani-Português) da Comunidade e Terra Indígena Rio Silveira (Bertioga e São Sebastião, SP)

O professor Vicente Eudes Lemos Alves (DGEO/IG/Unicamp), diretor da AGB-Campinas, junto com o grupo de extensionistas, apresentará o projeto de extensão comunitária que vem sendo desenvolvido desde 2013 com um grupo indígena Guarani, visando a elaboração de material de apoio didático destinado ao ensino de jovens estudantes da Escola Estadual Indígena Txeru Bá é Kua-i e da Escola Municipal Indígena Nhenmo `E ́ Á Porã, localizadas na Terra Indígena Rio Silveira, nos municípios de Bertioga e São Sebastião, no litoral paulista.

Para a realização do projeto são desenvolvidas as seguintes atividades: mapeamento sistemático e participativo do território indígena; elaboração de textos com análises da situação atual demarcatória do território indígena; registros em texto dos saberes, das lendas e das tradições do grupo indígena, bem como representações cartográficas daquela comunidade; trabalho de editoração do Atlas Bilíngue e materiais complementares: cartilha de apoio didático à alfabetização em língua guarani, denominado Mbyá Ayvu, e encarte sobre animais e plantas significativos encontrados na aldeia, intitulado Ka’aguy Regua Kuaxia.

Nesse sentido, pretende-se demonstrar na oficina a importância do desenvolvimento de material de apoio didático para as populações tradicionais aproveitando de projetos de extensão comunitária, bem como a metodologia utilizada pelo grupo de extensionistas para a elaboração do Atlas e seus encartes.

A oficina acontece no dia 31 de outubro, a partir das 19 horas, na sala MD02, no prédio da Engenharia Básica, na Unicamp. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no link abaixo:

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Revista Terra Livre recebe artigos até o dia 31 de outubro

Comunidade Agebeana

Comunicamos que a Revista Terra Livre continua recebendo submissões de artigos para os números 47, 48 e 49, até o dia 31 de outubro de 2017. Os temas e ementas de chamada encontram na página da revista, na seção “Notícias”. As submissões devem ser feitas através do portal da revista, onde estão também disponíveis as Normas de Publicações.

Atenciosamente,

Comissão de Publicações da AGB

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Terra Livre 47 – “OS RETROCESSOS DO NOVO CONSERVADORISMO, LIBERALISMO E FUNDAMENTALISMO”
A Revista Terra Livre da AGB, desde sua primeira edição pretende ser um instrumento para reflexão acerca das demandas da comunidade geográfica brasileira, bem como da sociedade como um todo, entendendo a necessidade de organizar o saber para planejar melhor a luta. A conjuntura mundial apresenta a expansão de uma forte onda conservadora alimentada pelos diversos movimentos de direita atuantes em vários países, com uma pauta de grandes retrocessos no campo dos direitos humanos e trabalhistas, somada a um aprofundamento brutal do capitalismo na sua capacidade de exploração da classe trabalhadora. Em diversos casos, apenas para nos atermos ao âmbito governamental, observamos a ascensão de líderes alinhados ao espectro da direita, seja pela via eleitoral como a Argentina via Maurício Macri ou os Estados Unidos via Donald Trump; seja através de golpe institucional de Estado, como no Brasil com a chegada de Michel Temer à presidência da República. A composição de forças que marcam esse avanço dos setores da direita, no caso brasileiro assume de forma cada vez mais explícita uma configuração que articula um tripé: neoconservadorismo, fundamentalismo religioso e neoliberalismo. Neoconservadorismo, marcado pela re-emergência da hegemonia do pensamento reacionário e conservador, presentes na nossa sociedade desde o início do nosso processo colonial. Daí derivam-se diversas manifestações de subalternização: o patriarcalismo, o racismo, o machismo, o ódio à diferença, que marcam há séculos o cotidiano das lutas de classe no Brasil. Fundamentalismo religioso, que no Brasil é dirigido por grupos políticos orientados por um projeto nacional moralista e teológico, que dentre outras expressões pode ser exemplificado na chamada bancada evangélica. Estes grupos ancoram-se no discurso ideológico da “teologia da prosperidade” e por via deste ampliam seu poderio econômico, político-midiático e institucional, a ponto de compor bancadas legislativas que defendem pautas retrógradas e a institucionalização de uma moral religiosa que, na maioria das vezes é, no mínimo, conveniente ao neoconservadorismo. O Neoliberalismo como terceira ponte deste tripé apresenta o aprofundamento das estratégias que a acumulação do capital vem implementando no mundo e na América Latina, especificamente desde os anos 90 atingindo as camadas mais vulneráveis pelo arrocho crescente dos salários e precarização do trabalho, além do desmonte do Estado através de uma mercadorização progressiva dos serviços públicos e dos recursos naturais. A combinação deste tripé pode ser encontrada nas diversas ações que hoje montam o conjunto das polêmicas que envolvem os projetos de Brasil e de Mundo, das políticas educacionais à Reforma de Previdência, passando pela política de matriz energética, o modelo produtivo agroexportador e a crise do sistema prisional. Em todos estes, apenas para citar, a disputa por território exige uma grande capacidade de articulação das forças que resistem num projeto emancipador de sociedade não apenas do ponto de vista analítico conceitual, mas sobretudo, do ponto de vista político, haja vista a enorme fragmentação da esquerda hoje, que inviabiliza dar respostas rápidas e concretas a essas demandas. A Terra Livre, como sempre e mais ainda nesta edição, anseia ser mais um veículo na busca de uma geografia comprometida com uma sociedade que, mais do que nunca, exige sua posição. Convocamos a comunidade a submeter artigos que, a partir do arcabouço da Geografia (ou, no diálogo com ela), contribuam na reflexão sobre tais questões.

Terra Livre 48 – “OPRESSÕES, TRABALHO E CONTRADIÇÕES DA DEMOCRACIA: A GEOGRAFIA DAS (RE)EXISTÊNCIAS”
Convocamos a comunidade a submeter artigos que, a partir do arcabouço da Geografia (ou, no diálogo com ela), contribuam na reflexão sobre as seguintes questões e temáticas: Múltiplas formas de opressão e suas dimensões espaciais; A interseccionalidade das opressões na atual configuração da sociedade capitalista; Democracia brasileira e sua base histórica, política e social na produção de desigualdade; Opressões e reprodução de desigualdades; As relações sociais de gênero no país e o espaço social político das lutas; Políticas públicas nas relações de gênero e sexualidade em suas intersecções com classe, raça/etnia; Políticas públicas para população LGBTT e a transversalidade de gênero e orientação sexual; As políticas públicas e a estruturas de desigualdade; A desigualdade social brasileira e as relações étnicas raciais; As questões indígenas: desdobramentos, transformações e espaço; Múltiplas formas de opressão e suas dimensões na produção de conhecimento e de luta política; Convergência das opressões, suas relações sócio espaciais e suas resistências; Retrocessos da Democracia; Trabalho em flexibilização; Trajetórias espaciais, trabalho e violência; Ataques à democracia e as leis trabalhistas na atualidade; Liberdade, direitos, participação e cidadania.

Terra Livre 49 – “AS GEOGRAFIAS DA NATUREZA E AS NATUREZAS DA GEOGRAFIA”
Convocamos a comunidade a submeter artigos que, a partir do arcabouço da Geografia (ou, no diálogo com ela), contribuam na reflexão sobre as seguintes questões e temáticas: Espaço, trabalho e natureza: ontologias, epistemologias e contradições; Dinâmicas da natureza e produção do espaço geográfico; A relação sociedade/natureza, apropriação e políticas públicas; Grandes projetos de desenvolvimento capitalista e impactos ambientais; Flutuações, alterações, oscilações, tendências e mudanças climáticas e seus impactos no território; Análise ecológica da paisagem; Geomorfologia geográfica, sociedade e natureza; Pensamento geomorfológico brasileiro; Soberania alimentar, dinâmicas da natureza e ecologia de saberes; Ruptura metabólica, natureza e alienação; Risco natural, socionatural, tecnológico; Vulnerabilidade e resiliência; Susceptibilidade em sistemas climáticos, geomorfológicos e geoecológicos e suas relações socioespaciais; Fragilidade ambiental; Geossistemas, Geossistema-Território-Paisage m e Sistemas ambientais: potencialidades e aplicações; Processos gemorfológico-pedológicos na produção das paisagens; Impactos ambientais urbanos; Resíduos sólidos, poluição hídrica e atmosférica; Bacias hidrográficas rurais e urbanas, planejamento e gerenciamento; Água: recurso, bem e/ou direito; Excepcionalidades, eventos e episódios extremos e a produção do espaço em ambientes continentais e costeiros; Políticas públicas e desastres; Geografia física e turismo; Novas interfaces a partir da Geografia Física.

Minicurso “O espaço costeiro brasileiro: dinâmicas e conflitos”

A AGB-Campinas promove o minicurso O espaço costeiro brasileiro: dinâmicas e conflitos, que será ministrado pela professora Regina Célia de Oliveira, do Departamento de Geografia da Universidade Estadual de Campinas e do Núcleo de Estudos de Ambientes Litorâneos (NEAL).

O curso apresentará uma breve revisão dos principais processos e dinâmicas da paisagem costeira e dos conflitos de uso e gestão do território, e será realizado no dia 18 de outubro, entre 19 e 22 horas, na Engenharia Básica (Rua João Pandiá Calógeras, 148 – Cidade Universitária “Zeferino Vaz”).

Inscreva-se clicando na imagem:

Correspondência: moção de protesto contra a exclusão da obrigatoriedade da disciplina de Geografia no Ensino Médio

Fomos notificados pelo assessor Denis César Teruya, que é formado em Geografia, sobre a moção de protesto protocolada pelo vereador de Campinas Carmo Luiz (PSC) contra a exclusão da obrigatoriedade da disciplina de Geografia no Ensino Médio. A mensagem foi encaminhada à Diretoria da AGB-Campinas com cópia para os vereadores Thiago Mascarenhas (PRB), de Hortolândia, e Henrique Conti (PV), de Valinhos.

Diz o texto da moção:

“As alterações recentes feitas pelo governo federal em relação ao Ensino Médio, na Lei nº 9.394 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, não esclarece [sic] quanto à obrigatoriedade do ensino de Geografia neste nível de ensino. A ausência da Geografia prejudicará a formação dos estudantes não só no que se refere à leitura de mundo em articulação com o seu contexto, mas também, principalmente, à sua cidadania. Vivemos num mundo cada vez mais degradado ambientalmente, a cidadania necessita ser construída a partir do entendimento do lugar de pertencimento em relação aos fenômenos globais. Assim, a disciplina de Geografia proporciona a compreensão da relação entre sociedade e natureza no mundo que construímos, que não consegue ser abordada em outras áreas. Podemos relembrar da antiga disciplina de Estudos Sociais que surgiu durante o período de ditadura em nosso país, que prejudicou tanto a formação dos docentes daquela época, quanto toda uma geração de estudantes que foi privada do direito ao conhecimento geográfico da sociedade com a qual convivia. Considerando o regime democrático do nosso país atualmente, é inaceitável a retirada da disciplina de Geografia do nível de ensino médio porque caracteriza um retrocesso na oferta de conhecimentos necessários aos estudantes na atualidade, como nos tempos da ditadura militar”.

Acompanhe a tramitação da Moção 210/2017.

 

Oficina “Mapeando lugares invisíveis em um mundo de mídias locativas”

A AGB-Campinas promove a oficina Mapeando lugares invisíveis em um mundo de mídias locativas, com a professora Tânia Seneme do Canto, do Departamento de Geografia da Universidade Estadual de Campinas.

As mídias locativas englobam um conjunto de tecnologias e serviços que possibilita a associação direta entre conteúdo digital e localização geográfica. Na era dos celulares com conexão à internet e ao Sistema de Posicionamento Global (GPS), as mídias locativas têm sido utilizadas para diferentes fins. Nesta oficina buscaremos discutir algumas de suas aplicações e, principalmente, explorar seu potencial para mapear histórias e espaços que passam despercebidos no cotidiano das cidades.

A atividade, que acontece na sexta-feira, dia 29 de setembro, pela manhã, é gratuita e as vagas são limitadas.

Faça sua inscrição clicando na imagem.

Arte: Ronaldo Monteiro