Convocatória: Assembleia ordinária, 19/11/2019, às 17h30

Prezados(as) associados(as),

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral local ordinária a ser realizada no dia 19 de novembro de 2019 (terça-feira), às 17 horas e 30 minutos em primeira chamada e às 17 horas e 45 minutos em segunda chamada, sala 211 do Instituto de Geociências da Unicamp (Rua Carlos Gomes, 250, Cidade Universitária, Campinas-SP), para discussão da seguinte pauta:

Informes

  1. Informes gerais
  2. Reunião de Gestão Coletiva Extraordinária (São Paulo, 2-3/11/2019)
  3. Fórum de GTs de Assuntos Agrários da AGB (Recife, 14/11/2019)
  4. 2ª Plenária do Fórum Popular da Natureza (São Paulo, 30/11/2019)

Diretoria Executiva Local

Há 60 anos, ao lado de Jorge Amado, a Associação dos Geógrafos Brasileiros foi a primeira ganhadora do Prêmio Jabuti

por Gustavo Teramatsu

Jorge Amado, em foto de autoria desconhecida

SÃO PAULO, NOVEMBRO DE 1959 – Na noite do dia 25, em sua sede no décimo andar do Edifício Andradas, na Avenida Ipiranga, 1267, a Câmara Brasileira do Livro distribuiu os troféus do recém-criado Prêmio Jabuti para os destaques literários mais recentes. A ocasião ficou marcada especialmente pela coroação de Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado (1912-2001), best-seller publicado no ano anterior que levou o prêmio na categoria Romance, cuja importância para a literatura brasileira seria confirmada com o passar dos anos. Pouco tempo depois, em 1961, Amado seria eleito para a Academia Brasileira de Letras. E a “crônica de uma cidade do interior” ganhou o país e o mundo, em adaptações para a televisão e traduções em mais de trinta idiomas.

A geógrafa Gabriele Caricchio Ferreira, em TCC inédito defendido na Unicamp sobre as dimensões geográficas implícitas no romance, a produção intelectual de Jorge Amado “contribuiu para que a sociedade se transformasse de forma crítica, não apenas através de seu ativismo político, mas, principalmente, pela disseminação implícita da crítica social por meio da circulação de seus romances”.

Em sua leitura, o escritor baiano “constrói a sua trama de modo a demonstrar o impacto nos costumes, ideias e valores da sociedade de Ilhéus pela modernização processada por meio das transformações das estruturas sócio-produtivas do coronelismo sob a prosperidade do cultivo do cacau”. E, do ponto de vista da Geografia, a obra discute temas como planejamento e urbanização a partir da decadência da economia agrário-exportadora e o surgimento de uma economia urbano-industrial, as desigualdades regionais e o processo de migração.

* * *

Naquela noite de novembro, a Seção Regional de São Paulo da Associação dos Geógrafos Brasileiros também saiu premiada. A Cidade de São PauloEstudos de Geografia Urbana venceu na categoria Ensaios.

A indicação foi da comissão formada por José Aderaldo Castello (1921-2011), Caio Prado Junior (1907-1990) e Ernani Silva Bruno (1912-1986). Caio Prado Junior, fundador da AGB, ao lado de Antonio D’Elia e Sergio Milliet (1898-1966), também havia feito parte da comissão que escolheu a estatueta de bronze de Bernardo Cid de Souza Pinto (1925-1982) como símbolo das premiações.

Planejada, ainda no fim da década de 1940, para ser publicada em janeiro de 1954, nas comemorações do Quarto Centenário da cidade de São Paulo, a premiada obra veio à luz apenas em outubro de 1956, por iniciativa de Aroldo de Azevedo (1910-1974), em quatro volumes pela Companhia Editora Nacional, com 1400 páginas e mais de trezentas ilustrações, fazia parte da Coleção Brasiliana.

“O melhor do grande edifício bibliográfico que os geógrafos da Universidade de São Paulo puderam dar à Geografia Brasileira nesses últimos anos”, nos dizeres de Aziz Ab’Sáber, em 1960, e “ainda a melhor obra coletiva sobre São Paulo”, na avaliação da geógrafa Sandra Lencioni, em 2012.

As obras dirigidas por Aroldo de Azevedo, para a geógrafa, “atestam a sua capacidade de integrar facetas de um determinado tema envolvendo vários autores. Capacidade esta pouco presente nas inúmeras obras atuais nas quais se reúnem vários textos de diferentes autores que não passam de uma verdadeira somatória de textos que, mesmo interessantes e importantes para o conhecimento, são desintegrados entre si revelando a ausência de um plano comum e integrado metodologicamente, situando-se apenas no nível da composição temática”.

E conclui: “A sabedoria na incorporação de cada elemento do conjunto de uma obra não se constitui num texto em si, muito embora fale por si mesma e permita olhar além das linhas. De certa forma, a construção de uma obra coletiva é como a construção de uma casa, requer um projeto de integração entre as partes, guardando a independência de cada parte”.

Assinam os capítulos, em ordem alfabética, todos sócios da AGB e geógrafos da Universidade de São Paulo, Antonio Rocha Penteado, Aroldo de Azevedo, Ary França, Aziz Nacib Ab’Sáber (1924-2012), Dirceu Lino de Mattos, Elina de Oliveira Santos, Emilia Viotti da Costa (1928-2017), Fernando Flávio Marques de Almeida (1916-2013), José Ribeiro de Araújo Filho, Maria de Lourdes Pereira de Sousa Radesca, Odilon Nogueira de Matos, Pasquale Petrone, Raul de Andrada e Silva, Renato da Silveira Mendes. Colaborou ainda João Soukup, que fora cartógrafo do antigo Império Austro-Húngaro.

Reprodução do sumário da obra

A SEMANA DO LIVRO GEOGRÁFICO DE 1959

Correio da Manhã, n 20302, ano 56, p. 2, edição de 4 de junho de 1959

Mais cedo naquele ano de 1959, no início de junho, Aroldo de Azevedo esteve no Rio de Janeiro, durante a 1ª Semana do Livro Geográfico, organizada pelo Conselho Nacional de Geografia, para o lançamento de A Cidade de São PauloEstudos de Geografia Urbana na Livraria Civilização Brasileira, em coquetel com a presença de Américo Jacobina Lacombe (1909-1993). Na Semana, também foi lançada a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros.


OS GEÓGRAFOS E OS JABUTIS

Jabuti na sede da Associação dos Geógrafos Brasileiros, na Universidade de São Paulo. Foto: Paulo Rufino/AGB-Campinas

Não há notícia de que tenha havido outras edições da Semana do Livro Geográfico. O Prêmio Jabuti, contudo, ampliou-se e chega à 61ª edição neste ano de 2019. Além da equipe de São Paulo, coordenada por Aroldo de Azevedo por meio da AGB, outros geógrafos receberam o prêmio, em diferentes momentos.

Em 1986, a geógrafa Magda Adelaide Lombardo (1951-) levou o Jabuti na categoria Ciências (Tecnologia) pelo livro llha de Calor nas Metrópoles: o Exemplo de São Paulo (Hucitec, 1985), decorrente de sua pesquisa de doutorado em Geografia Física na USP, orientado pelo professor José Roberto Tarifa (1946-).

Em 1997, os geógrafos Aziz Nacib Ab’Sáber e Milton Santos (1926-2001) fizeram dobradinha e foram agraciados com os prêmios Jabuti em Ciências Humanas pela publicação dos livros Amazônia: do Discurso à Práxis (Edusp, 1996) e A Natureza do Espaço (Hucitec, 1996).

Naquele mesmo ano, Jurandyr Ross (1947-) levou o prêmio na categoria de livros didáticos de 1º e 2º graus pela publicação de Geografia do Brasil (Edusp, 1996). Na mesma categoria, o casal Maria Madalena Cavalcanti Lacerda e Gilberto Giovannetti foram premiados pelo Dicionário de Geografia da Editora Melhoramentos.

Em 2001, Marcelo Lopes de Souza (1963-) foi vencedor na categoria Ciências Humanas pela publicação do livro O Desafio Metropolitano: um Estudo sobre a Problemática Sócio-Espacial nas Metrópoles Brasileiras (Bertrand Brasil, 2000).

Em 2002, aconteceu uma nova dobradinha nas Ciências Humanas, com O Brasil: Território e Sociedade no Início do Século XXI, de Milton Santos e María Laura Silveira (1965-) (Record, 2001) e Espaço-Tempo na Metrópole (Contexto, 2001), de Ana Fani Alessandri Carlos (1952-), fruto de sua tese de livre-docência.

Naquele ano, na categoria “Didático 1° e 2° Graus”, venceu o Atlas Geográfico Escolar de Juiz de Fora, publicado em 2001 pela Editora UFJF, de autoria de Valéria Trevizani Burla de Aguiar (1951-). Valéria, estudiosa dos atlas escolares, fez uma tese de doutorado na Unesp de Rio Claro orientada por Livia de Oliveira e é uma referência no assunto.

Em 2003, O País Distorcido (Publifolha, 2002), coletânea de textos publicados por Milton Santos na Folha de S. Paulo entre 1981 e 2001, ganhou o prêmio na categoria Capa, produzida pela designer Paula Astiz – um retrato em close-up do geógrafo baiano. E o Atlas Geográfico Melhoramentos – edição de 2002 do famoso atlas do Padre Geraldo José Pauwels (1883-1960) – ganhou menção honrosa na categoria Didático do Ensino Fundamental e Médio.

Em 2005, São Paulo – Ensaios Entreveros, de Aziz Ab’Sáber (Edusp, 2004) foi vencedor na categoria Ciências Humanas.

Neste ano de 2019, Roberto Marques Neto (1978-) está entre os finalistas na categoria Ciências, com o livro Zoogeografia do Brasil: a fauna, a paisagem e as organizações espaciais, publicado pela editora CRV. Em 2015, Marcos César Ferreira (1957-), do Departamento de Geografia da Unicamp, foi finalista na categoria Engenharias, Tecnologias e Informática com Iniciação à análise geoespacial (Editora da Unesp, 2014).

A Geografia no Prêmio Jabuti

Abertura da exposição “Giro Fotográfico” + roda de conversa “O uso da fotografia em sala de aula” : 11/11 às 18h30

Estão todxs convidadxs para a inauguração da exposição Giro Fotográfico – Capturando a cidade: cor, forma e movimento nesta segunda-feira, dia 11 de novembro, às 18h30, no Saguão do Instituto de Geociências da Unicamp (Rua Carlos Gomes, 250 – Cidade Universitária Zeferino Vaz).

Os autores das fotografias Carol Chiodi, Clayton Silva, Matheus Ferreira e Mauricio Moysés participarão de uma roda de conversa com a doutoranda Jéssica Cecim, do Ateliê de Pesquisas e Práticas em Ensino de Geografia (APEGEO), com o tema O uso da fotografia e outras práticas em sala de aula.

A atividade, organizada pelo Laboratório de Investigações Geográficas e Planejamento Territorial (Geoplan) do Departamento de Geografia da Unicamp, tem apoio financeiro e institucional da AGB-Campinas.

Unicamp recebe o 3º Simpósio Internacional de Geografia do Conhecimento e da Inovação

Com o tema Cidades, inovação e desigualdades socioespaciais: sentidos e futuro da urbanização, o 3º Simpósio Internacional de Geografia do Conhecimento e da Inovação (SIGCI) será realizado de 6 a 8 de novembro, no Instituto de Geociências (IG) e no Instituto de Economia (IE).

A abertura oficial do evento ocorre, às 9 horas no Auditório “Zeferino Vaz” do IE. [Acesse a programação]. O objetivo do evento é contribuir para a promoção e sistematização no país do debate sobre a relação entre inovação e território numa perspectiva inter e multidisciplinar. A partir do tema do evento, busca-se aprofundar em uma análise sobre a inovação no espaço urbano com um viés tanto da competitividade quanto da inovação inclusiva. O Simpósio tem como público-alvo pesquisadores, estudantes de graduação e de pós-graduação e professores. Mais detalhes no site https://iiisigciunicamp.wixsite.com/sigci

O objetivo do evento é contribuir para a promoção e sistematização no país do debate sobre a relação entre inovação e território numa perspectiva inter e multidisciplinar. A partir do tema do evento, busca-se aprofundar em uma análise sobre a inovação no espaço urbano com um viés tanto da competitividade quanto da inovação inclusiva. O Simpósio tem como público-alvo pesquisadores, estudantes de graduação e de pós-graduação e professores.

Minicursos da XII Semana de Geografia da Unicamp: dia 6/11

A Comissão Organizadora da XII Semana de Geografia da Unicamp divulgou a relação de minicursos que serão oferecidos na noite de quarta-feira, dia 6 de novembro, no Instituto de Geociências da Unicamp.

Cada curso tem 25 vagas e não são necessárias inscrições prévias. Basta comparecer à sala indicada, no horário de início do curso!

Folhas Sagradas – Fitoterapia e Ancestralidade

com Vinícius Cassiolato. Sala IG209, às 10 horas

Por meio de roda de conversa e experiências práticas com o reino vegetal, o mini-curso “Folhas Sagradas – Fitoterapia e Ancestralidade” tem como objetivo possibilitar o primeiro passo para a reconexão com a sabedoria das plantas. Tendo como base a oralidade e bibliografias específicas, iremos ao encontro da sabedoria de nossos ancestrais assim como as suas relações fitoterápicas.A vivência perpassará por histórias milenares perpetuadas pelas Casas de Axé, dinâmica de reconexão “Ciranda de Ossaim”, aspectos da Cosmovisão Africana, transição continental de plantas sagradas, plantio, colheita e experimentação prática no preparo de Chás, Banhos, Tinturas e Sprays.

Cidades Includentes: O dever de desguetização da população negra. Estudo cruzado entre Campinas, Brasil e Cidade do Cabo, África do Sul

com Waleska Miguel Batista. Sala IG214, às 19 horas

A Agenda da ONU/Habitat III recomenda que as cidades sejam includentes, buscando, por meio de planejamento urbano a eliminação de todos os tipos de desigualdades sociais, incluído aqui, de forma explícita, o racismo. Brasil e África do Sul possuem similaridades no que respeita a segregação socioespacial segundo critérios étnicos, já que ambos os países parecem possuir o racismo como um fundamento de suas relações sociais, o que contraria os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU/Habitat, especificamente, o ODS número 11, de tornar as cidades racialmente includentes. Apresenta-se o estudo de caso cruzado envolvendo a apartação socioespacial de Campinas (Brasil) e Cidade do Cabo (África do Sul), para o fim de analisar a segregação territorial e o dever do Estado de desguetização da população negra por meio de planejamento urbano.

Territorialidade da fronteira e novos agentes de novos lugares: uma contribuição ao estudo da fronteira do Haiti e da República Dominicana

com Guerby Sainte. SalaIG 211, às 19 horas

Breve resumo: Este minicurso tem como objetivo analisar a produção de ideias sobre o crescimento de uma região ocorre em ambiente marcado pelas origens históricas, pelas configurações políticas e geoestratégicas, ademais da própria estrutura física da fronteira do Haiti e da República Dominicana. No cenário atual, a fronteira é de grande relevância que parece desvanecer-se em escala global, nacional e, conduzindo o processo de relativização multiforme do Estado. É necessário analisar como é essencial no estabelecimento do controle do território com o efeito da evolução das técnicas de atravessamento, fortalecimento e controle geopolítico e de eventos demográficos, a expansão e a dinâmica das trocas entre as populações fronteiriças, em considerações políticas de uma ampla interdependência estatal, e também procurar entender como as raízes colonialistas influenciam na desigualdades socioespaciais de dois Estados.

Mapeamento Geoparticipativo em Territórios de Populações Tradicionais

com Antonio Cruz. Sala IG216, às 19 horas

O minicurso abrange conceitos teóricos-metodológicos de mapeamento participativo em territórios de populações tradicionais enquanto possibilidade de entrada na dimensão do cotidiano, a partir das experiências de pesquisa do autor no estado do Maranhão. Buscaremos discutir as riquezas da troca de conhecimento entre Academia e Saberes Tracionais a partir do mapeamento geoparticipativo.

Relações Étnicos Raciais Brasileiras no Ensino de Geografia a partir do raciocínio geográfico

com o APEGEO. Sala IG212, às 19h30

A presente oficina busca tratar das relações étnicos raciais brasileiras por meio de um viés educacional, partindo dos princípios do Raciocínio Geográfico, presente na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Documento este que prevê educação das relações étnico-raciais e ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena (Leis nº 10.639/2003 e 11.645/2008). A Oficina está dividida em dois momentos, o primeiro abordando a discussão de Raciocínio Geográfico e Espacialidade do Fenômeno e o segundo operacionalizando os debates propostos com dados étnicos raciais como, por exemplo, renda, educação, saúde, mortalidade e moradia da população negra.

Toma posse a nova Diretoria da AGB-Campinas

Parte da gestão e integrantes da Comissão Eleitoral reunidos em assembleia: a partir da esquerda: Luciano, Gustavo, Roberta, Jessica, Vicente, Éverton, Diego, Paulo (agachado), Luna, Luiz Fernando, Caio, Jahan, Larissa, Clayton e Heloísa

Assembleia realizada na Unicamp na noite desta terça-feira, 29 de outubro, deu posse à nova diretoria da AGB-Campinas, que foi eleita com vinte e seis votos de associados ativos. O diretor Vicente Eudes Lemos Alves presidiu a assembleia, que foi secretariada por Éverton Valezio, presidente da Comissão Eleitoral. À reunião compareceu a maior parte da nova gestão, com três faltas justificadas dos dezesseis integrantes.

A Diretoria Executiva Local, que passou a ser presidida pelo geógrafo Luciano Duarte, reafirmou seus compromissos estatutários e será auxiliada por uma diretoria ampliada, composta por uma comissão de comunicação e uma comissão de eventos, formada principalmente por estudantes de graduação em Geografia da Unicamp, onde se localiza a sede da seção local.

Após a assembleia de posse, os presentes se reuniram para discutir a pauta da Reunião de Gestão Coletiva extraordinária que será realizada na Universidade de São Paulo no próximo final de semana. Foi indicada a delegação que participará da reunião e foram discutidas diretrizes para a organização do XX Encontro Nacional de Geógrafos, que acontecerá na capital paulista em julho de 2020.

Conheça a nova Diretoria Executiva Local da AGB-Campinas:

Diretor: Luciano Duarte
Vice-diretor: André Pasti
Primeira secretária
: Heloísa Molina
Segundo secretário
: Luiz Fernando Vieira
Primeiro tesoureiro
: Gustavo Teramatsu
Segundo tesoureiro
: Diego Fernandes
Coordenador de publicações
:  Fabricio Gallo
Vice-coordenador de publicações
: Vicente Eudes Lemos Alves

Comissão de comunicação Jéssica Rodrigues, Larissa Serpentini, Paulo Rufino e Rafael Moura

Comissão de eventos Caio Gusmão, Jahan Lopes, Luna Guimarães e Roberta Cavedini

Geografia da Unicamp recebe Aza Njeri: África e diáspora – caminhos para educação pluriversal

Como parte da programação da XII Semana de Geografia da Unicamp – Por uma Geografia Afrocentrada: África e suas Diásporas, será ministrado o curso de formação de professores África e Diáspora – Caminhos pra uma educação pluriversal professora doutora Aza Njeri.

O curso tem como objetivo contribuir, a partir do paradigma da pluriversalidade apresentado por Mogobe Ramose, para a implementação da Lei 10639/03 e o adendo 11645/08, além de refletir sobre África e a afrodiáspora no que tange à cultura, à História e à sociedade, fortalecendo a prática educacional (escolar e não escolar), a luta antirracista e antigenocida, focalizando a troca de saberes, apoderamento de conhecimento, aquilombamento, afeto e rede.

O curso acontecerá no Instituto de Geociências da Unicamp no dia 6 de novembro (quarta-feira), das 8h às 13h e com pausa às 11h para um coffee break. A inscrição custa R$ 30,00 e pode ser feita neste link.

Unicamp recebe Mostra Ecofalante; primeira sessão é nesta quarta, 30/10

O 3º Circuito Unicamp da Mostra Ecofalante começa no dia 30 de outubro, às 19 horas, no Auditório “Zeferino Vaz” do Instituto de Economia (IE). Na ocasião será exibido o filme Golpe Corporativo.

O Circuito, que se estende até 13 de novembro, conta com nove filmes selecionados por professores e estudantes do Instituto de Economia (IE), da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC), do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), do Instituto de Biologia (IB) e do Instituto de Geociências (IG).

Veja aqui a programação no site da Mostra.

O objetivo da Mostra é apresentar filmes e debates de temática socioambiental. São produções contemporâneas, de diversos países, que conversam diretamente com temas pesquisados na universidade, como relações de trabalho no contexto de globalização, processos de urbanização e uso da terra, a luta de populações indígenas pela retomada de territórios, mudanças climáticas, trajetórias de ativistas ambientais, entre outros.

As sessões acontecerão em quatro locais da Unicamp, além da Maloca Arte e Cultura, localizada no bairro Vila União.

Convocatória: Assembleia ordinária, 29/10/2019, às 18h

Prezados(as) associados(as),

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral local ordinária a ser realizada no dia 29 de outubro de 2019 (terça-feira), às 18 horas em primeira chamada e às 18 horas e 15 minutos em segunda chamada, sala 211 do Instituto de Geociências da Unicamp (Rua Carlos Gomes, 250, Cidade Universitária, Campinas-SP), para discussão da seguinte pauta:

Informes

ORDEM DO DIA

  1. Posse da Diretoria Executiva Local 2019-2021
  2. Reunião de Gestão Coletiva Extraordinária (São Paulo, 2 e 3 de novembro)
  3. Outros assuntos

Documentos

Convocatória da RGC extraordinária

Eixos e ementas propostos para o XX ENG

Primeira circular do XX ENG

Sumário executivo da 139ª RGC

Território e energia: palestra com Guilherme Estrella, dia 5/11, às 19 horas

Receberemos o geólogo Guilherme de Oliveira Estrella no dia 5 de novembro, terça, às 19 horas, para a palestra Território e energia: geologia do pré-sal e geopolítica do petróleo. Estrella dedicou toda sua carreira profissional à Petrobrás. Foi Diretor de Exploração e Produção da estatal de 2003 a 2012.

A palestra acontece na sala IG216 do Instituto de Geociências. Não é necessária inscrição prévia.

A Petrobrás e o petróleo brasileiro…: mesa-redonda no dia 04/11 às 14h

A Petrobrás e o petróleo brasileiro: o que pensam os trabalhadores petroleiros sobre a empresa e a atual conjuntura econômico-política para o setor? é o tema da mesa-redonda que acontece na segunda-feira, dia 4 de novembro, no período da tarde, a partir das 14 horas, no Auditório do Instituto de Geociências da Unicamp.

Participam:

Arthur Ragusa Guimarães, técnico de operação da Refinaria de Paulínia (Replan), diretor do Sindipetro desde 2011 e membro da direção da Federação Única dos Petroleiros desde 2017. É ex-aluno da Unicamp.

Carlos Eduardo Salazar Salgado, geógrafo e mestrando em Geografia pela Unicamp, ex-funcionário da Replan e ex-dirigente do Sindipetro

Ticiano José Saraiva dos Santos, geólogo e docente do Departamento de Geologia e Recursos Naturais da Unicamp

A mesa-redonda é uma atividade em conjunto com a disciplina GN304 – Trabalho de Campo, dos cursos de graduação em Geografia e Geologia da Unicamp.

Não é necessário se inscrever, basta comparecer ao Auditório.

Chapa apresenta plano de trabalho para a gestão 2019-2021 da AGB-Campinas

planodetrabalho20192021

A Comissão Eleitoral, nos termos do Edital AGB-Campinas 02/2019, torna público o plano de trabalho apresentando pela chapa única que concorre à eleição para a Diretoria da AGB-Campinas no biênio 2019-2021. Além dos oito cargos estatutários, a chapa congrega outros oito integrantes nas comissões de comunicação e eventos.

CHAPA

PRESIDENTE Luciano Duarte
VICE-PRESIDENTE André Pasti
PRIMEIRA SECRETÁRIA Heloísa Molina
SEGUNDO SECRETÁRIO Luiz Fernando Vieira
PRIMEIRO TESOUREIRO Gustavo Teramatsu
SEGUNDO TESOUREIRO Diego Fernandes
COORDENADOR DE PUBLICAÇÕES Fabricio Gallo
VICE-COORDENADOR DE PUBLICAÇÕES Vicente Eudes Lemos Alves

COMISSÃO DE COMUNICAÇÃO
Jéssica Rodrigues
Larissa Serpentini
Paulo Rufino
Rafael Moura

COMISSÃO DE EVENTOS
Caio Gusmão
Jahan Lopes
Luna Guimarães
Roberta Cavedini

A Geopolítica do Estado e o Território Quilombola no Século XXI: Diosmar Filho, da UFBA, lança livro na Unicamp no dia 7/11 às 16h

O professor Diosmar Marcelino de Santana Filho, da Universidade Federal da Bahia, fará o lançamento de seu livro A Geopolítica do Estado e o Território Quilombola no Século XXI (Paco Editorial, 2017) na Livraria da Editora da Unicamp do Instituto de Estudos da Linguagem, no dia 7 de novembro, quinta-feira, às 16 horas.

A OBRA

Este livro busca, de forma epistemológica, contribuir com estudos geográficos contemporâneos ao analisar as mudanças no espaço do Estado Brasileiro com a ação política da população negra quilombola na passagem de sujeitos invisíveis para sujeitos de direito com a Constituição Cidadã de 1988. Isso em um Estado que mantém o racismo como determinante para um território desigual. Dessa maneira, a pesquisa que se apresenta tem no espaço geográfico a base teórica de análise dos Territórios Quilombolas, nos séculos passados e a territorialização na Bahia no século XXI.

Para Renato Emerson dos Santos, o “livro nos ajuda, a partir do estudo da dinâmica dos territórios quilombolas, a pensar como os olhares e narrativas sobre o passado influenciam nas lutas e definições de direitos no presente. As leituras hegemônicas sobre a formação do território brasileiro omitem a (oni)presença quilombola, apagamento que se reflete na negação de seus direitos. Tenho apontado este apagamento como uma dimensão analítica do branqueamento do território. O lócus epistêmico de enunciação das narrativas hegemônicas é branco, valoriza as experiências sociais e territoriais dos brancos, e assim negros e indígenas só aparecem em condição subalterna, jamais como protagonistas da formação do território. Contar a nossa história territorial mostrando esses protagonismos, compreendendo seus papéis em relações econômicas, sociais, políticas, em jogos que articulam diferentes escalas, é fundamental para o reconhecimento e a conquista de direitos por esses grupos. Isso é uma tarefa para a Geografia Brasileira, à qual alguns geógrafos vêm se dedicando, como fez Diosmar Santana Filho aqui, com grande qualidade”.

O AUTOR

Diosmar Filho é geógrafo formado pela Universidade Católica de Salvador e Mestre em Geografia pela UFBA. Atualmente é professor formador da UFBA no curso de especialização lato sensu EaD em Estado e Direito dos Povos e Comunidades Tradicionais e em Direitos Humanos e Contemporaneidade. em experiência docente como professor substituto da UFBA e professor do IFBA-Ilhéus. Foi gestor estadual em políticas públicas nas áreas de gestão: das Águas, Desenvolvimento Social e Promoção da Igualdade Racial.

O LANÇAMENTO

Segue convite para o lançamento do livro:

SEMANA DE GEOGRAFIA

O lançamento faz parte da XII Semana de Geografia da Unicamp. Após o lançamento, todos também estão convidados para participar da mesa-redonda Planejamento Urbano e Questões Raciais: O lugar do negro na contemporaneidade, que terá a participação de Diosmar Filho e de Renato Emerson dos Santos.

Edital 02/2019 – Eleição da AGB-Campinas 2019-2021

Baixe aqui o arquivo em PDF

EDITAL AGB-CAMPINAS 02/2019
REABERTURA DE INSCRIÇÕES DE CHAPAS PARA A GESTÃO 2019-2021

A Diretoria Executiva da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas, considerando a inexistências de inscrições para o processo eleitoral até o término do período previsto para o Edital AGB-Campinas 01/2019, encerrado em 11/10/2019, convoca, por meio do presente instrumento, novo período para as eleições para a Diretoria Executiva Local para a Gestão 2019-2021, conforme instruções e prazos especificados nos itens a seguir.

1) Do Calendário do Processo Eleitoral:

1.1) Inscrições das chapas: de 21/10/2019 a 23/10/2019.

1.2) Eleições: 28 e 29/10/2019.

1.3) Assembleia Extraordinária: 29/10/2019, às 18h, na sede social.

2) Do Processo Eleitoral:

2.1) As inscrições para chapas estarão abertas no período de 21/10/2019 a 23/10/2019.

2.2) A inscrição das chapas deve ser requerida em formulário próprio obtido na sede da AGB-Campinas e deve vir acompanhada do respectivo plano de trabalho para a gestão 2019-2021, nos termos do Art. 33 do Estatuto da AGB-Campinas.

2.3) A Comissão Eleitoral será responsável pelo recebimento dos requerimentos, orientações, esclarecimentos e avaliação da documentação entregue pelos candidatos das chapas.

2.4) Compete à Comissão Eleitoral promover e fiscalizar o processo de votação fazendo cumprir as disposições estatutárias e regimentais. Deverá ainda proceder a apuração dos votos, fazendo lavrar a ata de eleição e dar posse à nova Diretoria Executiva Local.

2.5) A votação ocorrerá por meio eletrônico (plataforma LimeSurvey).

3) Dos documentos necessários para a inscrição:

3.1) Devem ser apresentados os seguintes documentos para a inscrição das chapas:

  • Requerimento de inscrição da chapa, obtido na Sede da Seção Local, discriminados e preenchidos todos os cargos da Estrutura Administrativa pelos integrantes da chapa.
  • Comprovante de inscrição de pagamento da anuidade da AGB, para cada integrante da chapa.
  • Cópias dos documentos de identidade (RG) e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de todos os integrantes da chapa.

4) Da Posse:

4.1) A posse da nova Diretoria Executiva Local terá início ao final do processo eleitoral, pelo período de 2 (dois) anos e seu término se dará em 28 de outubro de 2021.

4.2) Não havendo chapas inscritas ou chapa eleita, a atual gestão terá seu mandato prorrogado por mais 30 dias e convocará nesse mesmo prazo a Assembleia Geral Extraordinária para a realização de novas eleições.

5) Das Disposições Gerais:

5.1) Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria Executiva da AGB-Campinas.

5.2) Outras informações e dúvidas podem ser encaminhadas à Comissão Eleitoral — Clayton Henrique Alves da Silva, Éverton Vinícius Valezio e Mariana da Silva Lima — pelo e-mail: secretaria@agbcampinas.com.br

Campinas, 15 de outubro de 2019.

AGB-Campinas recebe vencedora do concurso para identidade gráfica do 20º Encontro Nacional de Geógrafos

A AGB-Campinas, representada pelo seu diretor presidente Prof. Dr. Vicente Eudes Lemos Alves e pelo tesoureiro Gustavo Teramatsu, recebeu nesta quinta-feira, 10 de outubro, a doação do desenho original de autoria da geógrafa Érica Rodrigues Soares que inspirará a identidade visual do XX Encontro Nacional de Geógrafos. A arte foi escolhida em concurso nacional realizado em setembro, tendo recebido quase metade dos votos (48,2%), e passará a compor o acervo da AGB-Campinas.

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arte do XX ENG – São Paulo, 2020. por @ericartss

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Érica comentou o conceito do desenho, que alude ao tema Brasil-Periferia: A geografia para resistir e a AGB para construir. A adaptação da Mão de Niemeyer, exposta no pátio do Memorial da América Latina, representa a cidade de São Paulo – sede do evento, que acontecerá de 13 a 17 de julho de 2020 e também sede da AGB, fundada naquela cidade há 85 anos, em 1934. Mas aqui, a mão não está ao alto, rendida, mas com punhos cerrados, simbolizando também a luta e a resistência, “para que assim possa ser construída uma AGB combativa e que a Geografia resista nesse contexto político e histórico em que vivemos”, explicou.

O punho também faz referência à América Invertida de Joaquín Torres García e às Veias Abertas da América Latina de Eduardo Galeano. Também compõe a obra o morro, representativo da paisagem periférica das metrópoles brasileiras, onde se expõe a bandeira do Brasil, símbolo nacional cujo lema positivista – ordem e progresso – também pode ser problematizado a partir da Geografia.

Em uma animada conversa, Érica, recém-licenciada em Geografia pela Unicamp, contou sobre seu trabalho e projetos futuros. Formou-se na ETEC Bento Quirino e técnica em Geodésia e Cartografia no Colégio Técnico de Limeira. Aprovada também no vestibular para o curso de Imagem e Som da UFScar, na graduação, passou pelo ProFis, antes de cursar Geografia. Com experiência na Embrapa, no GeoPibid e também junto ao projeto Geoideias, tem trabalhado como professora na rede particular e no cursinho popular do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp. Participa do processo seletivo do Mestrado em Educação na Unicamp. Nesse ponto, discutiu-se a potência do conceito de paisagem para aproximar a Geografia da arte, por meio do cinema. Paisagem uniu arte e ciência desde Humboldt, em seus Quadros da Natureza.

Érica produz cadernos com desenhos, hand lettering e encadernação artesanal, em trabalhos que divulga em seu instagram, @ericartss. Em 2018, ela fez cadernos personalizados para o I Seminário do Núcleo de Estudos Ambientais e Litorâneos (SPNeal), que teve apoio da AGB-Campinas.

https://www.instagram.com/p/BoDCWGvF4B_/

A obra de Érica estará presente no site do ENG e demais materiais gráficos do evento – cartazes, banners, caderno de programação, anais, kit dos encontristas. Desde já, a escolha de seu desenho nos anima a participar do XX ENG ao lado de geógrafas e geógrafos de todo o Brasil.

Minicurso “O projeto chinês de conexão global”, com Laura Urrejola Silveira. 15/10 às 19 horas

O minicurso O projeto chinês de conexão global abordará a inserção internacional da China por meio de infraestrutura. Tendo os aspectos culturais da China (da antiguidade ao século XXI) e a geopolítica como lentes teóricas, o objetivo desta experiência didática é provocar a percepção crítica sobre os desafios e oportunidades embarcados na Belt and Road Initiative – BRI e como as demais potências absorvem esse processo global.   

Laura Urrejola Silveira é geógrafa formada na USP, especialista e mestra em Relações Internacionais no IREL/UnB, onde atualmente desenvolve o doutorado. É membro do Centro de Estudos Ásia-América Latina (ASIALAC-UnB) e da Rede Brasileira de Estudos da China (RBChina).

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Vem aí a XII Semana de Geografia da Unicamp: Por uma Geografia Afrocentrada. África e suas diásporas!

A XII Semana de Geografia da Unicamp acontecerá entre 5 e 7 de novembro de 2019 com tema Por uma Geografia afrocentrada: África e suas diásporas. A Comissão Organizadora reúne estudantes do Grupo de Estudos Africanos em Geografia, e o evento conta com o apoio da AGB-Campinas.

Na Unicamp estará acontecendo Novembro Negro e o UnicampAfro.

Veja o site da Semana de Geografia e faça sua inscrição!

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Marque presença no evento!

A programação tem início na terça com Fórum do Grupo de Estudos Africanos em Geografia e exposição de seus mapas à tarde e mesa-redonda Epistemologia, descolonização e afrocentricidade à noite.

No dia 6/11, pela manhã, acontecem também os minicursos e o curso de formação para professores África, diáspora caminho para educação pluriversal, com a Profa. Aza Njeri. O curso tem um custo de R$30,00. A programa segue à tarde com a mesa-redonda África e africanidades: Desafios e perspectivas para o Ensino de Geografia da África e suas Diásporas no Brasil e com a roda de conversa Diálogos Contemporâneos sobre Homens Negros e Masculinidades, à noite, além de minicursos.

Na quinta-feira, serão apresentados trabalhos pela manhã (mais informações no fim da postagem). À tarde há programação variada: cinedebate, oficinais culturais, lançamento de livro e assembleia dos estudantes. A programação se encerra com a mesa-redonda Planejamento Urbano e Questões Raciais: O lugar do negro na contemporaneidade, seguida de confraternização.

Lançamento de livro

A AGB-Campinas promove, em parceria com a Paco Editorial, o GEAG e a Livraria da Editora da Unicamp, o lançamento do livro A Geopolítica do Estado e o Território Quilombola no Século XXI:

Apresentações de trabalhos

A Semana está recebendo trabalhos para apresentação na manhã do dia 7/11 nos seguintes eixos temáticos:

  1. Epistemologias, Estudos africanos e afrocentricidade
  2. O ensino de Geografia da África e diásporas: contribuições, perspectivas, abordagens e desafios
  3. Geografia Física , questões ambientais, desastres naturais e antrópicos em território africano e afro-diaspórico
  4. Civilizações, etnias e diásporas africanas
  5. Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Candomblé, Quilombos e Organizações Negras
  6. Gênero e Diversidade sexual: Matriarcado, Resistências femininas, Masculinidade negra e Orientação Sexual
  7. Poder, Território e a Fronteira Geopolítica: Desafios dos Estados Africanos no séc. XXI
  8. Urbanização, Contextos Sociais e Interações Espaciais: O lugar do Negro na Contemporaneidade

Está prevista a publicação de um dossiê em edição de 2020 do Boletim Campineiro de Geografia com artigos selecionados da Semana de Geografia.

AGB-Campinas recebe doações para a Ocupação Mauá até 15/10

A Ocupação Mauá, localizada no centro da cidade de São Paulo, em frente à Estação da Luz, está organizando arrecadação de doações para mais de 500 famílias residentes em ocupações no centro de São Paulo e outras 42 famílias do interior paulista em situação de vulnerabilidade social.

A AGB-Campinas disponibilizou sua sede como um ponto de coleta para as doações, que serão levadas a São Paulo por integrantes da nossa diretoria. Assim, geógrafas e geógrafos da região de Campinas e em especial da Unicamp, podem colaborar com a ação.

A sede está localizada no último piso do Instituto de Geociências da Unicamp, sala 301, na Rua Carlos Gomes, 250, no campus da Unicamp. Envie-nos e-mail para secretaria @ agbcampinas.com.br para melhor organizar a coleta de sua doação.

Serão arrecadados até o dia 15 de outubro (terça-feira):

  • Alimentos não perecíveis
  • Produtos de limpeza
  • Produtos de higiene pessoal
  • Roupas e calçados (infantil e adulto)
  • Fraldas
  • Materiais de construção em bom estado

Diretoria Executiva Local da AGB-Campinas

Palestra “Lugares sagrados e o território indígena do Xingu”, 09/10, às 19 horas

Receberemos o professor Kaji Waurá para a palestra “Lugares sagrados e Território Indígena do Xingu” nesta quarta-feira, dia 09 de outubro, com início às 19 horas, no Auditório do Instituto de Geociências da Unicamp. A mediação será feita pelo prof. Andrei Cornetta.

INSCREVA-SE

Kaji Waurá é promotor cultural e graduado em Pedagogia Intercultural pela Licenciatura Intercultural da Universidade do Estado de Mato Grosso. Professor indígena desde 2000. Atualmente leciona na Escola Indígena Municipal Aruak, no Parque Indígena do Xingu. Tem experiência na área de Etnografia, com ênfase em História e Cultura Wauja, Mitologia, Cerâmica, Cestaria e Grafismos Xinguanos e uso tradicional de plantas.

I Seminário Interseccionalidade na Geografia: Espacialidades, Gênero e Sexualidades; 21 e 22 de outubro na Unicamp

O Grupo de Estudos Geografia de Gênero e Sexualidades organizam o I Seminário Interseccionalidade na Geografia, com o tema Espacialidades, Gênero e Sexualidades.

O evento conta com apoio financeiro e institucional da AGB-Campinas e acontece nos dias 21 e 22 de outubro de 2019, no Instituto de Geociências da Unicamp. Estão abertas as inscrições na página do evento.

A programação terá duas mesas-redondas: Espacialidades, violências e migrações LGBTQIA+, no dia 21 de outubro, às 19 horas, com a Profª. Dra. Isadora Lins França PAGU Unicamp), o Me. Vinicius Santos Almeida (USP) e o Me. Diego Miranda Nunes (FURG), na sala IG216; e Interseccionalidades na Geografia, no dia 22 de outubro, às 19 horas, na sala IG216, com a Profª. Dra. Joseli Maria da Silva (UFPG e GETE – Grupo de Estudos Territoriais) e a Professora Sayonara Nogueira (Instituto Brasileiro de Trans Educação e Coordenadora do Núcleo de Diversidade Sexual da Prefeitura Municipal de Uberlândia).

A professora Joseli Maria Silva também ministrará o minicurso Gênero e sexualidades na análise espacial, no dia 22 de outubro, às 14 horas. Vinicius Santos Almeida oferece o curso Cartografia Temática com PHILCARTO (Básico), nas manhãs dos dias 21, 22 e 23 de outubro.

Edital 01/2019 – Eleição da AGB-Campinas 2019-2021

Baixe aqui o arquivo em PDF

EDITAL AGB-CAMPINAS 01/2019
ABERTURA DE INSCRIÇÕES DE CHAPAS PARA A GESTÃO 2019-2021

A Diretoria Executiva da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas convoca por meio do presente instrumento as eleições para a Diretoria Executiva Local para a Gestão 2019-2021, conforme instruções e prazos especificados nos itens a seguir.

1) Do Calendário do Processo Eleitoral:

1.1) Inscrições das chapas: de 07/10/2019 a 11/10/2019.

1.2) Eleições: 14 e 15/10/2019.

1.3) Assembleia Extraordinária: 15/10/2019, às 18h, na sede social.

2) Do Processo Eleitoral:

2.1) As inscrições para chapas estarão abertas no período de 07/10/2019 a 11/10/2019.

2.2) A inscrição das chapas deve ser requerida em formulário próprio obtido na sede da AGB-Campinas e vir acompanhada do respectivo plano de trabalho para a gestão 2019-2021, nos termos do Art. 33 do Estatuto da AGB Campinas.

2.3) A Comissão Eleitoral será responsável pelo recebimento dos requerimentos, orientações, esclarecimentos e avaliação da documentação entregue pelos candidatos das chapas.

2.4) Compete à Comissão Eleitoral promover e fiscalizar o processo de votação fazendo cumprir as disposições estatutárias e regimentais. Deverá ainda proceder a apuração dos votos, fazendo lavrar a ata de eleição e dar posse à nova Diretoria Executiva Local.

2.5) A votação ocorrerá por meio eletrônico (plataforma LimeSurvey).

3) Dos documentos necessários para a inscrição:

Devem ser apresentados os seguintes documentos para a inscrição das chapas:

● Requerimento de inscrição da chapa, obtido na Sede da Seção Local, discriminados e preenchidos todos os cargos da Estrutura Administrativa pelos integrantes da chapa.

● Comprovante de inscrição de pagamento da anuidade da AGB, para cada integrante da chapa.

● Cópias dos documentos de identidade (RG) e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de todos os integrantes da chapa.

4) Da Posse:

4.1) A posse da nova Diretoria Executiva Local terá início ao final do processo eleitoral, pelo período de 2 (dois) anos e seu término se dará em 14 de outubro de 2021.

4.2) Não havendo chapas inscritas ou chapa eleita, a atual gestão terá seu mandato prorrogado por mais 30 dias e convocará nesse mesmo prazo a Assembleia Geral Extraordinária para a realização de novas eleições.

5) Das Disposições Gerais:

5.1) Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria Executiva da AGB Campinas.

5.2) Outras informações e dúvidas podem ser encaminhadas à Comissão Eleitoral — Clayton Henrique Alves da Silva, Éverton Vinícius Valezio, Mariana da Silva Lima — pelo e-mail: secretaria@agbcampinas.com.br

Campinas, 23 de setembro de 2019.

Nova Diretoria Executiva Nacional é eleita

Anunciamos a nova Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros eleita em Assembleia Geral Extraordinária realizada neste domingo (22/09) em Presidente Prudente. A única chapa eleita, denominada “Resistir para Construir”, é assim composta:

Presidente: Lorena Izá Pereira (Presidente Prudente)

Vice-presidente: José Carlos Dantas (Presidente Prudente)

Primeiro secretário: Alberto Milles de Souza (Juiz de Fora)

Segunda secretária: Amanda Emiliana Santos Baratelli (Três Lagoas)

Primeiro tesoureiro: Pedro Luiz Damião (São Paulo)

Segundo tesoureiro: Rafael Henrique de Moura (Campinas)

Coordenação de publicação: Rachel Facundo Vasconcelos de Oliveira (Fortaleza) e Maria Clara Salim Cerqueira (Juiz de Fora) (suplente)

Coletivo de comunicação: Jéssica Danielle Ferreira do Amaral (Alfenas), Paulo Henrique Loffredo de Andrade (ABC) e Paulo Roberto da Silva Rufino (Campinas) e Ronald Coutinho Santos (Niterói)

Leia a carta e o plano de trabalho da DEN.

Querem nos calar. Não calarão!: Nota da AGB pela defesa da liberdade de cátedra

Veja a publicação original.

A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), reunida na 139ª Reunião de Gestão Coletiva, realizada em Presidente Prudente – SP, vem a público manifestar repúdio aos ataques impostos por perseguidores da pluralidade de pensamentos e ações ao geógrafo e professor doutor Cristiano Nunes Alves, da Universidade Estadual do Maranhão, nas redes sociais do Escola Sem Partido e de outros veículos de extrema direita.

Querem nos calar. Não calarão!

Não é demais lembrar que desde novembro de 2018 vigora, naquele estado, o Decreto Estadual Escola Com Liberdade e Sem Censura (Decreto 34.555, de 12 de novembro de 2018), que garante que “todos os professores, estudantes e funcionários são livres para expressar seu pensamento e suas opiniões no ambiente escolar da rede estadual do Maranhão”. Este documento reafirma o direito constitucional à livre manifestação do pensamento e à liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber.

Contudo, professores têm sido cada vez mais perseguidos em nosso país em um evidente projeto de imposição de um pensamento único, conservador e reacionário. Este ataque em específico ocorreu em decorrência de comentário contundente, durante aula na plataforma virtual UemaNet, a respeito do patrimonialismo e do autoritarismo que atravessam os períodos de toda a formação socioespacial brasileira e que, atualmente, renovam-se com a ascensão de ideologias da extrema direita. Esta psicosfera violenta que criminaliza os movimentos sociais reverbera nos espaços rurais e é determinante para a escalada da perseguição e do número de assassinatos de integrantes destes coletivos. O armamento de proprietários rurais, inclusive, foi defendido nas campanhas eleitorais do Presidente da República e do Ministro do Meio Ambiente e é uma proposta que une, no Parlamento, as bancadas do boi, da bala e da bíblia.

Reafirmamos o compromisso da AGB com todos os docentes de Geografia do Brasil, com a universidade pública e com o fazer geográfico comprometido com os movimentos sociais e, como bem afirmou Cristiano, com essa miríade de sujeitos alijados do projeto de desenvolvimento.

Associação dos Geógrafos Brasileiros

20 de setembro de 2019

Escolha a cara do ENG 2020!

A Comissão Organizadora do ENG 2020 torna pública a votação para a escolha da identidade visual do XX Encontro Nacional de Geógrafos(as) – ENG 2020.

São quatro opções. Clique aqui para votar, até dia 23/09/2019.

Mata Santa Genebra abre oito vagas para programa de voluntariado

Texto: Prefeitura de Campinas (adaptado)

Estão abertas as inscrições para oito vagas do programa de voluntariado da ARIE (Área de Relevante Interesse Ecológico) Mata Santa Genebra, que tem gestão compartilhada do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Fundação José Pedro de Oliveira (FJPO). 

Os interessados podem se inscrever até 16 de setembro, pelo sistema de voluntariado. Ao acessar o link, basta preencher o cadastro disponível no sistema com as informações pessoais e selecionar no campo “Chamadas abertas” a chamada da ARIE Mata de Santa Genebra e fazer sua inscrição.  

Além de ser uma importante ferramenta de aprendizado para estudantes e profissionais formados, o programa é fundamental para a realização dos projetos previstos no Plano de Manejo da ARIE e para o envolvimento da comunidade na gestão da Unidade de Conservação.  

Os selecionados poderão colaborar com diversas atividades realizadas na Mata, como a recepção de grupos, produção de material didático, participação em ações educativas externas, apoio às atividades do Borboletário Santa Genebra, acompanhamento de pesquisadores, entre outras.  Ao participar do programa, o voluntário adquire experiência na prática da conservação do meio ambiente, integração comunitária, educação ambiental e desenvolvimento sustentável, aprimorando os conhecimentos para sua formação educacional e profissional, e como experiência de cidadania, propiciando seu desenvolvimento pessoal.  

Mais informações sobre as ações desenvolvidas pela Fundação José Pedro de Oliveira podem ser obtidas no site http://www.fjposantagenebra.sp.gov.br  ou pelo e-mail cristiano.krepsky@fjposantagenebra.sp.gov.br. 

A Fundação fica na Rua Mata Atlântica, 447, Bosque de Barão Geraldo.  

Sobre a Mata de Santa Genebra  

A ARIE Mata de Santa Genebra é considerada a maior floresta urbana da Região Metropolitana de Campinas.  Possui 251,7 hectares de Mata Atlântica, totalizando um perímetro de 9 quilômetros. É uma Unidade de Conservação Federal com grande diversidade de fauna e flora nativa.  Caracteriza-se como um importante remanescente preservado em meio urbano, utilizado para educação, pesquisa e conscientização ambiental. É o primeiro Centro de Educação Ambiental de Campinas.

Convocatória: Assembleia ordinária, 18/09/2019, às 16h

Prezados(as) associados(as),

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral local ordinária a ser realizada no dia 18 de setembro de 2019 (quarta-feira), às 16 horas em primeira chamada e às 16 horas e 15 minutos em segunda chamada, sala 211 do Instituto de Geociências da Unicamp (Rua Carlos Gomes, 250, Cidade Universitária, Campinas-SP), para discussão da seguinte pauta:

Informes

ORDEM DO DIA

  1. Calendário eleitoral
  2. 139ª Reunião de Gestão Coletiva (Presidente Prudente, 20 a 22 de setembro)
  3. Outros assuntos

Esperamos poder discutir encaminhamentos da seção local para a 139ª RGC, envolvendo:

  • Indicar os(as) delegados(as) que representarão a seção na RGC;
  • Propor destaques na ata da 138ª RGC;
  • Propor eixos temáticos e mesas-redondas para o XX ENG, considerando o tema do evento e diretrizes votadas na 138ª RGC;
  • Articular-nos para a elaboração das ementas das seguintes atividades no XX ENG: EDPs (junto com a SL-BH); Oficinas e minicursos (junto com as SL-JP e SL-Rio); e Trabalhos de campo (junto com as SL-SP, SL-PP e SL-ABC);
  • Discutir a situação financeira da AGB.

Documentos para a reunião

I Exposição Tekoá Morotï: Território Guarani, de 18/09 a 31/10

Vem aí a imperdível Exposição Tekoá Morotï: Território Guarani, que visa estabelecer um diálogo entre os saberes indígena e não indígena por meio das dimensões da antropologia, a partir do cotidiano, da cosmologia, das tradições e das técnicas Guarani, da geografia e da biologia. Serão abordados os materiais de apoio didático elaborados, as representações artísticas e sistemáticas de vivências na aldeia e de elementos do espaço. Além disso, a presença dos Guarani como protagonistas da exposição é fundamental, na medida em que eles podem trazer seus próprios pontos de vista, sendo os interlocutores de sua história.

Colocar em pauta e discutir a questão indígena tem sido cada vez mais importante, na medida em que, historicamente, os direitos dessas populações vêm sofrendo constantes ataques que, vale lembrar, atualmente têm sido ainda mais intensos. Nesse sentido, a presença da temática indígena na exposição cultural de uma universidade pública como a Unicamp ajuda a reconhecer a importância tanto da presença indígena nesse espaço quanto dos debates que envolvem esse tema. Esta é, portanto, uma grande oportunidade para prestigiar e aprender mais sobre o povo Guarani e com o povo Guarani.

A exposição acontece no Instituto de Geociências da Unicamp e duas atividades marcarão sua inauguração:

Mesa-redonda “Povos Guarani: direitos socioterritoriais e contexto atual” – dia 17/09, às 19h

Mesa-redonda “Presença indígena nas universidade e o conhecimento tradicional” – dia 18/09, às 19h.

ambas com Sérgio Macena, Cláudio Benite e Antônio Macena, lideranças Guarani da TI Tekoá Moroti.

Concurso de Campinas: a prova de Geografia

Neste domingo, dia 08 de setembro, de muito calor e baixa umidade, mais de mil candidatos, espalhados em diversas escolas e faculdades em toda a cidade de Campinas — a distribuição seguiu a ordem alfabética do nome de todos os inscritos — realizaram aguardada prova do concurso público da Prefeitura Municipal para o cargo de professor da educação Básica III, na disciplina de Geografia.

A prova continha dez questões de Língua Portuguesa (20 pontos), cinco questões de Matemática (5 pontos), dez questões de Conhecimentos Pedagógicos e Legislação (10 pontos) e vinte e cinco questões de conhecimentos específicos (50 pontos), perfazendo 85 pontos. A nota mínima para habilitação é 50 pontos.

Os candidatos também redigiram redação dissertativa com o tema “Devem ser reconhecidos os vínculos empregatícios entre Motoristas e Uber?”. Os 300 candidatos habilitados mais bem colocados terão a redação avaliada, conforme edital.

O resultado da prova objetiva será divulgado em 11 de outubro.

Você pode simular sua nota no site Olho na Vaga.


A seguir, divulgamos as provas e seus gabaritos:

  1. Versão 1
  2. Versão 2
  3. Versão 3
  4. Versão 4

Gabarito 1

Gabarito 2

Gabarito 3

Gabarito 4

Grupo se reúne para debater O Espaço do Cidadão. Dia 11/09 às 17h

O Centro Acadêmico de Geografia e Ciências da Terra da Unicamp está promovendo um grupo de estudos para debater as obras de Milton Santos. O primeiro encontro começa no dia 11/09 (quarta) às 17 horas, no Instituto de Geociências. Todos os interessados estão convidados para debater o livro O Espaço do Cidadão. Esta primeira reunião se debruçará sobre o Prefácio e a Introdução e o primeiro capítulo (Há cidadãos neste país?). Informações no grupo de WhatsApp.

Geografia da Unicamp recebe Ana Cristina Fernandes. Em pauta, o Future-se e a financeirização da educação

A professora Ana Cristina Fernandes, do Departamento de Ciências Geográficas da Universidade Federal de Pernambuco, líder do Grupo de Pesquisa em Inovação, Tecnologia e Território, palestrará sobre “O projeto Future-se e a perspectiva da universidade pública no Brasil”. A atividade é organizada pelos Programas de Pós-Graduação em Geografia e Política Científica e Tecnológica da Unicamp e acontecerá no Auditório do Instituto de Geociências da Unicamp no dia 17 de setembro (terça-feira), com início às 16 horas.

Leia o texto: Riscos que vão além da privatização: indícios da lógica de financeirização embutida no Future-se

Nota de pesar: Eduardo Carlos Pinto (1947-2019)

Comunicamos, com pesar, o falecimento do geógrafo e professor Eduardo Carlos Pinto, ocorrido na cidade de São José dos Campos na manhã desta terça-feira (03/09). Muito reconhecido por geógrafas e geógrafos do Vale do Paraíba, o professor Eduardo formou-se em Geografia na Faculdade Salesiana de Lorena, em 1971. Possuía também formação em História e em Direito. Foi vereador do Partido dos Trabalhadores em Taubaté entre 1989 e 1992. Por muito tempo foi professor de Geografia da rede pública estadual, na E.E. Deputador César Costa. Foi fundador do curso de Geografia da Universidade de Taubaté, onde defendeu com distinção, em 2001, o mestrado em Ciências Ambientais intitulado “A hidrovia Paraguai-Paraná: Integração e Impactos: uma questão geopolítica”, orientado pelo professor Cyro de Barros Rezende Filho. Na mesma universidade, foi também coordenador do curso de Geografia, coordenador de projetos como o Teia do Saber e o PIBID, e diretor de seu Departamento de Ciências Sociais e Letras até sua aposentadoria.

A AGB-Campinas, em nome da comunidade geográfica paulista, transmite as condolências à família, aos amigos e aos ex-alunos do professor Eduardo.

Diretoria Executiva Local

3 de setembro de 2019

Nota de pesar: Anadir Calabria Laurino (1940-2019)

A professor Anadir, em comemoração à sua aposentadoria

Comunicamos, com pesar, que a professora de Geografia Anadir Calabria Laurino faleceu na manhã desta segunda-feira, dia 02/09. Formada na Universidade de São Paulo – era da turma de 1959 – dedicou-se por muitos anos ao magistério, tendo sido professora da Escola Estadual Patriarca da Independência de Vinhedo entre 1995 e 2010, quando se aposentou na compulsória. A AGB-Campinas transmite nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, aos amigos e aos ex-alunos. Deixamos, em sua homenagem, um vídeo com seu depoimento gravado em alusão aos sessenta anos da escola onde trabalhou por quinze anos:

Diretoria Executiva Local

Campinas, 2 de setembro de 2019

Mesa-redonda: Geografia e espacialidade carcerária. Dia 02/09 às 19h

Convidamos todos para a mesa-redonda Geografia e Espacialidade Carcerária, na segunda-feira, dia 02/09, no Instituto de Geociências da Unicamp, sala IG216, a partir das 19 horas.

INCREVA-SE AQUI (INSCRIÇÃO GRATUITA)

Vamos receber o geógrafo André de Morais, doutorando da Universidade Estadual de Ponta Grossa, que debaterá as políticas sobre drogas no Brasil (Lei 11.343/2006), terceiro país no mundo com a maior população carcerária absoluta, atrás dos Estados Unidos e da China.

O Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias, atualizado em 2017, aponta que “somados, pessoas presas de cor/etnia pretas e pardas totalizam 63,6% da população carcerária nacional” e que “em relação à faixa etária das pessoas privadas de liberdade no Brasil, é possível inferir que a maior parte é composta por jovens. Entre estes, 29,9% possuem entre 18 a 24 anos, seguido de 24,1% entre 25 a 29 anos e 19,4% entre 35 a 45 anos. Somados o total de presos até 29 anos de idade totalizam 54% da população carcerária”. Além disso, “no que concerne ao grau de escolaridade das pessoas privadas de liberdade no Brasil, é possível afirmar que 51,3% destas possuem o Ensino Fundamental Incompleto, seguido de 14,9% com Ensino Médio 35 Incompleto e 13,1% com Ensino Fundamental Completo. O percentual de presos que possuem Ensino Superior Completo é de 0,5%”.

Para André, “marcadores como raça, faixa etária, gênero, grau de instrução escolar, dentre outros quais nos traz o relatório do INFOPEN servem como pontos de partida para compreendermos a vivência dos sujeitos segundo suas identidades e, por sua vez, a constituição da espacialidade carcerária brasileira”.

O relatório pontua, em suas conclusões, que “é possível observar que a maior parte dos custodiados é composta por: jovens, pretos, pardos e com baixa escolaridade. O crime de roubo e de tráfico de drogas foram os responsáveis pela maior parte das prisões”. Além disso, em todas as unidades da federação, o número total de pessoas privadas de liberdade excede a quantidade de vagas existentes no sistema prisional.

“Até que ponto a política sobre drogas corrobora (ou não) para a superlotação dos presídios e para a realidade carcerária no tocante à constituição da população carcerária enquanto negra, jovem, masculina, com baixo grau de instrução escolar e pobre?”, questiona André. Este será o ponto de partida de sua apresentação.


Também participando da mesa, os geógrafos Hugo Guilherme Cantanhêde de Abreu e Lucinei da Silva Cordeiro (Unicamp) discutirão o processo de privatização dos sistemas carcerários estadunidense e brasileiro. “Vamos discutir o encarceramento em massa da população jovem e negra e abordar propostas e medidas que intencionam o enrijecimento da legislação penal”, diz Hugo. “Também procuraremos estabelecer relações entre a empresa CCA/CoreCivic e o Poder Legislativo nos EUA, por meio da organização ALEC, bem como da empresa Umannizzare e o Poder Legislativo brasileiro, compreendendo as estruturas de funcionamento organizacionais destas e de outras empresas envolvidas”, aponta Lucinei.

INTEGRANTES DA MESA

André de Morais – Pesquisador membro do Grupo de Estudos Territoriais (GETE/UEPG) e da Rede de Estudos de Geografia, Gênero e Sexualidade Ibero Latino-Americana (REGGSILA). Bacharel e Mestre em Geografia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa – PR, atualmente Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Geografia da mesma instituição

Hugo Guilherme Cantanhede de Abreu – Professor de Geografia, militante em Cursinhos Populares em Campinas, bolsista CNPq no Grupo de Monitoramento Territorial Estratégico (GMTE – Embrapa) e membro do Grupo de Estudos Africanos em Geografia (IG – Unicamp)

Lucinei da Silva Cordeiro – Professor de Geografia e cicloativista, militante em Cursinhos Populares em Campinas membro do Projeto Maloca Arte e Cultura

ANPEGE homenageará Fernando Antonio da Silva

Nosso amigo Fernando Antonio da Silva será homenageado em memória pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia, a ANPEGE, durante o XIII ENANPEGE, que também homenageará postumamente os geógrafos Andrelino de Oliveira Campos, Gilmar Mascarenhas de Jesus, José Manuel Mateo Rodriguez e Nidia Nacib Pontuschka.

Convidamos todos os participantes do evento a comparecer às homenagens, que acontecerão no Auditório Ariosto Mila, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, no dia 6 de setembro (sexta-feira), entre 14h e 16h.

Serão também homenageados os geógrafos Archimedes Perez Filho, professor do Departamento de Geografia da Unicamp e ex-diretor da AGB-Campinas, Dieter Muehe, da UFRJ, Maria Elena Simielli, da USP, Paulo César da Costa Gomes, da UFRJ, Pedro de Almeida Vasconcelos, da UFBA, e Sandra Lencioni, da USP.

Fernando participou do ENANPEGE de Presidente Prudente, em 2015, apresentando o trabalho A dinâmica do território brasileiro no período da globalização: o Programa Bolsa Família como evento.

Acesse o caderno de programação do XIII ENANPEGE.

Centro de Memória da Unicamp abre vagas de estágio para estudantes de Geografia

Estão abertas até o dia 16 de setembro as inscrições para estágio no Centro de Memória da Unicamp (CMU). O Processo Seletivo 74/2019 prevê duas vagas. Podem se candidatar estudantes do curso de Geografia, História, Letras, Linguística, Estudos Literários, em Instituição de Ensino Superior reconhecida pelo MEC, que no 2º semestre do ano de 2019 estejam cursando a partir do 2º semestre do curso.

O estágio tem duração de um ano, podendo ser prorrogado por mais um, com dedicação de 20 horas semanais e remuneração de R$ 601,43 (seiscentos e um reais e quarenta e três centavos), além de auxílio transporte.

As atividades de estágio envolvem atendimento aos pesquisadores; processamento técnico de documentos; digitalização de documentos; inserção em bases de dados; e preservação, conservação e restauro de documentos.

Acesse o edital.

Palestra “Outras Perspectivas do Fogo”, dia 28/08, às 14 horas

A Associação Brasileira de Mulheres nas Geociências (ABMGeo) Núcleo Campinas convida para a palestra Outras Perspectivas do Fogo, que será ministrada pela geógrafa e brigadista Nádia Malena Moda.

Nádia falará sobre sua experiência com o Manejo Integrado do Fogo (MIF) no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, uma prática que, apesar de adoção recente pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em Unidades de Conservação, é muito antiga: remonta ao domínio do fogo pelo homem. Existe fogo bom e fogo ruim. A cultura, motivação para queimar e o comportamento do fogo (que depende de condições bióticas e abióticas do espaço) determinam um manejo benéfico ou não.

Atividade gratuita e aberta a quem interessar. Confira o evento no Facebook.

DATA: 28/08/2019 (quarta-feira)
LOCAL: Instituto de Geociências da Unicamp, sala IG218
HORÁRIO: 14h

Maria Adélia de Souza, pioneira da ciência no Brasil

Maria Adélia de Souza, em foto de Daniel Garcia

A professora Maria Adélia Aparecida de Souza, residente em Campinas, foi uma das dez mulheres homenageadas no fim de 2018 na sétima edição do projeto Pioneiras da Ciência no Brasil.

“A importância desta iniciativa está em atribuir visibilidade às mulheres e às suas contribuições para a ciência e tecnologia, nas diversas áreas do conhecimento, principalmente como figuras exemplares e modelos para meninas e jovens”, disse a Diretora de Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais do CNPq, Adriana Tonini.

Maria Adélia é a terceira geógrafa a receber a homenagem, concedida a Bertha Becker, na segunda edição, e a Rosa Ester Rossini, na quarta edição.


Abaixo, reproduzimos o verbete:

Maria Adélia Aparecida de Souza (1940)

Geógrafa. Nasceu em Espírito Santo do Pinhal (SP) em 29 de outubro de 1940. Em 1959, ingressou no curso de graduação em Geografia da Universidade de São Paulo, formando-se em 1962. No ano seguinte, obteve bolsa do Comité Catholique contre la Faim et pour le Développement [CCFD-Terre solidaire] para cursar Especialização em Planejamento Territorial no Institut de Formation en vue du Developpement Harmonisé – IRFED (1963 – 1964).  Os laços intelectuais com a França permanecem em toda a trajetória acadêmica da geógrafa, de modo que obterá como bolsista do governo francês o Diploma de Estudos Superiores (DES) em Ciências Econômicas, Políticas e Sociais pela Universidade de Paris (1966), com dissertação orientada por Celso Furtado e o doutorado em Geografia pela Universidade de Paris I (1975), com tese orientada por Michel Rochefort e realizará três pós-doutorados, em meados dos anos 1990, na Universidade de Paris, campus I, VII e XII.  Em 1971, Maria Adélia é convidada a trabalhar na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP como professora associada, efetivando-se por concurso público nessa Faculdade em 1983, transferindo-se, posteriormente, para o Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas em 1985, após submeter-se a um processo de seleção interna de professores. Nessa época, incentiva o professor Milton Santos a prestar um concurso para Professor Titular naquela Faculdade, selando uma amizade iniciada em Paris em 1966 e que perdurou até o falecimento do professor em São Paulo, em 2001. Maria Adélia e Milton Santos trabalharam juntos na Geografia da USP construindo e divulgando a Geografia Nova, proposta por esse grande intelectual brasileiro. Em 1989, a professora obteve o título de livre-docente com o trabalho A identidade da metrópole: a verticalização em São Paulo. Prestou concurso para professora titular de Geografia Humana em 1996. Obteve títulos de Doutor Honoris Causa na Universidade Estadual Vale do Acaraú de Sobral (UVA – Ceará) e Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL – Arapiraca). A pesquisadora é Catedrática de Direitos Humanos da Universidade Católica de Lyon (França) e recebeu da Academia de Paris o I Prêmio Internacional da Francofonia, em Urbanismo por seus livros publicados na França.  Atuando, teórica e praticamente, com Planejamento Urbano e Regional, Maria Adélia elaborou as primeiras políticas urbanas do Brasil, da Região Sul e do Estado de São Paulo e tem elaborado propostas de Planos de Governo a candidatos a Prefeito da Cidade de São Paulo e a Governadores daquele Estado. Atuante em várias frentes acadêmicas e científicas, foi Pró-Reitora de Graduação da Universidade da Integração Latino-americana (UNILA) e sua pesquisadora visitante. Foi membro de comitês assessores  do CNPq, tendo sido presidenta de seu CCCA e assessora da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), da FINEP e várias fundações de amparo a pesquisa de vários estados brasileiros. A pesquisadora foi presidente do Instituto de Pesquisa, Informação e Planejamento Territorial, com sede em Campinas, e do Centro de Documentação e Estudos da Cidade de São Paulo – CEDESP, criado pela prefeita Luiza Erundina. Recentemente, a geógrafa dedica-se aos temas de pesquisa: Lugar, Território Usado e Cidadania, Desigualdades Socioespaciais, Dinâmicas dos Lugares e Geopolítica e Geopoética.

Autoria do verbete: Sandra Rodrigues Braga, doutora em Geografia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e analista em Ciência e Tecnologia do CNPq.


Adicionamos, ainda, cinco anos de sua trajetória científica que foram decisivos para a Geografia em Campinas. A professora Maria Adélia, já aposentada na USP, foi admitida como professora colaboradora, com bolsa da FAPESP, junto ao Departamento de Sociologia do IFCH/Unicamp em 1998 para colaborar junto ao recém-criado curso de Ciências da Terra da Unicamp. No mesmo ano, submeteu-se à banca de seleção interna na disciplina de Metodologia da Geografia e do Planejamento, tendo sido avaliada pelos professores doutores Octavio Ianni, Mauricio de Almeida Abreu, Archimedes Perez Filho, Arlete Moysés Rodrigues e Regina Célia Bega dos Santos. A aula ministrada teve o tema “Planejamento local e a participação da sociedade civil” e Maria Adélia foi aprovada com nota dez. No curso de Ciências da Terra, a professora Maria Adélia atuou, desde seu início, nas disciplinas de Ciência do Sistema Terra I e II (GN102 e GN202), ao lado de colegas geólogos, e de Organização do Espaço (GN104). Em 1999, junto com as professoras Tereza Paes e Regina Célia Bega dos Santos e o professor Antonio Carlos Vitte, foi transferida para a Área de Geografia do extinto Departamento de Geociências Aplicadas do Ensino (DGAE) do Instituto de Geociências. O Departamento de Geografia ainda não existia, seria criado apenas em 2001. Nesta época, a professora também se dedicou à criação do Laboratório de Investigações Geográficas e Planejamento Territorial, o TerraMundo — hoje, Geoplan, e contribuiu, com diversas doações de exemplares, para a constituição do acervo da Biblioteca do IG. Até 2002, também lecionou as disciplinas de Metodologia da Geografia, Geografia Agrária, Geografia Regional (Teoria e Regionalização Mundial) e de Planejamento Territorial, além de ter orientado diversas monografias de alunos do IG. Nesta época, também, orientava na USP as pesquisas de doutorado de Márcio Cataia e Ricardo Abid Castillo, que mais tarde também se tornariam professores do curso de Geografia da Unicamp, que a professora Maria Adélia deixou em 2003 para seguir outros caminhos.

Por meio de sua atuação profissional, a professora Maria Adélia continuou provocando instigantes debates sobre o planejamento de Campinas. Naquele mesmo ano, foi publicada a primeira edição do livro Território brasileiro: usos e abusos, que organizou no Instituto Territorial, fundado em 2000. No ano seguinte, em novembro de 2004, durante a gestão de Izalene Tiene, organizou o Encontro Internacional A Metrópole e o Futuro – Reconhecendo e Planejando Campinas. Em setembro de 2006, novo encontro com este tema foi realizado na PUC-Campinas, com o tema Dinâmicas do lugar e metropolização, que também se tornaria um livro, em 2008.

Desta forma, a seção de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros parabeniza a professora Maria Adélia, entendendo que esta homenagem e o reconhecimento do CNPq valoriza todas as geógrafas brasileiras e a própria Geografia brasileira.

Diretoria Executiva Local da AGB-Campinas

Geografia da Unicamp recebe Antonio Ioris

O Professor Antonio Augusto Rossotto Ioris, da School of Geography and Planning, da Cardiff University (País de Gales, Reino Unido), participa na próxima semana de atividades nos cursos de graduação e pós-graduação em Geografia da Unicamp.

No dia 26/08 (segunda-feira), pela manhã, ele ministra a palestra “A diferença que a Geografia faz e a diferença da Geografia”; à noite, profere a conferência “As artimanhas do desenvolvimento brasileiro: a centralidade das fronteiras”. No dia 27/08, terça, durante o todo dia, ele ministra o minicurso “Desenvolvimento-Ambiente-Política: Nexos e Riscos”.

A visita do professor Antonio Ioris faz parte do Programa Institucional de Internacionalização (CAPES/PrInt) do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Unicamp. As atividades são gratuitas e abertas a quem tiver interesse!

Em palestra no IG, Cacique Payaya fala sobre dizimação e reconquista

Eliane Fonseca | Texto publicado originalmente no portal do Instituto de Geociências

Antes da colonização, o povo Payaya ocupava na Bahia uma área de 300 mil quilômetros quadrados, especialmente os sertões da Chapada Diamantina. Com a chegada dos portugueses e a consequente tomada da terra, esses índios foram praticamente dizimados. Alguns conseguiram fugir e resistem até hoje na tentativa de recuperar a identidade cultural e geográfica de seus antepassados. O cacique Juvenal Payayá faz parte desse grupo. A convite de Jamille Lima, que desenvolveu no Programa de Pós-Graduação de Geografia do IG a tese “O sentido geográfico da identidade – metafenomenologia da alteridade Payaya”, o cacique veio à Unicamp no final de julho para a defesa e palestrou no IG sobre “Povos indígenas, cultura e resistência”.  

Segundo o cacique, antes da colonização os Payaya dominavam uma área que ia de 100 quilômetros de Salvador até o Vale do São Francisco. Após a colonização chegaram a ser declarados extintos. Na tentativa de reconstruir sua história, conseguiram identificar descendentes da etnia e reconquistaram uma pequena parte desse território. “Tivemos apoio de outros caciques nessa busca de reafirmação da etnia. Conseguimos identificar outros Payaya e firmamos nosso acampamento”, disse o cacique. Desde janeiro de 2019, cerca de 100 famílias Payaya habitam uma área de 112 hectares, cedidas pelo governo do estado da Bahia numa conquista histórica finalizada após 6 anos de negociação pacífica entre os indígenas e o governo.  

Nessa área, os Payaya implantaram um viveiro de mudas que já conseguiu recuperar mais de 10 mil árvores de mogno no estado da Bahia. “Esse viveiro foi a melhor coisa que poderíamos fazer para a natureza, essa troca de vitalidade. Colhemos sementes na terra da região e recuperamos grandes árvores que já tinham sumido como pau d’arco, ipê roxo, umbua, mogno e o putumuju”.  

O grupo também faz parte do Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia – MUPOIBA, para dialogar com a política pública. “Alguns governos apoiam povos indígenas. Outros, destroem aquilo que na verdade é a essência do povo. Precisamos nos firmar como povos originários”, disse.  O cacique também comentou sobre a atual atuação do governo brasileiro no que se refere às demarcações. “Não dá para imaginar que via de regra temos uma nação sendo espezinhada, sofrida. Que tem um governo que não quer demarcar mais terras dos índios. Não dá para imaginar estar num lugar onde você se sente filho desse lugar e você, na verdade, é um estrangeiro nele. O nosso posicionamento é de preservar os povos indígenas, nossa cultura; fazer com que a cultura indígena passe a ter um lugar nas escolas e na Universidades”, reforçou.  

Em luta pelo reflorestamento, o cacique Payaya e sua esposa Edilene cuidam de um viveiro que produz 120 mil mudas de árvores por ano

Durante a palestra, o cacique, que já escreveu nove livros, apresentou sua última produção: um livro de poemas com o título “Nheenguera”, que em tupi significa ‘o recado’.  Ele diz que tentou fazer da obra um trampolim para divulgar a cultura indígena. “Poesia é um canto da alma. É uma forma de se expressar. Nem sempre os poetas adquiriram conhecimento na escola, mas a escola passa a ser uma necessidade e a Universidade um objetivo”, disse. 

Prepare-se para o XX Encontro Nacional de Geógrafos em 2020

O XX Encontro Nacional de Geógrafos (ENG) acontecerá na Universidade de São Paulo, em São Paulo (SP), ainda em data a definir dentro do período de 10 a 29 de julho de 2020.

A AGB-Campinas já se comprometeu a participar do organização do evento, nas comissões de Espaços de Diálogos e Práticas (apresentações de trabalhos), Oficinas e Minicursos e Trabalho de Campo.

O tema do XX ENG será Brasil-Periferia: A geografia para resistir e a AGB para construir. A ementa que orientará a construção do evento é:

Ementa: As conjunturas neoconservadoras e neoliberais que se desenham em escala-mundo no primeiro quartel do século XXI tem se expressado de modo particular nas periferias do capitalismo mundial. A questão da periferia não se evidencia como localização, mas como condição de estar à margem do poder. Nesses termos, a condição periférica é uma realidade do Brasil em relação a sua posição na organização do capitalismo mundial, que reverbera na realidade produzida dentro de suas próprias fronteiras. Os fundamentos estruturais da sociedade capitalista e a colonialidade dão o tom dos discursos racistas, machistas, homofóbicos, xenofóbicos, higienistas e classistas que têm se acentuado no campo de disputa da política contemporânea. Diante desse contexto, as dinâmicas educacionais, urbanas, rurais e ambientais expõem contradições estudadas pela e através da geografia em suas diversas escalas, o que possibilita criar e fortalecer mecanismos de resistência às hegemonias político-econômicas. A geografia emerge enquanto campo de crítica social para questionar as estruturas hegemônicas, as subordinações imperialistas e sub-imperialistas, hierarquizações e normatizações que escondem as diversidades sob as quais nossa sociedade é construída e se reproduz. Na contramão dessa conjuntura, a Associação dos Geógrafos Brasileiros – enquanto entidade representativa e articuladora da geografia – tem-se construído ao longo dos anos pela base coletiva através das Seções Locais e de seus Encontros Nacionais. Diante do avanço de práticas autoritárias, formas horizontais de organização da AGB surgem como potencialidade de construção de resistências.

Propostas de identidade visual do XX ENG podem ser encaminhadas até 12 de setembro

A Comissão de Comunicação do XX ENG lançou edital para escolha da identidade visual do evento. As propostas serão recebidas até o dia 12/09 e submetidas à votação online. O(a) autor(a) receberá isenção da taxa de inscrição no ENG 2020.

Convocatória: Assembleia ordinária, 14/08/2019, às 17h30

Prezados(as) associados(as),

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral local ordinária a ser realizada no dia 14 de agosto de 2019 (quarta-feira), às 17 horas e 30 minutos em primeira chamada e às 17 horas e 45 minutos em segunda chamada, sala 216 do Instituto de Geociências da Unicamp (Rua Carlos Gomes, 250, Cidade Universitária, Campinas-SP), para discussão da seguinte pauta:

Informes

ORDEM DO DIA

  1. Avaliação do IX Fala Professor em Belo Horizonte
  2. Informes da 138ª RGC
  3. Participação da AGB-Campinas no XX ENG (São Paulo, julho de 2020)
  4. Calendário de atividades do 2º semestre de 2019

AGB manifesta apoio a Ricardo Galvão, diretor exonerado do INPE

A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) vem por meio desta repudiar veementemente a recente ação irresponsável do então presidente Jair Bolsonaro para com o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE). Desde sua eleição e posse para presidência do Brasil, uma série de ataques diretos do governo vem questionando às atribuições, relevância e contribuições de instituições nacionais (sobretudo autarquias) de produção de dados e de conhecimento. Infundadas, assentadas em um achismo exacerbado e ideologicamente alinhado a visões e forças conservadoras de mundo, tais críticas buscam deslegitimar as produções, pesquisas, estudos e análises dessas instituições historicamente referenciadas, isso sem uma mínima fundamentação.

Como reflexo de insatisfações rasas e improcedentes, o primeiro órgão a sofrer com ataques ideológicos foi o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já em fevereiro deste ano. De modo unilateral e infundado, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, exigiu mudanças a respeito do Censo Demográfico 2020 realizado pela instituição, propondo a simplificação de seu questionário. Isso demonstra claramente um desprezo e desconhecimento a relevância e pertinência de tal levantamento. Por  consequência, em total desacordo para com às determinações do governo, o gerente da Coordenação de Métodos e Qualidade do próprio instituto, José Guedes pediu exoneração.

No último domingo, 04 de agosto 2019, o (des)governo atual novamente se mostrou avesso a dados e resultados obtidos por instituições de produção de conhecimento.  Após não concordar com dados publicados pelo INPE, que constatam o avanço do desmatamento na Floresta Amazônica, Jair Bolsonaro confirmou a exoneração de seu atual diretor, Ricardo Galvão. Tal postura se constitui como um verdadeiro ataque e desqualificação à produção científica e à entidades e órgãos que se propõem a produzir um conhecimento sobre a realidade brasileira e que possam subsidiar ações e melhorias na qualidade de vida da população.

O INPE historicamente se constitui como referência na produção de informações e dados espaciais que, por sua vez, servem de base para o planejamento e implementação de políticas públicas para o país. Este é responsável ainda pela sistematização e disponibilização das mais variadas bases de dados que alicerçam incontáveis pesquisas no âmbito da geografia e demais ciências, como organização e disponibilização de imagens de satélites, monitoramentos e projeções sobre desmatamentos e incêndios, divulgação de informações climáticas, bem como a execução de projetos vinculados a observações astronômicas.

Além do papel fundamental nessa produção e publicação de informações e dados sobre o território brasileiro o INPE também possui um papel fundamental quando se trata da formação de profissionais. Isso através dos diversos cursos de Pós-Graduação que oferece, como Astrofísica, Engenharia e Tecnologias Espaciais, Geofísica Espacial, Computação Aplicada, Meteorologia, Sensoriamento Remoto e Ciência do Sistema Terrestre. Lembremos que centenas (senão, milhares!) de geógrafas e geógrafos continuaram suas respectivas carreiras acadêmicas nos programas de pós-graduação do INPE, estudando os mais diversos temas de pesquisa geográficos e contribuindo com o avanço teórico-metodológico científico. Com isso, produzindo e difundindo significativos conhecimentos e dados para a implementação de políticas públicas, como já mencionado anteriormente.

 É nítida a insanidade moral discursiva do atual presidente. Seu desconhecimento sobre a importância e magnitude destas instituições e a sua irresponsabilidade política, através das anti-republicanas posturas tomadas, ferem os princípios democráticos de um estado de direito, previstas em constituição. Sobretudo colocam em risco a autonomia e a liberdade da produção científica. Tais ações contribuem para um retrocesso sem tamanho da capacidade e possibilidade de interpretação e compreensão da realidade social e ambiental, pois nos impossibilita estabelecer parâmetros, projeções e, assim, possíveis e factíveis intervenções no território brasileiro.

Dessa forma, reiteramos nossa insatisfação e indignação diante do modo com o qual o atual governo vem atuando. Nos solidarizamos fraternalmente ao diretor Ricardo Galvão, reforçando que o INPE não pode ficar subordinado a decisões arbitrárias e desprovidas de diálogo por parte de qualquer esfera de poder.

Diretoria Executiva Nacional – AGB 
07 de agosto de 2019

1177 inscritos para o concurso da Prefeitura de Campinas

A Prefeitura Municipal de Campinas divulgou nesta terça-feira (06/08) o total de inscritos para os concursos públicos para preenchimento de diversas vagas, entre elas, a de Professor de Educação Básica III – Geografia. Ao todo, foram 103 mil inscritos. Para as cinco vagas de professor(a) de Geografia, foram 1177 inscritos: 235,4 candidatos por vaga.

A prova será aplicada no dia 8 de setembro.

A notícia da Prefeitura lembra o seguinte:

“Sobre a concorrência, Juliana Miorin, coordenadora de Concursos Recrutamento e Seleção tem um alerta. ‘Os candidatos devem, neste momento, se preparar para a prova e não tirar o foco do concurso, pois a Prefeitura poderá abrir novas vagas durante a validade do edital, de acordo com a demanda e orçamento público. Com isso, em caso de aprovação, os candidatos, mesmo que fiquem classificados fora do número de vagas, poderão ser convocados’, conclui.

Juliana lembrou, ainda, que a validade do edital costuma ser de até quatro anos. ‘Os concursos terão validade de dois anos após sua homologação, podendo ser prorrogados por igual período e novas vagas poderão surgir neste período’, complementou”.

Convocatória de Assembleia Geral Extraordinária para eleição de nova Diretoria Executiva Nacional. Presidente Prudente, 22/09/2019, 9h

No último dia 23 de julho, após o IX Fala Professor de Belo Horizonte, parte da atual Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros comunicou sua renúncia por e-mail enviado à lista Interseções. Assinaram o comunicado o presidente Eduardo Donizeti Girotto, a vice-presidenta Andressa Elisa Lacerda, a primeira secretária Silvia Cristina de Oliveira Rodrigues Gil, Ana Claudia Carvalho Giordani, coordenadora de publicações, e Roberto Marques e Talita Rondam Herechuk, do Coletivo de Comunicações.


Diversos associados solicitaram maiores explicações para a decisão. No dia seguinte, membros remanescentes da DEN enviaram a seguinte nota:

Estimadas (os) agebeanas (os), boa noite.

A Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros é composta por diretores eleitos em assembleia eleitoral. Estes diretores possuem cargos distintos e suas atuações ocorrem através de coletivos. A atual gestão assumiu em setembro de 2018 e segue até julho de 2020.

Parte dos diretores tomaram a decisão de renunciar seus cargos sem ao menos comunicar toda diretoria.

Quando recebemos a mensagem via interseções fomos pegos de surpresa, assim como os demais associados.

Essa postura reflete no mínimo despreocupação com a construção coletiva e horizontal da entidade e com a dedicação e trabalho dos demais membros da DEN.

Saímos da construção de IX Fala Professor(a)! com falas em defesa da AGB e da importância de sua atuação na sociedade. Saímos da 138° RGC com a Seção Local São Paulo como sede do XX Encontro Nacional de Geógrafos e parte do evento encaminhada.

A leitura que fizemos desse processo recente de construção de entidade era positiva e sentíamos o fortalecimento da DEN. Pelo visto esse entendimento não foi consenso entre os demais diretores.

Embora parte da diretoria tenha renunciado, ressaltamos que ainda existe uma diretoria, democraticamente eleita e que esta não abrirá mão de suas responsabilidades.

Continuaremos nos dedicando as atividades que cabem a DEN, como a construção do XX ENG, a regularização do CNPJ da instituição, o estabelecimento de uma política territorial, a articulação local-nacional e a publicação da Revista Terra Livre.

Dessa maneira, como zelamos pela horizontalidade e transparência das relações viemos a público cobrar uma justificativa para a renúncia por parte daqueles que o fizeram.

Os associados e diretores das locais tem o direito de serem esclarecidos dos motivos que levaram a renunciarem.

Nós da DEN aguardaremos os argumentos e justificativas da renúncia.

Jéssica Danielle Ferreira do Amaral (SL Alfenas)
Pedro Luiz Damião (SL São Paulo) – 1º Tesoureiro
Albert Milles de Souza (SL Juíz de Fora)– 2º Tesoureiro
Lorena Izá Pereira (SL Presidente Prudente) – Coordenadora de Publicações
Rachel Facundo Vasconcelos (SL Fortaleza) – Coletivo de Comunicações
Amanda Emiliana Santos Baratelli (SL Três Lagoas) – Coletivo de Comunicações
José Carlos Dantas (SL Presidente Prudente) – Coletivo de Comunicações


A AGB-Niterói se manifestou, também em nota: “Um acontecimento como este, numa delicadíssima conjuntura como a que o Brasil vive hoje, de ataques constantes e profundos à ciência, à educação e a qualquer forma minimamente democrática de participação política e de garantia de direitos sociais, não deixa de causar grande preocupação à comunidade geográfica. A AGB é a instituição da Geografia que historicamente tem aliado o debate científico com a atuação política na disputa por uma sociedade melhor. Neste sentido, é importante a transparência para seus associados e associadas em todo este processo: das razões do acontecimento até as formas pelas quais a entidade continuará seu trabalho”.


Diante da sinalização de renúncia de parte da Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) biênio 2018-2020, em acordo com o artigo 16 e seguintes do Estatuto da entidade, o presidente da DEN convocou a Assembleia Geral Extraordinária para deliberar quanto a 1) Renúncia dos membros (Presidente, Vice-Presidente, 1ª secretária e suplente de coordenadora de publicação) da Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB); 2)  Realização da Eleição e posse da Diretoria Executiva Nacional para o período de 2019-2020.

A assembleia será realizada no dia 22 de setembro de 2019 (domingo) às 9h, na Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCT/UNESP), localizada na Rua Roberto Simonsen, 305, Centro Educacional, Presidente Prudente, São Paulo, Brasil.

Documentos

Convocatória da Assembleia Geral Extraordinária

Estatuto da Associação dos Geógrafos Brasileiros


As poesias geográficas de Tiago Marini Ribeiro

por GUSTAVO TERAMATSU / AGB-Campinas

Ainda no credenciamento do 6º Encontro Regional de Ensino de Geografia, que aconteceu em outubro de 2018, um menino jovem, de vinte anos, aproximou-se de mim e pediu licença, meio sem jeito, para vender ali seus livros de poesias. Seu nome era Tiago. Falei, claro, para que ficasse à vontade. Ele então estendeu sua toalha no chão do foyer do Auditório do Instituto de Geociências, que nós esperávamos que recebesse o nome do nosso amigo Fernando, e que estávamos inaugurando naquele dia, ainda de maneira improvisada.

Quem visse até poderia se confundir: ele trazia consigo uma aquelas caixas térmicas de isopor em que se armazenam alimentos, de onde tirou os livretos. Disse algum poeta que poesia é alimento para a alma — e ficou ali conosco durante os dias do evento, alimentando a todos com um pouco de si. Viera a Campinas com a turma da Federal de Alfenas e, com a professora Sandrinha — cuja história tinha sido publicada naquele mês na Folha de S. Paulo –, havia ministrado para os participantes do Encontro uma oficina pedagógica sobre moradia, produção do espaço e ensino de Geografia. Eu gosto desses encontros e ao longo dos anos conheci muita gente assim, nesses nós de trajetórias acadêmicas.

Por fim, fiquei com quatro publicações independentes de sua Editora e Produtora Hinterlândia e gostaria de compartilhar minha experiência com os colegas geógrafos desta associação, ao relê-las recentemente.

Tiago, assim como Michel Henrique Verri (@m_verri_arts), que ilustra as “Poesias Geográficas” e o quadrinho “Boa Noite Tristeza”, é nascido em Vargem Grande do Sul, cidade entre Casa Branca e São João da Boa Vista, perto da divisa de São Paulo com Minas. Foi para Alfenas fazer o curso de Geografia. E é interessante perceber como o olhar de geógrafo aguça a sensibilidade que afloram em suas palavras.

Em “Boa Noite Tristeza”, Tiago trata das inquietações e as dores que às vezes vem nos assombrar, especialmente à noite. E fala da tristeza com quem até dialogamos, sem marcar hora, como já cantou Adoniran em versos de Vinicius de Moraes — “bom dia, tristeza / que tarde, tristeza / você veio hoje me ver” — e que nos faz sentir solitários mesmo com tanta vida e tanto movimento à volta: “(…) Olho para as ruas, reparo nas construções da cidade. Estou parado, enquanto os fluxos visíveis e invisíveis voam a cada segundo que fico estático (…)”.

Já em “Restos”, o autor logo confessa: “Já guardei muita coisa e me guardei demais. (…) Meu grande erro!”. Ao fim de cada poesia, compartilha com os leitores a inspiração, que vem de diversos lugares, para os versos: em um vídeo do YouTube, em um música, em um filme ou ainda em outra poesia — revelá-los é também um convite para degustá-los.

As experiências do curso de Geografia parecem ser a maior inspiração das “Poesias Geográficas”. Os temas vão desde a observação de um rio — “(…) emoções reviraram meus sedimentos (…)” e “o que acontece na montante reflete na jusante”, escreve — até um dia de chuva, em que nos recolhemos em casa — “A chuva vem para pararmos e pensarmos (…)”. Ou ainda a geopolítica energética, “matéria-prima das relações políticas não-estáveis” em um mundo contraditório e globalizado, ou mesmo a relação urbano-rural, igualmente contraditória: “Nós, vítimas da rotina e do asfalto, / pensamos como o capital modifica o espaço?”.

Essa “pegada geográfica” segue em “Do Interior, o Poeta, No Interior, o Poema”, publicado em parceria com a distribuidora DiÁpésão. Aí encontramos Tiago, em suas próprias palavras, “exteriorizando o interior” e “interiorizando o exterior”. O par dialético interior-exterior nos conduz às suas reminiscências da infância: ao bar da família, onde foi criado, à mãe e à avó Alzira, às paixões antigas e aos velhos amigos, que seguiram caminhos diferentes. “O externo e o interno / se chocam e conversam, / Viram versos”.

Quem quiser também adquirir as obras pode entrar em contato com o autor e seguir a página Livro: Do Interior, o Poeta No Interior, o Poema.

José Manuel Mateo Rodríguez (1947-2019)

O professor Mateo com geógrafos do Núcleo de Estudos Ambientais e Litorâneos do IG/Unicamp, no Instituto de Economia, em 21/09/2018

NOTA DE PESAR

A AGB-Campinas lamenta a morte do geógrafo cubano José Manuel Mateo Rodríguez, professor emérito da Universidade de Havana e ex-presidente da Sociedade Cubana de Geografia, ocorrida na noite de 26 de julho.

Mateo formou-se na Universidade de Havana em 1970. Defendeu a tese de doutorado “Paisajes de Cuba” na Universidade Estatal de Moscou, na extinta União Soviética, em 1979. Realizou pesquisas de pós-doutorado em Varsóvia (1985), Moscou (1988) e Munique (2010). Manteve colaboração com geógrafos em universidades da Espanha, México, Colômbia, Venezuela e no Brasil. Pesquisador incansável, em 2007 defendeu outra tese na Faculdade de Geografia da Universidade de Havana, onde lecionava desde 1983, com o título “Aportes a la formulación de una teoría sobre la sostenibilidad ambiental”.

Esteve em Campinas em diversas ocasiões, a última delas em setembro de do ano passado, durante o I Seminário de Pesquisa do Núcleo de Estudos Ambientais e Litorâneos, que teve apoio da AGB-Campinas.

No Brasil, Mateo deixa inúmeros alunos, colaboradores, colegas e amigos.

Diretoria Executiva Local

Campinas, 27 de julho de 2019

Minicurso: Introdução à Geomorfologia do Quaternário e à Geoarqueologia

O objetivo do minicurso envolve discutir alguns dos fundamentos do campo de estudo da Geomorfologia do Quaternário, com ênfase nas pesquisas que abrangem o intervalo de tempo em que se acredita que a ocupação humana já estava presente no Brasil. Pretende-se ponderar uma breve retrospectiva das principais fontes de informação, estudos e modelos envolvendo a inter-relação entre modificações geomorfológicas, ambientais e climáticas na composição da paisagem e os quadros de ocupação humana pré-colonial ao longo do tempo no atual território brasileiro. Busca-se, também, ponderar aspectos das interfaces da trajetória estimada de modificações geomorfológicas, ambientais e climáticas do Quaternário e o período histórico atual, abrangendo problemáticas e perspectivas para o estabelecimento de políticas públicas para lidar com riscos e impactos ambientais dos quadros de ocupação atuais, envolvendo os desafios de inter-relacionar para a mencionada finalidade dados originados de estudos com enfoques em diferentes escalas de tempo do passado (como cenários de oscilação do nível do mar e modificações de temperaturas médias) e de mediações dos processos atuais com o fim de elencar cenários para o futuro.

O minicurso será ministrado por Pedro Michelutti Cheliz, geógrafo e geólogo formado pela Unicamp, onde atualmente desenvolve sua pesquisa de doutorado.   

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AGB-Campinas doa livros para a biblioteca do Instituto de Geociências da Unicamp

Encaminhamos à diretoria da Biblioteca “Conrado Paschoale” do Instituto de Geociências da Unicamp, na pessoa da senhora Cássia Raquel da Silva, a doação de livros para compor o acervo da biblioteca, que funciona no mesmo edifício em que funciona a sede da AGB-Campinas:

  1. RAMOS FILHO, Eraldo da Silva; PEREIRA, Mirlei Fachini Vicente; SANTOS, Josefa de Lisboa; CLEPS, Geisa Daise Gumiero; ANDRADE, Vanilza da Costa (org.) Questão Agrária e Conflitos Territoriais. São Paulo: Outras Expressões, 2015;
  2. RAMOS FILHO, Eraldo da Silva; SANTOS, Laiany Rose Souza; SANTOS, Ana Rocha (org.) Agrocombustíveis, Trabalho e Resistências Territoriais. São Paulo: Outras Expressões, 2015.
  3. RAMOS FILHO, Eraldo da Silva; PEREIRA, Mirlei Fachini Vicente; SANTOS, Josefa de Lisboa Santos; CLEPS, Geisa Daise Gumiero; ANDRADE, Vanilza da Costa (org.) Estado, Políticas Públicas e Território. São Paulo: Outras Expressões, 2016.
  4. AMÉRICO-PINHEIRO, Juliana Heloisa Pinê; BENINI, Sandra Medina; AMADOR, Maria Betânia Moreira. Recursos hídricos: gestão e sustentabilidade. Tupã: ANAP, 2017. 2ª ed.
  5. AMÉRICO-PINHEIRO, Juliana Heloisa Pinê; BENINI, Sandra Medina. Bacias hidrográficas: fundamentos e aplicações. Tupã: ANAP, 2017. 2ª ed.
  6. HEIDRICH, Alvaro Luiz; COSTA, Benhur Pinós; PIRES, Cláudia Luísa Zeferino; UEDA, Vanda (org.) A emergência da multiterritorialidade: a ressignificação da relação do humano com o espaço. Canoas/Porto Alegre: Ed. ULBRA/UFRGS, 2008.

Os três primeiros foram doações do Prof. Dr. Marco Antonio Mitidiero Junior, da UFPB, durante o XIX ENG, em João Pessoa, em 2 de julho de 2018; os dois últimos são doações do Prof. Dr. Antonio Cezar Leal, da Unesp de Presidente Prudente, que ministrou minicurso na Unicamp no último dia 29 de maio.

O último foi adquirido pela AGB-Campinas junto à EDUFRGS, em 2018.

Concurso público para professores de Geografia na Prefeitura Municipal de Campinas (edital 01/2019). Inscrições vão até 31/07

A Prefeitura Municipal de Campinas realizará o aguardado concurso público para o cargo de Professor de Educação Básica III – Geografia (5 vagas previstas). O principal requisito, entre outros, é o diploma de Licenciatura Plena em Geografia ou de Licenciatura Plena com habilitação específica em Geografia.

A inscrição custa R$ 78,50 e pode ser feita até o dia 31 de julho de 2019, no site da Vunesp, responsável pela organização do certame.

O salário mensal varia de acordo com a jornada semanal de trabalho: R$ 2.810,27 (20 horas) ou R$ 3.793,92 (27 horas) ou R$ 4.496,50 (32 horas) ou R$ 5.620,63 (40 horas). A jornada semanal e o local de trabalho serão definidos na reunião de preenchimento de vagas, de acordo com a necessidade exclusiva da Secretaria Municipal de Educação.

A Prefeitura Municipal de Campinas oferece Auxílio Refeição/ Alimentação para os servidores com carga horária igual ou superior a 20 (vinte) horas semanais, no valor de R$ 982,56 (novecentos e oitenta e dois reais e cinquenta e seis centavos) mensais.

A prova objetiva e discursiva será realizada no dia 8 de setembro de 2019 (domingo), no período da tarde (em horário e locais a serem divulgados), com a seguinte estrutura:

A avaliação de títulos está prevista para o dia 22 de setembro, quando os 200 primeiros candidatos habilitados portadores de título de especialista, mestre ou doutor, poderão apresentar seus diplomas, para fazer jus aos pontos, conforme tabela a seguir:

Atribuição do cargo

Atuar na disciplina de Geografia nos anos finais do ensino fundamental regular e da educação de jovens e adultos, atendendo às atribuições previstas na legislação educacional vigente. Participar, elaborar, sistematizar, implementar, executar e avaliar os conteúdos registrados no projeto pedagógico, com base nas diretrizes educacionais da Secretaria Municipal de Educação; avaliar e reorganizar periodicamente o trabalho pedagógico, para o cumprimento dos objetivos documentados; corresponsabilizar-se pelo desenvolvimento da competência leitora do aluno: leitura e sua compreensão; planejar e avaliar as atividades pedagógicas, em consonância com os cuidados devidos ao educando, tendo em vista a autonomia e a formação integral discente; utilizar metodologias que garantam resultados eficazes de ensino e de aprendizagem dos alunos, estabelecendo estratégias de atendimento diferenciado, quando necessário; elaborar, utilizar e adaptar recursos pedagógicos e materiais específicos para todos os educandos de sua área de atuação, socializando estes instrumentos para uso dos demais profissionais da unidade educacional; participar dos programas de formação continuada, propostos pela Secretaria Municipal de Educação; planejar, implementar e participar das atividades de articulação da escola com as famílias e comunidade; participar efetivamente da avaliação institucional proposta no projeto pedagógico da unidade educacional; participar e acompanhar os processos de avaliação externa, com o objetivo de reavaliar e replanejar o seu trabalho a partir dos resultados obtidos. Executar atividades correlatas e outras tarefas de mesma natureza ou nível de complexidade, associadas à sua área de atuação, obedecendo à legislação educacional e atos normativos da Secretaria Municipal da Educação.

Competências comportamentais do cargo

Adequação da linguagem, administração do tempo, atenção, calma, capacidade de observação, capacidade de tomada de decisão, comprometimento, comunicação, cooperação, credibilidade, criatividade, dinamismo, disponibilidade afetiva, equilíbrio emocional, ética, empatia, flexibilidade, habilidade interpessoal, imparcialidade de julgamento, iniciativa, liderança, motivação, organização, paciência, perseverança, planejamento, proatividade, relacionamento interpessoal, resiliência, respeito, respeito à hierarquia e às normas institucionais, responsabilidade, saber lidar com conflitos, saber ouvir, segurança/confiança, tolerância, trabalho em equipe, versatilidade.

Conteúdo programático

Conhecimentos Gerais Língua Portuguesa Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários). Sinônimos e antônimos. Sentido próprio e figurado das palavras. Pontuação. Classes de palavras: substantivo, adjetivo, numeral, artigo, pronome, verbo, advérbio, preposição e conjunção: emprego e sentido que imprimem às relações que estabelecem. Concordância verbal e nominal. Regência verbal e nominal. Colocação pronominal. Crase. Matemática Resolução de situações-problema, envolvendo: adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação ou radiciação com números racionais, nas suas representações fracionária ou decimal; Mínimo múltiplo comum; Porcentagem; Razão e proporção; Regra de três simples; Equação do 1.º grau; Grandezas e medidas – quantidade, tempo, comprimento, superfície, capacidade e massa; Relação entre grandezas – tabela ou gráfico; Noções de geometria plana – forma, área, perímetro e Teorema de Pitágoras. Conhecimentos Pedagógicos & Legislação Princípios da prática docente: sociológicos, filosóficos, antropológicos e éticos. História da Educação Brasileira: Escola, Estado e Sociedade. Política educacional, estrutura e organização da educação. Currículo: Ciclos de aprendizagem. Currículo e os direitos dos educandos e dos educadores. Currículo e avaliação. Currículo e projeto pedagógico. Currículo e práticas pedagógicas. Gestão Escolar Democrática. Projeto Político Pedagógico. Avaliação Institucional. Avaliação do Processo de Ensino e Aprendizagem. Educação e Cidadania. Educação Ambiental. Princípios e Fundamentos da Educação Inclusiva. Diversidade e relações étnico-raciais. Escola para a educação integral. As dimensões da Tecnologia da Informação e Comunicação na educação. LEGISLAÇÃO FEDERAL: Constituição Federal e emendas relacionadas à Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e suas alterações (LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996). Estatuto da Criança e do Adolescente (LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990). Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva (http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/politica.pdf). Revista da Educação Especial, v. 4, n. 1, jan./jun. 2007a (disponível em http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/rev4web.pdf). LEGISLAÇÃO MUNICIPAL (*)- Lei nº 6.662/91 de 10/10/1991 (Dispõe sobre a criação do Conselho de Escola nas unidades educacionais). Lei nº 8.869 de 24/06/1996 (Dispõe sobre a criação, a composição, as atribuições e o funcionamento do Conselho Municipal de Educação). Resolução nº 14/2014, da Secretaria Municipal da Educação – SME – (Estabelece as Diretrizes para a implementação do processo de Avaliação Interna das Unidades Municipais de Ensino Fundamental e para a Constituição da Comissão Própria de Avaliação (disponível no Diário Oficial do Município de 24/10/2014)). Lei nº 12.987/2007 (Plano de Cargos e Carreiras do Magistério Municipal). Lei Complementar nº 57/2014 (Altera dispositivos da Lei nº 12.987/2007). Portaria SME nº114/2010 (Regimento Escola Comum da Rede Municipal de Ensino de Campinas). Estatuto do Servidor Público de Campinas – Lei nº 1.399/55 (Artigo 15 e Artigos 184 a 204). Decreto nº 15.514/06, que dispõe sobre o Programa de Avaliação Probatória do Servidor. Manual de Ética da Prefeitura Municipal de Campinas – páginas 4 a 27 (disponível no endereço http://www.campinas.sp.gov.br/arquivos/manual_etica.pdf).

Conhecimentos Específicos para o cargo de Professor de Educação Básica III – Geografia: Fundamentos teóricos do pensamento geográfico e sua história. A Geografia da natureza: gênese e dinâmica. O espaço geográfico e as mudanças nas relações de trabalho e de produção. Os impactos ambientais, o uso e a conservação do solo, da água e da cobertura vegetal e as alterações climáticas. A sociedade técnico-científico-informacional: agricultura e a indústria: inovações tecnológicas, fluxos de capital e de informações. O surgimento e o desenvolvimento das metrópoles nacionais e regionais: deslocamentos da população pelo território brasileiro. A geopolítica e as 27 alterações territoriais: implicações dos conflitos políticos, étnico-religiosos na nova organização econômica mundial, representações cartográficas. Globalização: as transformações políticas, socioeconômicas e culturais provocadas pela nova ordem mundial e pela revolução tecnológica. Meio ambiente: agricultura e a indústria e as consequências dos impactos ambientais provocados pelas inovações tecnológicas e novos conceitos econômicos mundiais. Desenvolvimento sustentável.

Chamada de artigos para a Terra Livre n. 53 até dia 30/09. Tema: “A prática do (a) professor (a) à margem: resistências, saberes e poderes”

A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) convida toda a comunidade geográfica a compor o número 53 (2019) da Revista Terra Livre, cujo o tema é: “A prática do (a) professor (a) à margem: resistências, saberes e poderes”.

Em meio aos avanços do neoliberalismo e da ofensiva neoconservadora, o magistério tem sido alvo de ataques diversos, que tentam reconfigurar a profissão, a escola pública e o próprio sentido da educação. A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) convida a toda a comunidade geográfica a enviarem contribuições (artigos, ensaios, notas, resenhas e relatos de grupos de trabalho) para compor o número 53 (v. 02/2019) da Revista Terra Livre. Este número terá o mesmo tema do IX Encontro Nacional de Ensino de Geografia – Fala Professor (a)! – “A prática do (a) professor (a) à margem: resistências, saberes e poderes” – que foi realizado entre os dias 17 e 21 de julho de 2019, na Escola Municipal Belo Horizonte, em Belo Horizonte (MG).

Assim como o IX Fala Professor (a)!, esperamos que o número 53 da Revista Terra Livre, seja um espaço de debates sobre a situação do magistério, sobre os ataques à escola pública e as políticas de educação, sobre as resistências de professoras e professores para garantir a sua autonomia intelectual e docente e a manutenção dos seus direitos como trabalhadoras e trabalhadores da educação, assim como dos direitos da população à educação pública de Qualidade.

Prazo final para submissões: 30 de setembro de 2019. Submissões via sistema SEER. Dúvidas entrar em contato pelo e-mail: terralivreagb @ gmail.com