Curso “Introdução ao Geoprocessamento como Análise Espacial”

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INSCRITOS

Ana Júlia Silva Ribeiro
Camila Mariana de Godoi
Cláudia Fonseca Baldini
Daiane Hernandes Gonçalves
Daniele Cristina Aguiar Lopes
Deyse Cristina Brito Fabrício
Fernanda Peixoto Silva
Flávia Batista Tognolo
Henrique da Silva Zorzetti
Isabelle Salazar Vieira Alves
José Augusto Faria de Araújo
José Camilo Carlos Júnior
Júlia Marina Teixeira da Silva
July Ane Vilella
Larissa Calvo Abilio
Larissa Escandoleiro de Oliveira
Laura Butti do Valle
Lucas da Silva Stahl
Luiz Eduardo Gonçalves
Marco Aurélio de Arruda Barros
Mayara Taisa Ceconi dos Santos
Mayra Abboudi Brasco
Priscila Oliveira de Carvalho
Rayssa Nitali Souza Rosário
Rodrigo de Azevedo
Sara Pacheco Giesbrecht
Stefanie Aparecida Rubia Santos
Thiago de Paula Nardelli
Victor Hugo Costa
Viviane Gomes de Araújo

ESPERA

Luiz Fernando Vieira dos Santos
Allan Eduardo Cano
Ronaldo da Silva Monteiro
Fernanda Cristina Carvalho Milani
Fabio Henrique Nunes Mota
Beatriz de Aragão Sadalla
Marina Betetto Drezza
Diego Sullivan de Jesus Alves
Marcela Cardoso Machado de Campos
Clayton Henrique Alves da Silva
Izabella de Oliveira Rodrigues
Maristella Cruz de Moraes
Danilo Carneiro Valente
Jaqueline de Fátima Domingos
Sarah de Sousa Oliveira
Isabela Soares Reis
Thiago Chiquetto Rubem
Isabella Gualtieri Elias
Carlos Espindola Ramos Junior
Tabita Barbosa Pereira
Hugo Guilherme Cantanhede de Abreu
Veronica Gauri de Oliveira e Souza
João Henrique dos Santos
Mariana Bastos Mariano
Bruna Tacidelli Freitas
Bruna Ribeiro Machado Tonso
Maria do Carmo Maia da Silva
Abrão Pereira de Araújo
Henrique dos Santos Curi
João Gilberto Rodrigues Almeida
Carolina Dantas de Lima
João Felipe Marras Malveiro
Luana Funchal Couto
Fernanda Kristen da Silva Pedro
Felipe Marques
Cristina Batista de Castro Ribeiro
Paulo Domingos da Conceição
Gustavo Casteletti de Alcântara
Breno Pires Pilot
Rodrigo de Almeida
Patricia Gonçalves Cardosoo
Isabela Nonato Criado
Otávio Zilioli Catelano
Rafael Barbosa de Lima
Beatriz Paula Odorcik
Renato Saturnino dos Santos
Júlia Ramos Varela Carvalhaes
Pedro Rafael Candiani Dias
Vanessa Cristina Barbosa
Maurício Corégio da Silva
Andressa Jociane Franzotti Menos
Elza Pereira da Silva
Daniella Theodoro de Souza e Souza
Isabella Freitas Silva
Joel Viltus
Paulina Hossri Fernandez
Luciano Pinto da Silva
Kátia Amorim Capuchinho

II Colóquio de Estudos em Geografia da UNESP-RC: Democracia, Direitos Humanos e Movimentos sociais

É com grande satisfação que o Laboratório de Desenvolvimento Territorial – LADETER, Laboratório Interdisciplinar de Pesquisas em Patrimônio – LAPAT, e Grupo de Estudos em História do Pensamento Geográfico – GEHPG, vem convidá-los para prestigiar o II CEGeo – Colóquio de Estudos em Geografia, com a temática “Democracia, Direitos Humanos e Movimentos Sociais no Brasil”, a ser realizado nos dias 29 e 30 de Novembro e 01 de Dezembro do corrente ano, no Salão Nobre “Prof. Dr. Adistão Marcon” do Departamento de Geografia – IGCE / UNESP – Avenida 24A, nº1515, Rio
Claro-SP.

O evento em sua segunda edição pretende realizar um debate tendo em vista a atual conjuntura nacional, seja no âmbito polí­tico, cultural, social e econômico, sobretudo no que concerne aos retrocessos do regime democrático brasileiro. Nesse sentido, fazemos alguns destaques: a luta polí­tica pela democracia, as dificuldades na garantia dos direitos humanos, o fortalecimento pela legitimidade dos movimentos sociais do campo, da cidade e da educação. Esses pilares fazem parte tanto de um debate contemporâneo, como carregam em sua historicidade momentos de avanços e retrocessos,
sobretudo, no que tange a luta pelas liberdades democráticas, especialmente numa democracia jovem como a nossa.

Demais Informações:
As inscrições são gratuitas, podem ser realizadas no link: https://goo.gl/forms/GBtsWRmgddIT50lw1, ou no dia do evento. A certificação será concedida aos participantes que frequentarem até 50% do evento.

Dúvidas: cegeo.evento@gmail.com
Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1602445503388905/

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Lançamento de nova edição do Boletim Campineiro de Geografia (v. 6, n. 1)

Boletim Campineiro de Geografia: novo número em http://agbcampinas.com.br/bcg

O conteúdo desta edição traz aportes a uma leitura rigorosa e atual das dinâmicas do espaço geográfico, trabalhando com facetas do capital, da urbanização e da política. Há diversos artigos de grande importância, uma tradução inédita de Alejandro Rofman, uma entrevista com a geógrafa chilena Sandra Fernández Castillo e uma resenha da recente obra de José de Souza Martins.


Capa: “Detroit Industry” (1932), de Diego Rivera.

Carta Aberta ao Conselho Nacional de Justiça

Os coletivos, associações científicas e profissionais sem fins corporativos e movimentos sociais nacionais abaixo assinados, vêm a público manifestar repúdio às ilegalidades cometidas em nome do combate à corrupção por instituições e agentes estatais que afrontam ao Estado Democrático de Direito e aos Direitos Fundamentais conquistados na Constituição da República de 1988. As ações de combate à corrupção, em especial àquelas no âmbito da operação “Lava Jato”, vêm sendo difundidas seletivamente pelos grandes grupos de imprensa e se realizam em detrimento de direitos e garantias fundamentais presentes na Constituição brasileira. O que vem se observando nos últimos meses é uma enorme parcialidade do processo investigativo atingindo seletivamente apenas uma parcela das pessoas investigadas. Esse fato demonstra o uso político da operação que é constatado nos diversos episódios midiáticos de execuções de mandados, ordens de prisão e condução coercitiva, como ficou evidenciado na condução do ex-presidente Lula, ainda que inexistentes as situações previstas no Artigo 206 do Código Processual Penal. Além disso, o vazamento seletivo e antecipado de informações a determinados grupos de imprensa fere o direito de defesa dos envolvidos e retira a possibilidade da sociedade brasileira em saber a verdade dos fatos.

Ressalta-se ainda a urgência de se iniciar um amplo debate na sociedade brasileira sobre a necessidade de controle social do Poder Judiciário, da mesma forma e alcance que se espera dos Poderes Executivo e Legislativo em relação à transparência e responsabilização por seus atos. Nesse sentido, repudiamos também as manifestações de cunho corporativista e patrimonialista de apoio ao juiz Sergio Moro promovidas pela Associação de Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e pela Associação de Magistrados Brasileiros (AMB) que ignoram seletivamente as ilegalidades cometidas no âmbito da “Lava Jato”. Também denunciamos as chamadas “10 Medidas Contra a Corrupção” promovidas em parceria com o Ministério Público Federal do Paraná parcialmente inadequadas aos direitos assegurados pela Constituição, tais como restrição do habeas corpus, criação de tipos penais que causam inversão do ônus da prova que caberia à acusação e inobservância do direito ao contraditório.

As interceptações telefônicas divulgadas em 16 de março de 2016, no momento em que manifestações já ocorriam nas ruas de diferentes cidades brasileiras e obtidas de forma ilegal deflagram a atuação do magistrado e de instituições do Judiciário que não coadunam com suas respectivas funções e que culminaram em convulsão social. Ressalta-se que a divulgação de interceptação telefônica obtida ilegalmente e depoimentos posteriores também se configuram em crimes previstos na Lei 9.296/1996, Art. 9º (“a gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial”) e na Lei 7.170/1983, em seus artigos 21 a 23 (revelação de segredo obtido em razão de cargo relativa a ações policiais, caluniar ou difamar Presidente da República imputando fato como crime ou ostensivo à reputação ou ainda dar publicidade a processos ilegais para alteração da ordem política ou social).

Requeremos, nesse sentido, que o Conselho Nacional de Justiça não se furte de suas atribuições institucionais (previstas no §5º do Art.103-B da Constituição Federal e Artigo 31 do Regimento Interno do CNJ) para o acompanhamento e fiscalização das ações ilegais cometidas e amplamente divulgadas pelo Juiz Sergio Moro, Ministério Público Federal do Paraná e a Polícia Federal. Solicitamos veementemente, do mesmo modo, que se manifeste de forma célere e tempestiva seu posicionamento frente ao golpe de Estado engendrado com o amplo uso de instituições estatais.

As entidades aqui relacionadas assumem seu papel protagonista na conquista de diferentes direitos sociais e defendem toda e qualquer investigação sem restrições ideológicas ou partidárias, porém reafirmam não compactuar com o uso político de instituições estatais na conformação do golpe de estado em curso.

Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Campinas
Associação dos Geógrafos Brasileiros – Diretoria Executiva Nacional
Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Porto Alegre
Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção São Paulo
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (Anpege)
Associação de Docentes da Unicamp (Adunicamp)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística  (ANPOLL)
Fóruns e Redes de Defesa dos Direitos da Cidadania do Maranhão
Relatoria Estadual de Direitos Humanos dos Fóruns e Redes de Cidadania (MA)
Centro de Desenvolvimento Comunitário de Maravilha (CDECMA)

Para assinar, entre em contato: campinas@agb.org.br

Ainda sobre Francky Altineus

Muitos amigos entraram em contato para perguntar o que aconteceu a Francky. Alguns textos do jornal Le Nouvelliste dão conta do ocorrido. Traduziremos em breve.

 

Barbarie entre ciel et bananeraies…
Roberson Alphonse, em 12/02/2016, para o Le Nouvelliste

Deux passagers d’un autobus ont été tués par balle par des hommes armés à Bercy, non loin de St-Médard où ils ont aussi incendié un sous-commissariat et attaqué une maison de transfert et une caisse populaire.

Samedi 6 février 2016. La fin de mandat du président Michel Martelly dans les prochaines 24 heures alimente les discussions dans cet autobus « pappadap » assurant le trajet Port-au-Prince-Gonaïves. Comme dans les véhicules de transports en commun, aussi bruyant que le café du commerce, les opinions sont exprimées avec liberté, dans un parfait mélange de sarcasme et de gravité par rapport à l’avenir du pays. D’autant que la veille, dans la capitale et ses environs, des hommes en treillis, armés de fusils M1, de fusil à pompe calibre 12 et de pistolets, défilaient à la barbe de policiers sages comme des images.

Dans le bus qui, après Cabaret, sur la nationale # 1, traversait les bananeraies, personne ne soupçonnait l’innommable. Mais à Bercy, des hommes armés, sortis de nulle part, ouvrent le feu sur le bus. Il était autour de 11 heures 30, raconte un stagiaire de la rédaction du Nouvelliste, qui se rendait aux Gonaïves. Le chauffeur accélérait et les passagers hurlaient pour qu’il s’arrête alors que les bandits armés, certains encagoulés, vidaient leurs chargeurs. « Je suis touché à la jambe, je suis touché à la jambe », hurlait le conducteur. Une fois le véhicule immobilisé, les bandits ont braqué et pillé les survivants. « Ils ont pris mes deux téléphones », souligne notre collaborateur, sonné, à la merci de ces bandits.

L’odeur de poudre, de sang frais montait. Deux personnes sont mortes. Deux autres étaient grièvement blessées. Il y avait plusieurs blessés, explique le jeune journaliste. La peur au ventre, livré à ces assassins sous un ciel bleu clair, les bandits ont mis le feu au véhicule. Le cadavre de l’une des victimes, à côté de la portière, a été carbonisé.

« J’étais avec deux autres passagers quand les bandits nous ont intimé l’ordre de courir et de ne pas regarder derrière au risque de recevoir une rafale », raconte l’étudiant finissant en communication sociale à la Faculté des sciences humaines. Il a marché dans les bananeraies avant d’arriver à St-Médard, non loin du centre-ville de l’Arcahaie. Là aussi, les bandits armés avaient laissé désolation mais n’ont pas fait de victimes au sein de la population. Le sous-commissariat, à la lisière de la route nationale numéro 1, a été incendié. Une maison de transfert d’argent et une caisse populaire ont été attaquées. La police est aux abonnés absents. Les bandits, libres comme le vent, ont érigé des barricades en pierre sur la route. Des casques bleus, des agents de la BOID sont intervenus par la suite.

Samedi, au niveau de Cabaret, des policiers apeurés, informés de ce qui s’est passé, se sont contentés de déconseiller l’usage de ce tronçon à des automobilistes qui se rendaient sur la Côte-des-Arcadins, une zone à forte concentration d’hôtels.

Dans une note de presse rendue publique le 10 février 2016, l’association nationale des caisses populaires haïtiennes (ANACOPH) a fait part de sa consternation après l’attaque de la « Kes Popilè Kabare » PPK. « Cet acte odieux et malsain met en péril les efforts consentis par les masses de se mettre ensemble en vie de trouver un mieux-être dans le pays où le crédit au plus démunis est un luxe », a indiqué la note qui presse les autorités policières et judiciaires à faire tout ce qu’il pour que les auteurs ces actes soient punis conformément à la loi. L’ANACOPH, dans cette note signée par le président du conseil d’administration, invite également les autorités à garantir la sécurité pour que la population puisse vaquer à ses activités tranquillement.

Cruauté à Arcahaie : un professeur d’université assassiné…

Juno Jean Baptiste, em 18/02/2016, para o Le Nouvelliste

Franky Altinéus, 30 ans, géographe, professeur d’université, détenteur d’une maîtrise en géographie de l’environnement et fraîchement habilité à entreprendre des études de doctorat au Brésil, fut des passagers qui ont été assassinés le samedi 6 février à bord du minibus assurant le trajet Port-au-Prince/Gonaïves. La nouvelle n’a pas fait grand bruit jusqu’à ce que le père ait découvert le corps de son fils geler à la concave d’une morgue à Arcahaie lundi dernier.

Jeudi matin. À Delmas 69 prolongé, au fin fond d’un dédale de bâtisses, des badauds devisent dans un coin. « Un type de bien », « Il était très réservé », « Il avait toujours un livre entre ses mains »… Chacun d’eux fouille sa mémoire en quête d’un souvenir de Francky Altinéus assassiné, comme d’autres, il y a bientôt quinze jours, à Bercy, non loin de Saint-Médard (Arcahaie), par des criminels lourdement armés. En contrebas, un lourd silence enveloppe la cour de la maison familiale. Son père, François Altinéus, mécanicien depuis plus de trente ans, larmes aux yeux par moment, est comme dans un rêve. « Li mouri konsa vre, li mouri kansa vre, li mouri konsa vre », ressasse-t-il, la voix blanche, comme un refus d’avaler la pilule.

Entre des appels de réconfort et les hèles de sa femme, Francois Altinéus, père d’une fratrie de cinq enfants dont Francky est l’aîné, est sans voix. « C’est la boussole de la famille. Le guide », bredouille-t-il, entre deux soupirs, sous les regards sensibles d’un homme qui remet de nouvelles couches de peinture aux murs de la petite maison familiale, là où Francky Altinéus a grandi. Diplômé en histoire et géographie à l’École normale supérieure (ENS), Francky, boursier de l’État haïtien, avait poursuivi ses études au Brésil où il a obtenu une maîtrise en géographie de l’environnement à l’université d’État de Campinas. En avril 2015, il a regagné son patelin pour servir son pays. Et puis après, sans coup férir, la mort vient l’arracher brutalement aux siens parce qu’il devait se rendre justement aux Gonaïves ce jour-là aux fins de dispenser un cours à l’université publique de l’Artibonite. Ce, pas n’importe quelle mort. Cette mort-là fut violente, voire inommable au moment où les politiques de Port-au-Prince se chamaillaient encore sur un consensus autour de l’après 7 février.

François voit le monde s’écrouler sur son dos; lui qui ne peut plus exercer son métier de mécanicien, parce que paralysé de la main gauche depuis quelque temps. « J’ai dépensé tous mes maigres avoirs pour élever Francky. Il incarnait tout mon espoir », dit-il, revenant aux faits. Francky devait rentrer après le carnaval. Chez lui, à Port-au-Prince, on lui a laissé à manger. On l’appelait sur son téléphone mercredi soir, ça n’a pas sonné. On le rappelait le lendemain. Silence persistant. « C’était écrit qu’on ne se reverrait plus », lâche François, fataliste. Malgré tout, malgré les douleurs, il essaie de tenir le coup, très acrimonieux au passage envers « les autorités de Port-au-Prince qui ne font rien pour protéger les Haïtiens ».

En découvrant le corps de son fils lundi dernier dans une morgue privée à Arcahaie et en voulant le rapatrier à Port-au-Prince, François voit ses peines s’alourdir. Les responsables lui réclament 5 000 gourdes par jour, arguant que c’est la justice, après le constat légal, qui les a autorisés à lever le cadavre. Autant dire que la famille devrait sortir la bagatelle somme de 65 000 gourdes, équivalant à 13 jours, pour le récupérer. « l’argent que nous n’avons pas », souffle François, rappelant que les enseignants de l’ENS sont en consultation pour lui venir en aide. Frantz Joseph, ancien de l’ENS, ami de longue date de Francky, est accablé. « C’était un frère. Une longue histoire entre lui et moi », confie-t-il.

Né le 28 septembre 1985 à Port-au-Prince, Francky Altinéus a fait ses études classiques au lycée Anténor Firmin. Devant sous peu repartir pour le Brésil en vue d’entreprendre des études de doctorat toujours en géographie, il était également professeur dans différentes écoles de la place, dont le collège Canado-Haïtien. « C’était quelqu’un qui aimait son pays. C’est pourquoi il y est retourné l’année dernière pour y mettre à profit ses compétences », enchaîne Frantz Joseph, admettant que son collègue aurait pu, comme d’autres, fuir cette île mangeuse d’hommes, là où la vie ne tient qu’à un fil. Francky n’est plus, alors que les assassins qui se sont aventurés dans cette barbarie sont encore éparpillés dans la nature. Il laisse sa famille en lambeaux. La date de ses funérailles n’est pas encore connue.

Justice pour Francky ALTINEUS!!

Note de presse, 18/02/2016

Nous, étudiant(e)s haïtien(ne)s et ami(e)s brésilien(ne)s, à l’Université d’État de Campinas (UNICAMP)-Brésil, signataires de cette note de presse, sommes révolté(e)s, frustré(e)s, indigné(e)s, face à l’assassinat tragico-arbitraire de notre collègue-ami, Francky ALTINEUS (licencié en Histoire et Géographie à l’Université d’État d’Haiti (UEH), maître en Géographie à l’Université d’État de Campinas (UNICAMP) -Brésil).

Après avoir décroché son diplôme de maîtrise et pendant que le processus de son doctorat est en cours à la même université, il a choisi d’apporter son appui au système éducatif de son pays. Comme récompense, à cause de l’instabilité politique en Haïti et l’absence totale du respect des droits humains et des principes démocratiques tout au long de l’administration Martelly, Francky ALTINEUS a été lâchement assassiné par des malfrats en treillis au cours des évènements du 6 février 2016 à l’Arcahaie.

Ce jour -là, Francky se rendait dans le département de l’Artibonite pour dispenser des cours à l’Université publique des Gonaïves quand ces malfrats en treillis ont tiré dans les toutes directions, pillé une caisse populaire et mis le feu au sous-commisariat de la zone. Avant cet acte barbare, des hommes lourdement armés en habits militaires – qui se réclamaient des anciennes Forces Armées d’Haïti (FADH) – défilaient dans plusieurs villes du pays, jouissant de la passivité totale des autorités haïtiennes, selon des informations diffusées par des médias en Haïti. Ce cas, parmi tant d’autres, explique pourquoi beaucoup d’Haïtien(ne)s formé(e)s ne veulent pas se risquer en Haïti, alors que le pays a tant besoin d’eux.

D’abord, nous présentons nos sincères condoléances à la famille du très regrétté Francky ALTINEUS, à ses proches, ses collaborateur (trice)s et ses ami(e)s. Nos sympathies s’adressent aussi aux familles des autres personnes frappées par cet acte de barbarie.

Ainsi, nous ne pouvons ne pas exiger que la lumière soit faite sur cet énième cas qui continue à endeuiller notre société quand nous savons pertinemment que celui-ci n’entre pas dans le cadre de l’insécurité généralisée, mais celui d’un désordre gouvernemental. En ce sens, nous exigeons justice et réparation pour la famille de Francky et celle des autres victimes du même acte inhumain, et que les auteurs et coauteurs soient poursuivis et condanmés selon la loi.

Enfin, nous, étudiant(e)s haïtien(ne)s et ami(e)s brésilien(ne)s à l’Université d’État de Campinas (UNICAMP)-Brésil, ce cas regrettable et révoltant ne va pas nous faire reculer dans la lutte pour une Haïti meilleure, voilà pourquoi nous exigeons aux autorités judiciaires d’ouvrir une enquête en urgence sur ce cas et de prendre toutes les mesures nécessaires et adéquates pour punir les coupables. Nous exhortons également les autorités concernées du pays de prendre toutes les mesures pour garantir les droits et la sécurité de tous les citoyens.

Signataires: 1. Dieumettre JEAN, Liencencié en Lettres-Portuguais et Étudiant en Études Littéraires. 2. Jonhy HILAIRE, Liencencié en Philosophie, Diplomé en Anglais et Maîtrise en Administration Publique. 3. Berno LOGIS, Licencié en Histoire. 4. Frantz Rousseau DEUS, Licencié en Sciences Sociales, Licencié en Sciences Politiques et Étudiant en Sociologie. 5. André PELIZARIO, Étudiant en Sciences Sociales. 6. Fernando Antonio DA SILVA, Doctorant en Géographie. 7. Fernanda LEMOS, Doctorante en Sciences de l’Éducation. 8. Ismane DESROSIERS, Étudiant en Géographie. 9. Wesner SAINT-JUSTE, Étudiant en Linguistique. 10. Tomy FÉLIXON, Étudiant en Mathématiques. 11. Aristide STÉNIO, Étudiant en Physique. 12. Miseline CAZENEUVE, Licenciée en Sciences de l’Éducation. 13. Genevieve CHERY, Licenciée en Sciences de l’Éducation. 14. Velna BOUZI, Licenciée en Sciences de l’Éducation. 15. Oreste ST. BRICE, Licencié en Sciences de l’Éducation. 16. Jn Renel FRANÇOIS, Maîtrise en Mathématiques 17. Josaphat DESBAT, Étudiant en Génie Électrique. 18. Joël VILTUS, Étudiant en Géologie. 19. Sudly Amonsen Raphael SAINTIL, Étudiant en Linguistique 20. Jean Erzind BRISSON, Étudiant en Physique. 21. Joseph Enock PLACIDE, Maîtrise en Sociologie. 22. Kelan JEAN LOUIS, Étudiant en Pédagogie. 23. Philemon DELVA, Étudiant en Génie Informatique. 24. Guerby SAINTE, Étudiant en Géographie. 25. Berhman GARÇON, Maîtrise en Anthropologie. 26. Marie Claire GARRAUD, Maîtrise en Sciences Infirmières. 27. Johnny ALOUIZOR, Étudiant en Statistiques. 30. Nouze VOLCIMUS, Étudiante en Sciences Infirmières. 31. Vagner CHARLES, Maître en Sciences de l’Éducation. 32. Ana Elisa BERSANI, Doctorante em Antropologie Sociale. 33. Ricardo CASTILLO, Docteur en Géographie, Prof à l’Université de Campinas, (Orienteur de Francky ALTINEUS en Maîtrise). Fait à Campinas/São Paulo/ Brésil, le 18 fév. 2016 Contacts: lesaged18@yahoo.fr Tél:+(55)19993659143

Francky ALTINEUS (1985-2016)

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Recebemos com muito pesar a notícia de que o companheiro Francky Altineus faleceu em Porto Príncipe, em circunstâncias ainda não esclarecidas. Francky foi um dos diversos estudantes haitianos que vieram viver e estudar no Brasil após o terremoto de 12 de janeiro de 2010, e também nos ensinar mais sobre a realidade de seu país.

Formado em Geografia pela Université d’État d’Haïti, ele veio inicialmente cursar Ciências Sociais, pelo programa Pró-Haiti da CAPES, mas logo iniciou o mestrado no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Unicamp. Foi quando ele se aproximou da AGB-Campinas, tendo participado do Congresso Brasileiro de Geógrafos em Vitória, como muitos se recordam.

Em fevereiro de 2015, ele defendeu a dissertação de mestrado intitulada Espaços agrários no Haiti: estrutura fundiária e produção de arroz no departamento de Artibonite, orientado pelo Prof. Ricardo Castillo, e em seguida, retornou ao Haiti.

Ele deixou muitos amigos em Campinas.

A AGB-Campinas lamenta profundamente sua perda, estendendo seus sentimentos aos demais amigos e à família.

Diretoria Executiva Local

A foto, feita pela jornalista Lana Torres, ilustra também uma reportagem de que Francky participou em 2014.

 

Assembleia geral ordinária, 20 de janeiro, às 18 horas

Prezados(as) associados(as),

a Diretoria Executiva da Seção Local de Campinas da Associação dos Geógrafos Brasileiros convoca assembleia geral ordinária a ser realizada no dia 20 de janeiro de 2016 (quarta-feira), às 18 horas em primeira chamada e às 18 horas e 15 minutos em segunda chamada, na sala 10 do prédio da Pós-Graduação do Instituto de Geociências da Unicamp, no prédio da Engenharia Básica (Rua Candido Portinari, s/n, Cidade Universitária, Campinas-SP), para discussão da seguinte pauta:

1) Informes

ORDEM DO DIA

2) Balanço das atividades de 2015
3) Calendário de atividades do 1º semestre/2016
4) Aprovação do relatório financeiro e do relatório de atividades
5) Eleição de delegados para a 125ª RGC
6) Discussão sobre a 125ª RGC
6) Moção de apoio à Ocupação Vila Soma
7) Outros assuntos

Os associados que não puderem comparecer à assembleia podem enviar sugestões concernentes ao item acima para a secretaria da AGB-Campinas por meio do e-mail campinas@agb.org.br até a manhã do dia 20 de janeiro.

Diretoria Executiva Local

Campinas, 15 de janeiro de 2016.

Documentos
Ata da assembleia geral ordinária da AGB-Campinas realizada em 01/10/2015
Ata da 124ª Reunião de Gestão Coletiva (Catalão, 10 a 12 de outubro de 2015)
Ata da plenária final do VIII Fala Professor
Convocatória da 125ª Reunião de Gestão Coletiva (São Paulo, 29 a 31 de janeiro de 2016)
3ª Circular do XVIII Encontro Nacional de Geógrafos

Revista Terra Livre adere ao SEER e divulga chamadas de artigos

A Revista Terra Livre migrou para a plataforma do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER) e divulgou chamada para três números. Veja, abaixo, a mensagem da Comissão de Publicações da Diretoria Executiva Nacional da AGB:

Comunidade agebeana,

A Revista Terra Livre está aderindo também ao formato online, através do sistema SEER – o formato impresso continua, mas agora agregamos também o meio digital. O novo formato encontra-se ainda em fase de finalização da inserção de todas as edições, e pedimos desculpas por alguma falha, falta ou incorreção que ainda não acertamos, mas convidamos para uma visita em nossa página.

Hoje, em nosso endereço eletrônico, já encontram-se disponíveis os números de 01 a 40 – ressalvando-se algumas lacunas, como a TL 11-12, pelas dificuldades envolvidas no processo de digitalização página por página de cada revista impressa. Em breve, os números 41 e 42, que estão já finalizados em processo de editoração, serão também disponibilizados.

Convidamos também nossa comunidade para novas submissões de artigos, para os números 43, 44 e 45, cujas ementas de chamadas encontram-se abaixo. O prazo para submissão desta chamada tripla encerra-se no dia 31 de março de 2016.

A todas as pessoas que, ao longo deste último período, fizeram submissões através do email terralivreagb@gmail.com, informamos que entraremos em contato individualizado. Este endereço de email continuará sendo nosso canal de comunicação com a comunidade.

Contamos com o apoio de toda a comunidade para o fortalecimento deste importante instrumento de nossa entidade.

Saudações agebeanas,

Comissão de Publicações da AGB-DEN (2014-2016)
Renato Emerson dos Santos
André Pasti

REVISTA TERRA LIVRE (versão online)

http://www.agb.org.br/publicacoes/index.php/terralivre/index

terralivre

NOVAS CHAMADAS PARA SUBMISSÃO DE ARTIGOS

Revista Terra Livre n. 43 – “O Brasil e a construção endógena do pensamento geográfico”

O que constrói a unidade do pensamento geográfico brasileiro? Escolas de pensamento se constituem a partir da organicidade e circularidade de referenciais de construção das ideias, que delineiam as agendas legitimadas, percursos válidos, bases teóricas e cânones epistêmicos. Existe uma “Escola Brasileira de Geografia”? A geografia brasileira pode ser chamada de “Escola Brasileira de Geografia”? Qual a relação entre o predomínio do remetimento à realidade brasileira e a constituição do pensamento geográfico brasileiro? Este número deverá abordar problemáticas como: a construção do pensamento geográfico a partir da realidade brasileira; a unidade e relações/conexões dos processos geográficos que ocorrem no Território Brasileiro; a Educação e Ensino de Geografia tendo em vista o pensamento da geografia e o Brasil; entre outros temas afins.

Revista Terra Livre n. 44 – “Das transformações do mundo do trabalho à precarização da educação”

As transformações do mundo do trabalho implicam em um conjunto de ações como: flexibilização, terceirização, racionalização de processos e exploração que desregulamentam direitos e criminalizam as lutas dos trabalhadores, constituindo um quadro de precarização. No âmbito da educação a precarização envolve o controle do quê ensinar, como ensinar e para quem ensinar. Isso implica na análise da formação docente e dos conteúdos da geografia. Reconhecendo essas condições históricas, é urgente que neste número da Revista Terra Livre sejam debatidos: qual o significado de ensinar geografia atualmente? Qual o papel da geografia na educação brasileira? Qual o papel da geografia na análise e na transformação da sociedade?

Revista Terra Livre n. 45 – “(Qual) é o fim do Ensino de Geografia?”

Esta edição se agrega ao processo de organização do VIII Encontro Nacional de Ensino de Geografia – Fala Professor, realizado pela AGB em Catalão (GO) em outubro de 2015. Neste sentido, o dossiê conclama artigos relacionados aos Eixos Temáticos delineados para o evento, a saber: 1. Educação popular e contra-hegemônica (Educação do campo, Educação popular, Educação indígena); 2. Direitos humanos (Diversidade cultural, Étnico-racial, Inclusão, Questão de gênero e sexualidade); 3. Políticas e lutas educacionais (Precarização do trabalho docente, Políticas educacionais, currículo e mecanismo de avaliação, A geografia na sala de aula frente à mídia e as geografias hegemônicas); 4. Práticas de Ensino (Novas tecnologias e outras geografias, Práticas pedagógicas e materiais didáticos). Outros temas associados à provocação trazida no tema do evento “(Qual) é o fim do Ensino de Geografia?” – como outras políticas públicas e ações no campo da educação e do ensino da geografia também serão aceitos.

Região do BAMAPITO é tema de livro

Anunciamos o lançamento do livro Modernização e regionalização nos cerrados do Centro- Norte do Brasil: Oeste da Bahia, Sul do Maranhão e do Piauí e Leste de Tocantins organizado pelo Prof. Dr. Vicente Eudes Lemos Alves, do Departamento de Geografia da Universidade Estadual de Campinas, ex-diretor e atual vice-diretor da AGB-Campinas. A proposta do livro em forma de coletânea tem como objetivo discutir os aspectos geográficos, econômicos, políticos, sociais e históricos de uma das regiões do território brasileiro de relevantes avanços do agronegócio nas últimas três décadas. Trata-se da área de bioma de cerrado envolvendo o oeste da Bahia, o sul do Maranhão e do Piauí e leste de Tocantins. Esta região a que foi atribuída a expressão “região de cerrados do centro-norte do Brasil”, vem sendo denominada de BAMAPITO e vem despertando interesse do planejamento estatal e de grandes grupos econômicos privados pelo grande potencial de exploração existente. Nela, a produção agrícola moderna teve considerável crescimento, com destaque para a produção de grãos (com predomínio de soja) e de algodão em monocultivos instalados nos vastos chapadões planos que antes havia vegetação de cerrado. Na coletânea, prefaciada por Rogério Haesbaert, com participação de 12 autores, busca-se analisar os distintos aspectos das transformações produzidas pela instalação de novos agentes econômicos na região, bem como as resistências desenvolvidas pelas populações locais em defesa de seus territórios e de manutenção de suas práticas cotidianas de apropriação e uso dos espaços de vida. Nesse sentido, priorizou-se o enfoque de questões abordando as seguintes temáticas: os antigos e novos usos econômicos da região e as transformações produzidas no espaço agrícola e da cidade a partir do avanço do agronegócio; as formas de ocupação e apropriação das terras pelos novos e velhos agentes econômicos; os conflitos socioterritoriais e as resistências da população camponesa; os tipos de urbanização e os fluxos migratórios em curso envolvendo produtores agrícolas, trabalhadores, prestadores de serviços e comerciantes de distintas atividades econômicas; a produção agroindustrial e o desenvolvimento dos meios de transportes necessários ao escoamento da produção agrícola em larga escala.

O livro pode ser comprado online na loja da Editora Consequência.

Referência
Modernização e regionalização nos cerrados do Centro- Norte do Brasil: Oeste da Bahia, Sul do Maranhão e do Piauí e Leste de Tocantins / Organizador: Vicente Eudes Lemos Alves. — 1. Ed. – Rio de Janeiro: Consequência Editora, 2015.
360p. ; 16x23cm. ISBN 978-85-69437-06-2 (broch.)