Complexos industriais, circuitos espaciais produtivos e direito reflexivo

  • Ricardo Mendes Antas Jr. USP

Resumo

O artigo analisa algumas diferenças básicas dos complexos industriais em relação ao período fordista e ao que o sucede, especialmente no que tange à indústria de alta tecnologia. Os complexos industriais atuais de alta tecnologia já nascem especializados em algum tipo de tecnologia sofisticada, e não alta tecnologia de um modo geral conforme era tratado na década de 1980, e em grande medida são constituídos por circuitos espaciais produtivos. Isto implica numa diferenciação profunda em relação ao passado, pois os circuitos espaciais produtivos são planetários, transnacionais, e comandados em grande medida por corporações dos setores implicados. Ao mesmo tempo os complexos industriais são nacionais já que são incentivados e subsidiados direta e indiretamente pelo Estado e também são constituídos por empresas nacionais pequenas, médias e grandes. Por fim discutimos como os círculos de cooperação no espaço vem baseando as suas ações de promoção à cooperação capitalista por meio do desenvolvimento do direito reflexivo utilizando formas de judicialização não-estatais ou soberanas.

Biografia do Autor

Ricardo Mendes Antas Jr., USP
Graduado em Geografia pela Universidade de São Paulo (1989), mestre em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (1995) e doutor em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (2002) com um ano de especialização na França - Paris I, Sorbonne (1997-98). Atualmente é professor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo, na cadeira de Geografia Urbana. Tem experiência na área de Geografia Humana, pesquisando principalmente nos seguintes temas: reestruturação urbana e refuncionalização do espaço, hegemonia corporativa, soberania de Estado, pluralismo jurídico, globalização e circuitos espaciais produtivos e círculos de cooperação do complexo industrial da saúde. É Editor da Revista Geousp: espaço e tempo desde julho de 2013 e Pesquisador do CNPq - Produtividade em Pesquisa desde 2015.
Publicado
2015-06-30
Seção
Artigos